quinta-feira, 7 de junho de 2018

Ceticismo x forçar a barra - o difícil desafio de não estacionar em nenhum dos dois

Chega um momento, após estar solteira há um certo tempo, que a gente começa a perceber que o ceticismo tomou conta do nosso coração. Já perdemos a capacidade de acreditar que alguém pode gostar da gente pelo que somos de verdade, que alguém possa se abrir para te conhecer ou até mesmo que possa existir alguém sincero em meio a tanta falsidade, mentiras e futilidades.

Também começamos a questionar até que ponto esse ceticismo está disfarçando uma possível auto-sabotagem e esse é um momento crucial e perigoso. Atrás de uma negação, de não conseguir conceber que nos fechamos tanto para as possibilidades, começamos a querer forçar relacionamentos, interesses, e fingir coisas que não sentimentos para de repente nos convencer de que temos sim a capacidade de nos abrir.

Considero perigoso porque podemos cair na armadilha de achar que qualquer pessoa que seja menos pior ou boazinha ou sincera é o suficiente para nós.

Afinal, o que é necessário para construir um sentimento? Um relacionamento de verdade?

Já fiz isso algumas vezes na minha vida, mas confesso que agora com esse tempo recorde solteira, a tentação é ainda maior. Ainda bem que a maturidade também é e por isso é mais fácil identificar quando você está tentando enfiar o pé em um sapato muito apertado.

Cansei de perceber que alguns caras que não tinham nada a ver comigo tinham interesse nesse meu jeito espevitado (talvez pela curiosidade do diferente!), e me aproveitar disso para seduzir o cara. Não era por mal, nunca foi. Era sempre pensando: esse cara é bacana. Gente boa, inteligente, do bem, trata bem as mulheres. Vou me envolver com ele, preciso dar chance para pessoas assim.

Daí começava a ficar com pessoas que tinham zero afinidades comigo: super nerds, meninos caseiros demais, pessoas que não gostavam de viajar, caras passivos e até mesmo acomodados, e por aí vai. Pessoas que acabavam sendo overpowered pela minha personalidade. Eu achava que estava apaixonada - às vezes até estava pela ideia que tinha construído do cara -, quando de repente vinha aquela avalanche de percepções. "Esse cara não tem nada a ver com você", "Vocês não tem afinidades", "Nem o beijo encaixa direito", "Você mal tem tesão por ele", "Que admiração você tem por uma pessoa dessa?" e a lista não parava de crescer.

Até que eu não aguentava mais e pegava ranço da cara do sujeito. A situação ficava insustentável, eu não conseguia nem sequer olhar nos olhos da pessoa. Algumas vezes chegava a maltratar alguém que gostava de mim porque não conseguia controlar minha falta de interesse e paciência. Muitas vezes insistia, lá tava eu enfiando o pé no maldito sapato apertado, me enganando com frases como "é só uma fase", "isso vai passar", "não vai jogar um homem que gosta tanto de você fora". É claro que isso sempre acabava em eu dando um pé na bunda do cara, ele se perguntando "onde foi que eu errei?" e eu me sentindo a pior pessoa do mundo depois.

Estou me colocando de forma super vulnerável aqui para vocês. Depois do meu último namoro, até terapia fui procurar porque não conseguia entender o meu comportamento. Por que tenho tanta dificuldade em manter meus relacionamentos com esses caras tão "maravilhosos"? Qual é o meu problema, afinal?

Hoje consigo compreender que não adianta a gente forçar a barra com coisas que não nos pegam no coração de verdade. Ele pode ser o cara bacana que for, mas se não bater, se não der liga, se não tiver aquela afinidade gostosa, admiração e tesão, NÃO É PARA VOCÊ!

Mesmo quem gosta de ser solteira, tem seus muitos momentos de solidão e pensa: "será que vou ficar sozinha para sempre?". Esse medinho do futuro (não que tenha algum problema em estar sozinha!) às vezes nos faz fingir coisas só para não estar sozinha. Quantas amigas em relacionamentos infelizes eu ouvi dizer: "mas Dany, se eu termino com ele, vou ficar sozinha pra sempre! A coisa está feia!". Será possível que chegou-se ao ponto de acreditar que é melhor fingir ser feliz e estar morrendo por dentro do que aprender a gostar da sua própria companhia e se respeitar? Acreditamos de fato nessa balela toda de que só há uma fórmula para ser feliz e ela necessariamente inclui estar em um relacionamento amoroso?

O desafio é: sim, nos abrir para possibilidades, pessoas novas, coisas diferentes, mas ter a sensibilidade de perceber que se abrir não é a única coisa que falta para encontrarmos alguém especial. Existem vários caras bacanas que não vão se encaixar com você, com seus princípios, com seus gostos, com suas crenças e isso não faz deles (ou de você!) menos especial. Apenas não era seu número. AND THAT'S OKAY! A gente lamenta, parte pra próxima... e quem sabe qualquer dia o sapato entra no pé, bem confortável? E se não... oras... vamos andar com os pés descalços na areia, que cá entre nós, também é uma delícia!

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Às vezes eu queria ser menino

Às vezes eu queria ser menino. Experimentar o outro lado da moeda.
Como será não ter medo de andar na rua à noite? Não temer pela sua integridade física quando sente uma pessoa andando atrás de você?

Às vezes eu queria ser menino.
Não ter que ficar aturando todo mundo dar palpite no meu corpo, ditando regras de como devo me vestir, me portar, em que tom falar.

Às vezes eu queria ser menino! Ah, como eu queria!
Jamais ser rejeitado em uma entrevista de emprego por causa do meu gênero ou ganhar menos pelo mesmo motivo, apesar de conseguir desempenhar minha função perfeitamente.

Como deve ser... ser menino?
Nunca precisar ouvir "mulher não pode falar palavrão", "mulher no volante, perigo constante", "lugar de mulher é no fogão", "essa aí não é para casar", "mas também, olha o tamanho da saia dela! Tava pedindo, né?"

Cara.. ser menino deve ser demais!
Não precisar menstruar - e enfrentar todos os sintomas que vem com isso: ter cólica, TPM, dor de cabeça, espinhas na cara, inchaço no corpo, sensibilidade excessiva, variações de humor repentinas, dores nos seios, baixa auto-estima e ainda ter que ouvir que "é pura frescura".

Ser menino é legal!
Você não sofre as dores do parto e todas as cargas hormonais que vem com a gravidez. Não lida com as mudanças no corpo, com o excesso de vontade de fazer xixi, com dificuldade para dormir, com a preocupação de ter que amamentar. Não jogam para você a total responsabilidade de cuidar do bebê. Não dizem para você que o único jeito de ser completo é tendo um filho.

Ah, como eu tinha vontade de ser menino!
Não te chamam de encalhado se você demora a se casar e nem começam a questionar sua vida porque você fez escolhas diferentes da maioria das outras pessoas. Não te rotulam de "louca dos gatos", "solteirona", "ficou para titia".

Às vezes eu queria ser menino.
Para não ter que lidar com homem passando a mão em mim em festas, achando isso normal. Não me constranger ao passar por um grupo de homem, sabendo que provavelmente serei assediada. Deve ser legal não ter medo de ser agredida ao negar um beijo. Ou receber nudes não requisitados.

Sabe por que às vezes eu queria ser menino?
Para que, quando eu estivesse com raiva, não ouvisse "ih, tá de TPM, é?". Para que eu tivesse o direito de questionar as atitudes boçais dos homens, me defender, lutar pelo que acredito, sem ser chamada de feminazi, mal-comida ou louca histérica.

Se eu fosse menino, poderia ter total desapego ao sentimento de outras pessoas. Não precisaria me sentir horrível ao terminar com uma pessoa que fez parte da minha história, por saber que vou causar tristeza. Eu apenas trairia, ou ficaria com um comportamento estranho até o cara perceber que eu não tô mais a fim. Fazer um monte de cagada e depois ser validado pela frase "homem é assim mesmo", "isso é da natureza masculina".


Sim, porque se eu fosse menino, poderia tranquilamente transar no primeiro encontro sem ser categorizada como puta, fácil ou ser encaixada no grupo das que não são para casar. Eu poderia pegar várias numa noite e mesmo assim ser digno de ser amado e respeitado. Poderia ficar tirando onda com a galera, falando da intimidade das pessoas que fiquei e todo mundo daria risada, me achando super engraçado e macho-alfa.

Eita, como deve ser bom e fácil ser menino!




sábado, 3 de março de 2018

A sexualização das profissões

Outro dia estávamos eu e minhas amigas professoras comentando sobre como os homens sexualizam a nossa profissão. Uma amiga chegou furiosa contando que tem se irritado com vários homens - inclusive professores! - se referindo a ela como professorinha ("faltam pouco lamber os beiços", dizia ela), dizendo frases como "na minha época não existiam professoras de matemática desse jeito". Daí começamos aquela troca de experiências sem fim.

Ir para balada, conhecer alguém e dizer que é professora de inglês é sempre um convite para frases como "Se eu tivesse uma professora como você, eu não ia conseguir prestar atenção na aula" ou "Que dia você vai me dar umas aulas particulares?" e por aí vai. Oras, todos sabemos que conhecimento é afrodisíaco e que quando admiramos a inteligência de uma pessoa (e teoricamente professores são inteligentes), podemos nos sentir atraídos. Muitas profissões são fetiches para as pessoas, até aí não vejo nada de errado, até porque não gosto de me meter na sexualidade das pessoas, mas essa sexualização da profissão professor pode acabar por ultrapassar os limites do aceitável.

Quando você faz esse tipo de discurso, você acaba por trazer uma série de implicações que podem ofender as pessoas, como por exemplo insinuar que algum aluno está aquém do rendimento escolar por ter uma professora gostosa ou insinuar que matemática é muito difícil, portanto apenas mulheres feias (e poucas mulheres) são capazes de entender; mulher bonita costuma ser burra, portanto é surpreendente que uma mulher bonita seja professora de matemática. É a tal padronização da mulher pelo patriarcado: mulheres bonitas são fúteis e burras. Enquanto você me questiona aí do outro lado, dizendo que eu estou viajando, forçando a barra, responda essa pergunta: "Você acha que alguma Panicat é inteligente?". Guarde a resposta no seu coração e reflita.

Não só a profissão de professora sofre essa sexualização, mas pensei aqui em mais duas que também são pesadamente sexualizadas: enfermeiras e comissárias de bordo (aeromoças).

A profissão de enfermeira é sexualizada desde que o mundo é mundo. Se você vai a uma loja de fantasia procurar uma fantasia de enfermeira, você nunca vai encontrar uma fantasia normal, roupa branca, os acessórios e afins. Vai sempre ser uma lingerie transparente, um top mega decotado ou uma saia mostrando a popa da bunda porque afinal, toda enfermeira é safada, vai trabalhar semi-nua e sua principal função é dar banho nos pacientes. Oi? Você está aí pensando de novo que eu estou viajando, não é? Então faz o seguinte: joga a palavra "enfermeira" no Google Imagens. Guarde no seu coração e reflita. Como análise adicional, homem que é enfermeiro é gay, viu? Isso não é coisa de hetero. Homens de verdade são médicos, não enfermeiros. (Atenção para alta dose de sarcasmo!)



Na tirinha, episódio de FRIENDS em que uma namorada do Ross resolve ir de enfermeira e o Chandler já associa com safadeza.

- O Joey vai ficar muito feliz! Ele estava torcendo para você vir de enfermeira safada.
- Na verdade, sou apenas uma enfermeira.



E as comissárias... ah, as comissárias! Como não amá-las? Sempre impecavelmente penteadas, maquiadas, vestidas e aquele sorriso branco no rosto! Quantos filmes, videoclipes e afins nós vimos sobre o quanto elas são sexy e como elas dormem com todos os pilotos da companhia aérea e por isso chegaram onde chegaram? Hoje em dia temos visto um movimento maior de homens na profissão, mas encontramos o mesmo preconceito dos enfermeiros: os homens macho-alfa são os pilotos. Comissário homem é tudo viado. (mais dose de sarcasmo por aqui). Para ilustrar o a problemática: em um episódio de Sex and The City, a personagem Miranda,, advogada bem-sucedida, vai a um evento chamado Speed Dating, onde cada pessoa tem 7 mini-encontros de 8 minutos. Toda vez que ela diz ser advogada, os homens não tem interesse. Pra testar uma teoria, ela diz que é aeromoça no último e o rapaz fica todo animado. Eis a cena no link abaixo (sem legenda):

www.youtube.com/watch?v=lU7alwkLuE8 (por algum motivo o Blogger não tá postando o link, então tá aí o endereço da cena para você colar no seu browser)

Para finalizar: o que estou querendo dizer com tudo isso é que precisamos tomar mais cuidado ao transformar certas profissões em fetiche. Aquele cuidado para não acabar diminuindo a importância do trabalho de uma pessoa, de reduzir a luta, o talento, a inteligência de alguém por exagerar na sexualização de tudo, especialmente das mulheres. Aquele toque amigo da blogueira! ;)


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Papo sério - por que o uso de proteção está sendo ignorado?

Boa noite, pessoal!

Hoje vou deixar um pouco de lado as piadinhas e sarcasmos para falar de um assunto muito sério: a quantidade de gente fazendo sexo sem camisinha.

Estava lendo uma reportagem agorinha que alertava sobre os números altíssimos de DST que figuram aqui no Brasil. O número disparou nos últimos tempos simplesmente porque o brasileiro anda bem despreocupado em cuidar da saúde sexual - da sua própria e de seu/sua parceiro (a).

A verdade é que as pessoa andam se preocupando só com gravidez e quando descobrem que suas parceiras tomam anticoncepcional relaxam de vez. Até mesmo quando elas não usam, eles fazem aquela velha sugestão simples "qualquer coisa é só tomar pílula do dia seguinte".

Tem muita coisa errada nesse pensamento. Para começar, vamos falar do efeito da pílula do dia seguinte no corpo de uma mulher. Esse comprimido é nada mais nada menos que uma BOMBA DE HORMÔNIO (com efeito abortivo segundo pesquisas). Ele não só causa um efeito que não necessariamente seria a intenção de quem toma e nem é 100% garantido, mas faz um mal danado à saúde da pessoa. O remédio é tão forte que não é recomendado que se tome mais de uma vez em 6 meses. E é muito simples para o homem contar com isso, pois afinal de contas, ele não sofrerá as consequências e mais uma vez o fardo de se cuidar recai única e exclusivamente sob a mulher. A gente escuta tanto "mas com camisinha é muito ruim" ou "eu não consigo sem camisinha", que já perdi as contas.

Segundo e não menos importante, vem a falta de preocupação com doenças sexualmente transmissíveis. Aquela velha síndrome do super-homem, onde você acha que essas coisas só acontecem na TV ou com os outros, mas que seu santo é forte e você nunca vai passar por isso. A preocupação com o outro então é inexistente! Se você não está preocupado com sua própria saúde, é óbvio que se importará muito menos com a dos outros.



"Quase quatro em cada dez brasileiros de 18 a 29 anos ouvidos na pesquisa “Juventude, Comportamento e DST/Aids”, que entrevistou 1 208 pessoas nessa faixa etária em 2012, admitiram não usar preservativo em sua última relação. É mais uma evidência que corrobora uma triste constatação: nesse grupo, o fator de risco para doenças que mais cresceu nas últimas duas décadas foi o sexo inseguro. De 1990 a 2013, migrou da 12ª para a 2ª colocação na faixa dos 15 aos 19 anos e do 6º para o 2º lugar para quem tem entre 20 e 24 anos – só perde para o consumo de álcool."




Se esses dados não forem alarmantes para vocês, não sei o que será.

Todos nós já acabamos caindo na tentação e transando sem camisinha, porque CLARO, é muito mais gostoso, mas será que vale a pena o risco?

Com o Brasil sendo país referência no combate à AIDS e hoje em dia ser muito difícil ouvir falar de alguém que contraiu o vírus e morreu por causa dele, parece que as pessoas se tornaram auto-confiantes ao extremo e acham que não tem problema praticar sexo inseguro. Mas e as outras DSTs? Você está interessado em contrair gonorréia, HPV, sífilis, hepatite B, entre outras, só porque camisinha tira um pouco da sensibilidade do órgão?
Será que não é possível encontrar prazer no ato como um todo, em todas as partes do corpo, no envolvimento, ao invés de ficar focado em um pequeno e rápido desconforto que pode salvar a sua vida?

Gente, é o seguinte: sexo é uma delícia. Sexo sem camisinha então, nem se fala (nem vou mentir dizendo que é ruim!). Mas VIVER e COM SAÚDE é ainda mais! Então coloquemos todos nossas mãos na consciência e tomemos mais cuidado conosco e com a pessoa que está dividindo esse momento de intimidade com a gente! Que tal jogar essas estatísticas ruins lá para baixo? Vamos fazer nossa parte?! =)

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Homens Ruffles - vistosos por fora, vazios por dentro

Olá, galera!

Estamos aqui para fazer a primeira catalogação de espécie macholina de 2018! Fazia tempo que não encontrávamos uma nova espécie na fauna! Não que fosse novidade, mas quando as histórias e reclamações começam a se repetir demais, vejo a necessidade de catalogar, para não perder nenhum detalhe da biologia masculina.

Dito isso, vamos ao que interessa!

Entrei 2018 com aquela positive vibe, comecei o ano postando uma história fofa e maravilhosa de amor, mas pelo jeito as coisas não vão melhorar muito por enquanto.

Parece que ultimamente os homens estão com uma imensa preguiça de interagir e deixando o cérebro de lado quando se trata de se aproximar do sexo feminino. É inacreditável a quantidade de besteira que a gente anda ouvindo por aí e a falta de qualidade nas "conversas" - se é que posso chamar de conversa o que anda acontecendo ultimamente.

Um cara que aparentemente estava a fim de você chegar te "insultando" como forma de chamar sua atenção está na moda.

"Nossa, você está muito branquela" quando você volta da praia ou "Que nerd" quando você está assistindo a alguma série da Netflix, entre outras, viraram coisas comuns e a gente fica daqui se perguntando: "Ok, podia ser uma piada para puxar assunto", mas daí fica por aí e você fica "ueh?"

Tá lado a lado com aquele cara que dá match com você no Tinder e acha super apropriado iniciar a conversa dizendo "bela língua" só porque você tem uma foto engraçadinha dando língua no perfil. Classifico esse junto com o cara que assobia/buzina para você na rua. O que eles acham que vai acontecer? Que vamos achar super sexy, parar e agarrá-los? O cara que puxa assunto dessa maneira acha mesmo que eu vou me dar ao trabalho de responder um negócio desses?! Oo

Sem contar com aquele cara que só quer sair com você no meio da semana, porque afinal de contar "sábado é dia de balada" ou aquele que, só porque você não tem medo de falar abertamente de sexo, acha que não precisa se esforçar nenhum pouco e te trata como lanchinho da madrugada sem a menor cerimônia até mesmo antes de transar com você.

Só tenho uma pergunta a fazer: o que aconteceu com o hábito de CONVERSAR? Sério, tem alguma coisa errada. Porque vocês são inteligentes, a gente sabe. Aonde vai parar tudo isso quando o assunto é se relacionar conosco? Será que vocês de fato acham que não merecemos/queremos um bom papo?

Deixa eu dar uma notícia aqui para vocês: inteligência é afrodisíaco. Bom papo é essencial. Não adianta parecer aquele saco de Ruffles super brilhoso e quando abrir só ter ar dentro. A gente quer conteúdo. E não, não interessa se vai ser só casual, ninguém quer ir para cama com uma ameba que mal sabe conduzir uma conversa decente.

Sejam interessantes, for God's sake!




quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Final feliz

Boa noite, gente desocupada que vem ler as baboseiras que eu escrevo!
[brincadeirinha, amores, mamãe ama vocês! Continuem vindo!]

Feliz 2018, gente! Esse ano será um ano em que particularmente estarei me esforçando para sempre ver o lado bom das coisas! 2018 com mais leveza, mais empatia, mais compreensão! Espero que os homens colaborem com meu projeto Danyzinha Paz e Amor HAHAHAHA

Nessa pegada, gostaria de iniciar esse ano de um modo diferente! Digo diferente porque INFELIZMENTE conto mais mancadas do que sucessos nesse blog, mas tenho uma estória bem fofa e inspiradora para contar para vocês! Quem sabe assim a gente começa plantando aquela árvore da esperança, não é mesmo?!

Let's go!

Era uma vez uma princesa gótica suave que teve 50mil problemas familiares durante toda a vida. A relação com a mãe sempre foi conturbada, com o pai pior ainda. Fazer amigos, criar intimidade, expressar sentimentos, nada disso era muito fácil para ela.

Talvez por isso, ela tivesse dificuldade de estar sozinha. Fazendo a linha psicóloga charlatã de ciências ocultas - como diria o Chicó em "O Auto da Compadecida" -, creio que ela buscava em seus relacionamentos amorosos uma espécie de compensação por todo o amor e carinho que ela não encontrava no seio familiar.

Casou cedo com um rapaz que conheceu no trabalho. Não posso tecer muitos comentários sobre essa relação porque eu não a conhecia nessa época, mas o fato é que a relação acabou em separação. Logo ela se envolveu com outro rapaz do trabalho também (e começou a morar com ele pouco tempo depois), que foi a primeira relação que acompanhei de perto.

Nesse relacionamento, nossa heroína sofria um gaslighting pesado (abuso psicológico). Seu companheiro estava sempre fazendo-a acreditar que ela não era boa o suficiente, colocando-a pra baixo o tempo todo, abusando da boa vontade dela, criticando-a em tempo integral. Com ele, ela estava sempre com a auto-estima no chão. Ela tinha aura pesada. O cara não colaborava em casa com nada: nem com tarefas domésticas, nem com dinheiro muitas vezes, enfim, um cara absurdamente acomodado, folgado, mas com um poder muito grande sobre a mente dela. Por muitas vezes, ela desabafava comigo e eu tinha vontade de pegá-la no colo, explicar o que estava acontecendo, fazê-la enxergar, mas sabemos que só a própria pessoa pode resgatar a própria vida.

Um belo dia, ela teve coragem. Acordou empoderada e mandou ele pastar.

Todas - inclusive eu - a aconselharam a ficar sozinha por um bom tempo. "Pelo menos um ano", a gente sugeria. Afinal de contas, ela nunca tinha vivido solteira! Tem menos de 30 anos e nunca tinha feito umas loucuras, viagens, ficado com várias pessoas, dado aquele tempo para auto-conhecimento.. enfim! Ela concordou e saiu da casca.

O "problema" é que, quando ela saiu, deu de cara com ELE. No dia que eles se conheceram, eles foram para cama. É óbvio que ele não vai mais ligar. Ótimo, porque ela queria ficar sozinha, né? Mas ele não era qualquer ele.

Ele não só ligou, como nunca mais saiu do lado dela. E sabe o que é ter alguém do seu lado? DE VERDADE? Alguém que te trata como você merece?

"Quero cortar o cabelo Joãozinho" "Corte. O cabelo é seu! Vai ficar linda de qualquer jeito"

"Quero colocar silicone" "Eu não acho que precisa, mas se você quer, dou o maior apoio. O corpo é seu, você tem que se sentir bem com ele"

"Vou chegar tarde do trabalho hoje! Tô tão cansada!" "Eu sei, amor. Já arrumei a casa toda e fiz a janta."

"Tenho sonho de aprender a tocar violão" "Eu te ensino"

"Sofri um acidente de moto, não vou poder dirigir por um bom tempo" "Eu acordo todo dia 5h da manhã e te levo no trabalho, para você não ter que pegar ônibus sozinha tão cedo"

"Não me dou bem com minha família" "Não tem problema. Eu vou visitar sua mãe com você assim mesmo"

"Gostaria que você fosse viajar comigo e com minhas amigas, mas você vai estar trabalhando ne" "Eu vou com vocês, passo um dia e volto"


Entre mil outras coisas que eu já ouvi/vi ele fazendo por ela... Ela tinha que ficar um ano solteira, só para seguir o plano, quando tinha encontrado o amor da vida? A pessoa que mais a respeitou e amou nesse mundo? Não deu... o plano foi por água abaixo! E ainda bem!

Os dois pombinhos ficaram noivos ano passado, um ano depois de se conhecerem. O pedido? Ele, músico, convidou-a para cantar uma canção com ele em um show e aproveitou e fez o pedido lá em cima mesmo.

Nossa gótica suave anda vestindo roupa branca, usando saia florida, abraçando mais as pessoas... Nunca mais se viu aquela sombra sobre sua cabeça! Ela finalmente foi amada como merecia!

Eu pedi autorização dela para publicar essa love story porque no fundo é isso que a gente quer, né?! Alguém para dividir nossos sonhos, nossas inseguranças, que acompanhe nossas loucuras, que apoie nossas decisões, que encoraje nossos sonhos!

A vocês, casal querido, todo o amor do mundo! Toda a felicidade que se pode imaginar!

E a nós, como expectadores, que possamos acreditar que amor de verdade existe e é assim... Não muito como conto de fadas da Disney, magicamente acontecendo, mas com muito respeito, coragem e companheirismo!

Simbora, 2018! BE NICE!

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

A floresta de homens frouxos

Hello, people! Feliz Natal procês!

Vocês podem pensar que 2017 foi um ano fraco porque escrevi poucos posts, mas eis que hoje, dia 25/12/2017, vou escrever um post que resume bem a espécie macholina que mais se apresentou em abundância na fauna desse nosso Brasilzão sem porteira: O HOMEM FROUXO.

Oras, minha gente, já falei aqui sobre a liberação feminina e de como estamos tentando tomar as rédeas da nossa vida amorosa sem ficar dependendo da iniciativa exclusivamente masculina - porque vamos combinar que isto está super two thousand late. Sempre que comento que a maioria dos homens não está preparada para lidar com mulheres que tomam iniciativa, lá vem uma chuva de reclamação masculina dizendo que não é verdade, que eles gostam sim quando a gente chega junto e isso e aquilo. Mas, gente, está impossível defender vocês diante dos relatos das minhas amigas (e amigas das amigas) - e os meus também, claro!

Juntamente com a nossa vontade de dar o primeiro - o segundo, o terceiro - passo, também tem o fato de que sim, às vezes nós só queremos um trem casual, matar a vontade de sexo ou até mesmo de beijar na boca ou tomar uma cerveja num bar. Então primeiramente, abram-se para essas possibilidades. Acompanhem o novo tipo de mulher que está disponível no mercado e parem (PELOAMORDEDEUS) de achar que toda mulher que te dá mole vai se apaixonar por você e quer namorar, casar e ter filhos.

Dito tudo isso, já está ficando chato sentar na mesa de bar com as amigas e ouvir sempre a mesma frase: POUTZ, SÓ TEM HOMEM FROUXO, O QUE ESTÁ ACONTECENDO?!
E lá vamos nós à definição de homem frouxo:

Aquele sujeito que te dá mole para caramba e na hora que você arroxa, peida na farofa.
Aquele sujeito que curte/comenta todas as suas fotos e quando você manda um direct sugerindo um lesco-lesco, some.
Aquele sujeito que vive te arroizando em festas e dizendo "que dia a gente vai fazer algo" e nunca de fato te chamar para sair.
Aquele sujeito que você já ficou/fica e vive dizendo que te quer, mas quando você se mostra disponível parece que de repente perde a graça para ele.
Aquele sujeito que dá em cima de você descaradamente, você corresponde, mas ele vive sempre muito ocupado para de fato concretizar uma saída.
Aquele sujeito que dá MATCH com você nos apps de paquera, mas não puxa papo (ou te ignora quando VOCÊ puxa papo).

Poderia passar 24h escrevendo mil situações que tem se repetido ao longo do ano e que tem dificultado bastante a nossa satisfação com a vida de solteira, porque afinal, o que adianta a gente sair da nossa zona de conforto e querer ser mais independente sexualmente quando o outro lado da linha não está ajudando?

Se tudo isso aí em cima se resume a "ELE NÃO ESTÁ TÃO A FIM", faça o favor de parar de fingir que está. Me poupe, se poupe, nos poupe.
Nosso tempo é valioso e o seu também deveria ser!

LARGUEM DE FROUXURA AND LET'S GET DOWN TO BUSINESS!

Caga ou sai da moite, amor!

Cheers!

domingo, 19 de novembro de 2017

Quando tentar controlar tudo sabota sua felicidade

Em FRIENDS, Ross está em um relacionamento com outra pessoa quando descobre que Rachel também gosta dele. Para ajudar a decidir entre as duas, Ross faz uma lista de prós e contras. Ao descobrir, Rachel fica absolutamente magoada e diz: “Imagina as piores coisas que você pensa de si mesmo... agora imagina que a pessoa que você mais confia no mundo não só também pense as mesmas coisas que você, mas ainda use essas razões para não ficar contigo”.

Agora eu consigo entender o que a Rachel disse. Como é ruim ouvir da boca de uma pessoa que você gosta que o que você tanto temia que acontecesse, acabou acontecendo e te afastou dela. Suas maiores inseguranças superaram suas qualidades. Pior ainda é não conseguir ter a chance de mudar as coisas. Pior ainda é ficar martelando isso na cabeça sem parar, como se fosse um defeito que você jamais pudesse apagar. Como se fosse a razão pela qual todos os seus relacionamentos anteriores tenham afundado. Teria isso também atingido minhas amizades, minhas relações familiares? Ou seria essa a razão pela qual eu tenha se fechado tanto?

Que tristeza causa termos que tomar decisões que não queremos. Termos que nos afastar quando queremos ficar junto. Termos que fingir que tá tudo bem quando por dentro você está com um sentimento horrível de fracasso, de perda e você está numa interminável luta interna. Quando tudo o que você consegue pensar é “por que eu não consegui dar o melhor de mim para essa pessoa?” ou “por que eu deixei que minhas inseguranças estragassem tudo o que tinha de bom?”.

Disseram que tudo o que acontece em nossas vidas é porque provocamos ou permitimos. Provoquei isso ou permiti? O que seria pior? Teria sido o meu maior erro tentar controlar tudo? Tentar ter absoluto controle sobre sentimentos, pessoas, acontecimentos por causa do pavor de me machucar? Ter deixado medo e insegurança me engolirem? Até que ponto tentar se proteger acaba te fazendo sofrer ainda mais (“Tudo é dor – e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor”)? Seria adequado apenas deixar que as coisas que te incomodam ou ameaçam passem? É possível fazer com que essas coisas não tenham tanto impacto em nossa vida? Tivesse eu me comportado de outra forma, poderia ter mudado as coisas ou tudo está escrito na estrelas e nosso destino é imutável?

Às vezes queria me livrar desse excesso de intensidade. É incrível como ele vive me sabotando. Essa reatividade, essa insegurança, essa mania de querer controlar tudo, mas ao mesmo tempo a impossibilidade de fugir de viver as coisas por medo. Talvez fosse melhor não viver certas coisas. Porque sinto que vivo, mas vivo sempre tentando me defender de uma possível dor. E acabo sofrendo duas vezes.

Dói pensar que, quando tudo o que você almeja é ser luz, alegria e amor para as pessoas, alguém (e alguém muito importante para você) te descreve como um peso. Algo desconfortável e sem paz. Sem leveza. Algo que suga energia e que atordoa. Como limpar essa impressão? Como desfazer isso se não te dão chance de se redimir, de tentar melhorar? Me sinto condenada a conviver com esse fato me corroendo por dentro.

E ainda... toda a culpa desse fracasso é minha? Se tivesse a chance, daria para consertar tudo sozinha? Desistir? Me conformar?


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Vocês estão namorando errado

Cheguei a uma conclusão essa semana que pode explicar porque a maioria dos homens tem tantas ressalvas quando o assunto é se envolver. Claro que tem o fator "piranhagem geral", mas tudo seria amenizado se não tivesse tanta gente por aí namorando errado.

"Como assim namorando errado, Dany?"

Meus caros, já reparou o que acontece na vida do indivíduo quanto ele começa a namorar? De repente ele DESAPARECE. Não vê mais os amigos, só fica em casa vendo filme ou pulando de restaurante em restaurante postando foto de tudo em dupla: prato duplo, copo duplo, vela dupla. Ele (a) começa a parar de frequentar os lugares que adorava, de fazer as coisas que o faziam se divertir tanto.

O namoro de muitos parece mais uma prisão do que um relacionamento, onde de repente você não tem liberdade para fazer nada que não seja grudado com sua namorado (a), uma panela de pressão, cheio de cobranças. Você muitas vezes se torna outra pessoa, desprovido daquela personalidade que tanto atraiu a outra pessoa, primeiramente.

Eu sempre me preocupo com isso quando namoro. Faço questão de trazer meu namorado para o meu círculo de amizades e de me tornar parte do dele. Eu entendo que você não vai ter exatamente a mesma vida, que outra pessoa está integrada a sua vida e que algumas coisas devem ser adaptadas, mas se for pra ficar numa relação onde eu tenha que cortar todos os meus prazeres, deixar de estar com meus amigos e família e envelhecer 2 anos por dia por conta de cobrança, de monotonia, de ciúmes, nem me chama.

Relacionamento tem que ser diversão, tesão, companheirismo, cumplicidade, zoação, cuidado. Tem que ser para compartilhar, vir para somar e não para subtrair a pessoa da sua própria vida! Um relacionamento que chega e muda todos os seus hábitos, te faz se sentir distante dos seus amigos, te faz desistir das coisas que você gostava e te aprisiona não é um relacionamento legal. Pensa como é arriscado apostar sua felicidade, todas as suas fichas em apenas um aspecto da sua vida?! Não faz sentido!

Você fala que está numa festa e que o outro sumiu e ele responde "mas tô namorando, ne". Quer dizer que quando está namorando não pode mais ir a festas?

O sujeito amava dançar, de repente some 3 anos e depois "volta o cão arrependido". Quando você pergunta o porquê do sumiço: "Tava namorando". Ué. Namoro significa que não pode mais dançar?

Entendem o que estou dizendo? Não estou dizendo que a vida de solteiro é exatamente igual a de comprometido e que nada muda - não ponham palavras na minha boca! -, o que estou dizendo é: a vida de pessoa comprometido pode ser tão atraente quanto a vida de solteiro. Você não precisa se sentir como um passarinho saindo da gaiola quando terminar um relacionamento e "precisar de um tempo para curtir", como se não fosse possível ter curtição dentro de um relacionamento. Há um conceito muito deturpado de curtição. Separado em status de relacionamento: se você está solteiro você está curtindo e se divertindo. Se você está comprometido, vive com sono e sua vida é monótona. A curtição, a diversão, a alegria só depende de vocês! Dá para ter aventuras, histórias loucas e engraçadas e muita zoeira estando em um relacionamento, sim! Você pode fazer acontecer em dupla! Imagina que maravilha misturar tanta coisa legal: gostar de alguém massa, estar com alguém que te dá atenção, que te respeita e ainda super te diverte?! Ideal! META!

Então é isso... parem de tratar namoro como suicídio social e bora meter o louco em dupla! E ainda poder ter aquele colo e cafuné cheio de amor em dias chuvosos e frios! =)

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Sobre traições

Hello, people! Estou de volta para falar de um assunto que nunca acaba: a imensa cara de pau dos homens. Apesar de sentir um pequeno prazer - admito - em expor machos babacas, believe me, eu preferia estar aqui contando histórias com final feliz! Mas ninguém está me contando uma dessas e nem tampouco eu estou vivendo uma, então vamos ao que interessa!

É de print que vocês gostam? Então chega mais que hoje tem chuva!

Ela estava lá, de boa na lagoa, quando um ex-crush das antigas tira print de uma selfie dela e envia pelo whatsapp com a seguinte legenda: EU PEGO. Eu já falei que ele é casado e tem filhos? Não? Pois é.
Só que ele se deu mal porque além de ela ser bem afiada, estava comigo do lado, que sou pior ainda.


Já começamos bem, né?

- Tu é casado.
-E dai?

Duas linhas que entregam o caráter do ser humano rapidamente.


Tentando ganhar a discussão num detalhe técnico. Praticamente disse que ela só mereceria fidelidade se fosse casada no papel e na igreja, né?
Mas vamos dar corda para se enforcar, porque né, estamos aqui para isso.




Aí a gente se compadece, tenta apelar pra consciência do sujeito e ele usa sua juventude como desculpa para agir como um idiota. Usa as frases "sou livre" e a "vida é curta" do modo mais libertino que se possa imaginar.


Adoro essa parte: chama fidelidade e decência de conservadorismo. É pra rir ou para chorar?
E ainda vem com a cereja no bolo: CASAMENTO É UM PORRE. FALA SÉRIO.
Claro que ela vai com as perguntas mais óbvias, que passaram pela cabeça de qualquer pessoa normal que esteja lendo esse post: ENTÃO POR QUE CASOU? POR QUE NÃO SEPARA?


"Eu gosto dela demais". SEM-OR! Como ele deve tratar uma mulher que ele não gosta, né?


E uma outra favorita minha: aquela hora em que eles usam a testosterona como desculpa para desvio de caráter.


Clássico: levou o toco, agora fala que "era brincadeira".


Nunca traiu? Duvido.


Pessoal, vou ser muito sincera aqui: eu não sou uma pessoa 8/80 com traição. Eu acho que a carne humana é fraca, que relacionamentos são complicados e que a vida nos coloca às vezes numa enrascadas inacreditáveis. Mas desvio de caráter a gente sente cheiro de longe. A pessoa quando tenta justificar suas atitudes erradas com desculpas esfarrapadas e frases de efeito, tem caráter duvidoso. Ninguém morre pro mundo quando está em um relacionamento sério. Mas a vontade de não magoar quem você ama, de respeitar, de considerar o outro, deve ser muito maior do que um desejo carnal do momento. Ele FOI ATRÁS de uma traição e, mais do que isso, muitas das frases que ele utilizou provam que ele não está ligando nenhum pouco para a pessoa com quem vive há 10 anos.

O que eu lamento mais quando fico sabendo dessas histórias é o quanto as relações estão frágeis. Eu nunca vou compreender porque uma pessoa decide se casar e não ter respeito pelo seu compromisso. Honestamente, cada vez que escuto essas coisas, perco mais um pouco a fé na humanidade e no "amor".
Olha eu aqui, colocando a palavra AMOR entre aspas. Isn't it sad?