sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Homens brasilienses - ruim com eles, pior sem eles.

E essa conclusão foi tirada depois de ir pra Orlando, eu e Kérow, e resolver cair na noite para checar o que ela nos ofereceria.

Bom, primeira vantagem que levamos, é sermos Brasileiras. Hipocrisias à parte, a gente chama mais atenção que a maioria das outras nacionalidades. É fato comprovado, não especulação. E também somos simpáticas e sorridentes - talvez por isso alguns abusem do poder e façam aquela fama chata de brasileira ser "dada" valer. Mas eu e Kérow ficamos só no flerte, digamos que numa pequena research.

O campo de batalha foi o City Walk, local de baladas da Universal Studios. "Festa estranha com gente esquisita" - coroas mil se achando jovens de 20 anos e meninas de 15 anos falsificando a identidade pra entrar. Os figurinos eram inacreditáveis. Brilhos, paetês, correntes e agora parece que por lá a moda é andar com uma coroa de plástico prateada na cabeça. É, isso mesmo que você leu. Melhor pra nós.

Bebemos drinks num pub irlandês e resolvemos dar uma volta fora. Sentamos ao lado de um grupo de rapazes. Contei até 5 e um deles veio nos abordar. Disseram que eram de NY, que estavam na cidade para um torneio de baseball que iriam disputar e blablabla. Tudo certo até o momento em que um deles solta a seguinte frase "Brasilieiro, português, dá tudo no mesmo". Confusão armada, um ou dois "You're an asshole" depois, eles partiram e nós também.

Fomos andando e de repente dois rapazes nos abordam. Visivelmente embriagados, começam a conversar dizendo que acabaram de entrar no exército americano e que precisavam de uma carona pra ir embora. Nos ofereceram dinheiro para os deixarmos lá e ainda soltaram a frase "I've got a pool in my house" achando que contavam vantagem. 23 anos, comportamento de 15.

Continuando nossa saga, fomos paradas por uma dupla - um marroquinho e um sul-africano - que elevaram (?) o nível e nos convidaram para tomar champagne. Conversa vai, conversa vem, o marroquinho diz que gosta da Argentina. Mais uma confusão armada, ele tenta consertar e só piora tudo: diz que só gosta de um Argentino - Diego Maradona. Confusão piorada, eles tentam nos convencer ao champagne, negamos veementemente e então eles se oferecem para nos acompanhar até o nosso carro. "Only 10 dollars!". Pois é!

Saímos de lá rindo muito, mas confesso, aqui diante de todos, que eu disse pra Kérow que senti falta dos jerks brasilienses.

Afinal de contas, o negócio tá feio em qualquer lugar do mundo! Será possível?!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Tiro no próprio pé

Eis que FDS passado conheci um "rapaz interessante". Sua bagagem amorosa era imensa: 35 anos, pai de um menino de 10 e havia sido casado por 12 anos. Uau! Bom, pensei, depois de dar conversa pra pirralho, vamos atacar de homens mais velhos interessantes.
Conversa vai, conversa vem, o tal se encantou pela Ruiva que vos fala e convidou para um inocente cineminha durante a semana. Por que não, né? Dei meu telefone.

Ao sair do local, antes mesmo de ligar o carro para ir embora, recebo uma SMS do indivíduo com o seguinte conteúdo: "O motivo de ficar foi embora, vou também!". Na hora já saquei que o sujeito era profissional e não tava pra brincadeira.

Respondi a msg e ganhei mais umas 4 ainda na mesma noite de domingo + uma ligação que durou 20 minutos. "Estranho!". Até aí tudo bem.

No dia seguinte, recebi msg de bom dia e mais duas ligações. Too overwhelming. Minha cabeça pré-condicionada já captou a espécie macholina gruda-mais-que-chiclete. Refleti: nem saí com o cara ainda e já tá rolando essa quantidade de ligações e mensagens! That can't be good!

Além de todo o grude já mencionado, o rapaz guarda uma das características que mais me irrita em uma pessoa: se acha a última coca-cola do deserto. Não curto. No começo, quando ele me AVISOU que era assim, achei até bonitinho. Mas depois eu fui vendo que não era charme e que ele de fato é metido. Brochei!

Cancelei o cineminha falando que estava gostando de alguém - e de fato, estou, mas se ele não tivesse me brochado, isso não teria sido empecilho.

Acredita que mesmo depois de ter sido dispensado ainda tenho que ouvir a seguinte frase: "tudo bem, mas garanto que você ia gostar!"?

É mole ou quer mais??

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Gira sol e mundo!


O mundo girou, e girou muito. A conselho das meninas venho a este escrever sobre... romance. Meu romance. Meu outro romance... Não é que rolou? E aconteceu muito mais cedo do que eu jamais imaginei, afinal de contas, eu desencanei da minha outra paixonite aguda com muito esforço passando por uma seca sem fim, até rolar um desfecho a la "vou dar pro primeiro cara que me aparecer".

Bem, ressaca de pé-na-bunda a parte e loucuras cometidas em seu período, eu encontrei outra pessoa no fim desse martírio (passava ele por uma dor de cotovelo também...). Só que essa pessoa que eu encontrei, trabalhava e esteve por perto diariamente por quase dois anos! Sim, outro colega de trabalho... (eu juro que não me porto como A predadora em meu expediente, mas fazer o quê?).

Ele sabe hoje, devido a nossa óbvia intimidade atual, que eu nem ia muito com a cara dele. Eu já comentei nos corredores que ele não fazia meu tipo e que nunca ficaria com ele. Nada a ver. Poisé, quantas vezes mesmo a gente precisa se repetir o mantra muito conveniente "Nunca diga nunca" pra entrar na cabeça que o mundo gira, a vida dá voltas e a gente paga a língua?

Pois bem, num fim de dia de trabalho desses muitos, eu tava chateada e pensei "What the hell!Vou chamá-lo pra beber umas comigo." e assim o fiz, eu estava chateada por alguma coisa pequena no dia e sobramos nós dois no trabalho. Ele também, coincidentemente não tava nos melhores dias também, e aceitou na hora. A gente nunca tinha saído só os dois ou engatado uma conversa mais longa...

Lá fomos nós beber umas cervejas na sinuca perto da minha casa. Papo vai, papo vem, e não é que foi divertido? Essas cervejas se tornaram rotineiras e quando percebi o tratava como a um amigo. Maaaas, também pensei que iria acabar rolando algo a mais uma hora ou outra (como sempre rola) e fiquei um pouco receosa... Afinal, ele nunca fez meu tipo...

Mais uma noite dessas e muuuuitas cervejas depois a gente ficou. "Sabia..." eu pensei. Sabia que iria ser estranho, e foi. Mas foi gostoso também, e novamente pensei "What the hell. Que mal faz uns beijinhos?". Né? E é aí que nossa história fica mais engraçada. A gente começou a ficar muuuuuuito ocasionalmente, de uma maneira bem leve e descontraída, do tipo: estamos só nos divertindo. E quer saber, eu me diverti muito. Agradeci aos céus, como sempre faço, por mais um amigo na minha vida. Ele havia se tornado uma pesoa verdadeiramente querida, virei presença constante em sua casa e querida em sua família. E ninguém sabia que a gente dava umas escorregadas um com o outro, não era our thing, o nosso barato era descobrir afinidades que a gente nem sequer imaginava que tínhamos!

Viajamos juntos no carnaval com uma galera e na volta éramos mais amiguinhos do que nunca. Num feriado desses, viajamos outra vez, para a chácara da família dele com essa mesma galera, selando a amizade e etc. e tal. E depois de uma longa noite, 31243124 cervejas depois, adivinha: mais beijinhos. Só que durou o feriado inteiro e na volta pra casa, eu me assustei com a surpresa: toda vez que ele encostava em mim, meu coração disparava. HOLY CRAP!!!

E aí, quem já se apaixonou, sabe como é e começei a apresentar todos os sintomas além do coração pulando. Eu queria me sentir assim de novo, mas foi meio rápido para acontecer de novo e a verdade era que eu não queria me machucar como me machuquei tão cedo. Coincidência de novo ou harmonia conspirada pelo universo? Ele também se sentia assim ao término do último namoro, e lá fomos nós, querendo e não querendo os riscos que uma paixão traz.

E a história mais cheia de meandros da minha vida amorosa começou e vai muito bem há quase cinco meses. Detalhe que é a cereja do bolo da doidera que é toda essa viagem: começamos a namorar, como dizem por aí, oficialmente, sexta-feira 13. :)

sábado, 31 de julho de 2010

Meninas traumatizadas

Há uma nova espécie de mulheres out there. Watch out, rapazes!
Sabe aquela mulher pra casar que no fundo, no fundo, todos vocês procuram? Ela pode não ser tanto pra casar assim mais, porque algum infeliz quebrou seu coração e acabou destruindo todos seus sonhos e castelos!

Baboseiras românticas à parte, eu deveria ser uma pessoa traumatizada. E às vezes até acho que sou, mas quando me vejo no próximo relacionamento, vejo que no fim das contas não deixo meu passado interferir tanto assim no meu presente.

Conversando com um brother meu - que assim como eu, não gosta de frescura! -, ele me contou do novo affair. Ou melhor, da nova investida, porque affair mesmo ainda não rolou. Razão? A menina está traumatizada com o último cafajeste e tem medo de se ferrar de novo. Aí vocês me dizem, "ah, que nada, isso é só desculpa porque ela não quer sair com ele!". PENNN! Errado! Acreditam que ela está saindo loucamente com ele? Liga, manda msg, procura, se vêem às vezes mais de uma vez por dia, mas ela não deixa o garoto concretizar o business. E olha que ele deve gostar dela, porque paciência nunca foi uma de suas virtudes!

É válido deixar seu passado interferir tanto assim no seu presente? Será mesmo que temos que ter medo de nos relacionar com outras pessoas achando que o raio vai cair no mesmo lugar? Más notícias, meninas. O raio CAI SIM no mesmo lugar. Se você tiver muita sorte, cai duas vezes. Mas como a maioria de nós não tem muita sorte, vive levando raio na cabeça.

Mas gente... sofrer faz parte da vida. A gente gosta?? Não!! Mas acontece, uai! Fazer o que?! Acham que a solução é fugir das circunstâncias da vida e tentar prever os passos do seu próximo pretendente em busca de poupar seu coração de mais uma decepção?! Isso é pular a vida! Não faça isso... não dê esse prazer ao FDP que te magoou!

Dito tudo isso, meninos, não se iludam também. Há situações e situações. Essa história de "trauma" também pode sim funcionar como ótima lame excuse para os seguintes tópicos:

- Como diria nosso amigo Jack Berger, de Sex and the city, "she's not that into you"
- Você é ruim de pegada e ela não quer mais te ver
- Ela quer te cozinhar em banho-maria na esperança de arranjar algo melhor. O velho "mais vale um pássaro na mão, do que dois voando".

Meninas, carregar trauma de um relacionamento pro outro não vale a pena! Não perca seu tempo dando tanta importância a quem não te deu.

Meninos, sejam pacientes - porém alerta!

sábado, 24 de julho de 2010

Casar?

Ontem fui à festa de formatura de um amigo meu - parabéns, xuxu, by the way! - e conheci um casal super legal, amigos dele.
Eles super comunicativos, alto-astral, estavam ali pra se divertir horrores mesmo!
Até aí tudo bem, era só um casal de namorados. Com a diferença de que eles vão casar sábado que vem!
Confesso que do alto do meu ceptismo, fiquei um pouco chocada. Eu, pelo menos, quando penso num casal que vai se casar - preconceito, eu sei! - penso em duas pessoas mais velhas, mais sérias, mais tensas. E eles estavam lá, o próprio exemplo de como uma relação deve ser!

Meu último relacionamento era parecido com o deles. A gente se divertia junto SEMPRE, era maravilhoso, mas a diferença é que não estávamos de data marcada pra casar. Por que a gente acha que quando a pessoa tá casando, tem que perder a diversão do namoro?

Parei pra conversar com eles, e os dois estavam super certos do que queriam. Eles já moram juntos, mas o noivo disse: "Eu quero ter essa mulher na minha vida oficialmente!", ao que meus ouvidos de última romântica quase derreteram. Eu confessei a eles que o relacionamento deles, aparentemente, era tudo o que eu procurava pra mim. Eles disseram que quando eles começaram a morar juntos foi complicado, mas que agora eles aprederam que a chave para um bom relacionamento é CEDER. Eu já sabia disso, mas pôr em prática é bem mais complicado!

Enfim, me apaixonei por esse casal que é apaixonado pela vida e pelo amor um pelo outro! E que eles sejam felizes como as duas criancinhas de mãos dadas que estão estampadas no convite de casamento, que tive a honra de ver! Lara e Neto, toda a felicidade do mundo! TIM TIM!

sábado, 3 de julho de 2010

Há limites na paquera?

O que é permitido e o que não é, lugares, frases, vestimentas, approaches. Tudo isso vimos discutindo desde a inauguração deste blog, mas pelo jeito ainda está por acontecer muitas aventuras inesperadas.

Eis que saímos eu e Kérow ontem para uma inocente partida de sinuca com nosso casalzinho preferido, só para não deixar a sexta-feira passar em branco. Saindo do local, cedo, como duas meninas comportadas, antes das 23h querendo chegar em casa pra descansar da semana corrida, paramos num semáforo. Enquanto esperávamos que ele abrisse, parou ao nosso lado um carro com 4 rapazes ao lado. Quando olhamos, eles estavam tentando fazer contato a qualquer custo, com berros, acenos e pulos na janela. Até que de repente, um deles grita meu nome. Eu abro o vidro em busca de um visgo de reconhecimento, tentando encontrar algo que me fizesse lembrar de onde eu conhecia o sujeito, enquanto ele berrava que era amigo do "Leo". Mal sabe ele que no meu celular tem o número de uns 5 Leos diferentes. Não ajudou muito! Do banco de trás, estava um menino kinda cute desesperado, quase caindo da janela, pedindo o telefone da Kérow. O sinal abriu e resolvemos parar num estacionamento, para checar quem era o conhecido. Quando ele desceu, nos dividimos em dois grupos de 3. De um lado da porta, Kérow, o menino do telefone, e um gaúcho wing man. Do outro lado, o doido amigo do Leo, eu e outro wing man. O maluco ficou meia hora tentando me fazer lembrar quem era o Leo, até que caiu a ficha e eu lembrei que tinha conhecido o sujeito há bem uns 8 anos atrás e que o via desde então. Momento engraçado para trás, Kérow passou seu telefone pro menininho, que já nos convidou para uma festa julina hoje à noite.

Foi o desfecho menos esperado de uma sexta light. Eu nem sabia que era jogada legal parar as pessoas no trânsito para pedir o telefone! Afinal, parece que tudo vale neh?

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Os Empata-foda

Olha, eu adoro Brasília! Mesmo! Mas esse negócio de você ir nas baladas e sempre encontrar as mesmas pessoas, pode dar mais rolo do que você imagina!

Vejam vocês que eu conheci um gatinho forrozeiro – doida pra quebrar a cara de novo, né? Mulher não aprende nunca, impressionante! – há mais ou menos um mês atrás, quando ainda me recuperava muito vagarosamente do término do meu último relacionamento. Ele pediu meu MSN e conversamos poucas vezes. Ele é amigo do namorado de uma amiga e coincidentemente, estuda com uma aluna minha. Até aí, tudo bem.

Domingo rolou um reencontro no forrózinho café-com-leite. Ele estava lá, todo gatinho e com os moves forrozísticos de sempre; porém, notei que estava meio caladinho. Como todo mundo tem seus issues, tentei não interferir muito na intimidade do rapaz que mal conheço. Eis que forró vai, xaxado vem, baião vai, xote vem, começamos a batalha testa-com-testa – estratégia normalmente infalível dos forrozeiros de plantão. Aquela coisa maluca, respiração ofegante, a platéia de plantão assistindo e se perguntando “Vão ou não vão beijar?!”, um experimentando o suor um do outro, os carinhos nas mãos e no pescoço e de repente... O xote acaba! Quase querendo matar o sanfoneiro que deixou o acordeon parar de chorar, nos abraçamos por alguns segundos mais do que normalmente nos abraçaríamos.

Quando as coisas esfriam um pouco, chega o ser dono deste post aqui e pergunta quase que sem respirar de tão rápido: “Dany, vamos dançar?”. Eu muito atordoada concordo com a dança. Ele olha pro gatinho forrozeiro e diz: “Posso dançar com ela?”. Este, tão atordoado quanto eu, responde: “Ô!”. Daí lá fui eu sendo arrastada para longe do meu pretendente por um ser que, vamos combinar, é no mínimo repugnante! Picture the scene: o cara dança comigo esfregando minhas costas, falando obscenidades no meu ouvido enquanto me aperta na cintura impedindo minha fuga. Eu, só xingando, indignada e me perguntando why the fuck eu já fiquei com um cara desses! Depois que consigo me esquivar, o tempo fecha totalmente.

O novo forrozeiro de minha vida diz ter entendido “É bom dançar com ela, né?” ao invés de “Posso dançar com ela?” (por isso o tal “ô!”) e que ficou sem entender porque eu fui roubada na cara dura. Empata-foda number 1: o sem-noção que a partir de agora entra para minha lista negra de uma vez por todas. Apesar de todo o rolo, nada rola entre nós após o mal-entendido.

Volto para casa com a pulga atrás da orelha e no outro dia descubro quem é o empata-foda number 2: minha querida aluna. Parece que o forrozeirinho esteve enrolado com uma amiga da aluna em questão e para não ficar feio, preferiu não ficar comigo na frente dela, e portanto, a tal amiga era o motivo pelo qual o rapaz estava tão introvertido. Aparentemente o tal rolo não está totalmente resolvido e cá estou eu me envolvendo onde não devo, novamente.

Seja lá o que for, acho melhor eu começar a variar mais os lugares onde vou. Ao que parece, os fantasmas não me deixam em paz! E tome-lhe assombração! Abaixo os empata-foda!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

De saco cheio.

Sabe quando a vida tá ruim pra caramba, nada tá muito legal?Então, tô assim. Estamos, aliás. Alguns amigos próximos andam reclamando (e não é pouco) da vida também... Mas qual é o problema, afinal?E o remédio?
Os reclamões são todos jovens, cheios de saúde e vida, não são loucamente endividados, não ficaram grávidos, não houve morte na família, não são depressivos, enfim, no geral não há grandes motivos para tanta lamentação.

Mas ora bolas, o que passa então?

Bem, minha mãe costuma a listar tudo o que eu já listei para deixar claro o quão legal minha vida é... Eu costumo concordar e pensar que realmente tá tudo bem... Mas a sensação sempre volta... Uma insatisfação latente;uma baita pedra no sapato! Mas porque não tá tudo bem?Nunca?
Faz um tempo que venho me sentindo assim, cada vez mais... Quanto mais o tempo passa, maiores são as complicações da vida. Eu não tenho uma resposta, nunca tive, mas escrevendo agora me vem alguns porquês.
Talvez os meus 22 estejam apontando na minha cara - como já estavam os meus 19, 20, 21 - que agora a vida é outra, os dias não vão ser mais tão fáceis, leves e brincalhões como os de outrora. O que eu quero dizer é que esse começo de vida adulta é muito mais difícil do que se tornar adolescente! Por que as pessoas nunca falam sobre isso? "Adolescente isso, adolescente aquilo" e da-lhe programas de TV, livros e rodas de mães desesperadas tratando do tema. Mas e os candidatos a adultos, como fazem?
Ninguém parece perceber o quão duro é... Os 20 e poucos começam a avançar e o mundo todo e aquela tia arrogante demanda um diploma universitário, um bom emprego, um salário razoável, um carrinho e ja-já tão falando RUA!"É hora de você ter o seu cantinho... se virar..."Por mais que alguns relutem, o quê talvez seja o meu caso, e permaneçam nas casas dos pais por mais algum tempo ( que pecado tem?); ainda assim um piano invisível pesa nas costas.
Está aí eu acho a razão dos meus "problemas" e os de alguns amigos. As reclamações, as minhas e as deles, são todas relacionadas a falhas na vida adulta novinha em folha que nós temos.
Quando uma sequência de "coisas novas de adulto" que tentamos fazer dá errado...Pronto, é o fim do mundo!Você tá lá tentando fazer o seu papel da melhor forma, cumprindo os itens básicos como: estar formando na faculdade; ter um carro;um relacionamento "sério" e "maduro";viajar sozinho para o exterior; pagar contas (pequenas ou de uma casa inteira) e para alguns até sustentar um filho. Como se já não fosse difícil fazer um monte de coisas novas, tem que se fazer bem...
E o que nos deixa tão mal? Quando essa vidinha que a gente tem que construir desanda aqui e ali. Aí é aquele chororô!A minha sugestão é: tin-tin ao novo adulto!Somos todos afinal, perdoem o tom piegas, bebês que estão tentando andar e ficar de pé de novo. Cair faz parte, o que a gente não pode, é ficar sentado muito tempo esperando alguém nos levantar a toda hora.



Bom estar de volta!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Paciência, Senhor, paciência!

Se tem uma coisa que me irrita muito é homem pamonha. Já escrevi outro texto de uma experiência super frustrante que eu tive no começo de minha saga forrozística, gajo esse que se encontra namorando uma conhecida minha nowadays. Deixando este evento lamentável de lado, tenho uma reclamação a fazer: eu só atraio homem pamonha - entre outros tipos indesejáveis. É impressionante!

Vejam só que estou num eterno chove não molha por um esperadíssimo flashback com meu middle school sweetheart. Aquele gatinho que balançava seu coração quando você tinha 13 anos, fazendo todas as músicas de Sandy e Jr. dispararem seu coração juvenil. Pois então, o rapaz é uma gracinha! Todo fofo, super divertido, lindo, futuro brilhante pela frente, e é claro, que para não beirar a perfeição, ele tinha que ter um dos defeitos que mais me tira do sério: a pamonhice aguda.

Dá todos os sinais de que está super na minha, mas é devagaaaaaar que é uma coisa! E o pior de tudo é que já lá na escola ele era assim - e eu sempre soube disso. Outro dia conversamos sobre isso e ele me fez derreter com a frase "Ah, eu sou assim só com quem eu gosto, porque daí rola o medo de fazer algo errado. Com quem eu não me importo, não é assim!". Ooooh, muito fofo, né? Mas poooxa! Precisava ter tanto medo de fazer algo errado? Aliás, o que tem os homens com esses medos esquisitos?!

Anyway, este não é o tópico do post. O caso é que ele é tão, tão, tão cute-cute que eu estou exercitando minha paciência através de mantras, contagens regressivas e socos no travesseiro. Sei lá se isso vai sair do 0x0, mas eu definitivamente tô pronta pra 1x1!

Larga de frouxura, homi!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Dia dos namorados


Mais uma vez ele chegou! Para aterrorizar as solteiras, alegrar os solteiros, aquecer o comércio e dar aos enamorados um motivo a mais pra comemorar! Mas quem foi que inventou esta data, anyway? E com que propósito?

A grande verdade é que poucos são os que conseguem passar pelo dia 12 de junho imunes ao que ele pode representar para você, dependendo do momento em que você se encontra. Os sentimentos variam de depressão à baixaria, mas resistir ao peso desta data tão nada-inocente é tarefa quase utópica.

Quem está namorando, se pega planejando maneiras de surpreender seu respectivo e inovar na hora da celebração. Ao passo que aqueles que estão sozinhos, inventam mil maneiras de fazer aquele dia passar batido ou ter saldo positivo, como por exemplo, irem a festas de culto à solteirice, regadas a álcool ilimitado.

A data do dia dos namorados, para mim, lembra apenas que o meu último bom 12/06 foi há uns 5 anos atrás. E quando eu paro para olhar para os últimos anos, quase sinto pena de mim por ter sido tão infeliz nessa - as for now - maldita data. Esse ano, eu, na minha doce ilusão, achava que teria um bom 12/06, mas o destino mais uma vez olhou para mim, riu e disse: "pegadinha do Malandrooo!". Anyways, eu também arranjei meu modo de fugir dessa atmosfera enlouquecedora e resolvi fazer um acampamento da igreja.

Vejam só, vocês, como mais uma vez o destino resolve fazer piada de mim: eis que meu não-mais-tão-adorado ex-namorado-babaca-do-ano-de-2009 também dará o ilustre ar de sua graça no bendito acampamento. After all, acho que não vou conseguir me livrar tanto da lembrança desse dia infeliz, afinal, toda vez que olhar para a cara-de-pau do indivíduo, meu cérebro se programará para pensar: "Why the fuck, you bloody bastard?" Eu acho esse tipo de relação ex/ex super válida e saudável!

Namorados,
comemorem! Realmente, ter um namorado hoje em dia é tarefa árdua e rara!
Solteirada, acalmem os hormônios! Vai passar rápido, eu prometo!

Here we go again!

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PS: Estamos de volta, não chorem! =)