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terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Estamos andando de ré?

 Quando comecei a escrever esse blog, eu tinha 20 e poucos anos. A razão pela qual começamos a escrever (para quem não sabe, esse blog era um blog de 5 amigas que depois virou só meu) foi a quantidade de histórias estranhas que vivíamos com os homens. Já nos assustava em 2009 e resolvemos brincar com tudo aquilo com bom humor e muito sarcasmo e crítica. Dito isso, eu confesso que aos 38 anos eu não imaginava que as coisas iam piorar. Nos últimos anos, o sentimento é de total desespero entre todas as mulheres hetero solteiras que eu conheço. A verdade é que parece que a humanidade está andando de ré. Evoluímos ou os homens pararam no tempo? Ou melhor, estão regredindo, porque para ser sincera, está dando até saudade das coisas que passávamos aos 20 anos. Ali nós poderíamos entender a falta de maturidade, de experiência, a vontade de viver tudo ao mesmo tempo, o processo de aprendizado... Mas o que justifica homens 30+ agindo da seguinte forma:

Eis que minha amiga *Helena (sempre usando um pseudônimo para proteger a identidade de nossas heroínas) foi passar o fim de ano na cidade de São Paulo com sua família. Helena tem 38 anos, um filho de 12 e já é divorciada. Ou seja, essa mulher já viveu poucas e boas. Mas um rapaz paulista conseguiu fazê-la viver um fato inédito: ser chamada de "desumilde" por ter se negado a ter um date dentro de um carro.

Explicando: ela ligou o Tinder por lá, conheceu um povo, conversa vai e conversa vem com um cara e o tal a convidou pra sair. Todo empolgado, super animado para conhecê-la. Ela pediu que ele sugerisse o local, porque não era de lá e não sabia de bons lugares. Eis que a seguinte conversa acontece (vai ter print porque aqui a gente mata a cobra e mostra o pau):




O sujeito teve a pachorra de sugerir que eles tivessem o primeiro date deles dentro do carro. Eu não sei o que se passou na cabeça dele, sinceramente. Ou esse homem não tem dinheiro para pagar um cachorro-quente na rua, ou esse homem ficou com medo de ela não ser o que parecia nas fotos, ou esse homem tava com medo de ela ser um assassino, ou esse homem não tem a menor noção da violência das cidades grandes, sei lá. Eu juro que a gente fica tentando entender e não encontra nenhuma explicação plausível!

Ela, então, ainda muito paciente, sugeriu que eles fossem a um café. Ele pareceu ter achado tranquilo.




Ela então foi se arrumar, tomou banho e o avisou quando estava pronta. Ele demorou 40 minutos para responder. E respondeu assim:



O cara cobrou humildade da pessoa dizendo que era médico três vezes em menos de cinco minutos, começamos por aí. Mas vem cá... esses cara tão tudo maluco?! Alguém me responde, porque é difícil de acreditar nas coisas que a gente anda vivendo por aí. Tudo parece pegadinha do Silvio Santos! É tão inacreditável que você fica se perguntando se aquilo realmente aconteceu. Se não tivesse print, ia parecer coisa inventada. Parece até que ela sugeriu ir a um restaurante com estrela Michelin. O cara simples coringou e ainda veio querer dar lição de moral com historinha triste. Agora dá para imaginar porque faz um ano que ele não sai com ninguém, né? Deve estar faltando mulher que tenha coragem para ter um date dentro de carro. 

Eu não encontro nem as palavras para terminar esse post.
Tá muito triste, gente.
Melhorem. Mas assim, melhorem MUITO. E urgentemente.
Procurem ajuda, vocês não tão bem, não!

E assim começa nossa temporada de caça de 2025... Deus abençoe o rolê!







terça-feira, 1 de outubro de 2024

Eles começaram a entregar menos que o mínimo

 Era uma vez uma mulher levemente neurótica, pagodeira, alegre, marrenta e que está solteira há 84 anos por dificuldade de encontrar um parceiro compatível.

Vez ou outra ela começa a se questionar se realmente sua lista de exigências não está longa demais ou se está beirando a intolerância ou se já se fechou por não acreditar mais... enfim, esses pensamentos que ocorrem quando seus planos não estão muito dentro do que você esperava.

Eis que um belo sábado, foi convidada por uma amiga recém-solteira a ir a um show de pagode de um de seus cantores favoritos, o herói romântico, nosso Pericão.

O show foi maravilhoso, a cia perfeita, a cerveja descendo gelada. Acabou. Elas não queriam ir embora. O DJ largou-lhe o funk de qualidade mais duvidosa possível e elas se jogaram na pista, como se não houvesse amanhã e nem ninguém.

Os funcionários já faziam a limpeza do local, o evento já estava realmente no fim, quando se aproximou um grupo de amigos em uma despedida de solteiro. Acontece que um deles conhecia a amiga e começaram a papear.

Ao avistar um dos amigos com uma camisa do Atlético, teve que ir zoar, como boa Cruzeirense que é. O assunto se engatou de uma maneira inexplicável. Não sei quanto tempo a conversa durou, mas parecia ter durado umas 3h ininterruptas sobre futebol (em nível mineiro e nacional), uma troca sobre estados, sobre festa, sobre família, os assuntos apenas iam surgindo palavra após palavra sem nenhum tipo de esforço ou pausa constrangedora. Parecia que se conheciam há anos! Aquele tipo de conexão que só se encontra once in a blue moon.

Pulando meros detalhes desimportantes, o casal terminou a noite numa intensa troca de carícias e dormiram de conchinha no apartamento dele. 

- Que loucura! - os dois diziam um para o outro. - Como isso aconteceu?

Ele constantemente afirmava sua admiração por ela, reforçando sua beleza - ambas, interna e externa -, sua força, seu caráter. Pensou em nome de filhos, questionou qual seria o time das crianças. Dizia que aquilo não seria só ali, que eles teriam muito mais pela frente. Ela achava fofo e perigoso ao mesmo tempo. Já era macaca velha, não tinha sido a primeira vez que um homem a exaltava e depois a empurrava do pedestal. Ficou por ali entre o medo de se entregar a esssa loucura e um desejo de deixar de ser tão desconfiada, de baixar a guarda.

Os dois viajaram à trabalho durante a semana. Ela, viciada em redes sociais, achou que o contato estava sendo muito esporádico, mas ao aparecer, ele aparecia bem.

Perguntou se ela voltaria no sábado e reebeu resposta afirmativa. Queria vê-la de qualquer jeito. 

- Vou cozinhar para você! Quero te conhecer melhor. Faço um risoto, tomamos um vinho. Aquele dia estávamos cheios da cachaça, mas dessa vez quero realmente te conhecer.

Embora soubesse que chegaria cansada de viagem, ela sentia vontade de revê-lo. Estava há 4 anos sem sentir nada por ninguém e aquilo tinha realmente sido diferente. Queria ter a coragem de baixar a guarda.

O vôo de volta atrasou e tiveram que fazer uma parada técnica em outra cidade. Ela avisou que chegaria 1h30 mais tarde do que o previsto. Ele disse que queria vê-la mesmo assim, que não tinha problema, que se ela chegasse 3h30 da manhã, ele ainda assim a estaria esperando.

Se sentiu lisonjeada e ficou mais ansiosa para vê-lo. Fazia tempo que alguém não parecia estar fazendo tanta questão de estar com ela.

Chegou em casa, largou as malas e correu para o banho. Se perfumou, retocou a maquiagem, colocou uma roupa bonita e foi encontrá-lo.

Eram 23h quando ela estacionou e pediu ao porteiro que interfonasse.

Ele demorou a atender. O porteiro comentou que ele estava com voz de sono.

Pensou: "o coitado deve ter dormido enquanto me esperava". Se compadeceu. Subiu.

Ao abrir a porta, ficou sem entender.

Sentiu um cheiro que só sentira quando frequentava festas open bar na faculdade: aquela mistura de odores de diferentes tipos de álcool.

Ele estava completamente embriagado. Exalando álcool. Mal se aguentando em pé. Os olhos tentavam fitá-la, chegou a elogiá-la - sua roupa, seu cheiro, seu abraço -, mas a verdade é que as piscadas estavam mais longas do que deveriam estar.

Ela sugeriu que ele tomasse um banho e esquecessem o risoto com vinho. Pedissem uma pizza.

Pensando bem agora... foi legal até demais!

Ele foi pro banho e voltou, deitando na cama, ao lado dela que o esperava - cansada e com fome.

Proferiu frases soltas como:

"Gatíssima... você já sabe né: eu, você, dois filhos e um cachorro" - disse ele, aparentemente reforçando o interesse.

"É... até que você faz o perfil da galera" - disse ele, como se a analisasse, vendo se ela cabia na vida dele e se daria bem com seus amigos.

"Dorme aqui comigo, por favor?" - disse envolvendo-a nos braços, implorando pela oportunidade de finalmente cair nos braços de Morfeu, mas sem conseguir ser "totalmente transparente", como havia dito fazer parte de sua personalidade.

Dormir? Se dormisse com ele, viraria pedra. Era difícil acreditar que ele tinha a feito se sentir tão especial e tão merda ao mesmo tempo, em um espaço de tempo tão minúsculo. Foi de 8 a 80 em 18 segundos.

Quando falamos que o mínimo não está sendo entregue, nem estamos falando de banho, sobriedade e manter-se acordado. Isso aí nem deveria entrar na matemática.

Pois bem. Aí estamos diante de alguém que não entregou o menos que o mínimo, que seria receber alguém em casa acordado, minimamente sóbrio e de banho tomado.

Primeiro se sentiu mal. 

- Caramba. Será que eu era tão NADA assim para ele, para que ele achasse que eu não merecia nem o mínimo esforço? 

Depois se corrigiu. Aquilo não tinha nada a ver com ela. Estava mais que ciente do esforço que costumava colocar numa relação e, por consequência, do esforço que merecia que lhe oferecessem.

 Oras... ela não poderia de forma alguma se rebaixar ao nível de aceitar que um homem, em um segundo date, tivesse a grande falta de respeito de esperá-la daquela maneira. Já tinha aceitado migalhas antes e prometera a si mesmo nunca mais se submeter aquilo novamente.

Então levantou-se e retirou-se. Deixando-o jogado nu na própria cama, sem muita dignidade, possivelmente se perguntando se aquilo tinha sido verdade ou algum delírio etílico.

Enquanto dirigia para casa, sua cabeça borbulhava de coisas que pensava, sentia, ensaiava dizer.

Ela tinha certeza que uma mensagem chegaria no outro dia. E chegou.

- My bad. Etilismo.

As desculpas sinceras que ele foi capaz de oferecer. E a partir dali, seria impossível reagir, questionar, lutar, falar qualquer coisa que não fosse... "É, né".

Autossabotagem? Falta de caráter? Machismo? Falta de responsabilidade afetiva? Falta de respeito por outras pessoas? Egoísmo? Tudo junto?

Não ficaria ali para descobrir. Nem era seu papel. Cada uma deve ser responsável por suas próprias atitudes e ali não era seu lugar.

E voltou a não se questionar novamente. Porque toda vez que baixava a guarda, vinha mais um para provar que ela estava certa. O tempo todo. 

"Eu sou bem melhor sozinha, sabe..."



sábado, 2 de outubro de 2021

Não pegue o boomerang. Não vale à pena.

Quando o universo te livra de gente maluca, você escute, viu? Porque se voltar que nem boomerang você devolve. Não pegue o maldito do boomerang! Eu peguei. 

Já tinha dado match com esse cara no Tinder uma vez. As fotos dele eram super bonitas e a descrição do perfil irreverente, fora do lugar comum, o que costuma me agradar. A nossa conversa foi meio estranha, não marcamos de sair e segui a vida.

O vi algumas vezes no app de novo, mas passava reto. Um dia, depois de tantas vezes ignorar, dei like. Peguei o boomerang, gente. E deu match.

Começamos a conversar, inclusive constatando que já tínhamos dado match antes, mas que não lembrávamos direito porque não tínhamos saído. Ele me chamou para sair no mesmo dia. Na verdade, a ideia dele era já vir aqui para casa ou que eu fosse para casa dele (detalhe que ele mora com a mãe). Eu disse que não topava, que ele era um desconhecido total e que não achava uma boa ideia trazer de cara para dentro da minha casa. Ele argumentou dizendo a seguinte frase icônica:

- Mas eu tenho 13 gatos e gosto de Pokemon. Que mal eu poderia te fazer?

Eu fiz aquela cara que quem me conhece bem já pode estar imaginando aí e perguntei:

- Só porque você ama os animais e gosta de coisa de criança eu tenho que confiar em você? Se tem pai que estupra filha, uai!

Enfim, marcamos uma pizza. Chegando no local, ele não parava de falar de si mesmo. O quanto ele era legal, evoluído, as experiências que ele teve, a quantidade de minas que ele já pegou, como ele sempre vira amigo das mulheres que fica, as decepções que teve, a ex... A ex apareceu na conversa do app e depois pessoalmente. O cara era tão self-centered que até quando perguntou sobre mim, foi para rebater com coisas sobre ele. O cara era tão carente que depois de uma hora conversando, perguntando o que eu tinha achado dele (não façam isso, homens, é BROCHANTE!). O cara era tão sem filtro que achou apropriado me contar que já teve primeiros encontros no tinder onde ele acabou na cama com a mulher pedindo para ela penetrá-lo no forevis.

Como se a conversa toda não tivesse sido um mar de red flags, o cara pediu a conta DO NADA, sem nem me perguntar se podia, se eu queria comer mais ou algo parecido. O que me pareceu o tempo todo é que minha opiniões, desejos e vivências eram nada relevantes para aquele encontro. 

Dei um abraço nele e segui em direção ao meu carro para ir embora. Ele morava na quadra da pizzaria, então foi indo para casa à pé. Enquanto eu colocava o cinto e ajeitava uma musiquinha para ouvir durante o caminho, ele voltou e me questionou porque eu não tinha ficado com ele. Ofereci uma carona, ele entrou no carro e fomos conversando amenidades até lá. Chegando na casa dele, eu parei o carro e disse que não tínhamos nada a ver e que, ainda por cima, ele estava obviamente ainda envolvido com a ex. Ele tentou se esquivar, dizer que não era bem assim, que estava meio triste ainda, porém superado (aham). Eu disse que não tínhamos nada em comum e que não iria rolar nada entre nós. 

Nesse momento, ele resolveu colocar a cereja em cima do bolo e revelar que o motivo maior de frustração era porque sua intenção era fazer uma perfect week.

Para quem não pegou a referência, cata aqui: no seriado How I met your mother, tem uma personagem chamado Barney Stinson (interpretado por Neil Patrick Harris). O personagem é um mulherengo, gordofóbico, etarista, boçal. Em um dos episódios, ele se empenha para completar um perfect month: 30 mulheres diferentes em 30 dias do mês.

Agora me fala... se a referência de homem para alguém é o Barney Stinson, ele tem no mínimo um caráter duvidoso. Se ele ainda tem coragem de falar abertamente na cara da pessoa, ele não tem noção e nem respeito. 

E a partir de agora, eu prometo solenemente não pegar mais o boomerang. No good can come from this.


domingo, 28 de julho de 2019

O maluco das lantejoulas

Com o advento das redes sociais, inauguramos uma nova era da paquera. Além dos apps específicos para isso como Happn e Tinder, o próprio Instagram se tornou um ótimo meio de conhecer pessoas novas. O problema é que na rede em que tudo parece perfeito, detalhes importantíssimos podem ficar mascarados e aí, my friend... prato cheio para esse blog aqui!

Hoje vou contar a história de um date de uma amiga (vou chamá-la de Lili) com um cara digamos, inusitado, que ela conheceu no Instagram. Vou chamá-lo de Paulo.

Após alguns dias de conversa no Direct do Instagram, Paulo convidou Lili para um cineminha, que ela prontamente aceitou.

Lili, sempre muito elegante, colocou seu scarpin vermelho, uma linda blusa, sua calça jeans preferida e passou seu melhor perfume. Linda e fina, pronta para causar aquela boa primeira impressão.

O universo já deu o primeiro sinal do desastre que aquilo seria quando Paulo disse que estava na porta de seu prédio e ela quase entrou no carro errado. Chegou a colocar a mão na maçaneta, quando recebeu uma mensagem dizendo que ele tinha errado o endereço. Quando finalmente ele chegou, ela ficou abismada com o carro do moço. Além de estar sujo, estava caindo aos pedaços. Para conseguir abrir a porta tinha toda uma técnica de segurar e empurrar para cima ao mesmo tempo, uma loucura. Como ela não tem carro, pensou "bom, eu nem tenho carro, melhor esse do que nada né?" e seguiu o baile. Difícil foi superar o look do rapaz: uma camiseta azul piscina com glitter, uma calça jeans rasgada, um cinto branco e uma jaqueta caramelo com lantejoulas.

Ao chegar no cinema, o cartão de Paulo não passou no momento de pagar pelo ingresso. Ele disse que era um problema com a bandeira e ela sugeriu que ele pedisse ao banco para trocar a bandeira do cartão, pois tinha passado pelo mesmo problema. Ele alegou que estava com o nome sujo. Felizmente, ele tinha sacado dinheiro e ela não teve que bancar tudo sozinha.

Na hora de comprar o lanche, Lili pediu uma pipoca com manteiga e coca-cola. Ele disse que estava de dieta e ela respondeu "mas eu não!".

Quando o filme começou, seu pesadelo continuou. Ele não a deixava comer e nem assistir ao filme direito, pois ficava jogando o corpo em cima dela. Colocou as pernas sobre as pernas dela e envolveu seu braço no dele (até ficar dormente), deixando totalmente sem movimento.

Ao fim do filme, ele foi deixá-la em casa. Quando ela tentou sair do carro, ele sentou no colo dela, agarrou-a e disse: "não vá, não me deixa! A lua está tão linda!". Lili ficou sem acreditar que aquilo de fato estava acontecendo, especialmente em um primeiro encontro. Conseguiu descer do carro e ir para casa após alguns minutos.

Alguns dias depois, ele a chamou para almoçar. Apesar do primeiro encontro horroroso, ela queria dar uma segunda chance, não queria julgar o rapaz por apenas uma saída.

Foram em um rodízio de galeto. Mais uma vez, o look dele foi um show à parte: calça jeans, regata com aquelas aberturas enormes nas laterais e um tênis vermelho.

Ao começarem a comer, ela ficou horrorizada com a cena: ele comia parecendo que o mundo ia acabar. A impressão é de que ele não sabia usar talheres, ficava gritando ( de boca cheia): "quero mais coxinha!"; suas mãos estavam tão oleosas que ele não conseguia segurar o copo e pedia que ela colocasse o refrigerante em sua boca. A boca também estava toda imunda, mas mesmo assim ele ficava pedindo que ela o beijasse.

Durante o almoço, ela descobriu que todas as tatuagens que ele tinha haviam sido feitas com ex-namoradas. Ele disse que iria cobri-las e que custaria 5mil reais. Ela sugeriu que esse dinheiro seria melhor gasto pagando o cartão e limpando o nome dele.

Após o almoço, Lili queria ir embora, mas Paulo disse que queria apresentá-la a melhor amiga - que estava na casa dele -, não sem antes dizer que ele tinha perdido a virgindade de boca com ela (sabe lá Deus porque ele achou que essa informação fosse relevante). Quando entrou na casa de Paulo, Lili descobriu que ele morava com mais 10 pessoas. A casa era imunda, tinha comida e roupa para tudo quanto é lado. Ele disse que precisava estender umas roupas no varal. Nesse momento, ela percebeu que todas as roupas dele tinham glitter e/ou lantejoulas. Foi um golpe duro demais para aguentar.

Ela suplicou para que ele a deixasse em casa. O irmão dele, que a propósito estava super bêbado, foi junto, deixando a volta para casa ainda mais terrível.

Depois de dois dates como esse, ela resolveu que realmente não tinha como aquilo dar certo e parou de respondê-lo. Até que um dia ele lhe manda uma mensagem desaforada dizendo que ela tinha acabado com a vida dele. Que ele sonhava com o casamento deles; que ele seria personal e ela ficaria em casa cuidando dos filhos. Quando você pensa que o sujeito não tem como ser mais tosco, ele ainda fecha com chave de ouro.

A lição que tiramos disso tudo? Cuidado com redes sociais. Antes de sair com uma pessoa, certifique-se de que o estio dela te agrada, que vocês tem afinidade e que ele não seja um maluco machista querendo te transformar em dona de casa. E se der, tente descobrir algo sobre os hábitos de higiene do rapaz, por que né? Beijo com óleo de galeto... ninguém merece!