quarta-feira, 29 de abril de 2009

Se ferrando em tudo.

Parafraseando o nome de um blog que vocês já sabem qual, começo esse post singelo para deixar registrado o momento nuvem negra que está es-ta-ci-o-na-da em nossas cabeçinhas. Sejam elas uma loira, outra platinada, ruiva, morena e por aí se vai longe.

Ma che cazzo...

OK, problemas a gente sempre tem um ou outro, normal da vida até aí. Mas que raios de tanto aborrecimento e problemas que tem aparecido dia após outro. Parece até uma corrente, depois de uma baita porrada, vem outra... Mais intensa ou não, vem... Não dá descanso!Por que as coisas não podem simplesmente ficarem bem? Por que de vez em quando, a vida não nos deixa respirar aliviados, eu digo, completamente aliviados quase em alfa???

Talvez seja aí que se esconda o tal do mito que chamam de felicidade. Todo mundo acredita que buscando com vontade um dia ela vai ser só da gente, e nunca mais vai embora... A felicidade é tão efêmera quanto uma baforada de fumaça. Ela entra, preenche um vazio momentaneamente e mesmo a gente querendo segurar, ela escapa.
Querendo de novo, tem que saí por aí e procurar, e daí... Adivinha? Eventualmente a gente acha ou nos atinge justamente sensações contrárias. Os substantivos femininos: melancolia, tristeza e amargura.

Ou seja, a vida não nos deixa em paz nunca, porque talvez é assim que tenha que ser. É um empurrãozinho, mesmo que meio malvado às vezes, para a gente seguir querendo alguma coisa. Nem que seja querer mudar tudo. E para seguir atendendo aos desmandos da vida, há que ser forte. Tem gente que simplesmente não aguenta e desiste dela... Quem permanece, guarda histórias para lembrar, boas e ruins, até o dia que devemos nos despedir.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Eles se acham!

Semana passada a Loira comentava comigo como tem homem que se acha importante! Eu concordei, claro, ficamos relembrando casos atuais e suas ocorrências de megalomania, mas hoje, vi de perto um comportamento de um homem acuado. Um homem que se achava O IMPORTANTE e hoje notou que não tem tanta importância assim.

Eis que tem um co-worker meu, um certo semi-italiano. "Me estranhei" com ele umas duas vezes e um certo dia eu levei um belo bolo dele. Fiquei indignada, dei gelo nele, falei poucas e boas - como qualquer mulher! - e ele veio todo "cãozinho arrependido" pedindo desculpas e prometendo nunca mais fazer isso. Acontece que na época eu ficava com ele, mas agora a situação é totalmente diferente...!

Como já dito nesse blog, andei rodopiando meu corpinho com um sansei forrozeiro e caí na armadilha. Enfim, escolhi alguém para onde voltar às minhas atenções e embora não tenha dado certo, ainda é nele que penso quando ponho a cabeça no travesseiro. Agora, ele é o importante.

Semana passada, chamei o gêmeo-mau para ir na ARUN comigo, e ele alegou insuficiência financeira. Como fiquei sem date para a ocasião, encontrei o italiano sem fazer nada e resolvi convidar. Ele topou, mas não apareceu. Se fosse há um mês atrás, talvez eu tivesse ficado bem chateada, mas na verdade eu não dei a mínima.

O comportamento do gajo desde então tem sido semelhante ao de uma criança que aprontou alguma e está com medo de que alguém descubra. Ontem, ao entrar na sala dos professores, ele estava lá. Dei um OI generalizado para todos e não ouvi a voz dele respondendo. Continuou com a cabeça baixa, provavelmente com medo de alguma represália. Deve ter achado estranho o fato de que eu não disse nada, e depois veio me cumprimentar individualmente. Ao que respondi com um sorriso no rosto como quem não lembra do que aconteceu - ou não aconteceu! - no FDS.
Hoje, ele veio todo carino:

- What's up?
- Nothing!
- What are you up to?
- Nothing!
- Você tá chata hoje ein?
- Hahaha nada mesmo... só tô começando a ficar gripada!
- How have you been?
- Good!!

Aí, relutante, ele arriscou um:

- How have you been on weekends?
- Always partying!

Foi a minha resposta. Com um sorriso e um tchauzinho, fui dar aula. Ele deve ter ficado sem entender porque não reclamei a ausência dele ou até mesmo o fato de ele não ter ligado pra avisar que não iria.

Só tem uma explicação: você não é tão importante assim!

domingo, 26 de abril de 2009

Back to 17...

Lembra quando você tinha 17 anos, saía com os amigos pra beber gummy? Ficava um bando de bêbado falando merdas e se constrangendo? Você pegava aquele cara/mina sem noção, mas que pra você era o supra sumo? Que a sua mãe te levava e o pai da sua amiga te buscava na festa? Eis o retorno aos 17 anos...

Saí com meus carinos amigos, os de tudão, mas a noite tava meio retrô: carro em casa e eu de carona com a mãe da Platinada. Festa de graça num local beeem amplo. Pouco dinheiro. Comecei a me sentir uma adolescente.

Depois de meia hora da gente berrando no celular “Onde vocês estão?” e “Manda uma mensagem, porra!” nos encontramos e daí pra frente o espírito teenager rolou solto. A Ruiva já tava calibrada com UM copo de vodka com energético e o resto começou a entrar na onda de bebedeira só com uma latinha, o espírito teen desceu de tudão! Com direito a dancinhas rebolativas no meio do caminho.

A gente foi atrás da tia milagrosa que tinha feito a Ruiva ficar em tal estado de alegria, a gente também queria atravessar o portal, né? Mas ao me deparar com a minha amada Xiboquinha por apenas 2 reais ah-há! Me joguei na cachaça e meu amigos quebrados e com uma sede de bebedeira seguiram o exxxquema. Bando de bêbado gritando loucamente um sobre o outro bebendo Xiboca. Noite memorável.

Eis que a Loirinha está a conversar com os amigos quando um grupo de rapazes se aproxima, incrédula, pasma, chocada, a Lôra identifica seu ex- dos anos de escola. Sim, meu ex- dos meus 17! Aquele badboy que todas as meninas eram loucas para ficar, que fazia tudo que não podia, que era uma gracinha! Pois lá estava ele, com a mesma cara do tempo de escola, eu incrédula e meio pra lá de Bagdá gritei: Não acredito que é você! Depois de três anos sem ver o meliante (e moramos na mesma cidade, hein!) imaginem o que rolou? Flashback. Mas muito melhor, no passado a Loirinha tinha levado um pé do meliante e ontem foi a vez dele. O gajo disse que se arrependeu de ter me trocado pela atual esposa dele, sim caro leitor, você leu corretamente ESPOSA! Pois é, o badboy virou pai de família com mulher e um filhinho lindo chamado Cauê, mas ontem ele era apenas o Leo, o que eu peguei e esnobei. Delícia.

Depois do flashback rápido bebi mais umas doses de Xiboca e um tal amigo da Ruiva que estava fazendo parte do grupo começou a atazanar a Loira por este evento, acabei usando ele de amygha e o puxei pra me acompanhar até ao banheiro. Não, eu não estava em condições de ir sozinha. Depois de quase cair subindo o degrau para ir ao banheiro e usar o masculino, tentei voltar ao local onde havíamos nos instalado, mas o gajo resolveu conversar mais de perto, a me atazanar mais de perto, a esperar um pouco mais, só lembro da seguinte frase: “Ah não me beija! Você já pegou duas amigas minhas!”, mas aí o beijo já tinha sido realizado, paramos atrás da Biblioteca Nacional com seguranças passando e parecendo dois adolescentes como era tão pertinente daquela noite “Vê se tem alguém olhando!!!”.

Saldo da noite:
seis amigos (mais os agregados) bêbados de cachaça e vodka, batendo na Loirinha porque tinha desaparecido por ae e não tinha avisado ninguém, Ruiva feliz da vida porque tinha pegado o gatcheeenho, Dona Gentileza e Caloura viraram best friends e fizeram arrecadação de cigarro na festa sem serem fumantes, Platinada e Concursada estavam putas da vida porque um ser sem noção começou a falar sandices sobre seus cortes de cabelo, Jorgito-de-tudão tava doidinho e só gritava insanidades sobre a minha pessoa.

Depois o papai foi me buscar na festa, eu tava tão bêbada que dormi no meio da conversa com as meninas no carro. Tracei uma pizza gelada com Coca e fui dormir.

Voltar aos 17 mais gata, não dando PT e sem aquele vestuário de gosto duvidoso. Se eu curti? Eu amey.

sábado, 25 de abril de 2009

Novas experiências? Não, obrigada!

Ontem, meio a contra-gosto, fui para a estatisticamente pior balada de Brasília, o dinner&lounge ARUN. A academia onde uma amiga trabalha comemorava um ano de existência lá, e ela me pediu pra ir. Ok, fui. Primeira indicação que a noite seria mais uma vez um fracasso: todo mundo que eu chamei começou a desistir. Mandei uns 10 ou mais nomes pra tal lista e acabamos em apenas eu e mais três. Ok, até aí, tudo bem.

Esses três eram minha amiga Mayara, meu amigo John e seu irmão-quase-gêmeo-de-tão-parecido, Andersson, que é considerado por unanimidade, um belo dum "picareta", let's put like this.

Eis que não bastasse essa fama dele, pelo jeito ele tem amigos do mesmo naipe. Chupa essa manga: estávamos balançando nossos corpinhos ao som do melhor house (pela primeira vez o lugar não tava over-crowded!), quando Andersson encontra um casal de amigos. Começam a conversar e pá, e quando ele volta diz que o casal perguntou se eu e o John estávamos juntos, dizendo que formávamos um belo casal, ao que ele respondeu: "pode ser!". Simplesmente, o tal casal de amigo nos convidou para um surubão no maior estilo Mamonas Assassinas. Me senti num filme pornô! Pior foi a cara do Andersson me olhando, e eu:

- O que foi??
- E aí, pensou?
- Pensou o que??
- Se vai com eles, uai!
- Tá maluco??? Qual o seu problema??

Daí foi a noite toda tentando não ficar muito perto do tal casal tarado "dando pinta".

Pra completar, no final, a tal amiga que tinha me convidado, se atirou nos meus braços, aos prantos, pela décima vez, por causa do namorado babaca. Eu perguntei: "até quando você vai aguentar isso?", e ela: "não seiiii", aos soluços, como se fosse uma criança.

Ou seja, essa balada costumava ser ruim por nunca acontecer nada. Agora ficou ruim por acontecer coisas bizarras! É cada uma que me aparece, viu...!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Pasmaceira versus Fúria

Pensando cá com meus botões: fico PUTA da vida quando não tenho o que eu quero!!! Acho que é por isso que as nossas amadas little girls desse blog estão em fúria, não têm o que querem ou não têm uma definição da pseudo-relação. Normal.

Eu estou num momento de pasmaceira impressionante, mar calmo, nada de ventos, sonhos azuis e tranquilos. Sem paixões ou decepções. Só eu e eu mesma. Pouco normal.

Poréeeeeeeeem, sim, sempre há um porém! Sabe aquele maldito xuxusete que quando você vê a janelinha do msn do infeliz subir numa quinta-feira a noite (oeeeee se ligou que foi agora?!) fica em fúria do nada?! Paidemisericórdia! Normal.

Não se trata de frio-na-barriga e emoções cor-de-rosa. É FÚRIA. É porque o fidiquenga nunca responde suas mensagens, te dá inúmeros bolos etc etc... Fúriaaaa total! Não tenho o que eu quero e eu quero DJÁ! Pouco normal.

Cara leitora, leitora amada, querida, salve, salve! Responda-me (de verdade, essa parte "comentários" é bem legal! escreve lá ;): Se você sem a menor notícia, sensação, vibração, presença, tchum do rapaz que você levou bolos, que não é respondida... começa DO NADA a pensar o quão fofo ele é, do meu anjo, da voz carina dele e pensa: Porra, esse fidiquenga bem que podia aparecer! Normal.

Poréeeeeeeeeee, sim, o porém bomba na loirice da geminiana aqui! Quando gajo finalmente liga no meio de uma tarde chocolatesca de quarta-feira só pra saber como você tá e avisar que a maledeta janelinha não vai subir por uns dias por problemas técnicos você volta à fúria. E se faz questionamentos infundados sobre o porquê misterioso do garoto ser ao mesmo tempo tão fidiquenga que só faz merda atrás de merda e, de repente, se tornar o queridinho que liga sem motivos. Pouco normal.

Caraleeeo. Fúria. Morra. Minha pasmaceira morre por uns momentos. Porque os meus questionamentos infundados de que "o que ele quer comigo afinal?" retornam brutalmente. Normal.

Conclusão. Quando ele não aparece adooooro o fidiquenga. Quando ele aparece quero matá-lo com a faca da cozinha ou enfiar-lhe uma vela de 7 dias nos fundilhos. Pouco normal.

Depois eu vou tomar uma água de coco e ler Lefigaro como se nada disso tivesse acontecido na maior pasmaceira do mundo. Normal ou pouco normal?

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Não fumo, não bebo e nem falo besteira. Puta que pariu, esqueci meu cigarro na porta do bar.

fonte: manualdocanalhaparão

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O show tem que continuar

Quanto tempo demora pra se levantar de um tombo? Tempo o suficiente para você levar outro na mesma velocidade. É, estou um pouco revoltada com a minha vida amorosa.

Meus dois últimos namorados foram pessoas pacíficas, cordeirinhas, guti-guti - totalmente opostos a mim. É claro que durou, mas no fim acaba que nenhum relacionamento sobrevive à falta de afinidades e choque extremo de personalidades. Quando fiquei solteira de novo, fui meio que com o pé atrás, mas fui arrebatada por uma paixão violenta. Era paixão mesmo. Um mês de felicidade e quase mais um para decadência, quando, como todos aqui já sabem a história, o infeliz resolve voltar com a tal ex-noiva. Pobre Ruiva! Apaixonada, teve que se obrigar a esquecer the huge crush. Não havia nada que ela pudesse fazer.

Eis que quando me recupero e me ponho em pé de novo, olho as opções, me protejo dos ataques dos cafas que enventualmente surgem na minha tela e de repente, lá vem ele... Galopando num cavalo branco - ou melhor, com passinhos de xaxado&bossa nova - pra me enfeitiçar com seu jeitinho de bom moço e sorriso de menino. Não demorou para essa patinha cair nos encantos forrozísticos daquele sansei! Apesar da história parecer com a do "noivinho", os dois eram totalmente opostos. Um totalmente físico, passional, voraz, avassalador. O outro, de mansinho, no jeitinho, na "inocência", no respeito total. E quando eu tava quase dizendo a frase: "agora vaiii...!", BUM! Mais um tombo inesperado! Terei que esquecê-lo também? Quanto tempo vai levar?

Devo me atirar do *Pátio Brasil? Quando coloco os dois pés atrás e não me entrego por inteiro, arranjo namorados que fazem tudo por mim, que me veneram e me adoram, mas que não são capazes de me fazer felizes. Quando me jogo nos braços de uma nova paixão, sou enlouquecidamente feliz por uma fração de segundos e depois me ferro dia após dia. O que isso me diz sobre paixões? Sobre mulheres como eu? Sobre personalidades como a minha?

A grande verdade é que não há receitas para encontrar o Mr. Right. E apesar de estar um pouco cansada de tantos tombos e levantadas, vou ter que mais uma vez, enfrentar a tal da fossa e não, não poderei desistir do amor. Porque ele faz parte de mim.

Quem sabe um dia esbarro no "noivinho" todo bolo-fofo e com os olhos não mais azuis, mas sim vermelhos, de ficar acordado pelas crianças? Quem sabe um dia encontro o japonês-forrozeiro ainda solteiro e pronto para aprender outros ritmos de dança? (Ah, não me peça pra imaginá-lo com outra mulher, ainda não cheguei nessa fase!) O fato é que, meu coração dói, mas ele sabe que sem amor, não pode viver. Sem nenhum tipo de amor.

Ainda bem que tenho meus amores Babi, Kérow, Mari e Ivy! =)


* Shopping brasiliense em que há grande índice de suicídios

segunda-feira, 20 de abril de 2009

E ninguem dirá que é tão diferente assim

Ontem, percebi que realmente não podemos esperar nada de ninguem. Não que isso seja ruim, de forma alguma pois sempre teremos pelo quê nos surpreender. No entanto, é MUITO ruim ao mesmo tempo.

Digo isso em relação ao novo menino na minha vida. Ontem, todos viram a cara do energúmeno e viram o QUÃO fofo ele é. De fato, ele é muito legal, muito tchucotchuco e tudo mais. Entretanto, não é o que eu espero e nunca esperaria de uma pessoa pra mim. Entendem? O problema aqui é que as expectativas jamais serão correspondidas por inteiro, sempre existirá algo a se discordar, algo que você vira e fala: DIZAS! Não somente da parte dele, ams da parte de qualquer outra pessoa na face da terra.

Será que realmente isso está certo? Ou será que o príncipe encantado esteja em outro lugar e é pra eu realmente pedir pro mundo parar pra eu descer na estação mais próxima para esperar pelo Romeu que virá me pegar de corsel branco galoupante? ou será que é pra eu começar a considerar que estou lidando com SERES HUMANOS e todos tem defeitos? É simplesmente para eu abrir a cabeça e abstrair todo e qualquer defeito que eu ache pessoalmente repugnante? Mesmo na pessoa que está começando a quebrar todo gelo que foi deixado pra trás pelo ex babaca, vale a pena?

Não sei se devo achar que será tudo diferente e que tudo vai mudar e que, por este serzinho ser muito mais maduro do que eu estava acostumada, chegarei a ter uma visão diferente do que é o amor. Até a uns meses atrás eu me recusava a admitir que amar era sofrer (leia-se Lulu Santos), isso mudou e agora está começando a voltar novamente a crença de que de fato existem pessoas legais no mundo. Poderei amar?

Ontem, como de praxe, era impossível falar com a criatura depois do show. Esse negócio de instrumentos e bla bla bla é complicado. LIGUEI. Pronto, disse! Liguei pra chamar pra sair, pra saber do paradeiro do meninote. Achei de fato que ele nao iria atender mas rolou um : "Oi Carol!" E eu me desconcertei. Ele atendeu e me recebeu com um OI totalmente receptivo. E me chamou de CAROL de primeira. Nem eu faço isso. Somente antendo com um Oi seco. Gostei. Shit. Será isso errado de se sentir? Passei uns 20 minutos no telefone. Perguntei da viagem e o porque do fato dele ter saido do palco diversas vezes durante o show ontem... ( sim eu observei). Ele me perguntou como eu tava e bla bla bla e combinamos de sair ...HOJE.

Será que será tudo diferente? Achei que tudo isso não ia passar de uma semana e ja tem duas. Ele é totalmente diferente de mim, será que é isso que o faz tão interessante? Não criando expectativas, jamais, porquer como diria a minha amiga Platinada: dê tempo ao tempo, aprenderemos a fazer issode uma forma ou outra.

Nada, nenhum relacionamento, pode ser tido como certo e previsível. Todos eles e NÓS mesmas meninas, temos que ser flexíveis a ponto de nos deixar levar mas sem cair e machucar. Assim, ninguêm dirá que é tarde demais (para amar), que é tão diferente assim (leia-se Los Hermanos).

sábado, 18 de abril de 2009

Homens de TPM

Sexta-feira santa não é dia de sair pra badalar, ouvi dizer. Vai ver que foi por isso que me dei tão mal na última. Não era bem uma balada. Era só um encontro casual com meu forrozeiro cativo (atualmente sem um nickname bloguísitico). Mal sabia eu que ele estaria de TPM e que o mundo estava prestes a desabar sobre a minha cabeça.

O que acontece quando uma mulher está de TPM? Não se gosta, se sente deprimida, preocupada, sensível, desanimada, a última criatura do universo. Foi assim que meu forrozeiro estava na sexta-feira da paixão. Aliás, paixão não tivemos. Tentei reanimar, brincar, aconselhar, consolar, mas meus encantos estavam sem efeito naquele dia.

TPM masculina. Quanto tempo dura a nossa? Uma semana? Se a deles for igual, já está na hora de acabar. 7 dias e apenas uma aparição no meio da semana. Aparição explicativa - ele continuava igual. O que pensar? O que fazer? Ou melhor, fazer? Esperar? O que ou pelo que?

Estou agora no lugar de um homem que sofre a TPM da esposa, mãe, irmã ou filha. Mas não saio de casa pra tomar uma cerveja. Reajo como uma mulher: choro. Esperneio. Questiono minha existência. Ou a dele em minha vida. Procuro explicações. Cogito tomar decisões. Crio expectativas. Tenho vontade de desistir. E de ir atrás. Enlouqueço!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Ain't recovering a bitch?

Antes de mais nada queria pedir para minhas caras amigas tradutoras que deixem esse giga post sendo o primeiro por alguns dias. Preciso ser ouvida, lida e entendida.
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Hoje, especialmente, algo aconteceu. Bizarro, estranho e inesperado. Eu, Caroline sem pseudônimos, entrei em choque com uma simples frase LOVE IS NEVER FOREVER. A sábia pessoa que me mostrou isso não sabe o que causou. E de fato, não sabe MESMO.
A sentença me fez pensar. PENSAR e refletir o que anda acontecendo comigo nesses ultimos 3 meses nos quais eu tenho estado por mim mesma. Cheguei a conclusão de que está tudo fora de controle simplesmente pelo fato de eu ter me fechado contra mim mesma. O defunto e os maledetos 5 anos me fizeram mais mal do que eu realmente tinha calculado e eu naõ estava preparada para infrentar o que eu TINHA que ter infrentando antes. Agora, parei e pensei e disse SIM ao ficou pra trás e analisei cada coisa no seu devido tempo e lugar.
As vezes qas coisas não saem como esperado. Acontece que de uns dias pra cá ando esperançosa, pelos motivos os já citados aqui. Erro cruel da vida.
Descobri que os mais fortes caem mais dolorosamente do que aqueles que estão aocstumados a cair. Alegria de pobre dura pouco e a minha foi-se embora. Achava eu que sendo totalmente untouchable eu estaria me privando de certas coisas apesar de saber talblem que eu estaria perdendo tantas outras. Mas não foi assim. No último post declarei abertura dos portos. Me esperancei e me enxi de espectativas. Não . O erro acabou me deixando pior e me pegou de calças na mão e me deixando ansionsa. Pra que eu ainda não sabia.
Fiz besteira por isso e nem tentei consertar. Disse " se tu não tiver na vibe de levar isso pra frente pra ver no que dá, me avisa que eu caio fora". O recado foi dado pra pessoa errada, da maneira errada mas na hora certa. Não escondi sentimento, nada. Fui verdadeira depois de tanto tempo. Leia-se aqui CAROL, sendo ela mesma.
Fiz o que fiz por estar extremamente machucada e ferida pelo o que passou. Meu bloqueio não me deixou senti o que eu precisava sentir e encarar naquele momento. Guardei tudo para explodir depois. Péssima idéia.
Posso ter perdido tudo como posso ter não perdido nada. So descobri que eu PRECISVA ser impulsiva dessa forma pra qu poder me sentir mais sozinha comigo mesma. Livre de tudo e de qualquer cosia que pudesse prender meu pensamento naquela hora. O recado não era pra ele ...era pro DEFUNTO.Coitada da criatura musicista. Não posso fazer mais anda agora uma vez que eu ja acabei com toda e qualquer chance que eu tinha. OU não. No entanto, eu PRECISVA DISSO. Tive saudades, não de alguem, mas de ser amada por UM alguem, em especial, merecedora de todos os meus impulsos, pitits e palavroes, tanto quanto o meu amor, sinceridade e fidelidade a prova de fogo. Olha no qeu deu, olha o que eu fiz por sentir falta do MEU amor.... eu mesma e eu.
Cansei de procurar e tentar fazer acontecer. CHEGA! Não quero mais bjinhos e tchau. Quero alguem que queira o mesmo que eu. Que deixe o tempo ditar o ritmo sem precisar cair e sair de si. Sair de mim.
Volto a fechar as fronteiras e volto a dizer não para querer dizer sim. Quem sabe? Quem sabe tenha alguem, por ai, que realmente será aquele alguem? Taking my breath away e sendo tudo o que eu espero?
As vezes , essa pessoa que eu espero aparecer by chance, seja eu mesma. Preciso ficar comigo, sozinha. Sou complicada , e quem quer ter o trablaho de descomplicar? Fraqueza.
Não me recuperei dos 5 anos. CONCLUSÃO de hoje. Sinto falta de ter alguem pra ligar, para se importar, para amar e acreditar e frases feitas mas ditas de coração. Será cedo pra recomecar? Sinto falta dele agora. DEFUNTO. Não posso. Não devo. ME senti perdida, sem chão por entar sentido algo que não deveria. Não soube como agir.
As vezes ser o que eu realmente sou é sempre o melhor. Volto a ser a Carol de sempre, a qual nunca devia ter deixado a casa aberta. Hoje a fecho, tranco, pra somente deixá-la ver o sol quando EU me sentir Eu novamente para abrir a porta com os vidrais quebrados pelas pedradas e varrer o quintal de todas aquelas folhas murcahs e caídas. Darei adeus, enfim, para o que ja foi e direi para o que virá: come what may! Hit me!

Depois da tormenta a calmaria.

Sabe do que mais? Se a gente quer mais é calmaria, a gente tem é que buscar por ela. Ontem eu personifiquei a drama queen. Eu sou meio drama queen mesmo, mas homens que fazem diferença intensificam isso em mim. Eu não gosto da chateação que é sofrer um drama sem necessidade, quem é que gosta? Geralmente fico eu em minha casa, tentanto ler um livro, uma Vogue, assistir um seriado... ou seja, me forço a não pensar naquilo e fico pior. Ontem fiz diferente sem planejar muito e deu certo.

Voltei pra casa depois do trabalho, resolvi umas coisinhas, tomei um banho e me ofereci para jantar na casa de uma amiga. O jantar não rolou, saimos juntas e comemos asinha de frango na rua. Acompanhadas de uma cerveja gelada - claro - e de uns cigarros também (meu caso). Nada como uma amiga que saiba ouvir! Além disso, que bem me fez esse blog! Antes de sairmos e comermos as tais asinhas, o computador dela tava ligado e enquanto conversávamos, resolvi dividir com as minhas outras amigas por aqui. Foi como uma catarse. Do lado dela falando e escrevendo, as minhas loucurinhas evadiram da minha cabeça perturbada e puf! Tinha passado. Just like that.

just like that. Eu começei a achar que tava muito doida mesmo e devia viver minha vida sem complicá-la ainda mais.

Hoje, tudo deu certo. Ele lá todo fofura, nem em sonhos imaginou o dramalhão da moça aqui ontem.

P.S: O post não é uma dica para que não percamos tempo tendo nossos momentos drama. Jamais. Eles acontecem e são bem-vindos porque nos fazem pensar e repensar tantos detalhes, que chega ser até bonito. A dica é: vá para casa; faça seu drama; retoque o blush e procure uma amiga para o tal do desbafo final. Eventualmente ela vai te fazer rir, você vai se distrair como não conseguiria sozinha tão bem e vai parar para pensar com mais calma e menos adrenalina no que foi exagero e no que não foi.

Tschüs und blütes.
(Tchau e flores)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Tipo inacessível.

Neste exatíssimo segundo, acabo de me recuperar de uma leve crise de natureza tipicamente pisciana. Pessoas leitoras, nunca deixem uma pisciana - ainda mais se ela for de transição - em dúvida. Entendam bem, a dica não é dizer qualquer coisa. Ela não quer ouvir qualquer coisa... A dica é: diga alguma coisa. Dê uma pista. Faça algum gesto. Elas entendem bem gestos, caras e principalmente palavras. O vazio no que diz respeito a respostas ou prováveis respostas deixam as piscianas loucas e completamente confusas, melancólica, irascíveis, iracundas - bem eu já disse irascíveis - e todas as outras coisas que uma diarréia mental e sentimental acompanham.

Para citar o querido e apetitoso Big, que quando esteve namorando uma movie star mas continuou amigo de Carrie - a Bradshaw -, sofreu uma crise inédita e desconhecida até então. Parece-se com a minha, lá vai:

"Carrie, Aidan, Do you understand my problem? She can reach me, but I can't reach her!"

Uma situação dessas pode levar uma pisciana e qualquer um, até O Big, à loucura.

Destruindo defesas

De verdade e em verdade eu vos digo: Porquê será que sempre quando nos sentimos fortes, imponentes e subindo a ladeira daquela incrível fossa que nos víamos a algum tempo atrás SEMPRE aparece alguma coisa que consegue quebrar-nos as pernas e nos fazer sentir o mais vunerável possível?
Me senti péssima ontem, estraguei expectativas, pulei por cima e sai de nariz empinado. Na verdade achava que estava fazendo a cosai certa, pois de fato "não estou aqui para ser feita de trouxa novamente" é um fato que anda bloqueando todo e qualquer tipo de envolvimento com quem quer que seja.
"AGORA É A MINHA VEZ! VAI SER DO MEU JEITO."
Mas ontem e excepcionalmente ontem, não me senti assim com uma simples frase "vou entrar nesse blog". Não me importei de início achando que iria parecer muito forte da minha parte parecer uma pessoa totalmente "to pouco me fudendo". No entanto, arrepiei, me arrependi e pensei: eu posso estar driving this person away. Mas minha sensação de auto-defesa está tão alto e tão imposto nesses últimos 3 meses que eu não conseguia sentir nada por ninguêm e ela está sendo simplesmente quebrada por pura delicadeza e cavalheirismo. Não por simples brutalidade, grosseria e falta de interesse como eu me acostumei e adorei por 5 anos e meio. O simples fato de uma ligação no dia seguinte fez meu sangue ferver de ÓDIO e ainda menti dizendo que não estava com raiva. Shame on me.
Mas, uma ligação inexperada, no meio da Eletrofest, atendida por uma amiga desesperada atras da outra amiga, fez de fato minha cabeça ir a mil e sim liguei de volta. Rolou uma DR pelo telefone? Não sei dizer... só sei que foi UM feriado somente e eu estou escrevendo cosias nesse blog que a criatura provavelmente vai ler. To pouco me fudendo. Falo mesmo. Pronto, disse!
Estou sendo destruida pelo interesse repentino e pela timidez. Sinto que estou indo rumo a mais uma decepção, não que espero que isso aconteça, NAO QUERO que isso aconteça, mas sim que é melhor esperar pelo pior pra gente não se decepcionar tanto depois. Mais um mecanismo de auto-defesa.
O ponto mais alto foi o danado do cinema. Um simples convite, tudo bem. Mas a palavra CINEMA me arrepiou até os ossos. "Cinema é cosia de casalzinho ternura... nem rola." disse eu.
" Mas hoje tá chuvendo e tá frio e....." foi a resposta, agulhada e alfinetada resposta. Bem na ferida.PUTA QUE PARIU! Porque que eles/vocês fazem isso? e COMO eles/vocês fazem isso? Mais uma vez foi tudo por agua abaixo. Minhas idéias fortes de sobrevivencia amorosa e defesas contra um próximo otário foram destruidas, yet again.
Por favor, quem souber a resposta das perguntas acima, me respondam o mais rápido possível, pois estou à beira de entrar de cabeça nisso tudo.
Resumindo, vou abaixar a guarda e ver o que acontece. Serei eu daqui pra frente sem esperar nada mas esperando tudo ao mesmo tempo. Sou mulher e mulheres vivem de esperanças e sonhos, mesmo que ninguêm saiba ao certo se é permitido sonhar.
Aqui, não existe um sonhar sozinho.












domingo, 12 de abril de 2009

No forno.

Bem, como todas as meninas sabem, a Platinada continua numa viagem. Viagem que cada vez menos é surreal e cada vez mais incrível.
Aquela pessoa que a gente sempre procura, eu parei de procurar, at least for now. Achei.
É incrível porque é incrível sim perceber com calma o que antes o turbilhão de emoções novas não deixavam. Perceber mudanças de humor, maniazinhas, jeito de falar, a intimidade crescer, vontades em comum... Tudo nesse início é prazeroso. OK, mas início de quê?

Bem, o grande porém do começo de uma relação, é a pressa que se tem de defini-la, de nomea-la. Não só dos amigos, de conhecidos, colegas de trabalho e o mundo inteiro... Essa dúvida vem de nós mesmos.

Eu estive pensando muito sobre; sempre pensei. Eu acho que pra tudo tem que se dar tempo. O tempo bem ou mal, cedo ou tarde nos traz respostas. Como uma criança antes de nascer, eu diria que os relacionamentos são da mesma forma embriões que devem ser cuidados, esperados, para que estejam finalmente prontos.

Acontece que ao contrário dos bebês, a gente não tem a certeza de quando é sim ou não, de quando a gente deve agir assim ou assado e blá blá blá. Os bêbes têm nove meses pra nascer. Espero que os relacionamentos não levem tanto tempo! hehehe

Apontando para o céu

Logo de manhã, a Ruiva me aborda no msn. Eu já sabia que coisa boa não podia ser. Conversa vai e conversa vem (sim...fofocação PIOR do que os dias de aula da louca do passarinho) e o que eu já suspeitava era verdade. HOMEM.
Porque as pessoas insistem em sofrer por outras pessoas? Natural que doa o ego pela humilhação causada pelas coisas daquele que DOI mais: o coração, mas filhadaputagem e loucura pra mim têm limite. O que eu fiquei sabendo da parte da Ruiva foi demais. Foi um momento meio :" O.O COMO ASSIM, MEU? EU, HEIN!" O que me preocupava era o fato de que ELA sim, a baladeira estava disposta a deixar de badalar por causa de um causo mal resolvido. Não admito! Entendo, mas não concordo. SAIREMOS A CAÇA!
PRATIQUE O DESAPEGO!
Lá chegando, a Ruiva num baixo astral danado, SALVO pelo o velho e bom batidão. O que funk não faz com as pessoas? A Ruiva e a Delicada (sim, me auto-intitulei a DELICADA - piadas a parte) levantando os braços, sacudindo e apontando pro céu: "Tô na pista pra negócio!"
Vi que as coisas começavam a melhorar. Fui barrada na entrada por um merdinha que disse "Não parece você aquii na foto da sua carteira de MOTORISTA!" e eu, na delicadeza, respondi com aquele olhar que todo mundo conhece bem ¬¬ "Me pergunta então qualquer merda dessa porra dessa carteira então!" Lá dentro na festa, propriamente dita, eu vi meu mundo se ALUMIAR! Cana brava pra tudo quanto é lado! Agradeci a Deus por aquele momento! No entando, o problema era chegar PERTO do balcão e conseguir pegar alguma coisa. Passamos quase 40 minutos esperando pela danada da Vodka com energético. MERDA de lugar open bar! Eu estava perdendo a paciência. A gente com esse tamanho todo, sendo espremidas pela multidão de bêbados. Batalhando, acotovelando, chutando e suando por birita. Pé de cana é fogo!
Depois do minúsculo copinho que divimos, mas que desceu REDONDO, a Delicada e a Ruiva já estavam no pagodão do lado de fora. Cantanto, berrando e mais uma vez, apontando pro céu. Foi só alegria. Logo depois, junta mais uma ao grupo! Amiga de dona Ruiva, participadora do blog, fez parte da trupe das bêbadas de plantão. "AMIGA, Ahazaremos! Vamos beber MAIS!" foi uma das primeiras frases ditas e..... de novo o problema: como chegar ao balcão .
Só que eu , Delicada, descobri a chave do negócio: de um bom charminho ninguém escapa. Utilizei da sensualidade para conseguir o que queria: birita! Senti que eu estava começando a me prostituir. Era mais rápido e mais forte do que eu e a frase célebre saía: "oi.. licença, dá pra vc encher o copo pra mim?" Sorrizinho meigo e piscadinha, recebeu o copo com cana, VAI EMBORA! Dei perdido em metade da festa. E dei achado em mais da outra metade, MAS nada se compara ao que a Ruiva me fez. Estavamos contando, disputando e sim PIRIGUETANDO! Os números não mentiram, eu tambme fiquei de cara com ela. UM BRINDE AO SENHOR! (dito por mim e pela Ruiva depois de mta cachaça! Apontando pro céu.)
Ontem, me senti multifuncional. Fui mãe de bêbado, detetive de bêbado (sim, a Ruiva me deu perdido por um tempão . Ficou eu e a amiga da Ruiva loucas atrás dela), motorista de bêbado e conselheira de MUITOS bêbados. E eu, depois disso, o sangue subiu, preocupação com a Ruiva a mil, desfiquei bêbada. Foi palha. Procurei mais cana e NÃO TINHA!
Saímos da festa, continuamos festejando, continuei festejando (de outra maneira, meninas: AHAZEI!). Vimos a bailarina UMA vez a festa toda. Deu perdido tb. E saímos apontando pro céu, com os pés de lama até na canela, com ar de LADY, como se estivêssemos ganho uma batalha.


sexta-feira, 10 de abril de 2009

Me avisa que aí eu fico em casa!

Quinta-feira a noite, saí de casa não com a maior das animações, mas com uma grande esperança. Sim, com as malditas expectativas femininas. Malditas porque, em geral, as mulheres são megalomaníacas, sacumé? E tudo vai no oitenta facim facim.

Pois bem, depois de confirmar que a minha loirice realmente afeta certas faculdades do meu cérebro, fiquei 20 minutos esperando o papis chegar pra tirar o carro da garagem. Fui velozmente em direção a casa da Ruiva para mais uma noite de xote colado. Chegando no lieu a fila era surrealmente gigantesca, mas lá ficamos esperando para estacionar o pobre golzinho dentro do babado. Outrora teria largado o bichinho do lado de fora mesmo, contudo o bichinho foi devidamente assaltado sábado passado e não me encantaria nada chegar e não encontrá-lo lá!

Minha animação tava quase a zero e minha esperança começava a diminuir...

Seguimos durante UMA hora na fila, durante o percurso (muito pequeno, diga-se de passagem) comecei a ter delírios em função da demora. O gajo da Ruiva já lá estava e o meu??? Será que o meu iria me dar outro bolo??? Delirei loucamente.

Anima-oquê??? Esperança é um bichinho verde agora...

Não estava animada com tal babado, porque a Bailarina dança loucamente (óbvio!) e eu fico só. E porque a Ruiva está seguindo os passos da Bailarina e, logo, fico só. Decidi convidar pela última vez meu gêmeo e ele me garantiu ir, assim eu teria toda a atenção e companhia que precisava. Eis a minha esperança!

Encontramos o gajo da Ruiva rapidex e depois a Bailarina. O lieu tava lotaaado como eu não via há tempos (pena que não se tratava de outro evento...), mas nada de encontrar o meu gêmeo. E é quando a minha queridíssima Bailarina profere as palavras mágicas:

__ Sabe quem tá aqui?
__ Quem?
__ Seu gêmeo!
__ Juuuura?? Você viu ele??
__ Não, eu dancei com ele!

A animação finalmente surgiu em meu ser e a esperança foi a mil...

Encontrei-o dançando, nos falamos e não nos desgrudamos. Passamos o show inteiro fora da multidão tendo ótimos momentos a dois, porém a noite de ontem era especial e mais uma ótima banda iria tocar. Fomos ter com o pessoal. Eis que o circo se monta e a esperança começa a ir por água abaixo...

Quando voltamos ao convívio o gajo me pareceu estranho, arredio, não chegava perto, até mesmo soltava a minha pobre mão bunitinha e sempre em busca de alguém. Comecei a achar tudo aquilo muito estranho, mas como a minha doce esperança tinha sido alimentada durante duas horas achei que estava mais uma vez delirando. Talvez o rapaz seja reservado mesmo e não curta muitas afetividades na frente todo mundo.

Níveis de animação e esperança começavam a cair vertiginosamente...

A coisa piorou tanto, mas tanto, caro leitor! Que eu estava me desanimando como nunca me acontecera no forró antes. O gajo não queria dançar comigo, nem conversar, nem nada, sempre com o olhar perdido atrás de alguém. Encontramos Ruiva e seu Japa, conversamos um tempo e o gêmeo me diz ir fazer algo na frente do palco me deixando lá de vela, quando dou por mim ele está lá, dançando, com a Bailarina, siiiiim! A minha, a nossa Bailarina!

Eu não acreditei! Fiquei pasma por uns minutos e fui terminar meu guaraná (yeah! G-U-A-R-A-N-Á) no estacionamento sozinha...

Para quem é leitor sabe que essa não é a primeira vez que tal sucede com a Loirinha aqui, aliás, esse é o terceiro episódio de troca explícita da Loirinha por uma outra moça qualquer, porém o buraco aqui era mais embaixo: 1o o gajo havia passado a maior parte da noite com a Loira e 2o dar em cima de uma das melhores amigas da Loira é meio babaca!

Ficamos mais uns poucos minutos juntos, perto da Bailarina, é claro! Até que o gajo resolveu chamá-la para dançar mais uma vez. E a Loirinha passou o resto da noite, sozinha, bebendo xiboca com gelo, na escada, enquanto o moço se deleitava aos passos da Bailarina...

Esperança e animação foram totalmente excluídas do meu vocabulário durante aquele final de noite...

Ao ir embora catei o moço, que pela primeira vez estava sozinho no salão, e fui curta, direta, só não grossa, porque não consigo o ser com gente que eu gosto:

__ Posso te falar uma coisa meio chatinha, xuxu?
__ Pode ué!
__ Quando você quiser sair para pegar a Bailarina me avisa que aí eu fico em casa!

Ele ficou sem graça e desconsertado. A Loirinha ficou sozinha e se sentindo ultrajada, desrespeitada. Tudo o que tentei evitar numa simples noite de quinta-feira.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Descobertas pra lá de significativas.

Meninas e Meninos,
Hoje, resolvi fazer besteria logo cedo: liguei para o defunto. O que uma cartinha no meio da aula de seu Mark Ridd não faz? A Ruiva e eu discutindo sobre relacionamentos a parte, fiquei com saudade e liguei sem ela saber. De fato, ela ia arrancar a minha cabeça como quase aconteceu com a Loira agora pouco no msn quando a abordei para comentar sobre tal fato.
Nos encontramos e conversamos sobre a vida. Achei realmente que ia sentir algo, mas o que me surpreendeu foi que eu não senti nada. Depois de 5 anos dele realmente só restam lembranças, boas e más. Aquela vontade de estar juntinho e ficar juntinho está desaparecendo por completo. Talvez devido a minha grade do semestre quase sufocante ou talvez devido ao tempo. Não sei, só sei que foi MUITO estranho ficar olhando e analizando cada parte que eu conhecia bem e tudo acontecer... e o que aconteceu foi NADA. Estranho, inexperado, e, de certa forma, gostoso por ter me sentido em paz depois de tanto tempo.
O tal do catch up não foi nada comum. A metade das coisas que ele dizia ou contava que estavam acontecendo eu sabia ou tinha noção, afinal cada um tem a sua vida e não é de direito meu ficar controlando ou literalmente stocking. No entanto, certas descobertas, na verdade eu diria mais REVELAÇÕES, foram pra lá de desesperadoras, incovenientes, chocantes. Sim estou drop-jawed (segundo Mark) e, de fato, não merecem ser comentadas aqui pelo simples fato de que também descobri que ele este blog.
DIZAS , MARIS and JOSEPH! What a fucking morning! É tudo o que eu tenho a dizer. O homem que passei 5 anos da minha vida está simplesmente caindo em conceitos desesperadoramente por causa de escolhas mal feitas ou como ele disse:
__Experimentando o que a vida tem pra oferecer...
Não sei se a vida é que está oferecendo. Às vezes a gente vê o que a gente QUER ver
e cai de cabeça no mundo por achar que temos que VIVER. Não. A vida não é feita das oportunidades que o mundo te oferece e sim dessas oportunidades que VOCÊ aceita de braços abertos dizendo sempre o "não me julgue por isso". Vale realmente a pena?
Como diria o nosso ilustre Marcelo Camello, nosso grande vocalista de Los Hermanos, que pra mim é uma religião: "A gente ria tanto desses nosos desencontros, mas você passou do ponto agora eu já não sei mais. Eu quero PAZ!"

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Quando a sua Bonheur tem um E a mais...

Os últimos tempos andaram sendo duros. Problemas domésticos, problemas profissionais, problemas econômicos, problemas no amor... Seria algo como: azar no jogo e azar no amor!

Já que me jogar da varanda do Pátio Brasil não era (e continua não sendo) a solução, resolvi encarar de frente tantos azares e pêsares, mas quando é a hora de chorar?

Eu não sei chorar, sem exagero ou injúria. Choro com filmes à la Titanic, quando o Big larga a Carrie no altar, com final de novela quando todo mundo tá tendo bebê e casando. Mas quando é sobre a minha vida, eu travo. O choro pára na goela e de lá não sai. É agoniante não saber chorar, principalmente em situações complicadas-duras-e-fodásticas da vida.

Depois de descobrir que a minha Bonheur tinha (ou ainda tem!) um 'e' a mais desabei. Tudo que estava fragilmente ainda de pé foi por terra. Mas eu não chorei. Eu queria, mas continuei seca, vermelha, mas seca...

Me revoltei. Fiz cara feia, beicinho. Fui uma menina bunitinha que não sabe dar toco... ops! que não sabe o que é choro! hehehe

A casa de dentro tava uma bagunça empoeirada e só choro iria tirar todo aquele pó.

E, no meio da pista desaguei. No meu costumeiro ombro-amigo . Chorei as minhas decepções tão fortes e constantes dos últimos poucos meses de ano novo. Chorei os problemas de longa data. Chorei o meu 'e' a mais. Chorei minhas pitangas. Chorei o não chorar.

Agora a casa daqui de dentro continua bagunçada, cheia de problemas, tal-e-qual. Mas a poeira foi devidamente espanada. Cresci. Mudei. E já que a minha Bonheur é Bonheure, com um E a mais, a minha Felicidade não é pequena, ela tem um E a mais!