sábado, 6 de março de 2021
La friendzone
domingo, 22 de dezembro de 2019
Um perigo chamado carência
Tem dias que é super fácil ser a sensata da vida e agir com maturidade, mas de tempos em tempos, a dona carência chega a um nível perigoso onde a gente corre sérios riscos de ignorar sinais importantíssimos em nome de viver um romancezinho sequer, nem que seja só para tirar a poeira do coração.
Foi aí que eu reencontrei um rapaz que havia sido apaixonado por mim na época da escola e quase troquei os pés pelas mãos. Todo aquele frisson de adolescente de alguma forma reapareceu dentro de nós e de repente estávamos nos falando todos os dias. Eu, solteira há mais de 6 anos, sem filhos. Ele, recém-separado de um relacionamento de 8 anos com uma mulher sabidamente instável e que não aceita o fim do casamento, com o adicional de 3 filhos. Parecia que a novela mexicana já estava escrita, e mesmo lendo o script antes de beijá-lo, eu acabei caindo nessa furada.
Por que será que carência deixa a gente cego tal qual quando estamos apaixonados por alguém? Por que a gente começa a relativizar tudo e relevar algumas coisas importantes, ouvindo seu cérebro dizer "ah, mas ele te trata tão bem, ele foi tão apaixonado por você, ele é uma pessoa tão bacana!"?
The thing is: não é sobre ser ou não ser bom. É sobre não ser bom para você. E pronto.
Ficar com um cara numa vibe super nostálgica e romântica e no outro dia ser bombardeada pela ex do cara (que tem todas as senhas das redes sociais dele - e eu nunca vou entender essa falta de privacidade que certos casais confundem com confiança!) é puro sinal de que é uma cilada, Bino. Por mais que saibamos da instabilidade emocional da moça (o que, acreditem, para mim é bem difícil de concordar, como feminista que sou), até onde o que ela diz é mentira? E mais, até onde o que ela diz vai passar reto e não te afetar em nada? Sou assim tão evoluída?
A verdade é que a mulher já foi denunciada por ameaçar a última tentativa de romance do ex-marido de morte e inclusive condenada a pagar indenização e prestar serviços comunitários. Ela jogou roupas e livros dele fora. Ela furou os 4 pneus de seu carro e jogou xixi nos bancos. Ela usa os filhos como forma de ameaçá-lo. E toda vez que ele chega perto de mim, ela descobre e me manda mensagem inventando alguma coisa para que eu desconfie de que tudo o que ele fala e faz é mentira.
Onde vou parar me envolvendo em uma história tão maluca, sendo enroscada em uma relação tão tóxica? Serei eu envenenada também?
E foi aí que o lado racional do meu cérebro começou a berrar, porque não importa que ele me trate como uma rainha, me faça sentir desejada, admirada ou passível de ser amada. Essa confusão é grande demais pelos poucos benefícios recebidos.
Eu mereço sim tudo isso que ele estava me fazendo sentir, mas como diria Cazuza, eu quero a sorte de um amor tranquilo. Sentir tudo isso e no dia seguinte sentir uma tensão absurda, um medo de estar sendo vigiada a cada passo e pavor de a qualquer momento sofrer alguma tipo de agressão física ou psicológica faz esse lance perder todo o valor.
Eu sinto que está na hora de meu coração voltar a ter mais do que apenas a função de bombear sangue, mas quando isso acontecer, vai ser com alguém que me faça sentir segura o tempo todo e não apenas enquanto está fisicamente na minha presença. Valeu a tentativa, universo, mas eu quero (e mereço!) muito melhor que isso.
sábado, 26 de outubro de 2019
Sexo frágil ou super-heroínas
Porém, hoje eu pensava especialmente sobre dois esteriótipos bem gerais: o que criaram para nós desde o começo dos tempos, o de sermos o SEXO FRÁGIL, em oposição ao que nós mesmas acabamos criando para nós, possivelmente para combater esse outro, o de sermos SUPER-HEROÍNAS.
O de sexo frágil sempre incomodou a maioria de nós, porque foi - ou é - usado pelos homens para exercer machismo sobre nós. A ideia de que precisamos de um homem para sermos felizes implica uma fragilidade, onde a mulher é emocionalmente e financeiramente dependente do sexo masculino. Ainda hoje, embora em uma escala bem menor, podemos encontrar mulheres que passam a vida procurando um marido, como se a única fonte de felicidade de sua vida fosse o casamento ou que um marido seria a garantia de uma vida próspera e feliz. Muitas famílias ainda endossam essa ideia estapafúrdia e se preocupam mais se a filha está encalhada do que com sua formação acadêmica ou saúde; e de repente encontramos várias mulheres infelizes, não-realizadas, presas a relações abusivas ou sem a menor condição de se impor por ser de alguma forma dependente de alguém do sexo masculino (normalmente o marido, às vezes o pai). Dito tudo isso, acredito que esse esteriótipo esteja caminhando para uma extinção - se tudo der certo! -, pois hoje muito se fala sobre independência feminina e quase todas nós já entendemos que independência é liberdade. Independente da mulher se considerar feminista ou não, quase nenhuma quer depender de alguém.
Para ser sincera, o esteriótipo de super-heroína anda me preocupando mais. Não me levem a mal, somos de fato heroínas. Não tem como não ser, diante de tudo o que passamos diariamente. Mas eu começo a enxergar várias consequências desse "apelido carinhoso" para as mulheres. Crescemos ouvindo, todo dia 08/03 em especial, que as mulheres são guerreiras, fortes, batalhadoras. Que aguentamos tudo, coisas que os homens nunca aguentariam. Vocês conseguem ver o perigo que isso representa na sociedade atual?
Não há espaço para a mulher ser quem ela é no momento em que ela quiser ou puder ser. Ou ela tem que ser uma flor delicada frágil ou ela tem que ser sempre a foda que tudo suporta.
Olhe para sua mãe. Qual a primeira palavra que você usaria para defini-la? Eu usaria FORTE. E aposto que muitos de vocês também.
Nossas avós foram da geração do sexo frágil. Casavam cedo, casamentos arranjados muitas vezes. A maioria não tinha emprego para ficar em casa cuidando dos filhos, o que as tornavam escravas de seus relacionamentos, aprisionadas a seu provedor, porque não teriam para onde ir ou o que comer, caso resolvessem se separar. Dessa forma, elas se submetiam a qualquer coisa.
As nossas mães vieram para abrir a caixa das heroínas. Jornada tripla de trabalho: trabalhando fora, cuidando da casa e dos filhos, estudando para conseguir algo melhor. Várias mães solteiras. Muitas começaram do nada e hoje tem uma condição confortável por conta dessa loucura de até se anular para conseguir o mínimo para sua família. Ela se superou, ela é uma guerreira. Admiram sua força.
Já pensou em quanto ela já sofreu calada por não querer que ninguém soubesse que ela também era fraca às vezes? Que ela queria ajuda, que tinha vontade de desistir? Nunca vimos as lágrimas que as nossas mães choraram escondidas. Quantas vezes perguntamos "O que foi?" e ela respondia "Nada não"? O fato é que elas precisavam passar a imagem de "sou forte o tempo todo, eu aguento qualquer coisa". Não seria essa uma outra forma de prisão?
E nossa geração também vem repetindo isso, de querer suportar tudo, porque as pessoas acreditam que nós somos guerreiras o tempo todo. Se alguma coisa da minha vida sair um pouco do padrão, então já começam a dizer que eu não estou bem. Não tem nada de errado comigo! Eu apenas sou um ser humano. Que tem momentos fortes e frágeis. Que gosta de ser vista como inspiração de força sim, mas que também precisa de ajuda e de uma palavra de carinho. Que tem vontade de jogar tudo para o alto, que comete erros e acertos. Que um dia é a determinação em pessoa e no outro dia não consegue levantar um dedo para nada. Simplesmente humana. Nenhuma guerreira invencível de Games of Thrones.
Me preocupa que desde pequena as meninas aguentem tudo. Que sofram caladas, que seja ensinado a elas que "se acostumam, vida de mulher é difícil mesmo"; que a sociedade diga que elas vão necessariamente amadurecer mais rápido que os meninos, porque é assim mesmo. ISSO NÃO É BIOLÓGICO. O amadurecimento das meninas vem antes porque isso é exigido delas desde cedo. Meninas tem que se comportar, fechar as pernas, falar baixo, ter a letra bonita, o material bem-cuidado, o caderno caprichado, as notas boas. Em que escala isso também é cobrado dos meninos? Em uma muito menor. Gente, acreditem: NADA É POR ACASO.
Quero que minhas alunas e minha sobrinha saibam que elas são fortes, sim, mas que elas não tem que aguentar tudo. Que elas podem pedir ajuda e que às vezes serão frágeis e que não tem nada de errado com isso. Que o ser humano é complexo e a vida não é mole e que não tem problema de vez em quando você se sentir uma merda. Isso não define quem você é e nem tira o seu valor.
Esse post é uma reflexão sobre em que nível estamos nos permitindo, enquanto mulheres, sermos um pouco de tudo o que todo ser humano é. A gente não tem que aguentar tudo nem ficar o tempo todo preocupada com a imagem que estamos passando. E nem depender de ninguém, para estar pronta para cair fora quando e se for necessário.
Nem sempre 8, nem sempre 80, mas todos os números do meio também. Você não é só frágil nem só forte. Você só é uma pessoa. Olha que loucura?!
sábado, 2 de fevereiro de 2019
Sobre levantar bandeiras e manter a coerência
Esse blog é a minha maior bandeira. Através dele eu dei força para a voz das mulheres, para o empoderamento delas, para o direito de se comportarem como quiserem em suas próprias vidas. Ajudei a expor as coisas que nos incomodam no sexo oposto. Expus feridas da sociedade. Histórias de amor, histórias de horror, histórias de comédia. Tudo para levantar a bandeira do feminismo da melhor forma possível, aplicada às situações vividas por mim e pelas pessoas próximas a mim no dia-a-dia. E eu gostaria que as pessoas entendessem que falar de tudo isso, defender tanto essas ideias, não me torna imune a sofrer por amor. A cair na lábia de um mulherengo. A acabar reproduzindo algum comportamento ou fala machista sem querer. Acabei criando uma imagem de mulher forte auto-suficiente (as duas coisas não estão interligadas, por mais que possa parecer. Gostar da sua própria companhia não significa não querer ninguém na sua vida), eu percebo. As pessoas (e eu mesma) criaram certas expectativas em relação ao meu comportamento, especialmente quando se trata de relacionamentos.
No primeiro ano de blog, quando ainda éramos 5 mulheres escrevendo aqui, fizemos o concurso "Babaca do Ano". Um peguete meu venceu (empatado com o ex de uma das meninas). Alguns meses depois, eu apareci namorando com ele. Escrevi o post sobre o assunto, explicando o que tinha acontecido e como eu tinha me sentido. Mas o que mais me lembro sobre aquele post foi a quantidade de comentários me julgando, dizendo que eu falava tanto em não cair na lábia dos caras e acabei caindo.
A verdade é que bem mais fácil vir aqui e falar quando você não está apaixonada. Quando você consegue neutralizar o cara e perceber o veneno antes de se apaixonar. E eu sou boa nisso. Mas nem sempre isso acontece. E eu também, mesmo tendo conseguindo desviar de uma quantidade considerável de pessoas babacas, às vezes caio em tentação e me lasco. Quando estou apaixonada, algumas vezes nem eu consigo seguir meus próprios conselhos, também fico cega. E da última vez levou um tempão para enxergar o quanto eu estava me desvalorizando. E me machucando. Até que um dia eu consegui e caí fora.
Depois de muito refletir sobre o assunto, cheguei à conclusão de que essas bandeiras fazem parte de quem eu sou, da minha história, dos meus princípios. Eu tenho certeza que já ajudei muitas mulheres a se empoderar, a tomar coragem, a se amar mais, a entender que elas precisam primeiro ser felizes sozinhas, para depois serem felizes acompanhadas. Eu tenho certeza que já ajudei algum homem a melhorar seus comportamentos machistas e refletir mais sobre como anda tratando as mulheres por aí. Eu ter caído em tentação algumas vezes não invalida minha luta. Aliás, ela me lembra quem eu sou e no que acredito. E aí quando eu precisar sair dessas ciladas, eu acesso dentro de mim tudo o que eu preciso para tomar as rédeas da minha própria vida! Tenho uma amiga muito sábia que diz: o que conta é o que você faz 90% do tempo. E 90% do tempo eu consigo ser o que minha bandeira prega! Então, em 2019, nada de bandeira a meio mastro: quero essa linda lá no topo, brilhando no céu!
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
Sobre relações abusivas
Hoje eu quero falar de relacionamento abusivo. Graças a Deus, nunca estive em um, mas conheço várias pessoas que estiveram. Algumas acompanhei de perto, outras ouvi histórias. Depois de ouvir mais uma história mega power inacreditável, decidi que não tinha mais como adiar esse assunto tão sério.
Primeiramente, existe uma coisa em comum entre basicamente todos os relacionamentos abusivos: ele começa perfeito. O cara é um verdadeiro gentleman, conquista seus pais, te dá presentes, te elogia o tempo todo, melhor amigo da sua família, acima de qualquer suspeita. “Um cara do bem”, costuma-se descrever.
O tempo passa e pode ser que ele comece a implicar com algumas coisas. Suas roupas, maquiagens. Seus amigos e os lugares que frequenta. Fica com raiva e dá show de ciúmes na presença de qualquer pessoa do sexo oposto (ou às vezes nem precisa ser! É comum ciúmes de amigos, familiares e acreditem, uma amiga relatou ciúmes de CACHORRO). Começa a querer te controlar. Você passa a pedir desculpas por tudo, inclusive quando não está errada. Tem medo de dizer “não” para ele e começa a fazer coisas contra a sua vontade – inclusive no sexo -, só para não contrariá-lo.
De repente, ele te faz se sentir burra e louca. Tudo o que você fala é digno de piada, ou de escrutínio, afinal de contas “você não sabe de nada”. Se discorda dele ou reage a alguma coisa que ele diz, está ficando louca e histérica. Mansplaining, mansinterrupting e gaslighting. Tudo junto e misturado.
Ele tem dificuldade de vibrar com suas conquistas e duvida constantemente da sua capacidade profissional ou talento. E de outras mulheres também, soltando sempre piadinhas machistas como “dormiu com quem para conseguir esse cargo?”.
Depois de passar o começo do namoro te enchendo de elogios, ele começa a te diminuir. Faz você acreditar que ele é o único que te aceita, que te aguenta e que ninguém mais vai querer você se ele te largar. Mina sua auto-estima fazendo você crer que passa por isso porque merece.
Ele não te bate, mas te segura com força ou soca mesas e portas para descontar a raiva de você. Ele grita o tempo todo, te xinga, te desvaloriza. E às vezes chora, dizendo que você o fez perder a cabeça.
Depois das brigas e discussões, você sempre se questiona se aquilo é normal de todo casal, mas quando alguém pergunta, tende a relativizar as ações dele, dizendo que “no fundo, ele é uma boa pessoa e me ama”. Ele te envolve totalmente na conversa, nos argumentos, e você acaba achando que ele tem razão e que quer te preservar.
Até que um dia ele te bate. Depois pede perdão de joelhos, diz que nunca mais vai voltar a fazer isso. Que se excedeu. E acontece de novo. De novo. E começam as ameaças. Você diz que vai à polícia e ele ameaça te matar.
Nem todo relacionamento abusivo chega ao ponto de agressão física, é importante manter isso em mente. E isso não significa que não seja um! Quis fazer uma espécie de ordem cronológica do que pode acontecer se não conseguirmos identificar antes de chegar ao extremo da violência física.
Às vezes quem está de fora fica absolutamente angustiado tentando ajudar. Devemos lembrar que não adianta você sacudir a pessoa e dizer “será que você não enxerga o que está acontecendo?” (já fiz isso!), porque não, a pessoa não enxerga. O bagulho é desenvolvido para deixar a pessoa completamente cega. Por isso, a maneira de ajudar é estar sempre por perto, de olho para detectar qualquer sinal de agressão, dando conselhos, tentando fazer a pessoa chegar às próprias conclusões, mas sem atacar como se a pessoa fosse burra. Ela não é burra, ela está sofrendo abuso psicológico e não consegue compreender isso. A auto-estima baixa faz com que acreditemos em inúmeras inverdades a nosso respeito e é isso que o abusador faz: ataca seu amor próprio para que você desconfie de si mesma e de seus próprios julgamentos. Uma amiga descreveu “como uma droga, você tem crise de abstinência, é viciante. É estranho.” Deve haver uma vontade da pessoa de sair dessa situação. Não adianta querer arrancar a pessoa da bolha onde ela está inserida. Ela só sai quando consegue ver que aquilo não faz bem.
Para ilustrar melhor, vou colocar um dos melhores vídeos que a Internet já viu, “Não tira o batom vermelho”, da JoutJout:
https://www.youtube.com/watch?v=I-3ocjJTPHg
(o Blogspot continua me trolando e não consigo validar os links. Mas vale a pena copiar e colar no seu browser. Esse vídeo tem que ser visto!!)
terça-feira, 2 de outubro de 2018
Você não é obrigado a ser infeliz
Por que é tão difícil para largarmos um curso da faculdade com o qual não estamos nos identificando? Ou um emprego que odiamos? Ou se afastar de uma "amizade" tóxica? Ou abrir mão de um relacionamento teoricamente perfeito? Bate aquele medo né? Medo de não encontrar seu caminho, de ficar desempregado para sempre, de ficar solitário, de nunca mais alguém querer ficar com você...
Essa semana eu estava dando aula e o tópico era STRESS. Tenho 3 alunos, 2 mulheres e 1 homem, todos casados e com filhos pequenos (entre 2 e 8 anos). Estávamos lá debatendo situações de estresse, falando que era estressante fazer o dever de casa com os filhos e discutindo moedas de troca, como por exemplo "você só pode jogar video game se fizer todo o dever de casa". Assim que mencionamos essa opção, uma aluna disse: "e quando é o seu marido que não sai do video game?"
Eu senti a mágoa nas palavras dela. O marido dela é médico. Quase não fica em casa. E quando chega, só quer ficar grudado no video game.
Rimos, falamos que realmente era um problema (tudo em tom de brincadeira), mas eu não pude reparar em como ela ficou após mencionar o marido. Parece até que abrimos as portas para ela desabafar e acredito que tenha ficado claro para todos - não só para mim - que ela estava em uma relação infeliz.
Passamos para falar sobre modos de desestressar. A outra mulher da turma disse que gostava de ouvir música, assistir um filme ou tomar uma cerveja. Aí eu perguntei: "vocês saem sozinhos com seus cônjuges?" e os dois disseram que sim na hora, menos ela. Ela disse "NÃO!" imediatamente. E complementou: "eu convido meu marido, mas ele sempre diz não. E passa a noite com o video game. Isso me irrita!".
Mais do que irritada, ela estava claramente magoada e se sentindo rejeitada.
Depois mencionou que uma vez ela deixou os 2 filhos ( um de 2 e um de 7) sozinhos com ele por uma tarde, que ele passou assistindo TV com os meninos, segundo ela. Quando ela chegou, ele disse que precisava de ajuda porque cuidar de dois 2 sozinho era muito trabalho. E ela respondeu: "assistir TV com as crianças o dia todo não é cuidar deles. Se fosse só isso, seria mole."
Dá pra perceber que além de estar magoada como mulher, como esposa, ela está recebendo toda a carga de cuidar dos filhos também, porque pelo jeito ele não é lá o melhor pai do mundo, não.
É complicado. Ela está infeliz, isso ficou óbvio para mim. E se separar, vão chamá-la de louca. Que o mar lá fora não tá pra peixe. Que eles tem um filho pequeno. Que ele é médico. Que é só uma fase. E enquanto isso, a vida dela vai passando e ela lá, abraçada com a frustração e a tristeza.
Eu não acho que casamento seja fácil e que as pessoas devam desistir no primeiro obstáculo. Demanda muito diálogo, comunicação, afeto, compreensão, ceder daqui e de lá. Mas se está deficiente dessa forma em coisas tão básicas, considero esse relacionamento na UTI.
Não é que o marido dela não possa jogar um video game de vez em quando, claro! Mas quando ele negligencia a família e o relacionamento o tempo todo para fazer outra coisa banal (qualquer vício que seja), ele não está verdadeiramente AMANDO. Eu posso até correr o risco de ser um pouco leviana, mas também acho que a chance de ele estar traindo ela é bem grande. Esses são sintomas bastante comuns em alguém que está mantendo vida dupla.
Nós precisamos ter coragem. Não é fácil! Mas acredito muito que viemos ao mundo para sermos felizes! E depende da gente construir nosso caminho. É necessário desapegar de certas coisas e pessoas que já não cabem mais na nossa vida. Só a gente pode mudar nosso destino, tomando as rédeas e decidindo por nós mesmos. Ninguém é obrigado a nada e nos faltar compreender isso. Nos apegamos a padrões, conceitos, ideais que muitas vezes nem fazem sentido para nós.
Me deu uma tristeza olhar para ela, uma mulher jovem, tão cheia de decepção no rosto. O cansaço estampado. A própria imagem de quem só vive para os outros e nada para ela.
E aí eu precisei escrever esse post! E ele é para dizer para você, que está preso a um relacionamento falido, que não te faz mais bem, que não te traz mais felicidade e leveza, para você TER CORAGEM e RETOMAR A SUA VIDA. Você importa! Você merece ser feliz! Com 18, 40, 60 ou 80 anos! A felicidade é uma escolha. Você não precisa ficar sofrendo! Você poder fazer diferente, escolhas novas, mudar! Toda mudança causa dor no início, mas EU JURO que vai valer a pena! Lembre-se: somos escravos das nossas escolhas. O que você vai escolher hoje?
PS: Falamos de relacionamento, mas essa reflexão pode servir para tudo na sua vida! Apenas decida mudar a rota se a rota que você faz todo dia não te faz mais feliz! Saia do emprego, mude de curso, de casa, de amizades! VÁ SER FELIZ!
quinta-feira, 7 de junho de 2018
Ceticismo x forçar a barra - o difícil desafio de não estacionar em nenhum dos dois
Também começamos a questionar até que ponto esse ceticismo está disfarçando uma possível auto-sabotagem e esse é um momento crucial e perigoso. Atrás de uma negação, de não conseguir conceber que nos fechamos tanto para as possibilidades, começamos a querer forçar relacionamentos, interesses, e fingir coisas que não sentimentos para de repente nos convencer de que temos sim a capacidade de nos abrir.
Considero perigoso porque podemos cair na armadilha de achar que qualquer pessoa que seja menos pior ou boazinha ou sincera é o suficiente para nós.
Afinal, o que é necessário para construir um sentimento? Um relacionamento de verdade?
Já fiz isso algumas vezes na minha vida, mas confesso que agora com esse tempo recorde solteira, a tentação é ainda maior. Ainda bem que a maturidade também é e por isso é mais fácil identificar quando você está tentando enfiar o pé em um sapato muito apertado.
Cansei de perceber que alguns caras que não tinham nada a ver comigo tinham interesse nesse meu jeito espevitado (talvez pela curiosidade do diferente!), e me aproveitar disso para seduzir o cara. Não era por mal, nunca foi. Era sempre pensando: esse cara é bacana. Gente boa, inteligente, do bem, trata bem as mulheres. Vou me envolver com ele, preciso dar chance para pessoas assim.
Daí começava a ficar com pessoas que tinham zero afinidades comigo: super nerds, meninos caseiros demais, pessoas que não gostavam de viajar, caras passivos e até mesmo acomodados, e por aí vai. Pessoas que acabavam sendo overpowered pela minha personalidade. Eu achava que estava apaixonada - às vezes até estava pela ideia que tinha construído do cara -, quando de repente vinha aquela avalanche de percepções. "Esse cara não tem nada a ver com você", "Vocês não tem afinidades", "Nem o beijo encaixa direito", "Você mal tem tesão por ele", "Que admiração você tem por uma pessoa dessa?" e a lista não parava de crescer.
Até que eu não aguentava mais e pegava ranço da cara do sujeito. A situação ficava insustentável, eu não conseguia nem sequer olhar nos olhos da pessoa. Algumas vezes chegava a maltratar alguém que gostava de mim porque não conseguia controlar minha falta de interesse e paciência. Muitas vezes insistia, lá tava eu enfiando o pé no maldito sapato apertado, me enganando com frases como "é só uma fase", "isso vai passar", "não vai jogar um homem que gosta tanto de você fora". É claro que isso sempre acabava em eu dando um pé na bunda do cara, ele se perguntando "onde foi que eu errei?" e eu me sentindo a pior pessoa do mundo depois.
Estou me colocando de forma super vulnerável aqui para vocês. Depois do meu último namoro, até terapia fui procurar porque não conseguia entender o meu comportamento. Por que tenho tanta dificuldade em manter meus relacionamentos com esses caras tão "maravilhosos"? Qual é o meu problema, afinal?
Hoje consigo compreender que não adianta a gente forçar a barra com coisas que não nos pegam no coração de verdade. Ele pode ser o cara bacana que for, mas se não bater, se não der liga, se não tiver aquela afinidade gostosa, admiração e tesão, NÃO É PARA VOCÊ!
Mesmo quem gosta de ser solteira, tem seus muitos momentos de solidão e pensa: "será que vou ficar sozinha para sempre?". Esse medinho do futuro (não que tenha algum problema em estar sozinha!) às vezes nos faz fingir coisas só para não estar sozinha. Quantas amigas em relacionamentos infelizes eu ouvi dizer: "mas Dany, se eu termino com ele, vou ficar sozinha pra sempre! A coisa está feia!". Será possível que chegou-se ao ponto de acreditar que é melhor fingir ser feliz e estar morrendo por dentro do que aprender a gostar da sua própria companhia e se respeitar? Acreditamos de fato nessa balela toda de que só há uma fórmula para ser feliz e ela necessariamente inclui estar em um relacionamento amoroso?
O desafio é: sim, nos abrir para possibilidades, pessoas novas, coisas diferentes, mas ter a sensibilidade de perceber que se abrir não é a única coisa que falta para encontrarmos alguém especial. Existem vários caras bacanas que não vão se encaixar com você, com seus princípios, com seus gostos, com suas crenças e isso não faz deles (ou de você!) menos especial. Apenas não era seu número. AND THAT'S OKAY! A gente lamenta, parte pra próxima... e quem sabe qualquer dia o sapato entra no pé, bem confortável? E se não... oras... vamos andar com os pés descalços na areia, que cá entre nós, também é uma delícia!
domingo, 17 de janeiro de 2016
Demasiadamente mimizentos (ou não?)
Como se já não bastasse o enfezadinho do último post que me chamou para fazer sexo e me chamou de baranga e bruxa quando eu recusei, sou eu mesmo ou os caras andam com uma dose extra de mimimi na genética?
Lá estou eu, novamente brincando de Happn, quando rola um CRUSH! Goody! Let's talk!
O carinha veio super animado:
- Oiiieeeeee!
- Nossa, que animado! Hahahahaha Oiiii!
- Claro! Combinar com uma mulher tão interessante é motivo de animação?
- Interessante? Mas a gente nem se conhece ainda! kkkkkkkk Mas curti a empolgação!
[Pausa Dramática]
- Nossa... desculpa aí pela animação! Boa noite, senhora.
- Eiii! Calma! Eu não tava achando ruim, não!
- Você foi extremamente grossa. Não precisa ser tão ríspida.
- Não foi minha intenção! Sério mesmo! Perdão!
- Boa noite, senhora. E boa sorte, viu? Estou bloqueando o seu contato!
- Oo
Por favor, me ajudem! Eu realmente fui grossa com ele?? Porque pra mim, tava muito claro que eu estava brincando e admirada com a animação dele.
E estou começando a achar que realmente o problema sou eu, porque não faz muito tempo eu tive uma briga imensa com um mocinho aí porque fiz uma brincadeira e ele jurou que eu tava falando sério. O que foi ainda mais chocante para mim, tratando-se de um cara que me conhecia relativamente bem e should know better.
Mas sério, das três, uma: ou os homens armaram um complô contra mim, ou eu tô fora de moda com meu humor sarcástico ou realmente eu só tô cruzando com homem mimizento para cacete! Será possível?!
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Esteriótipos que não fazem sentido
Essa semana estávamos conversando, eu e 3 amigas solteiras, sobre alguns esteriótipos e comecei a pensar o quanto eles não fazem sentido!
1) "Mulher de balada não presta!"
Para começo de conversa, "mulher de balada"? Eu vou à balada, mas também vou à igreja. E aí? Então quer dizer que a mulher que presta é aquela que fica enfurnada em casa? Para provar para a sociedade que eu presto, eu não posso sair pra beber, dançar e me divertir com minhas amigas? Não faz sentido!!
2) "Homem de balada não presta"
Mesma coisa. Existe um conceito na comunidade feminina de que é impossível conhecer um homem decente na balada. Que isso, minha gente? O cara que vai para a balada também tem um coração, uma personalidade, qualidades e defeitos, como qualquer outro que você conhecer na igreja, na faculdade, na casa de um amigo, no Tinder. Todos nós estamos sujeitos a nos apaixonar em qualquer lugar, por qualquer pessoa, a qualquer momento.
3) "Homens/mulheres da igreja são santinhos"
Ok, se você, assim como eu, frequenta a igreja há anos, sabe que isso não é verdade. Já conheci vários carinhas sem noção na igreja. Inclusive uns que só tentaram me levar pra cama e hoje pagam de santinho com a namorada virgenzinha no Instagram. Isso é uma ilusão que existe na cabeça de muitas pessoas, principalmente de meninas que estão dentro de grupos da igreja e sonham em encontrar o príncipe encantado lá dentro. O povo que vai na igreja vive no mundo como qualquer outro ser humano e pode se comportar mal algumas vezes e bem outras. Existe uma cobrança sobre quem frequenta ambientes religiosos. É como se você tivesse que ser perfeito aos olhos de quem não frequenta, ter um comportamento absolutamente exemplar, porque senão é acusado de hipocrisia. Ora, se a pessoa tá na igreja é justamente (pelo menos na minha concepção) porque precisa de ajuda para ser um ser humano melhor! E não porque já se considere bom o suficiente!
4) "Homens mais velhos são mais maduros"
Oh céus, o mundo seria um lugar tão melhor se esse esteriótipo fosse verdade! O negócio tá feio para todo lado! Eu mesma já contei aqui nesse blog, há alguns anos, a história de um homem de quase 60 anos que terminou com a namorada por e-mail. A gente espera isso, evita se envolver com os novinhos, mas no fundo a realidade é que a maturidade é uma questão de caráter, experiências e aprendizados. Pode ser que um menino mais novo tenha passado por dificuldades que um mais velho não passou e tenha aprendido a lidar melhor com problemas por conta disso. É impossível afirmar que uma pessoa é mais ou menos madura baseado na idade.
5) "Nenhum homem presta"
Ok, todas nós já repetimos isso em algum momento da nossa vida, mas saibam, rapazes, que é só pra tentar nos sentir melhor quando estamos sofrendo por alguém. Sabemos que existem caras legais e que é besteira ficar repetindo isso por aí. Apesar do número de homens babacas só aumentar a cada dia, temos consciência de há exemplares que salvam a espécie e vocês não precisam se preocupar com isso - no fundo não acreditamos, de fato, nisso.
6) "Mulher que toma iniciativa é fácil"
Oi? Embora muitos homens digam estar preparados para receber uma chegada de uma mulher, sabemos que na prática a coisa muda. Muitos rapazes se sentem, sim, ameaçados ou intimidados por mulheres que tem balls para chegar no cara que elas estão a fim. Ás vezes deixam de conhecer uma pessoa legal por puro preconceito machista. Acham que se valorizar é deixar que o homem tome a iniciativa. Isso é a maior besteira que eu já ouvi!! Temos o direito de manifestar nossos desejos tanto quanto vocês - e claro, tanto quanto vocês, estamos sujeitas a levar um toco. Contato que esse toco não seja motivado pelo fato de ela ter dado o primeiro passo, tá valendo!
7) "Toda mulher solteira quer arranjar namorado"
Oh, my friend, you're wrong. Muitos homens tem a ilusão de que toda mulher quer casar, ter filhos e cachorros. Passou da hora de entender que mulher também pode gostar de ficar solteira, pegando todos, sem querer se comprometer. E não, homem machista, isso não faz dela uma vadia. Do mesmo jeito que você tem direito de curtir sem se apegar, a mulher também tem. Claro, em geral, nos envolvemos mais fácil, temos o coração mais aberto, mas também sabemos aproveitar nossos momentos de liberdade!
8) "Nenhum homem solteiro quer se envolver"
Então, a maioria dos homens adora repetir a frase "não quero nada sério no momento". Esse é um esteriótipo bem difícil de combater, porque a quantidade de vezes que a gente ouve isso é realmente impressionante! Porém, acredito que eles falem essa frase como um escudo de proteção, para que a gente nem invista demais e ele não corra o risco de, sem querer, se envolver. Cá entre nós, isso não existe. Essas coisas acontecem quando menos se espera. Sim, eu sei, os homens são bem mais eficientes em se esquivar desses envolvimentos, mas pode ter certeza que se rolar um sentimento, não há "falta de desejo de se envolver" que vai superar isso. Mas como comentário pessoal, os homens deveriam parar de repetir isso por aí. Ajam naturalmente e parem de tentar definir as coisas antes mesmo de dar uma chance de viver algo bacana.
Poderia passar o dia descrevendo esteriótipos estúpidos que inventamos durante a nossa batalha naval amorosa, mas de que adianta se nossos olhos continuarem fechados para enxergar que nada disso faz sentido?! Só tem sentido debater essas coisas se for para refletirmos e sairmos da zona de conforto - realmente acreditar que alguém pode ser diferente daquilo que se espera. Deixar-se surpreender pela vida! Esse é o desafio!
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Sentimento de posse e o que fazer com ele - a decisão é sua
Não sei o que acontece comigo, acho que devo ter muito bom gosto (ou as pessoas estão sem opção mesmo!!), mas desde o começo da minha vida amorosa é um tal das minhas amigas furarem meu olho sem nenhum pudor. Não é uma coisa isolada, já aconteceu mais de 3 vezes, fico pensando: sou muito inocente, muito desapegada ou trouxa mesmo?! Qual é o meu problema?
Minhas amigas brigavam comigo, no passado, dizendo que isso era muita sacanagem, e que eu tinha que me vingar ou nunca mais olhar na cara de quem fez isso comigo. Eu não vou dizer que já terminei amizades - no sentido literal, tipo "nunca mais quero te ver na minha vida" -, mas já coloquei o pé no freio depois que muitas dessas coisas aconteceram, não confiava mais na pessoa, e acabava que de uma forma ou de outra, a amizade acabava indo pro saco.
Hoje, porém, penso: até quando vale a pena pôr um fim numa amizade por causa de um carinha?! Pior, por causa de um carinha que não significa lá grandes coisas para você?!
Oras, todas nós temos aqueles bofes que já ficamos e criamos um sentimento de posse sobre o indivíduo. É aquela pessoa que, às vezes nem rolou sentimento, mas rolou uma atração fatal, uma coisa de pele fora do comum. Você não quer que ninguém buline com aquela pessoa. Muito menos suas amigas, dammit. Mas se o infeliz for sem-vergonha (como na maioria das vezes é, porque normalmente você vai ter coisa de pele e sentimento de posse com gente que não presta e que você não vai ter nada sério. Mas não interessa, você não quer que ninguém fique com ele!!) e você tiver uma amiga atraente, ela não vai escapar. Ele vai ser insistente e envolvente, ela vai ser fraca e curiosa e BAM! Quando pensa que não, lá vem ela: "amiga, preciso te contar uma coisa".
Aconteceu comigo. Aliás, está acontecendo - não foi uma coisa pontual, para matar curiosidade; é uma coisa que virou interesse das duas partes e agora eu tenho que decidir o tamanho da importância que vou dar para isso.
Vamos aos fatos:
1) Eu tinha certeza que ia acontecer mais cedo ou mais tarde. Ela já havia demonstrado interesse e é linda e solteira. Ele é sem vergonha, envolvente e não perde tempo. Era apenas uma questão de oportunidade. Eu já sabia que ia rolar, mesmo eu tendo pedido para ela não ficar;
2) Ele parou de dar em cima de mim após ter ficado com ela. Sinal de que o babado é mais tenso do que eu imaginava.
3) Nossa amizade é relativamente nova.
4) Eu não tenho o menor interesse em ter algo sério com ele: ele é quase 7 anos mais novo que eu, moleque em todos os sentidos da palavra, fama de infiel, e a ex dele me adora.
5) Temos uma atração forte um pelo outro, mas só ficamos de fato há 3 anos, apesar das constantes trocas de flertes e provocações.
6) Eu já "perdi" grandes amigas por causa de caras que não valiam a pena.
7) Não sou mais adolescente.
8) Mas também não tenho sangue de barata.
9) Ele está passando por um momento muito difícil e ela está sendo a mais fofa das pessoas, ajudando-o, dando a maior força. Isso aumenta muito a chance de eles terem algo sério. Terei que lidar com essa possibilidade.
Bom, quando ela me contou, demonstrei que não tinha ficado lá muito feliz. Mas deixei claro que não estava com raiva e que não havia sentimento em relação a ele, apenas uma atração física. Ela disse que tinha sido uma coisa isolada, mas como não é minha primeira vez e não nasci ontem, é claro que não acreditei. Disseram que eu tinha que ter sido mais clara em relação ao fato de não ter gostado, mas o fato é que eu realmente não quero dar ibope para esse ciúmes que estou sentindo. É infundado, é ridículo. Se eu quisesse ficar com ele, eu tinha ficado antes. Desde que ficamos, há 3 anos, ele vivia dando em cima de mim e eu me fazendo de rogada. Uma semana antes de ficar com ela, lá estava ele dando em cima de mim. Se eu tivesse ficado, talvez ele nunca tivesse ficado com ela. Gostava do ego inflado com os elogios, com as investidas, mas de fato, de fato, não era uma coisa que eu super sonhava em repetir. É estranho como o ser humano pode ser escroto: eu não quero, mas também não quero que ninguém queira. Se eu tivesse alguma intenção de levá-lo a sério, eu diria a ela "back off, he's mine", mas fazer isso só por capricho? Para ficar com ele de novo e ver que, ok, a atração está lá, mas é só, não vai ter futuro?! Finalmente aprendi a usar a razão em muitas coisas na minha vida que antes eram absolutamente comandadas pela minha impulsividade. Não estou dizendo que está sendo MEGA agradável ou SUPER fácil vê-los juntos, que não morro de ciúmes por dentro e que não fico com vontade de sair correndo quando sei que eles estão no mesmo ambiente que eu. Mas é só porque eu não tenho como controlar o que sinto, mas graças a Deus tenho como controlar minhas reações externas e não deixar as pessoas perceberem o que tá rolando por dentro. Vai passar isso também. Já, já, eu me acostumo. Já, já, eu desencano. Já, já, arranjo outra preocupação. Mas por enquanto é isso: controlar os impulsos e optar pela sanidade. E principalmente pela relação que é mais importante para mim. I'll survive.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Miss professorinha
Dito tudo isso, é interessante observar uma controvérsia da vida de professor: o status sexual que essa profissão tem. Está sacramentado: a inteligência (e o poder do conhecimento) é um afrodisíaco poderoso. Afinal, quem nunca teve uma quedinha por algum professor??
Nessa minha vida de 6 anos dando aulas de inglês, já passei por vários percalços, vamos dizer. Os alunos se "apaixonam" por você DO NADA. Você vira a musa inspiradora da vontade deles de falar inglês como você. Falar outra língua já é atraente por si só; quando você ensina, parece que junta a fome com a vontade de comer.
Uma vez tive um aluno que tinha idade para ser meu avô. Ele me trazia presentes a cada 15 dias. Caixas de bombons importados, souvenirs de viagens, presentes com tema inglês ou estado-unidense, todo tipo de coisa. Sem contar com os comentários desnecessários em alto e bom som, na frente de todo o resto da turma, que não só me deixava super sem graça, mas também os outros alunos extremamente constrangidos com a falta de noção do carinha. Além de o cara ter idade para seu meu avô, era casado. Ele dava em cima de mim deliberadamente. Achei que seria de bom tom dar um corte. O problema é que fica difícil dar um corte sem parecer arrogante e sem deixar que isso influencie em seu rendimento em sala de aula. Portanto, o meu corte foi bem sutil: eu apenas parei de aceitar os presentes. Um dia ele me trouxe uma caixa de bombons de licor de cereja (adoro!) da Lindt e eu neguei. Disse que não poderia mais aceitar os presentes porque estava ficando muito constrangida. Ele insistiu, mas eu insisti mais. Então ele entendeu o recado. De vez em quando ainda soltava uns comentários inapropriados, mas eu mudava de assunto imediatamente para que ele compreendesse que eu não me sentia à vontade com aquele comportamento.
Apesar de desconfortável, esse era relativamente fácil de se livrar. Ele tinha mais do triplo da minha idade, era casado, eu não tinha nenhum interesse nele. Pior é quando você se pega sendo assediada por um aluno que você ficaria facilmente se não estivesse no seu ambiente de trabalho. Um aluno lindo, simpático, inteligente e... CASADO!
Deus sabe o esforço que eu fiz. Dar mole para ele era inevitável, automático. Aquele sorriso acabava comigo. Um dia marcamos de sair juntos para uma cervejinha "inocente" eu, ele e uma outra professora da escola. Ela não pôde ir, em cima da hora, e eu chamei uma amiga para me acompanhar, porque a carne é fraca e eu não podia fazer nada do que fosse me arrepender. Ele era meu aluno e ainda por cima casado. Depois de umas cervejas, a dignidade se esconde, e atire a primeira pedra quem nunca fez besterias homéricas sob o efeito do álcool.
Fiquei mais de 6 meses sem dar aula e ontem voltei às salas de aula. Infelizmente, já na minha primeira turma, eu tinha um aluno só, um cara de uns 60 e todos anos, todo simpático e que me pediu para jamais chamá-lo de senhor. Ao término da aula, eu pedi para remarcarmos nossa aula de segunda-feira, pois eu tinha uma consulta médica. Ele me responde: "Eu odeio repor aula, mas você é uma excelente professora e muito bonita. Então eu abro essa exceção". Comentei com a coordenadora, e ela disse: "Ah, esqueci de te avisar que esse cara tem mania de dar em cima das professoras". Oh, céus. Pobre Danyzinha, mais uma maluco no pedaço.
Não vou ser hipócrita. Elogios são muito bem-vindos, especialmente em tempos de auto-estima baixa. Presentinhos de vez em quando, no aniversário ou dia do professor, não fazem mal a ninguém. O difícil é achar o limite. Essa coisa de misturar o pessoal com o profissional é muito perigoso. Numa situação como essas, você fica tão constrangida que até mesmo sua performance em sala de aula pode ser comprometida. O conselho que dou é: seja profissional, acima de tudo. Tenha coragem de impor sua autoridade em sala de aula, claro, sem exagerar na dose e soar arrogante. Se a situação estiver fora do seu controle, fale com a coordenação da escola - eles tem o dever de te apoiar e ajudar a resolver esse problema. Assédio sexual é crime. Ninguém tem o direito de te assediar em lugar nenhum, muito menos em seu ambiente de trabalho. Fora isso, curta pelo menos os seus 15 minutos de "fama" à frente de uma sala de aula, que te escuta atentamente e te admira. O reconhecimento (e a evolução dos alunos) é um dos únicos benefícios de ser professor. ENJOY - com moderação!
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Amigo do ex - território proibido?
É claro que existem níveis e níveis de "amizade". Eu jamais ficaria com o melhor amigo do meu ex. Há de se ter limites para respeitar. Mas e se não for assim um grande amigo, mas um colega do colégio, do futebol, um cara que é da galera, mas nada demais? E seu ex já está namorando outra, todo feliz e sorridente?! VALE?!
Olha, eu tô dizendo isso porque é possível que 95% das pessoas já tenham passado por isso. Todo mundo tem um ex que tem um ou outro amigo gatinho que você pegaria, mas que fica pisando em ovos por medo de dar merda.
Você encontra com ele nas festas, rola aquele contato físico maior do que necessário - que você provavelmente não teria e não permitira se ainda tivesse namorando. Aquela mãozinha dele na sua cintura - e vice-versa - aquele abraço mais apertado, aquele sorriso mais prolongado... E você pensa: será? Estou viajando sozinha?
Você acha que ele ficou boa parte da noite te olhando - e corresponde aos olhares -, mas se censura o tempo todo, pensando: "não, nada a ver, ele é amigo do meu ex, jamais iria me dar bola". Daí sua amiga vira e diz: ele tá super te olhando!
VocÊ até tenta mentir para si mesma e diz: "não, acho que ele tá olhando é para você". Ai ela: "Naooo, eu sei quando um homem tá olhando para mim! Era para você mesmo!"
Você então começa a quase se convencer de que ele está te dando um mole. Nada grosseiro, bem sutil. No maior estilo: "não sou legal, tô te dando mole". Mas ele NUNCA chega em você. Aí que você começa a duvidar mesmo de que essa atração seja recíproca.
Vamos desenvolver as teorias:
1) Você está viajando. Ele não está te olhando e nem está te dando mole. Fica na sua.
2) Ele se sente atraído, mas jamais ficaria com você porque você é ex do brother dele.
3) Ele te quer, mas tem medo de chegar em você porque acha que vai levar um toco porque você é ex do brother dele.
4) Ele é homem-pamonha. Não chega em ninguém, fica mandando os sinais, mas não chega, emputecendo as mulheres.
5) Ele tem um tique nervoso nos olhos e tende a olhar sempre na sua direção quando te encontra, mas é sem querer.
6) Ele é gay e só está te olhando porque adorou seu modelito.
Enquanto a gente fica por aí se esbarrando com amigos gatinhos de nossos ex-namorados e mantendo essa guerra-fria, nunca saberemos o verdadeiro motivo dessa guerra não esquentar mais. Alguém tem um palpite?
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Homens são de Marte, mulheres são de Vênus
Dessa vez, o que está me impressionando é: o que é importante para um homem e o que importante para uma mulher.
Estou vendo uma amiga à beira de um ataque de nervos porque o namorado acha supérfluo coisas que ela acha super importantes, como por exemplo, o fato de ele ter preguiça de buscá-la e/ou deixá-la em casa, ou o fato de ele não gostar de frequentar as festas de sua família, entre outros.
E o mais doido disso é que podemos observar essas diferenças diariamente.
Você, homem, se visse as amigas da sua namorada dando um selinho nela em uma festa de reveillón, com todo mundo bêbado e feliz, consideraria traição? Para nós mulheres, isso não passa de uma brincadeira inocente para selar o carinho que temos uma pela outra. Porém, para nosso espanto, quando fizemos isso na virada de 2011 para 2012, o namorado de uma das nossas amigas ficou super ofendido, chorou, gritou e deu início a uma briga homérica por causa do acontecimento.
No momento todas nós começamos a dizer que o cara era louco e sem-noção, mas fazendo uma enquete com alguns homens, percebi que o comportamento dele não foi tão estranhado assim, não. A reação dele aparentemente foi estranha apenas para nós mulheres, mas encontrei muita solidariedade masculina.
Igualmente, uma amiga minha ganhou um vale-night e foi para uma balada onde o cantor geralmente convida alguém para subir no palco e dançar. Ela foi lá, dançou, brincou, deu risada. Só que alguém filmou e o video chegou no namorado dela. Para ela, não tinha nenhum problema ele ver o vídeo. Ela não fez nada demais do ponto de vista feminino (em geral). É claro, sabemos que é uma exposição e que outros homens ficam olhando, mas não consideramos algo digno de uma briga, exatamente. Mas para ele, foi péssimo ver aquilo. Ele ficou mal, chateado. E fiquei pensando: se ele tivesse num show da Gaiola das Popozudas e subisse no palco, ela ia só dar risada, tirar foto, aplaudir e pronto. O que para ela era super inocente, apenas uma brincadeira, para ele foi uma ofensa.
Esses dias estava conversando com um professor da minha academia, que acabou de se separar. Ele estava me contando que foi inesperado e que ainda estava tentando lidar bem com tudo o que tinha acontecido, mas que aos poucos estava levantando a cabeça para seguir em frente. Quando eu estava o achando a pessoa mais madura do mundo, de repente ele solta:
- Mas também agora ela vai o partido que perdeu. Vou hoje mesmo comprar um carrão zero, vou malhar que nem um louco para ficar forte e vou mandar mil conto todo dia para a pensão da minha filha! Quero ver ela se arrepender de ter perdido um partido como eu.
Fiquei olhando e pensando: sério?! Sério que ele acha que isso vai fazer a mulher se re-apaixonar por ele e querer voltar correndo? Ainda mais no caso dele, 15 anos de casado, se a mulher pediu o divórcio é porque realmente não quer mais nada.
Cada dia fica mais claro na minha cabeça porque temos tanta dificuldade de acertar o passo em nossos relacionamentos. Somos tão diferentes! O desafio é uma delícia, obviamente, mas que dá um trabalho danado, ah, isso dá!
Será que um dia a gente começa a se entender?!
quarta-feira, 20 de março de 2013
Uma vida de escolhas
Oras, já diria nosso saudoso Chorão, "cada escolha é uma renúncia" e é bem aí que o sapato aperta. Nós simplesmente morremos de medo de fazer a escolha errada. Tomar decisões normalmente nos tira da zona de conforto, e o lado covarde do ser humano é altamente ativado diante de certas situações. Algumas delas: experimentar um novo prato no seu restaurante preferido (para que diabos você pega o cardápio e fica olhando 20min se sabe que sempre escolhe a mesma coisa?!), mudar de emprego (você odeia seu chefe, seus colegas, seu trabalho, mas morre de medo do desemprego eterno ou de não arranjar coisa melhor), cortar o cabelo (está há anos com o mesmo corte, mas vai que você tenta algo novo e fica ruim?), terminar um relacionamento (você não está mais feliz, tem certeza que essa pessoa não é a tampa da sua panela, vê mais defeitos do que qualidades na pessoa, mas tem medo de ficar sozinha, ou de terminar e se arrepender ou de não arranjar ninguém melhor).
Sendo muito sincera, odeio fazer escolhas. Quero morrer quando alguém diz: "escolhe aí!". Mas eu faço! Não vim nesse mundo a passeio e não estou aqui para ser infeliz. Se algo não está me fazendo feliz, EU VOU CAIR FORA! Já saí de uns três empregos porque comecei a me sentir super estressada e não conseguia mais produzir. Medo do desemprego? Claro! Mas o medo só atrapalha quem não tem coragem para lutar pelo o que quer e acredita! Já mudei o cabelo várias vezes! Vira e mexe enjoo da minha própria cara e penso: time to shake things up! Daí lá vou eu cortar, pintar, repicar, franja... Medo de não ficar bom? Claro que tenho! Uma vez a mulher cortou minha franja há um palmo das minhas sobrancelhas. É um risco que se corre! Mas me recuso a viver a vida toda com a mesma aparência - se mudar seu cabelo é mudança demais para você, está na hora de rever seus conceitos, essa é a mudança MÍNIMA na vida de uma pessoa!
Terminar relacionamento é um SACO! Eu normalmente me encho de culpa, seja lá qual for o motivo, e quando decido terminar com alguém acabo chorando mais do que o próprio sujeito levando o pé na bunda. Mas desculpe, me recuso a ser infeliz. Me recuso a me acomodar com qualquer sentimento morno que o universo queira me oferecer. Me recuso a me acovardar por trás de milhões de desculpas esfarrapadas. Mesmo que não tenha certeza se terminar é a melhor solução, eu faço. Sabe por quê? Porque se eu não estou feliz nesse relacionamento, é porque algo precisa ser mudado. Se eu já tentei mudar as coisas dentro do relacionamento e não deu certo, parto para outra. E se um relacionamento é feito de duas pessoas e só uma está tentando salvar, é porque já acabou há muito tempo! Se você termina um relacionamento, você passa a vê-lo de uma perspectiva diferente e acaba descobrindo o que tanto estava errado e você não conseguia enxergar. E se resolver tentar voltar com a pessoa e ela não te quiser mais, é porque ela não gosta mais de você. E daí, what's the point? Se ela não te quer mais, MOVE ON!
Tudo isso é para dizer que esses pequenos riscos são a graça da vida! Ficar em cima do muro a vida toda é uma verdadeira tortura psicológica! E se você quer se fazer feliz, arrisque! Experimente uma sabor de pizza diferente, um novo refrigerante, um novo estilo musical, corte e pinte o cabelo, assista um novo seriado, mude de emprego, dê uma virada em sua vida amorosa, recomece! Nem sempre estabilidade é sinal de felicidade. Muitas vezes estabilidade é sinal de comodismo. E sinceramente, comodismo para mim é pura preguiça de se fazer feliz! SAIA DA SUA ZONA DE CONFORTO!
What do you say to taking chances?!
segunda-feira, 28 de junho de 2010
De saco cheio.
Os reclamões são todos jovens, cheios de saúde e vida, não são loucamente endividados, não ficaram grávidos, não houve morte na família, não são depressivos, enfim, no geral não há grandes motivos para tanta lamentação.
Mas ora bolas, o que passa então?
Bem, minha mãe costuma a listar tudo o que eu já listei para deixar claro o quão legal minha vida é... Eu costumo concordar e pensar que realmente tá tudo bem... Mas a sensação sempre volta... Uma insatisfação latente;uma baita pedra no sapato! Mas porque não tá tudo bem?Nunca?
Faz um tempo que venho me sentindo assim, cada vez mais... Quanto mais o tempo passa, maiores são as complicações da vida. Eu não tenho uma resposta, nunca tive, mas escrevendo agora me vem alguns porquês.
Talvez os meus 22 estejam apontando na minha cara - como já estavam os meus 19, 20, 21 - que agora a vida é outra, os dias não vão ser mais tão fáceis, leves e brincalhões como os de outrora. O que eu quero dizer é que esse começo de vida adulta é muito mais difícil do que se tornar adolescente! Por que as pessoas nunca falam sobre isso? "Adolescente isso, adolescente aquilo" e da-lhe programas de TV, livros e rodas de mães desesperadas tratando do tema. Mas e os candidatos a adultos, como fazem?
Ninguém parece perceber o quão duro é... Os 20 e poucos começam a avançar e o mundo todo e aquela tia arrogante demanda um diploma universitário, um bom emprego, um salário razoável, um carrinho e ja-já tão falando RUA!"É hora de você ter o seu cantinho... se virar..."Por mais que alguns relutem, o quê talvez seja o meu caso, e permaneçam nas casas dos pais por mais algum tempo ( que pecado tem?); ainda assim um piano invisível pesa nas costas.
Está aí eu acho a razão dos meus "problemas" e os de alguns amigos. As reclamações, as minhas e as deles, são todas relacionadas a falhas na vida adulta novinha em folha que nós temos.
Quando uma sequência de "coisas novas de adulto" que tentamos fazer dá errado...Pronto, é o fim do mundo!Você tá lá tentando fazer o seu papel da melhor forma, cumprindo os itens básicos como: estar formando na faculdade; ter um carro;um relacionamento "sério" e "maduro";viajar sozinho para o exterior; pagar contas (pequenas ou de uma casa inteira) e para alguns até sustentar um filho. Como se já não fosse difícil fazer um monte de coisas novas, tem que se fazer bem...
E o que nos deixa tão mal? Quando essa vidinha que a gente tem que construir desanda aqui e ali. Aí é aquele chororô!A minha sugestão é: tin-tin ao novo adulto!Somos todos afinal, perdoem o tom piegas, bebês que estão tentando andar e ficar de pé de novo. Cair faz parte, o que a gente não pode, é ficar sentado muito tempo esperando alguém nos levantar a toda hora.
Bom estar de volta!
sábado, 5 de dezembro de 2009
Prêmio "Babaca do ano"
Candidato nº 1:
Eles se conheceram por acaso, numa balada. No outro dia, ela viajou. Assim que ela pôs os pés de volta em Brasília, ele a convidou pra sair. Tiveram momentos mágicos. Ela conheceu parte da família dele. Ele comprou acessórios sexuais e disse ter comprado para usar com ela. Mais ou menos um mês todo esse encanto. Ela se apaixonou. E ele se revelou. Começou a esvair-se, sumindo aos poucos. Até que um belo dia, ele ficou com outra, na frente dela. Sem o menor aviso prévio. E mesmo depois disso, quando eles se encontram, ele a procura. Ela, como toda mulher que ainda não superou o cafajeste, cai nos encantos dele. E depois fica se odiando. E ele continua por aí, cafajestando. Com ela e com outras.
Candidato nº 2:
Eles eram colegas de trabalho. Um belo dia, no feriado mais promíscuo do ano (Carnaval), ela se apaixonou. "Estou viajando", era como ela chamava a paixão. Algo que ela nunca tinha sentido. Passaram-se vários meses de uma intimidade absurda. Até o salário dele era depositado na conta do banco dela. Ela tinha medo de cobrar algum tipo de postura - namoro -, pois achava que poderia colocar tudo a perder. Ele tinha o costume de sumir nos fins de semana - segundo ele, para tocar com sua banda. Um belo dia, no seu aniversário, ela liga pra ele e alguém finalmente atende, depois de várias tentativas. Uma mulher. Ou melhor, a ex dele. Que não parecia tão ex assim. Depois de mais de 4 meses, a casa cai.
Candidato nº 3:
Colegas de trabalho há muito tempo, ela sempre teve vontade de ficar com ele, mas ele estava namorando. Até que ele finalmente fica solteiro. Começam a sair juntos, primeiro como amigos. As mensagens fofinhas, indiretas, climas, começam a rolar. Quando de repente, rola o primeiro beijo perfeito. Ele alega que demorou um pouco para tomar a iniciativa porque ela não é qualquer uma, afinal, e ele tinha medo de estragar a amizade deles. Parece tudo mil maravilhas, quando de repente ele começa a parar de procurá-la sem razão aparente. Ciumenta e desconfiada, ela investiga e questiona a proximidade dele com uma outra colega de trabalho. Ele nega veementemente qualquer envolvimento. E quando ela achava que nada podia ficar pior, eles aparecem, também sem aviso prévio, namorando.
Candidato nº 4:
Eles namoravam há 5 anos. O amor da vida um do outro. Enfrentaram o mundo para ficar juntos, afinal os pais dela sempre disseram que ele não era homem pra ela. Ele 7 anos mais velho que ela. 5 anos de cumplicidade, amor, luta para permanecer juntos. Casamento? Claro que ela pensava! Era tudo o que mais queria. Um belo dia, ele resolve terminar com ela alegando dúvidas sobre o relacionamento. Ela acha estranho, mas fazer o que? Pouco tempo depois, ele liga, implorando pra voltar. Ela volta. Tudo volta ao normal. Um ano depois, ele termina de novo. Argumento: "você é a mulher da minha vida, eu te amo, mas não sei se vou ser capaz de te fazer feliz". Alguns meses depois, eles se encontram e ele faz duas revelações bombásticas: "eu ia te pedir em casamento no mês em que terminamos" e "eu fiquei com um homem, mas não gostei". TÁ!
Candidato nº 5:
Eles se conheceram em um grupo jovem da igreja católica. Até que um dia, em um evento do mesmo, ele pediu para que ela o ensinasse a dançar forró. Ela pacientemente ensinou, e ele começou a, do nada, frequentar a casa de forró que ela frequenta todas as quintas-feiras. Começaram a ficar e pra ela, de início não era nada. Nem queria dar continuidade ao affair, porque sabia da procedência cafajeste do gajo. Daí vai quase dois meses ficando. Dois meses de amores, carinhos, um se surpreendendo com o outro. Aparecem juntos em evento do grupo jovem, deixando a todos chocados, pois eram muito diferentes. Mas tudo caminhava para algo sério. Um não tão belo dia, ele aparece querendo terminar com ela. Confessa que estava ficando com duas ao mesmo tempo e que está dividido. Diz que sabe que com ela pode dar certo, mas que a outra é mais "fácil" - se é que me entendem. Depois de ela dar a oportunidade dele escolher, ele escolhe a outra. "Pra comer", ela pensa. Uma semana depois, ele aparece namorando a tal garota "fácil". E ainda diz para amigas dela que ela é "cabeça aberta"e que com certeza compreendeu. E ainda continua frequentando o orkut dela.
Bom, aqui nós temos candidatos fortíssimos ao troféu de "Babaca do ano". A votação vai estar aqui do lado, numa enquete e vai até o dia 30/12. Não deixem de votar!
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Brasília, um verdadeiro campo minado
Para quem conhece o CT&B há algum tempo sabe que nós, blogueiras, somos brasilienses. E como tal, somos apaixonadas pela nossa cidade, a defendemos com unhas e dentes como qualquer amante e natural de Brasília. É claro que cada uma de nós tem suas paixonites agudas por outras localidades desse Brasil, algumas amam Sampa, outras Balneário Camboriu, outras Salvador, ou Recife. O fato é que podemos amar de Recife a Londres, mas ninguém quer trocar a boa e jovem Brasília.
Fiz essa introdução para mostrar um lado meio diferente e para quem não conhece BSB (sigla pro nome da cidade) um ponto importante a ser discutido. Brasília é a cidade dos jovens (a cidade é infestada por jovens mesmo!), das baladas de pequeno e médio porte, raramente se vê um evento muito grande na cidade pelo simples fato das baladas aqui serem menores (muitos turistas e até mesmo gringos não curtem a balada brasiliense, mas fazer o que, né?), do transito relativamente tranquilo, dos endereços em números e letras, enfim cidade planejada.
Mas será que estava nos planos de Niemeyer que a cidade fosse habitada por homens tão mal-arquitetados?
Explico.
A espécie macholina que habita este solo adora dizer que os exemplares femininos da região são metidas, mal educadas, grosseiras, vazias, fúteis, blablablá... E também adoram nos comparar as goianas, se eles falam “Oi!” elas respondem pronta-e-simpaticamente. Já as brasilienses chegam com quatro pedras na mão, o contrário só é encontrado (de acordo com depoimentos macholinos) quando a mulher é interesseira e viu o carro que o playboy chegou na festa, ou ela ouviu dizer da amiga Camila sobre a óteeema condição da conta bancária do playboy (afinal em Brasília só tem você, seu amigo e o amigo do seu amigo), essas são as tais que sugam os homens, querem as suas almas.
Já dizia algum físico importante: toda ação tem uma reação. Não seria curioso que os homens brasilienses, esses tão reclamões, observassem como eles agem com a mulherada e assim entender o porquê da reação destas?
A gente adora dizer aqui que os forrozeiros são uma raça perigosa, que eles sempre acabam quebrando o coração de alguma jovem e desavisada moça que adora um xaxado. Mas o fato é que eles conseguem fazer, em geral, o que o resto dos homens de Brasília não fazem: divertir uma garota. Eles dançam, maioria das mulheres adora dançar, ponto pra eles. Eles sempre são seres simpáticos, riem do passo mal executado nos fazendo rir junto, ponto pra eles. Eles normalmente tem um bom papo e são diversificados, a gente tem dos forrozeiros cults que frequentam o CCBB em dia de Vanguart até os que descem até o chão num funk carioca, ponto pra eles.
Os pobres-homens-standard, como bem citou Dany, preferem, no entanto, um approach diferente. Nosso local cativo do coração, por exemplo, o Arena do Forró, abriga os dois tipos. Por ser um clube de futebol, muitos homens saem da pelada e partem pro ataque na hora do forró. Eles compram a cerveja, param de braços cruzados procurando uma vítima e logo, logo começam. Quantos trocadilhos Bárbara já escutou com seu nome? Quantos “solta meu braço agora” ou “tira a mão do meu cabelo” já proferimos? Quantos caras saem de casa cheios de mentira pra contar e historinhas ridículas só pra “pegar mulher” – como eles dizem – em vez de investir no bom papo? É tanta história cabeluda! Não há santo que agüente! Eles simplesmente não se/nos dão a chance de conhecer as meninas interessantes que estão por trás do olhar desconfiado por já chegar com a idéia de que somos mal-educadas, metidas e o escambau já citado.
Só há uma coisa a se concluir: brasilienses andam tão traumatizadas com o nível de non-sense de nossos conterrâneos, que todo mundo acaba pagando o pato. E sim, elas fizeram da paquera em Brasília um verdadeiro campo minado, pois por aqui, ninguém sabe onde está pisando. Nem elas, nem eles.
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Por Babi & Dany
PS: O hotpost de quarta-feira foi transferido pra quinta-feira, pra sempre! hehehe
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Fazer ou não fazer: eis a questão
Vejam só: há muito tempo ela está a fim de um cara. Desde a primeira vez que ela o viu, ficou encantada. Começaram a conversar com frequência, rolou um papo super maneiro. Começaram os olhares, as perguntas indiscretas e respostas reveladoras. A vontade de ficar com ele foi aumentando a cada dia, principalmente quando ele demonstrou interesse recíproco. Ela foi se empolgando, imaginando como seria o dia em que finalmente a ficada iria se concretizar.
Até aí, tudo perfeito né? Mas existe uma informação adicional...
Continuando: papo vai, papo vem, esses dias, em meio a provocações, ela descobre que o gajo tem namorada...! E aí? Depois de todo o desenrolar da paquera, depois da criação de pequenas expectativas, depois do aumento gradual da vontade, ela descobre uma informação que pode mudar tudo. Obviamente, o cara é um safado. Ao ser indagado pelo motivo pelo qual não revelou o segredo antes, a resposta foi: "Você não perguntou!"
Claramente, o cara não tá muito aí pra tal namorada. E claramente achou conveniente não dizer que era comprometido, pelo menos até completar a transação, if you know what I mean. Acontece que a coitada está louca pra ficar com ele. Então, eis as opções:
a) Ficar com um cara comprometido, assumindo o papel de vilã por um dia
b) Adotar o conceito: "Eu sou solteira, posso fazer o que quiser, quem deve alguma coisa pra ela, é ele" e matar a vontade de ficar com o cara
c) Dar uma de João-sem-braço e fingir que não sabe que ele tem namorada
d) Lembrar do ditado "não faça com os outros o que você não quer que façam contigo" e lutar contra sua vontade de ficar com ele
Caro (a) leitor (a), você, o que faria no lugar de nossa heroína do cotidiano "amoroso"?
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Destruindo defesas
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Não falta de um post...
1) Nome completo: Daniela Gontijo Macedo
2) Conhecido(a) como: Dany, Danyzinha, Nany, Danets, Ruiva, etc.
3) Idade: 22, dois patinhos na lagoa (segundo alguns, mta experiência hahahauahe neh Babi??)
4) Sexo: Sim, obrigada hahahahauauahae
5) Cor: azul
6) Cheiro: correndo o risco de ser clichê, cheiro de chuva. E de gasolina! hahahahaha
7) Defeito: impaciente e bagunceira
8) Qualidade: compreensiva, alto-astral, amiga
9) Sou muito: ansiosa... nooosssaaaaaaa, mooooorrro de ansiedade hehehee
10) Mania: me estralar
11) Ouço De longe: sei lá... pouca coisa, eu ouço mal pra caramba hahahauauahe
12) Gosto de comer: coisas que contenham queijo e chocolate, claro
13) Tem talento para Ser: cantar, em especial MPB. E acho que escrevo bem tbm! =)
14) Num relacionamento sou: geralmente tomo as rédeas, mas to cansada disso, sinceramente!
15) Num relacionamento quero: cumplicidade e muita paixão
16) Cama ou sofá: a minha cama. [2]
17) Cerveja, vodka ou vinho: vodkaaa
18) Chá, café, ou leite: leitiiinhooo hihihihi com Nescau sempre! Veja bem, é NESCAU e nao outro
19) Brigadeiro/beijinho: olha, se esse beijinho for o de coco, prefiro brigadeiro. Agora se for outro tipo de beijo, abro mão do brigadeiro FÁCIL! hehehahauauahe
20) Se fosse seu ultimo dia na terra você: entraria em pânico eu acho hehehehe é melhor eu não ficar sabendo quando será esse dia!
21) Uma frase cotidiana: "Qual é a boa do FDS??" hahahahauauahe
22) Musica para toda hora: MPB de lei! Um Djavanzinho, Vercilozinho, Maria Ritazinha... hehehe
23) Musica que te faz lembrar: lembrar o q? hehehhe
24) Musica para relaxar: um bom James Morisson cai bem
25) Lugar pra relaxar: minha cama hehehe
6) Sonho: São tantooooss...!
27) Realidade: sou solteira, jovem, bonita e cheia de energia! hahahahaha
28) Lembrança: da minha infância...!
29) Sente falta de: pessoas queridas que moram longe. [2]
30) Vício: Internet, FRIENDS, e esse negócio de forrozear já tá virando vício tbm hehehe
31) Faz constantemente: Dançar! \o/
32) Nunca faz: Desrespeitar as pessoas
33) Melhor amigo(a): Minha família e os amigos especiais sabem do lugar deles em minha vida
34) O que te faz perder a linha: uma boa pegaaaaaadaa...! hehehehe E álcool, obviamente! hehe
35) Uma voz: Aguilera, Maria Rita, Elis, Oswaldo Montenegro, Jorge Vercilo, Marcello Beckman
36) Um abraço: da minha amiga Thay!! eh tão boooommm! hehehehe
37) Uma roupa: O tubinho preto da Bárbara. Escândalo! hahahahaha Vou mandar fazer um igual hahahahaha
38) O que vai fazer hoje a noite: Boa perguntaaaa!
39) Um palavrão: PUTA QUE PARIU diz mt coisa! hehehehe
40) O que vc quer agora: queria que alguém me ligasse me convidando pruma balada bemmm boa nesse FDS!
Well...! Que minhas companheiras de blog respondam, mas por favor, em algum dia últil da semana, onde não tivermos nada pra postar! hehehehe
Bjos e que venha o FDS! E com ele, muitas histórias!