quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Solteira e Sozinha.

Ser solteira. Para muitas é o bicho-papão, para pouquíssimas "não é tão ruim assim". Para mim uma realidade há dois anos e meio. Durante esse tempo tive a fase porra-loca, aí me apaixonei perdidamente, aí quebrei a cara escroto, criei um blog, me desapaixonei, aí fiquei sozinha, cogitei namoro sem amor, mudei de idéia, saí do blog, aí me apaixonei de novo, vivi uma dúvida cruel, voltei pro blog, aí fiquei e tô sozinha de novo...

Devo admitir que apesar de me incomodar, e muito, o fato de não ter com quem dividir especialmente minha vida, não ter alguém em quem confiar, saber que não sou amada por um homem especial... A Loira aqui se acostumou a estar só e não de um jeito quarentona-encalhada-e-triste-de-ser, mas de me proporcionar experiências incríveis sozinha, sem culpa! Desde sair com minhas amigas pra um jantar decidido em cima da hora ao sexo casual. Nada disso (ou pelo menos a grande parte disso) seria possível com tanta leveza e prazer se eu não estivesse feliz e confortável estando sozinha e solteira.

A busca irracional por um relacionamento, o medo de viver só e os mitos/tabus de uma mulher solteira ainda rondam o imaginário feminino noite e dia, mesmo que nada seja de fato concretizado. Eu admito há muito tempo: tô encalhada mesmo! hehehe E muito me dizem: tá porque quer! E num é que é verdade? Se eu buscasse um relacionamento por apenas medo de não ficar pra titia poderia namorar qualquer um e pronto! Voilà mais uma comprometida e sozinha.

"Solteira sim, sozinha nunca!" Oh, céus! Como eu acho esse "lema à la Tati" cafona e mentiroso. Peguetes, relações casuais, beijar cada fim-de-semana um cara diferente é exatamente estar SOZINHA e não me entenda mal, não recrimino absolutamente nada disso, mas acho uma estupidez se iludir de que isso é "não estar só". Uma mulher comprometida pode fazê-lo com a mesma habilidade e liberdade de uma solteira, para isso basta se sentir só. Relacionamento é dividir, respeitar e amar. Eu não vou dividir nada e muito menos amar um desconhecido. Afirmo e repito: estou solteira e sozinha.

E sozinha eu reflito sobre o que é o amor para mim, o que são os relacionamentos, sobre o valor da amizade, sobre meus medos e inseguranças, faço planos, vou a festas gays, tiro fotos inacreditavelmente ridículas, danço forró até a sapatilha furar, viajo com recém-conhecidas, vou a show belíssimos com meus pais, faço compras com minhas primas, me confidencio com a Ruiva, me apaixono à primeira vista escondido por um rapaz bonito no trânsito e depois me desapaixono...

Afinal, eu divido, respeito e amo o CT&B! Nem devo estar tão sozinha assim...

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Post dedicado aos meus maiores amores da vida. Eles sabem que o são. Sem nomes e declarações.

Beijos da Babi ;)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Tiro no próprio pé

Eis que FDS passado conheci um "rapaz interessante". Sua bagagem amorosa era imensa: 35 anos, pai de um menino de 10 e havia sido casado por 12 anos. Uau! Bom, pensei, depois de dar conversa pra pirralho, vamos atacar de homens mais velhos interessantes.
Conversa vai, conversa vem, o tal se encantou pela Ruiva que vos fala e convidou para um inocente cineminha durante a semana. Por que não, né? Dei meu telefone.

Ao sair do local, antes mesmo de ligar o carro para ir embora, recebo uma SMS do indivíduo com o seguinte conteúdo: "O motivo de ficar foi embora, vou também!". Na hora já saquei que o sujeito era profissional e não tava pra brincadeira.

Respondi a msg e ganhei mais umas 4 ainda na mesma noite de domingo + uma ligação que durou 20 minutos. "Estranho!". Até aí tudo bem.

No dia seguinte, recebi msg de bom dia e mais duas ligações. Too overwhelming. Minha cabeça pré-condicionada já captou a espécie macholina gruda-mais-que-chiclete. Refleti: nem saí com o cara ainda e já tá rolando essa quantidade de ligações e mensagens! That can't be good!

Além de todo o grude já mencionado, o rapaz guarda uma das características que mais me irrita em uma pessoa: se acha a última coca-cola do deserto. Não curto. No começo, quando ele me AVISOU que era assim, achei até bonitinho. Mas depois eu fui vendo que não era charme e que ele de fato é metido. Brochei!

Cancelei o cineminha falando que estava gostando de alguém - e de fato, estou, mas se ele não tivesse me brochado, isso não teria sido empecilho.

Acredita que mesmo depois de ter sido dispensado ainda tenho que ouvir a seguinte frase: "tudo bem, mas garanto que você ia gostar!"?

É mole ou quer mais??