quinta-feira, 13 de abril de 2017

Homens comprometidos, mas nem tanto.

Há 7 anos já falei aqui da dificuldade dos homens em dizer NÃO – para não chamar de pura safadeza mesmo – (foi nesse post aqui "Homens que não sabem dizer não"), mas vou voltar a comentar esse assunto porque aconteceram dois casos recentemente (e bem pertinho de mim) que acho que valem a pena serem analisados.

CASO 1

Você tá lá, tem um crush naquele rapazinho interessante, ficam, conversam um pouco e vai esfriando. Aí você o reencontra depois de um tempo e ele não te dá a mesma moral, mas ao mesmo tempo não corta de vez suas investidas e você fica se perguntando: “uai... ele quer ou não?”. A pulga está lá, instalada atrás da orelha e você ativa o stalker MODE só pra descobrir que o engraçadinho está namorando.
Fica na sua, respeita, quando de repente, uns tempo depois lá vem ele comentando seus posts, te elogiando, curtindo fotos antigas e você: “ué... terminou?”. Facebook, vem cá, amigo. Não, ele não terminou. Provavelmente o relacionamento lá deu uma esfriada e ele sentiu saudade de você. A carne é fraca, não vamos mentir, você fica dividida entre duas reações:

1) FDP, dando em cima de mim sem ter terminado o namoro!
2) O desgraçado é sem-vergonha, mas caceta, como é bom saber que ele ainda se sente atraído por mim!

Aí você só dá umas risadas, mas sem alimentar nada (só que sem cortar de vez, afinal, seu ego ainda tá precisando da massagem), até que ele investe pesado demais e você é obrigada a informar que sim, está sabendo que ele está em um relacionamento supostamente sério e que não tem vocação para amante.

CASO 2

Encontrou aquele cara que sempre mexeu com você numa balada, rolou uns olhares, mas ele estava acompanhado no dia, então você nem olha muito para não desrespeitar a mina. Dia seguinte, o que chega? Comentário engraçadinho em um post seu. Conversa vai, conversa vem, troca de whatsapp, afinidades. Você elogia, ele agradece de modo evasivo, você chama pra sair, ele diz que “não anda saindo muito”. Você fica sem entender porque tanta corda para depois cortar.
Ativa o Stalker Mode e descobre o que? Namorando. Mas esse é ainda mais espertinho: só aparece o status de relacionamento no Facebook da menina, mas não no dele.

ANÁLISE:

Caras... qual é? Parem com isso! Sejam honestos, sejam corajosos! Eu sei que quando a gente está namorando, aparece todo mundo que a gente esteve a fim na vida para atentar, então esse é o momento de sentir se você realmente quer estar numa relação séria. Porque ficar por aí ciscando em outros terreiros, dando corda para ex-peguete (ou pretendente) quando você está namorando é MUITA SACANAGEM com as duas meninas. A namorada, que está lá super achando que você sossegou e com a outra que só investiu por achar que você estava solteiro. Vamos ter coragem de admitir em que momento da vida estamos e dizer NÃO quando for necessário, mesma que seja difícil. Mesmo que você não faça nada concreto, de fato, isso não é legal. Apenas se coloque no lugar da sua namorada... o que você acharia de ver uma conversa cheia de flerte, piadinhas de duplo sentido e convites suspeitos dela? Acharia inocente ou também não gostaria?

Man up, for God’s sake!

domingo, 26 de março de 2017

Quando a esmola é demais, o santo desconfia

Quando eu digo que a qualidade dos homens nunca esteve tão ruim como nos dias atuais, tem gente que acha que estou exagerando. Mas (in)felizmente eu tenho coletado mais e mais provas cabais de que só podemos estar à beira do fim dos tempos mesmo. A história que vou narrar aconteceu com uma amiga minha e pra proteger sua identidade vou chamá-la de Nina.

Nina estava lá, de boa na lagoa, entrando no Tinder pela primeira vez, conhecendo o aplicativo ainda, quando recebeu um Super Like. Para quem não sabe, o Super Like é quando uma pessoa gosta muito de você e, ao contrário do LIKE normal, você já fica sabendo que ela te quer. Assim, ela viu o carinha que deu um Super Like, achou interessante e retribuiu. Match dado, eles começaram uma conversa maravilhosa no aplicativo. Ele, a pessoa mais engraçada, super espontâneo, nada daquelas conversas engessadas da Internet, super criativo, a encantou. Durante essa conversa, ele brincou dizendo que ela podia apagar o aplicativo porque já tinha encontrado o que procurava, que ele também apagaria, falou sobre cachorro, filhos, casamento, tudo na maior brincadeira. Até ciuminho já demonstrou pois ela estava viajando, tudo na maior piada. Ela adorava, pois nunca tinha se dado tão bem com uma pessoa tão rápido. "Ele é minha versão masculina", pensava e se divertia com as semelhanças.

Até que ele se ofereceu para buscá-la no aeroporto. Mesmo achando meio doido aquilo, resolveu aceitar. E assim foi o primeiro encontro dos dois: ele a buscou no aeroporto, a levou para tomar café da manhã, foi super romântico, carinhoso, rolou aquela química no beijo. Era tão perfeito que chegava a ser inacreditável. Durante a semana se falaram todos os dias, mantiveram as brincadeiras do tipo "e aí, quando vamos assumir nosso relacionamento?" e ela "tá pensando que é assim, é? Tem quer ter um pedido especial" e riam, e se divertiam como se já se conhecessem há tempos.

Chegou o FDS, finalmente se veriam novamente! Foram a um restaurante e ficaram grudados a noite toda. Beijos, carinhos, conversas, risadas, o encontro perfeito. Ele perguntou o que ela faria no sábado e ela disse que provavelmente sairia com as amigas. Ele disse em tom de brincadeira "ah é, esqueci que ainda não sou prioridade na sua vida, né?", ela riu e encerraram o assunto.

No outro dia, quando os planos com as amigas não deram certo, ela resolveu falar para ele, que a convidou para um jantar e um cineminha. Porém, logo depois sugeriu que fossem dançar e ela topou prontamente. Ela comentou do jantar + dança com uma amiga e esta disse que também teria um encontro com um bofe e perguntou se depois do jantar também poderiam se encontrar na boate. Então os 4 ficaram de ir dançar após o jantar.

Na noite de sábado então, o rapaz buscou Nina em casa e a levou para um restaurante super romântico. Ao entrar no carro, ele fez piada com a roupa que ela vestia, os dois riram e seguiram para a primeira parte da noite. Infelizmente, o encontro da amiga de Nina acabou dando errado e então ao invés de irem os 2 casais para a boate, agora seriam 2 amigas de Nina. Ele não demonstrou nenhum problema com o ocorrido e continuaram o jantar. Como o local precisava de nome na lista até 23h, Nina sugeriu que eles pulassem a entrada e fossem direto para o prato principal, para ganhar tempo, o que ele concordou em fazer. Mas após ir ao banheiro, ela volta e vê que ele pediu entrada. E assim, durante toda a noite ele foi enrolando, ela querendo ganhar tempo e ele demorando a fazer tudo, o que a deixou com a pulga atrás da orelha: "por que será que ele está fazendo isso?".

Depois do jantar, ele foi em casa deixar o carro e subiu para deixar a chave em casa. Nina ficou quinze minutos esperando o rapaz que fazia sei lá o que dentro de casa, mas ela tentava manter o equilíbrio, mesmo achando tudo muito estranho. Chamaram o Uber para ir para a boate e enquanto esperavam, ela questionou o porquê de ele não a ter beijado durante a noite toda. Ele fez alguma piada para fugir do assunto, continuou mexendo no celular - fazendo-a sentir totalmente ignorada - e ela não disse mais nada. Entrando no carro, cada um sentou em uma ponta e ela ficou séria, pois não estava entendendo porque ele estava tão distante. Ele questionou "você tá bolada? O que foi?", e ela respondeu que não estava bolada, que só queria entender porque ele estava tão distante. Nesse momento, ele simplesmente surtou, disse que não queria estragar a noite dela com as amigas e mandou o motorista do Uber parar o carro no meio da rua. Desceu do carro e foi para casa deixando Nina completamente chocada.

Ela seguiu para encontrar as amigas na boate, mas chegando lá enviou mensagens. Disse que queria entender o que tinha acontecido, mandou mensagens fofas, tentando ser compreensiva e seguiu sendo basicamente ignorada a noite toda. Se chateou e no outro dia o procurou na esperança de que eles pudessem conversar e resolver o que tinha para ser resolvido do dia anterior. Mas para sua surpresa, recebeu uma mensagem desaforada dizendo que não havia mais nada para ser conversado + uma lista de acusações do tipo "você está me pressionando a namorar", o que a chocou e magoou, já que desde o começo ele é quem sempre falava em relacionamento e brincava com o assunto e ela sempre entrava na brincadeira, sem imaginar por nenhum momento que ele pensava que ela estava falando sério. Ele a acusou de ser infantil por ter ficado chateada com o andar da noite e quando ela disse "ok, então, foi bom te conhecer", ele disse que ela é quem estava colocando ponto final da história.

Resumo da ópera: o cara surtou, abandonou a mina dentro de um Uber no meio da rua, tentou reverter o jogo milhares de vezes, tentando fazê-la se sentir culpada, dizendo que ela estava sob o efeito de álcool, que estava louca (gaslighting sinistro aqui!), não teve a humildade e decência de admitir que teve um comportamento escroto e infantil, foi sarcástico inúmeras vezes, disse que quem deu piti foi ela, se recusou veementemente a discutir o assunto, e ainda achou ruim quando ela, depois de muitas tentativas de ter uma conversa adulta, desistiu e o bloqueou.

Fico tentando entender o que se passa na cabeça desse sujeito. Primeiro, para que tantas brincadeiras de relacionamento? E por que acreditar que ela estava falando sério, quando desde o começo os dois só faziam piada sobre esse assunto? Será que ele não queria mais ir dançar e não teve coragem de pedir para ela mudar os planos? Por que ele acha que sair do Uber no meio da rua e deixar a menina para trás é algo aceitável? Por que não conversar como adultos ao invés de dar piti no whatsapp? Fazer showzinho no meio da rua? Afinal, por que ele não a beijou durante a noite toda? Há tantas perguntas sem resposta nessa história, que eu poderia escrever outro post só com os questionamentos, mas sem querer, ele já respondeu várias coisas:

- Ele é do tipo de pessoa capaz de abandonar outra pessoa sem nem olhar pra trás;
- Ele é do tipo de pessoa que brinca o tempo todo, mas não sabe interpretar quando alguém está brincando com ele;
- Ele é manipulador e controlador;
- Ele é orgulhoso e não admite seus próprios erros;
- Ele é emocionalmente instável;
- Ele é infantil para cacete.

Acho que o resto das perguntas ficarão mesmo sem resposta. Mas sinceramente? Acho que ele já deu dicas o suficiente para responder a única pergunta que interessa no fim das contas: VALE A PENA INVESTIR EM UMA PESSOA ASSIM?

Espero que Nina e vocês todos já saibam a resposta.





sexta-feira, 10 de março de 2017

Meninos religiosos

Desde adolescente fui envolvida com as coisas da igreja. Aos 14 anos, comecei a participar de um grupo jovem que era o amor da minha vida e nele permaneço até hoje - apesar de bem menos envolvida. Por isso, o assunto que quero tratar hoje é algo de que posso falar com propriedade, sem ficar me baseando num disse-me-disse, mas sim na minha própria experiência. Hoje quero parar pra falar sobre meninos religiosos.

O fato é que a gente entra na igreja, conhece pessoas, e acha que lá tem gente mais idônea do que nos outros lugares, o que é uma ilusão sem tamanho.

Ao longo desses mais de 15 anos dentro do grupo, conheci gente de tudo quanto é jeito! Mas preciso falar da quantidade de meninos religiosos hipócritas que existem.

Antes de mais nada, quero deixar claro que eu não tenho essa imagem de que as pessoas religiosas são mais certinhas que as outras. Na minha concepção, o indivíduo que procura uma religião está interessado em se conectar com o divino - seja lá qual for sua crença - a fim de melhorar como pessoa. O que não significa que ele seja perfeito ou santo, porque, afinal, se o fosse, não precisaria de igreja nem nada, certo? Pelo menos esse sempre foi o meu objetivo quando ia à igreja: fazer reflexões que pudessem afetar o modo como vejo as pessoas, trabalhar nos meus defeitos, ser mais compreensivo, mais caridoso, mais humano, enfim, melhorar enquanto pessoa.

A hipocrisia mora em um lugar bem diferente do que a maioria das pessoas imagina. Eu vou dizer onde está a hipocrisia.

A hipocrisia está naquele cara que você conhece na igreja, tenta te comer de qualquer forma, e depois fica postando textão sobre namoro santo ou fazendo homenagem para namoradinha virgem que ele arranjou porque ela é a mulher que Deus preparou para ele e eles formarão um lar santo algum dia. Sendo que no outro dia, o cara tava querendo comer tudo que via pela frente.

A hipocrisia mora naquele cara que trata a mãe que nem uma rainha, que morre de ciúmes da irmãzinha mais nova, mas que sai na balada e trata mulher como um objeto. Que engana todas, que faz coleção de contatinho e todo FDS escolhe uma diferente pra levar pra cama.

É esse mesmo cara, que anda com terço pendurado no retrovisor e tem uma tatuagem de Maria Santíssima, que divide mulher entre "pra comer" e "pra casar". Que ama a Mãezinha do Céu, mas não tem respeito pelas mulheres da Terra.

Então, infelizmente, não podemos contar com o fato de que homens religiosos tenham mais respeito e consideração por nós. É uma falácia, é uma mentira, isso não tem nada a ver com o caráter de alguém. Pode ser que um cara ateu te trate melhor e pode ser que você conheça alguém legal na igreja, sim. Mas provavelmente porque essa pessoa já é legal por si só, não porque a igreja o modificou. A reflexão religiosa tem esse poder de trazer bom senso para as pessoas? Claro que tem! Eu mesma já me policiei muito sobre várias atitudes por causa de coisas que li, estudei, vivenciei dentro da igreja, mas honestamente, isso não é garantia de nada. E é nesse ponto que quero tocar: conheça a pessoa de verdade. Não ache que só porque ela vive numa ambiente religioso, ela é melhor que a maioria das pessoas.

Fica aqui só um alerta, principalmente para meninas novas que acham que vão encontrar o príncipe encantado na igreja. Muito cuidado com a idealização de um esteriótipo! Experiência própria: NÃO DÁ CERTO!

XoXo

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

O ataque do anencéfalo musculoso

Essa é uma história verídica que aconteceu há mais ou menos uma semana, na cidade de Brasília, em sábado chuvoso, com uma mulher de 30 anos. Mas poderia ter sido qualquer dia, em qualquer local, com qualquer uma de nós. Nesse enredo, não há inocentes. Mas criminoso burro tem de monte, e nesse crime apresentamos mais um. Porque é isso que dá subestimar a inteligência de uma mulher (e suas amigas, claro) e o ovo de codorna que é essa cidade.

Como sempre trabalhamos com anonimato nesse blog - embora muitos nem mereçam essa consideração! -, vamos chamar nossa heroína de *Heloísa.

Eis que um belo dia, depois de uma semana de muito trabalho, nossa heroína acorda com a seguinte mensagem no seu celular:


Ela olhou, coçou os olhos e pensou: "WTF?"

Como qualquer vivente do século XXI, resolveu tirar print e mandar para as amigas:

"Isso aqui é pegadinha do malandro, né?!"

Umas riem, zoam, concordam, mas uma... ah, essa uma diz uma coisa que muda tudo:

- Eu conheço esse cara!! Ele é amigo do *Paulo!

Ahhh, Mr. M! Sabe quem é o Paulo?! Um rapaz que está louco pela nossa Heloísa, que já cansou de dizer não, mas não consegue se livrar da insistência do cara, que todo dia manda mensagem enchendo o saco. Suspeito, não?!

As amigas aconselharam a dar corda e a conversa continua:



1) Que diabo de desculpa esfarrapada é essa? Porque você pega o número de uma pessoa que você "não tem a menor ideia de quem seja" e manda uma foto sem camisa dando "bom dia"? Pelo amor de Deus, né? Ninguém aqui é idiota.

2) Frase pronta de "Prazer não, satisfação, o prazer vem depois" - é sério isso?!

3) "Vc ficou muda". Oi? A pessoa passa UM MINUTO sem responder e é acusada de mudez? WTF?


4) Daí sem mais nem menos, o cara começa a mandar fotos semi-nu para uma pessoa que ele não sabe quem é, mas que por algum motivo "estava no celular dele".
E pede nudes.


5) Avisando que "não abaixou mais porque tá pelado", como se ela tivesse perguntado alguma coisa ou se tivesse interesse em ver a parte debaixo.

6) LINDA XAU. LINDA XAU. Linda. XAU. X-A-U. Só pra deixar bem enfatizado que ele, de fato, escreveu que nem um menino de 11 anos.


7) Se achando o mais gostoso do mundo, tomou uma e deu a melhor resposta do mundo: "Frouxo? Tenho 25 anos." WTF? É tipo "Bacon? Eu nunca fui para a Europa".

8) Tá pedindo nudes desde que acordou e começa a fingir que não quer deixar a menina "molhadinha". Prossigamos com a palhaçada circense.


9) Lá vai ele tentar puxar um sexting (sexo por mensagens) com a nossa vítima. E enquanto isso, ele está lá, sendo printado e zoado no grupo dazamiga.


10) Tá de pau duro com uma conversa sexual que ele tá participando sozinho. Com os nudes que só ele mandou. Com uma pessoa que ele nunca viu. Ok, aquele típico cara que goza em 2 minutos.


11) Pois é, Helô. Nem falei nada. Nem mandei nudes. Eu ein.


12) A essa hora, o ser humano já está sendo mais zoado que tudo, quando Helô e as amigas zoeiras resolvem perguntar seu nome e ele diz "João". Todas caem na gargalhada sabendo que esse não é nem de longe o nome verdadeiro do canalha. E então, uma delas tem a brilhante ideia de dizer: "Não lembra de mim, não, SADDSA (chamando pelo apelido que ele é conhecido pelas bandas)?




13) Linda, XAU. Vive dando XAU e nunca vai embora. E a propósito, me segurei para não falar disso, mas O QUE ADIANTA ESSE CORPO MALHADO NUMA PESSOA QUE NÃO SABE NEM ESCREVER?!

14) Ouve-se à boca miúda que ele não é personal, não. Pelo menos não um qualificado. Inclusive há boatos de que nem o ensino médio foi concluído (o que pode explicar o português "mal escrivinhado").

15) O amigo recalcado, vulgo Paulo, mandou que ele tentasse seduzir Heloísa? Eis a grande questão do mistério.

15) Homem escroto vai ser exposto, sim. E é bom para que todo mundo veja a qualidade de homem que temos que lidar todos os dias. Acredite, tem mais caras anencéfalos e arrogantes assim do que se possa imaginar. Toda hora cruzando caminho de pessoas inteligentes e do bem, como nossa amiga Heloísa.

16) O mal do esperto é achar que todo mundo é burro.


Lindos, XAU!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Sobre pedaladas amorosas

Ela ia fazer spinning porque adorava, sempre adorou.

Um dia começaram um flerte leve: ele ia na bike dela, brincava que ela podia pôr mais carga e girava o botão. Ela xingava, mas no fundo achava bom aquela atenção extra que ele dedicava, mas não passava disso.

Mas o destino tratou de, alguns meses depois, colocá-los no mesmo local, no mesmo horário, no mesmo estado alcoólico. Foi então que uma conversa mais aberta e um flerte bem menos inocente tomou forma. Se beijaram como loucos, porque a vontade estava guardada há muito tempo. Foi melhor que imaginavam, leve, natural, engraçado, divertido, sexy. Ficaram grudados a noite toda e depois se despediram sem trocar telefones. "Estranho", ela pensou, mas encontrá-lo novamente seria inevitável.

Na semana seguinte, lá estava ela pronta para mais uma aula e ele... cadê? Não apareceu. Foi substituído. Ela achou estranho, mas fez a aula com o outro professor e tocou a vida. E assim aconteceu durante várias semanas. Nada de ele aparecer, tudo era esquisito, ninguém falava do assunto e ela não tinha idéia do que tinha acontecido. Pensou em várias coisas, até na possibilidade de alguém tê-los visto juntos e demitido (achando que fosse contra a política da academia).

Eis que depois de dois meses sem saber se a pessoa estava viva ou morta, ele retorna aos trabalho e eles conversam. Ele cobra a presença dela na semana anterior, ela se defende alegando que estava viajando. Ele brinca, disse que só a perdoa por causa da viagem e a convida a aparecer mais vezes para suas aulas. Ela diz que não pode por causa de trabalho, eles sorriem, se despedem e vão embora. Nada promissor, mas tudo bem.

Mais uma semana se passa e ele convida os alunos a curtirem a página do Facebook da modalidade na academia. Ela resolve curtir e o encontra. Ao tentar adicioná-lo, a surpresa: ele está em um relacionamento sério.

A primeira reação foi ficar levemente decepcionada em saber que nada mais poderia acontecer entre eles. O segundo pensamento foi: "peraí... será que eles já estavam juntos quando ficamos?".

Stalkear ativar. Informação encontrada: o namoro começou em abril de 2016. 8 meses antes de eles ficarem. A tal namorada já tinha sido vista por ela nas aulas.

"Ok, mas eles podem ter terminado e voltado" - mas a pulga continuava lá, atrás da orelha, incomodando.

Stalker ativar parte 2 - a vez dela. Informação encontrada: um comentário dizendo 'eu te amo' poucos dias antes do fatídico dia.

Ela, que não se chocava com mais nada, de repente se viu incrédula com tamanha cara de pau. Com tamanha destreza em esconder a verdade de duas mulheres.

Depois se lembrou que era um talento deles. E voltou a olhar só para os pedais.

sábado, 28 de janeiro de 2017

A história que sempre se repete

O blog está cheio de moscas e eu vou falar para vocês porque ele está tão abandonado: além da correria que minha vida tem estado, não tem graça vir aqui e sempre contar a mesma história, né?

O fato é que o mundo gira, entra ano, sai ano, mudam as estações e apenas uma coisa não muda: a mulherada continua se dando mal.

Não é generalização, não é clichê, não é mimimi, é análise de fatos.

Solteira há 4 anos - um recorde pra mim, que nunca tinha ficado nem 2 anos solteira -, eu tenho me entristecido com a forma como os homens andam tratando as mulheres. Eu já vi de tudo, mas nunca achei tão escroto quanto nos últimos tempos. As pessoas não se conhecem mais. Não saem, não tentam se dar bem, e acham que gostar de alguém é algo ruim. Os homens estão cheios de prepotência, achando que qualquer mulher vai se apaixonar por ele, porque afinal, todas as mulheres estão desesperadas para namorar e casar, e aparentemente qualquer um serve, né?

É triste como a gente não tem direito de ser quem a gente é, sem ser julgada. De agir como queremos agir. De ter que sempre ficar pisando em ovos para "não assustar o cara". Ninguém chama mais ninguém para ir ao cinema, comer uma pizza, sentar e simplesmente conversar. Para ver se bate, se encaixa, se gosta. Se envolver com alguém é coisa de gente fraca. Sentimento é coisa de idiota.

E pior que não sei de onde veio isso. E pior que quanto mais velhas vamos ficando, mais eles vão achando isso. E pior que a história se repete com toda e qualquer mulher solteira que eu conheço. E pior que a gente tá aí, levando fora atrás de fora de pessoas que nem sequer ousaram nos conhecer antes de decidir que não vale a pena.

Se pelo menos as histórias fossem mais variadas, os motivos fossem diferentes, eu pudesse ter algo engraçado ou interessante para contar aqui no blog. Mas não tem graça sempre falar: conheci um cara, ficamos, transamos e ele desapareceu. Sempre a mesma história batida. Comigo, com minhas amigas, com minhas primas, com as amigas das amigas. Ah, já mencionei que mulher não pode ter vontade de transar? Pode não, viu? É feio.

E por aí vai... nossa saga... de conhecer caras que parecem legais e no dia seguinte entram no mesmo saco dos homens babacas.

É claro que tem mulher maluca por aí também. Mas acho que cada homem que por ventura venha a ler isso sabe da diferença, sabe como é ou os amigos que tem e pode confirmar o comportamento descrito acima, se tiver coragem de ser honesto.

Enquanto isso, continuamos nessa aventura de tentar ser quem a gente quer ser nesse mundo distorcido, que está fabricando mulheres céticas em série, onde ninguém acredita mais em ninguém. Será que um dia o jogo vira e as pessoas voltam a se tratar como pessoas novamente?

domingo, 11 de setembro de 2016

Quanto tempo é tempo o suficiente?

Nossa querida Charlotte York, de Sex and the City, tem uma interessante teoria sobre o tempo que levamos para superar um amor perdido. Ela diz que o tempo correto é metade do tempo que a relação durar, mas será que isso faz algum sentido? Oras, se a pessoa termina um casamento de 30 anos, então a coitada vai demorar mais 15 anos para colocar o carro na rua de novo e isso simplesmente não faz sentido!

Brincadeiras à parte, afinal, quanto tempo demora para nos sentirmos prontos ou até mesmo livres daquele maldito sentimento de perda que nos toma quando terminamos um relacionamento ou mais uma vez nos apaixonamos sem ser correspondido?

Essa superação depende de uma série de fatores, é claro, entre eles: a intensidade do sentimento, o motivo do término, sua personalidade, o momento que está vivendo nos outros campos da sua vida, mas pelo menos para mim, o fator principal está numa palavrinha chamada CLOSURE.

É aquele momento em que vocês já não tem mais nada a dizer um para o outro, onde não há nada sem resposta, onde você vê finalmente tudo preto no branco, as coisas como elas são e aceita ou se conforma que a única saída é move on e partir para a próxima.

É impossível falar em tempo exato. 2 semanas, 1 mês, 1 ano e meio? Já tive namoros superados em um mês e paixonites não-correspondidas que mesmo depois de anos ainda mexem comigo. Quando o tal ponto final ainda não apareceu, você não consegue fechar essa gaveta.

A verdade é que, particularmente falando, como os homens não costumam gostar muito de sinceridade, eu frequentemente fico tempos e tempos viajando, analisando, rebobinando, na esperança de encontrar a resposta para aquele velho "onde foi que eu errei?", como se tudo pudesse ser simplesmente resumido a mim e/ou a alguma pisada de bola.

Porém, por mais dramático que isso possa parecer, para mim um momento crucial tem sido determinante no processo de seguir em frente e superar: o tal ver o bofe com outra pessoa. É uma dor dilacerante muitas vezes, que dá aquela pontada no coração, que mais parece um soco no estômago e que às vezes era o tapa na cara que precisávamos para acreditar de verdade que aquilo acabou. Quando a gente gosta de alguém, inevitavelmente, nem que seja naquele fundinho escuro do coração - que até nós mesmos temos vergonha de admitir que existe! - temos aquele fiozinho mirrado de esperança de uma possível volta ou milagre divino. Aquele sonho secreto de que a pessoa vai te procurar e te dizer que errou e vocês vão ser felizes para sempre.

Seria muito mais fácil que a gente pensasse de modo exclusivamente racional e rapidinho conseguíssemos ver tudo com claridade e tocar a vida, mas infelizmente, às vezes precisamos daquela medida drástica para entender coisas que não conseguimos compreender de cara.

Portanto, minha dica é: respeite seu tempo. Cada pessoa, cada relação, cada sentimento é diferente um do outro e vai levar o exato tempo necessário para ser curado. Não julgue as outras pessoas porque elas não tem o mesmo tempo que o seu - qualquer hora você pode estar do outro lado da história, pois ninguém está imune a um sentimento avassalador ou a uma relação mal-acabada.

Just TAKE YOUR TIME. MOVE ON. AND BE HAPPY.

domingo, 3 de julho de 2016

Por gentileza, tire suas mãos de mim.

Tem coisas que, por ver com muita frequência, você acaba internalizando como normal. Só que depois que você desconstrói aquilo, parece impossível de achar normal de novo. É um caminho sem volta.

Tenho trabalhado vários conceitos e desconstruindo muitas coisas que tomava como verdade e acho importante para evoluir como pessoa. Só que é muito difícil lidar com isso num mundo onde as pessoas ainda não enxergam as coisas como você. Não está entendendo nada? Vou exemplificar.

Há algum tempo comecei a pensar sobre a mania que os homens tem de chegar pegando na gente na balada. Foi uma vida inteira passando por isso e achando absolutamente normal, porque afinal de contas, "todo mundo faz". Até que eu parei pra pensar no quão absurdo isso é! Por que diabos uma pessoa ACHA que pode encostar no meu corpo sem a minha autorização?! Sempre fico pensando em como um homem hétero "machão" reagiria se um gay chegasse nele já envolvendo-o pela cintura ou passando a mão no cabelo dele. Imagina a cena!

Enfim, isso começou a me incomodar demais e comecei a reagir nas baladas quando um homem que queria chegar em mim já chegava colocando a mão.

- Oi, posso te conhecer? (com a mão na minha cintura)
- Pode, mas tira a mão de mim.

Sou chata? Sou, sim. Você não tem direito nenhum de fazer isso a não ser que eu sinalize que você pode fazer.

Eis que ontem eu estava numa balada com uns amigos e um segurança passou por mim, num ambiente onde havia espaço o suficiente para ele passar sem precisar encostar em ninguém e passou por mim passando a mão na minha cintura. Fiquei tão revoltada, que fechei a cara instantaneamente e tirei a mão dele. Ele se surpreendeu, ficou indignado e, mesmo depois de ter passado, voltou e falou no meu ouvido:

- Peraí que eu vou lavar a mão, tá? - com uma cara de puto.

Sim. Isso é sério. Eu sou assediada e ainda passo por preconceituosa. Para ele falar uma coisa dessas, ele só deve ter achado que eu achei ruim ele pegar na minha cintura porque ele era o segurança.

Aviso aos navegantes: você pode ser o rei da Inglaterra. O Brad Pitt. O Adam Levine. O dono do mundo. MEU CORPO, MINHAS REGRAS. Você não vai encostar no meu corpo se eu não quiser.

E sabe qual é a pior parte? Fiquei um tempo péssima por isso ter acontecido. Minhas amigas falaram pra eu esquecer e deixar pra lá, mas aquilo ficou me martelando! Mais uma vez, a culpa é da vítima e eu já estou cansada disso. Eu não teria que ficar me sentindo mal por ter me defendido de assédio. Mas fiquei.

Gostaria mesmo era de pegar todos os homens e enfiá-los numa escola para educá-los. Ensinar que ninguém pode fazer nada que o outro não queira, mesmo que pareça absolutamente normal porque você já está acostumado a fazer e ver todo mundo fazendo. Aprendam isso, urgentemente, POR FAVOR.

Está difícil demais começar a enxergar estando rodeada de tantos cegos.



quarta-feira, 8 de junho de 2016

Encontrado anão que fugiu da casa da Branca de Neve

Em tempos de crise, utiliza-se métodos extremos para tentar colocar-se de volta ao mercado. A crise no Brasil é política, é econômica, e como não poderia ser diferente, acabou chegando aos relacionamentos e causando uma crise amorosa generalizada. Quando menos esperávamos, lá estávamos todos nós baixando e apagando o Tinder, o Happn e seus amigos.

Baixando e apagando porque esses aplicativos são uma eterna relação de amor e ódio. O negócio está tão ruim que sucumbimos à falta de bom senso e criamos alguma esperançazinha nos açougues humanos virtuais.

Acontece que a crise também chegou lá e, por causa dela, nós mulheres andamos nos divertindo muito com um novo hobby: entrar no Tinder, tirar print das zoeiras e compartilhar com as amigas, soltando todo aquele veneno que só um grupo de mulheres - solteiras, então...! - pode soltar.

Poderia passar o dia inteiro contando da criatividade dos caras, nas fotos e na descrição, comentando sobre homens que acham que o Tinder é o Catho e colocam logo o CV no perfil, pirralhos e coroas tentando se passar por homens de 30 anos, nudes não-solicitados de pessoas aleatórias, enfim, a lista de absurdos é infinita. Porém, essa semana já temos um vencedor. Para nós, apenas Dengoso.

Eis que uma amiga esses dias partilhou um print de uma conversa com um Match, onde o cara, que nunca havia falado um oi com ela, provoca o seguinte diálogo:

- Tá à toa?
- Tô na rua... por que?
- Posso te deixar dengosa??
- An? Com dengue? Kkkkkkk

É claro que ele não teve nem balls de continuar a conversar com a amiga zoeira e tocou a vida.

Num mundo ideal, ele teria se tocado do quão cafona esse papo é e mudaria de estratégia. However, nosso amigo breguete é insistente.

Dei match com um cara bem gato e a conversa começou tranquila. Aquele velho "onde você mora", "trabalha com o que", "é daqui?", blablabla, quando de repente...

- Gosta de homem dengoso?
- hahahaha Que?? Como assim?
- Ahhhh, sei lá, tô carente, precisando de um carinho, querendo um dengo...
- Ahhh, é isso? Sei lá, não sendo muito grudento, a gente até gosta.
- Mas... você é dengosa?!

WTF?! É você novamente, anão Dengoso?

Cara... Ele vai mesmo persistir no erro? Será que ele não tá vendo o quão creepy ele está soando com essa conversa esquisita?!

Pois é, é por essas e outras que a vida segue em crise em todos os segmentos e o Tinder, mais do que um app de pegação, virou a maior diversão do nosso cotidiano.

Que a gente possa qualquer dia desses ter uma conversa normal e decente com alguém e que não só o Tinder, mas o mundo como um todo, tenha menos dengosos nos assustando por aí.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

33 contra 1

Desde que começamos a escrever esse blog, temos relatado os abusos a que temos que nos submeter por causa do machismo presente na nossa sociedade.
É claro que tratamos tudo com o maior bom humor do mundo, na maioria das vezes, tentando fazer todo mundo enxergar que não se deve tratar o outro como objeto descartável, julgar, entre outras coisas, na brincadeira.
Dentro da pauta do blog também falamos de sexo, de mulheres que também dão mancada - não é só homem, claro! -, e outros assuntos pertinentes que tenham a ver com relacionamentos em geral.

Acontece que o bom humor tem que ficar guardadinho no nosso coração quando escutamos que uma garota de 16 anos sofreu um estupro coletivo, onde 33 homens a violentaram e ainda por cima filmaram e espalharam o vídeo na web.
Não tem e nunca teve graça nenhuma falar de machismo, mas sempre escolhemos o approach mais leve. Acontece que uma situação grave dessa, pede uma abordagem agressiva.

A cultura do estupro, a qual tanto nos referimos e os homens têm absurda dificuldade de enxergar, está presente em TUDO. Em tudo? Em TUDO.

O machismo está arraigado em nossa cultura de uma forma que poucos conseguem ver com clareza.

Desde pequenos, na escola, quando tinha festinha, os meninos sempre levavam bebida e as meninas comida. Era assim SEMPRE, já para ensinar para as meninas que elas tinham que cozinhar.
As meninas ganhavam forninhos, panelinhas e cozinhas equipadas de brincadeira. A sociedade já mandava seu recado desde o infância.

"Você está exagerando!". Não, eu não estou.

Piadas que denigrem a imagem e inteligência da mulher, músicas que diminuem a mulher a objeto sexual ou dona de casa, novelas, livros, comerciais de TV e propaganda impressa, programas de televisão exaltando apenas o corpo da mulher e sexualizando todos os movimentos do feminino... Poderíamos passar dias enumerando as razões pelas quais a nossa sociedade é machista e patriarcal e porque temos que lutar contra isso diariamente.

A cultura do estupro é que te dá o direito de investigar o passado da vítima (e não do agressor), como se QUALQUER COISA que ela tivesse feito na vida justificasse tamanha barbaridade. A cultura do estupro é que permite que nós saiamos para alguma festa e os homens nos abordem colocando a mão na nossa perna, na nossa cintura, puxando nosso cabelo ou tentando nos agarrar à força. É ela que também dá ao nosso marido/namorado/peguete a falsa ideia de que eles podem transar conosco a qualquer momento e em qualquer lugar, desde que ELES queiram. É ela que dá a eles o "direito" de nos julgar pela roupa que vestimos, lugar que frequentamos, quantidade de parceiros, linguajar que utilizamos, maneira como dançamos etc. É ela que causa o enorme número de imagens de mulheres nuas trocadas diariamente nos celulares e e-mails dos homens. Através dela, vem o medo de andarmos sozinhas nas ruas, especialmente à noite, e também é só por ela que utilizamos a frase "Todo homem é um estuprador em potencial", que vocês homens tanto odeiam. O são porque tem o respaldo da sociedade patriarcal, por causa de situações como essa, onde o investigado é a vítima e não o estuprador. O são porque estupro não é apenas agarrar alguém pelos cabelos e levar pro mato para violentá-la. E é isso que vocês precisam entender.

Você é um dos 33 cada vez que você vê o seu amigo sendo agressivo com a namorada e acha normal. Você é um deles quando diz "mas também com essa roupa, né?". Você é um deles quando puxa o cabelo de uma gata na balada. Você é um deles quando divide mulher em "pra casar" e "pra comer". Você é um deles quando sua peguete está altamente bêbada e você transa com ela, que mal consegue reagir. Você é um deles quando é agressivo com sua namorada que não está a fim de transar hoje.

Você sabe o que é voltar tarde do trabalho e ficar com medo de qualquer pessoa andando atrás de você, não porque tem medo de ser roubada, mas porque tem medo de ser estuprada?
Você sabe o que é ter que receber imagem de Pênis de homens que você mal conhece pelas redes sociais?
Você sabe o que é ser xingada e empurrada quando diz um "não" para alguém numa festa?
Você sabe o que é querer colocar um batom vermelho e não ter coragem porque vão te achar com cara de puta?
Você sabe o que é ter que escolher uma roupa coberta no maior calor porque você vai estar sozinha com outro homem/homens e tem medo de ser assediada?
Você sabe o que é estar passeando na rua e mudar seu caminho só para evitar aquele grupo de homens logo ali na esquina porque não quer ser assediada?
Você sabe o que é ser estuprado e ter vergonha de falar porque muita gente não vai acreditar em você e questionar a sua moral e perguntar se você não mereceu aquilo?

Não. Você não sabe. Você nunca vai saber. Você não tem direito de dizer se alguém se ofendeu ou não com algo que você diz ou fez. Apenas peça desculpas e trabalhe o conceito de empatia.

Por favor, homens. Procurem entender mais nosso lado. Não somos histéricas, somos pessoas desesperadas lutando pela nossa liberdade total. A simples liberdade de ir e vir e ser como somos.
Esse direito vocês sempre tiveram. Se pudessem ficar um dia na pele de uma mulher, iriam se unir a nossa luta num instante. Portanto, façam esse exercício de se colocar no lugar do outro antes de falar absurdos que apenas vão te colocar no mesmo bolo dos 33.