Olá, leitores amados!
Eu não sei se o povo anda confundindo auto-estima com arrogância ou se chegamos a um ponto em que pessoas bonitas acham que têm licença para serem completos idiotas e que sua beleza valida qualquer tipo de comportamento tosco que eles possam ter. Eu tenho certeza que isso não é uma exclusividade masculina, mas como são com eles que lido diariamente enquanto mulher heterossexual, vou contar causos que exemplificam o quanto as pessoas estão sendo egocêntricas sem nem disfarçar.
Eis que essa semana recebi um convite de um rapaz do Tinder para tomar um sorvete. Legal. O problema foi quando fomos decidir o local. A princípio ele disse apenas que queria um lugar não muito caro. Sugeri dois lugares e ele descartou os dois, com argumentos bem rasos e defendendo um sorvete que ele toma toda semana no mesmo lugar. Primeiro ponto: se ele queria tanto ESSE sorvete, por que já não disse logo "Vamos tomar ESSE SORVETE NESSE LOCAL?". Eu disse que tudo bem a gente ir no tal lugar que ele gostava, mas que aí eu teria o direito de escolher o sabor do sorvete (resumindo muito, porque ele ficou 3 anos reclamando das minhas sugestões). Para minha surpresa, ele respondeu "então, não". Eu com cara de choque sem acreditar que ele tava dando tamanha importância para o sabor do sorvete, não conseguia abstrair o fato de que, desde o começo, antes mesmo de nos encontrarmos, a minha opinião já não valia de nada pra ele. Que ele tinha sérios problemas com ceder ou chegar a um consenso. Aí ele disse que então iríamos comer e cada um pedia o seu. Eu concordei - já meio brochada com aquela situação, mas pensando que seria injusto dispensá-lo antes mesmo de conhecê-lo pessoalmente - e sugeri um lugar que tem uma variedade grande de comida e que tem preços acessíveis. Ele disse que ia pensar, que a comida de lá era ruim e que só o açaí prestava. Engraçado... cheio de restrição, mas sugerir um local que é bom, nada né? Aí eu disse que estava aberta a opções. Hoje pensei em como fui legal com um cara CHATO PRA CACETE. Um cara que se mostrou super egocêntrico e intolerante. Ficamos nessa de não decidir nada. No dia seguinte, o egocentrismo - para não dizer megalomania - dele ficou cada vez mais claro. Em seu instagram, ele postou 3 enquetes. Temas:
- O que você mais gosta no meu Insta?
- Eu sou ou já fui seu crush?
- O que você não gosta em mim?
Eu ri, com uma pitada de desespero, confesso. E veio aquela luz de que aquele moço só estava aberto a se relacionar com pessoas dispostas a se anular para agradá-lo. E mamy... não serei eu, né? Nunca precisei!
Chegou mensagem dele dizendo que estava meio "bleh" e que ia se encontrar com uns amigos no OUTBACK (bem econômico né?), que eu desculpasse e compreendesse. Eu apenas disse, "ok, sem problemas". E hoje chegou um convite para um almoço quase 14h. Eu agradeci e disse que já tinha almoçado. Nem tinha. Mas não né?
Compartilhando a história com minhas amigas, começaram a chover outras anedotas.
"Um dia estava em uma festa e um cara passou a noite toda me olhando. Eu achei ele bonito e de vez em quando olhava de volta, mas nada demais. No fim da festa ele resolveu chegar em mim com a seguinte frase: 'eu reparei que você passou a festa toda me olhando'. Eu disse que não foi bem isso e ele disse que queria me conhecer. O problema é que ele não queria bem me conhecer, mas sim ficar falando dele mesmo. Dizendo que era estudante de medicina, que ia ser muito rico, que os pais dele eram donos de hospital e que ele queria se especializar em nutrologia. Eu, nutricionista, disse que trabalhava na área e ele tentou de todas as formas diminuir a importância da minha profissão. Quando eu tentei defender, ele perguntou porque eu estava tão nervosa e disse que eu não precisava me preocupar porque ele me daria um emprego no hospital da família dele." {clássico caso de gaslighting}
"Eu fiquei com um menino que só falava de si mesmo o tempo todo. Dizia que ele era o melhor em tudo o que fazia, o mais inteligente da faculdade, que gostava de estudar sozinho porque ninguém conseguia acompanhar a inteligência dele. Ele não conseguia tirar dúvidas na faculdade porque ninguém conseguia atingir o nível das perguntas que ele fazia. E quando eu tinha espaço pra falar, que falava de coisas da minha área, ele sempre me interrompia e rebatia, como se soubesse mais do que eu da minha própria área. Tudo o que eu fazia, ele dizia que fazia melhor e debochava de mim, rindo das coisas que eu falava." {clássico caso de mansplaining}
"Eu saí com um cara que ficava me perguntando o que tinha me atraído nele, o que eu mais gostava nele, o que tinha chamado minha atenção nele. Na cama, perguntou "você é difícil de gozar, né? [eles nunca acham que estão mandando mal e por isso não gozamos]" {clássico caso de egocentrismo}
Eu não tenho como expressar nosso sentimento quanto a isso. Queria saber quando foi que essa gente começou a achar que o mundo gira em torno do próprio umbigo, porque não existe explicação plausível para sair por aí distribuindo tanta idiotice gratuita. Apenas parem. Tá feio.
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Para ajudar a entender o post de hoje, quero deixar a definição de 2 termos que usei aqui e que muitos de vocês podem não conhecer.
MANSPLAINING: uma junção de MAN (homem) com EXPLAINING (explicando) do inglês. Usamos essa palavra pra definir aquele momento em que um homem quer ensinar a uma mulher algo que ela já sabe e demonstra claramente saber, mas ele insiste porque, para ele, uma mulher necessariamente não teria capacidade intelectual para compreender um determinado assunto; e como homem, é impossível que você não saiba melhor do que ela.
GASLIGHTING: é uma forma de abuso psicológico no qual informações são distorcidas, seletivamente omitidas para favorecer o abusador ou simplesmente inventadas com a intenção de fazer a vítima duvidar de sua própria memória, percepção e sanidade. É muito comum ouvir o homem chamar a mulher de louca, nervosa, doida estressada, a fim de tirar a validade do que ela diz ou sente.
sábado, 25 de agosto de 2018
quinta-feira, 12 de julho de 2018
Surpresas do amor
Já falei aqui sobre a fórmula da felicidade, em como parece que já traçaram os 5 passos para ser feliz (e que se você não segui-los, bye bye happiness!), mas graças a Deus, a vida é muito louca e a cada dia fica mais claro que não adianta ficar tentando prever seu destino: a gente nunca sabe o que o futuro nos reserva!
Tenho várias amigas que podiam jurar que já tinham encontrado o homem da vida, namoraram 4, 5, 6 anos e por isso estavam certas de que era isso mesmo e ele ia ser o marido e pai dos filhos, quando de repente... BAM! A vida ia lá e enchia a cabeça dela (dele) de dúvidas e todas aquelas certezas absolutas começavam a virar uma penca de question marks na cabeça.
Pois bem, ontem conversando no whatsapp com um grupo de amigas, uma delas - a única atualmente ficando fixo com uma pessoa - puxou o assunto sobre casamento, dizendo que adorava os doces, as lembrancinhas e tudo mais e disse: "casem-se e me chamem". Caímos em cima dizendo que era mais fácil ela ser a primeira a casar porque era a única que já tinha um "pretendente". Ela então resolveu contar uma história super louca de uma amiga e eu fiquei tão encantada com a história que pedi permissão para publicá-la para vocês. Como já é de praxe, usarei pseudônimos para proteger a privacidade de todos.
*Renan e *Alice namoravam há muitos anos. Fizeram tudo do passo a passo da felicidade: compraram um apartamento, foram morar juntos e depois de muita insistência da família super católica dele, resolveram ficar oficialmente noivos.
Começaram toda aquela conversa de organizar casamento, decidir padrinhos, lista de convidados, agendar igreja, pagar lua-de-mel, blablabla... Até que olharam para trás e viram que não era exatamente o que eles queriam. Que no fundo tudo aquilo era um desejo da família e não genuinamente deles. Resolveram se separar, para o trauma e choque de amigos e familiares.
A lua-de-mel para Miami estava paga, então Alice resolveu viajar para lá, de qualquer forma. Ela tinha um amigo chamado *Leandro que tinha um amigo cubano morando em Miami. Ele se sentiu tocado pela história de Alice e pediu para que o tal cubano a recepcionasse em Miami.
Os espertinhos já devem estar chegando à conclusão, não é mesmo? Pois é: Alice foi para Miami e voltou cantando "Havana, uh na na, half of my hy heart is in Havana, uh na na".
No começo foi aquela negação: o trauma de um noivado que chegou ao fim depois de tantos anos, o fato de estarem em países diferentes, nada disso tinha como dar certo. "Não vou nem namorar!", dizia ela. Mas... o coração da gente não tem mesmo juízo (ou tem, né!), e eles ficaram nesse vai e vem por alguns meses, mas sem admitir em voz alta que aquilo era real e sério. Até que um dia ele resolveu perguntar para ela "e ai? Isso é um relacionamento sério ou não?" e ela respondeu que namoro à distância não funcionava. A réplica dele? "Você tem razão. Então vamos casar!".
Sim. Não houve namoro e nem noivado. De viagens para o altar, em um ano e meio. E estão lá, há 8 anos juntos, vivendo super felizes. Quem poderia prever que algo tão louco poderia ser a coisa mais certa na vida deles?
Tudo isso para chegar à conclusão de que nem tudo o que reluz é ouro, que nem tudo que parece é, e que a cada rotação da Terra, temos a chance de chacoalhar a vida e tudo virar de cabeça para baixo. E isso não vale só para relacionamentos amorosos, mas sobre tudo na nossa vida. Muita atenção!
"E quem um dia irá dizer que exste razão para as coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?"
Tenho várias amigas que podiam jurar que já tinham encontrado o homem da vida, namoraram 4, 5, 6 anos e por isso estavam certas de que era isso mesmo e ele ia ser o marido e pai dos filhos, quando de repente... BAM! A vida ia lá e enchia a cabeça dela (dele) de dúvidas e todas aquelas certezas absolutas começavam a virar uma penca de question marks na cabeça.
Pois bem, ontem conversando no whatsapp com um grupo de amigas, uma delas - a única atualmente ficando fixo com uma pessoa - puxou o assunto sobre casamento, dizendo que adorava os doces, as lembrancinhas e tudo mais e disse: "casem-se e me chamem". Caímos em cima dizendo que era mais fácil ela ser a primeira a casar porque era a única que já tinha um "pretendente". Ela então resolveu contar uma história super louca de uma amiga e eu fiquei tão encantada com a história que pedi permissão para publicá-la para vocês. Como já é de praxe, usarei pseudônimos para proteger a privacidade de todos.
*Renan e *Alice namoravam há muitos anos. Fizeram tudo do passo a passo da felicidade: compraram um apartamento, foram morar juntos e depois de muita insistência da família super católica dele, resolveram ficar oficialmente noivos.
Começaram toda aquela conversa de organizar casamento, decidir padrinhos, lista de convidados, agendar igreja, pagar lua-de-mel, blablabla... Até que olharam para trás e viram que não era exatamente o que eles queriam. Que no fundo tudo aquilo era um desejo da família e não genuinamente deles. Resolveram se separar, para o trauma e choque de amigos e familiares.
A lua-de-mel para Miami estava paga, então Alice resolveu viajar para lá, de qualquer forma. Ela tinha um amigo chamado *Leandro que tinha um amigo cubano morando em Miami. Ele se sentiu tocado pela história de Alice e pediu para que o tal cubano a recepcionasse em Miami.
Os espertinhos já devem estar chegando à conclusão, não é mesmo? Pois é: Alice foi para Miami e voltou cantando "Havana, uh na na, half of my hy heart is in Havana, uh na na".
No começo foi aquela negação: o trauma de um noivado que chegou ao fim depois de tantos anos, o fato de estarem em países diferentes, nada disso tinha como dar certo. "Não vou nem namorar!", dizia ela. Mas... o coração da gente não tem mesmo juízo (ou tem, né!), e eles ficaram nesse vai e vem por alguns meses, mas sem admitir em voz alta que aquilo era real e sério. Até que um dia ele resolveu perguntar para ela "e ai? Isso é um relacionamento sério ou não?" e ela respondeu que namoro à distância não funcionava. A réplica dele? "Você tem razão. Então vamos casar!".
Sim. Não houve namoro e nem noivado. De viagens para o altar, em um ano e meio. E estão lá, há 8 anos juntos, vivendo super felizes. Quem poderia prever que algo tão louco poderia ser a coisa mais certa na vida deles?
Tudo isso para chegar à conclusão de que nem tudo o que reluz é ouro, que nem tudo que parece é, e que a cada rotação da Terra, temos a chance de chacoalhar a vida e tudo virar de cabeça para baixo. E isso não vale só para relacionamentos amorosos, mas sobre tudo na nossa vida. Muita atenção!
"E quem um dia irá dizer que exste razão para as coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?"
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quinta-feira, 7 de junho de 2018
Ceticismo x forçar a barra - o difícil desafio de não estacionar em nenhum dos dois
Chega um momento, após estar solteira há um certo tempo, que a gente começa a perceber que o ceticismo tomou conta do nosso coração. Já perdemos a capacidade de acreditar que alguém pode gostar da gente pelo que somos de verdade, que alguém possa se abrir para te conhecer ou até mesmo que possa existir alguém sincero em meio a tanta falsidade, mentiras e futilidades.
Também começamos a questionar até que ponto esse ceticismo está disfarçando uma possível auto-sabotagem e esse é um momento crucial e perigoso. Atrás de uma negação, de não conseguir conceber que nos fechamos tanto para as possibilidades, começamos a querer forçar relacionamentos, interesses, e fingir coisas que não sentimentos para de repente nos convencer de que temos sim a capacidade de nos abrir.
Considero perigoso porque podemos cair na armadilha de achar que qualquer pessoa que seja menos pior ou boazinha ou sincera é o suficiente para nós.
Afinal, o que é necessário para construir um sentimento? Um relacionamento de verdade?
Já fiz isso algumas vezes na minha vida, mas confesso que agora com esse tempo recorde solteira, a tentação é ainda maior. Ainda bem que a maturidade também é e por isso é mais fácil identificar quando você está tentando enfiar o pé em um sapato muito apertado.
Cansei de perceber que alguns caras que não tinham nada a ver comigo tinham interesse nesse meu jeito espevitado (talvez pela curiosidade do diferente!), e me aproveitar disso para seduzir o cara. Não era por mal, nunca foi. Era sempre pensando: esse cara é bacana. Gente boa, inteligente, do bem, trata bem as mulheres. Vou me envolver com ele, preciso dar chance para pessoas assim.
Daí começava a ficar com pessoas que tinham zero afinidades comigo: super nerds, meninos caseiros demais, pessoas que não gostavam de viajar, caras passivos e até mesmo acomodados, e por aí vai. Pessoas que acabavam sendo overpowered pela minha personalidade. Eu achava que estava apaixonada - às vezes até estava pela ideia que tinha construído do cara -, quando de repente vinha aquela avalanche de percepções. "Esse cara não tem nada a ver com você", "Vocês não tem afinidades", "Nem o beijo encaixa direito", "Você mal tem tesão por ele", "Que admiração você tem por uma pessoa dessa?" e a lista não parava de crescer.
Até que eu não aguentava mais e pegava ranço da cara do sujeito. A situação ficava insustentável, eu não conseguia nem sequer olhar nos olhos da pessoa. Algumas vezes chegava a maltratar alguém que gostava de mim porque não conseguia controlar minha falta de interesse e paciência. Muitas vezes insistia, lá tava eu enfiando o pé no maldito sapato apertado, me enganando com frases como "é só uma fase", "isso vai passar", "não vai jogar um homem que gosta tanto de você fora". É claro que isso sempre acabava em eu dando um pé na bunda do cara, ele se perguntando "onde foi que eu errei?" e eu me sentindo a pior pessoa do mundo depois.
Estou me colocando de forma super vulnerável aqui para vocês. Depois do meu último namoro, até terapia fui procurar porque não conseguia entender o meu comportamento. Por que tenho tanta dificuldade em manter meus relacionamentos com esses caras tão "maravilhosos"? Qual é o meu problema, afinal?
Hoje consigo compreender que não adianta a gente forçar a barra com coisas que não nos pegam no coração de verdade. Ele pode ser o cara bacana que for, mas se não bater, se não der liga, se não tiver aquela afinidade gostosa, admiração e tesão, NÃO É PARA VOCÊ!
Mesmo quem gosta de ser solteira, tem seus muitos momentos de solidão e pensa: "será que vou ficar sozinha para sempre?". Esse medinho do futuro (não que tenha algum problema em estar sozinha!) às vezes nos faz fingir coisas só para não estar sozinha. Quantas amigas em relacionamentos infelizes eu ouvi dizer: "mas Dany, se eu termino com ele, vou ficar sozinha pra sempre! A coisa está feia!". Será possível que chegou-se ao ponto de acreditar que é melhor fingir ser feliz e estar morrendo por dentro do que aprender a gostar da sua própria companhia e se respeitar? Acreditamos de fato nessa balela toda de que só há uma fórmula para ser feliz e ela necessariamente inclui estar em um relacionamento amoroso?
O desafio é: sim, nos abrir para possibilidades, pessoas novas, coisas diferentes, mas ter a sensibilidade de perceber que se abrir não é a única coisa que falta para encontrarmos alguém especial. Existem vários caras bacanas que não vão se encaixar com você, com seus princípios, com seus gostos, com suas crenças e isso não faz deles (ou de você!) menos especial. Apenas não era seu número. AND THAT'S OKAY! A gente lamenta, parte pra próxima... e quem sabe qualquer dia o sapato entra no pé, bem confortável? E se não... oras... vamos andar com os pés descalços na areia, que cá entre nós, também é uma delícia!
Também começamos a questionar até que ponto esse ceticismo está disfarçando uma possível auto-sabotagem e esse é um momento crucial e perigoso. Atrás de uma negação, de não conseguir conceber que nos fechamos tanto para as possibilidades, começamos a querer forçar relacionamentos, interesses, e fingir coisas que não sentimentos para de repente nos convencer de que temos sim a capacidade de nos abrir.
Considero perigoso porque podemos cair na armadilha de achar que qualquer pessoa que seja menos pior ou boazinha ou sincera é o suficiente para nós.
Afinal, o que é necessário para construir um sentimento? Um relacionamento de verdade?
Já fiz isso algumas vezes na minha vida, mas confesso que agora com esse tempo recorde solteira, a tentação é ainda maior. Ainda bem que a maturidade também é e por isso é mais fácil identificar quando você está tentando enfiar o pé em um sapato muito apertado.
Cansei de perceber que alguns caras que não tinham nada a ver comigo tinham interesse nesse meu jeito espevitado (talvez pela curiosidade do diferente!), e me aproveitar disso para seduzir o cara. Não era por mal, nunca foi. Era sempre pensando: esse cara é bacana. Gente boa, inteligente, do bem, trata bem as mulheres. Vou me envolver com ele, preciso dar chance para pessoas assim.
Daí começava a ficar com pessoas que tinham zero afinidades comigo: super nerds, meninos caseiros demais, pessoas que não gostavam de viajar, caras passivos e até mesmo acomodados, e por aí vai. Pessoas que acabavam sendo overpowered pela minha personalidade. Eu achava que estava apaixonada - às vezes até estava pela ideia que tinha construído do cara -, quando de repente vinha aquela avalanche de percepções. "Esse cara não tem nada a ver com você", "Vocês não tem afinidades", "Nem o beijo encaixa direito", "Você mal tem tesão por ele", "Que admiração você tem por uma pessoa dessa?" e a lista não parava de crescer.
Até que eu não aguentava mais e pegava ranço da cara do sujeito. A situação ficava insustentável, eu não conseguia nem sequer olhar nos olhos da pessoa. Algumas vezes chegava a maltratar alguém que gostava de mim porque não conseguia controlar minha falta de interesse e paciência. Muitas vezes insistia, lá tava eu enfiando o pé no maldito sapato apertado, me enganando com frases como "é só uma fase", "isso vai passar", "não vai jogar um homem que gosta tanto de você fora". É claro que isso sempre acabava em eu dando um pé na bunda do cara, ele se perguntando "onde foi que eu errei?" e eu me sentindo a pior pessoa do mundo depois.
Estou me colocando de forma super vulnerável aqui para vocês. Depois do meu último namoro, até terapia fui procurar porque não conseguia entender o meu comportamento. Por que tenho tanta dificuldade em manter meus relacionamentos com esses caras tão "maravilhosos"? Qual é o meu problema, afinal?
Hoje consigo compreender que não adianta a gente forçar a barra com coisas que não nos pegam no coração de verdade. Ele pode ser o cara bacana que for, mas se não bater, se não der liga, se não tiver aquela afinidade gostosa, admiração e tesão, NÃO É PARA VOCÊ!
Mesmo quem gosta de ser solteira, tem seus muitos momentos de solidão e pensa: "será que vou ficar sozinha para sempre?". Esse medinho do futuro (não que tenha algum problema em estar sozinha!) às vezes nos faz fingir coisas só para não estar sozinha. Quantas amigas em relacionamentos infelizes eu ouvi dizer: "mas Dany, se eu termino com ele, vou ficar sozinha pra sempre! A coisa está feia!". Será possível que chegou-se ao ponto de acreditar que é melhor fingir ser feliz e estar morrendo por dentro do que aprender a gostar da sua própria companhia e se respeitar? Acreditamos de fato nessa balela toda de que só há uma fórmula para ser feliz e ela necessariamente inclui estar em um relacionamento amoroso?
O desafio é: sim, nos abrir para possibilidades, pessoas novas, coisas diferentes, mas ter a sensibilidade de perceber que se abrir não é a única coisa que falta para encontrarmos alguém especial. Existem vários caras bacanas que não vão se encaixar com você, com seus princípios, com seus gostos, com suas crenças e isso não faz deles (ou de você!) menos especial. Apenas não era seu número. AND THAT'S OKAY! A gente lamenta, parte pra próxima... e quem sabe qualquer dia o sapato entra no pé, bem confortável? E se não... oras... vamos andar com os pés descalços na areia, que cá entre nós, também é uma delícia!
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sexta-feira, 4 de maio de 2018
Às vezes eu queria ser menino
Às vezes eu queria ser menino. Experimentar o outro lado da moeda.
Como será não ter medo de andar na rua à noite? Não temer pela sua integridade física quando sente uma pessoa andando atrás de você?
Às vezes eu queria ser menino.
Não ter que ficar aturando todo mundo dar palpite no meu corpo, ditando regras de como devo me vestir, me portar, em que tom falar.
Às vezes eu queria ser menino! Ah, como eu queria!
Jamais ser rejeitado em uma entrevista de emprego por causa do meu gênero ou ganhar menos pelo mesmo motivo, apesar de conseguir desempenhar minha função perfeitamente.
Como deve ser... ser menino?
Nunca precisar ouvir "mulher não pode falar palavrão", "mulher no volante, perigo constante", "lugar de mulher é no fogão", "essa aí não é para casar", "mas também, olha o tamanho da saia dela! Tava pedindo, né?"
Cara.. ser menino deve ser demais!
Não precisar menstruar - e enfrentar todos os sintomas que vem com isso: ter cólica, TPM, dor de cabeça, espinhas na cara, inchaço no corpo, sensibilidade excessiva, variações de humor repentinas, dores nos seios, baixa auto-estima e ainda ter que ouvir que "é pura frescura".
Ser menino é legal!
Você não sofre as dores do parto e todas as cargas hormonais que vem com a gravidez. Não lida com as mudanças no corpo, com o excesso de vontade de fazer xixi, com dificuldade para dormir, com a preocupação de ter que amamentar. Não jogam para você a total responsabilidade de cuidar do bebê. Não dizem para você que o único jeito de ser completo é tendo um filho.
Ah, como eu tinha vontade de ser menino!
Não te chamam de encalhado se você demora a se casar e nem começam a questionar sua vida porque você fez escolhas diferentes da maioria das outras pessoas. Não te rotulam de "louca dos gatos", "solteirona", "ficou para titia".
Às vezes eu queria ser menino.
Para não ter que lidar com homem passando a mão em mim em festas, achando isso normal. Não me constranger ao passar por um grupo de homem, sabendo que provavelmente serei assediada. Deve ser legal não ter medo de ser agredida ao negar um beijo. Ou receber nudes não requisitados.
Sabe por que às vezes eu queria ser menino?
Para que, quando eu estivesse com raiva, não ouvisse "ih, tá de TPM, é?". Para que eu tivesse o direito de questionar as atitudes boçais dos homens, me defender, lutar pelo que acredito, sem ser chamada de feminazi, mal-comida ou louca histérica.
Se eu fosse menino, poderia ter total desapego ao sentimento de outras pessoas. Não precisaria me sentir horrível ao terminar com uma pessoa que fez parte da minha história, por saber que vou causar tristeza. Eu apenas trairia, ou ficaria com um comportamento estranho até o cara perceber que eu não tô mais a fim. Fazer um monte de cagada e depois ser validado pela frase "homem é assim mesmo", "isso é da natureza masculina".
Sim, porque se eu fosse menino, poderia tranquilamente transar no primeiro encontro sem ser categorizada como puta, fácil ou ser encaixada no grupo das que não são para casar. Eu poderia pegar várias numa noite e mesmo assim ser digno de ser amado e respeitado. Poderia ficar tirando onda com a galera, falando da intimidade das pessoas que fiquei e todo mundo daria risada, me achando super engraçado e macho-alfa.
Eita, como deve ser bom e fácil ser menino!
Como será não ter medo de andar na rua à noite? Não temer pela sua integridade física quando sente uma pessoa andando atrás de você?
Às vezes eu queria ser menino.
Não ter que ficar aturando todo mundo dar palpite no meu corpo, ditando regras de como devo me vestir, me portar, em que tom falar.
Às vezes eu queria ser menino! Ah, como eu queria!
Jamais ser rejeitado em uma entrevista de emprego por causa do meu gênero ou ganhar menos pelo mesmo motivo, apesar de conseguir desempenhar minha função perfeitamente.
Como deve ser... ser menino?
Nunca precisar ouvir "mulher não pode falar palavrão", "mulher no volante, perigo constante", "lugar de mulher é no fogão", "essa aí não é para casar", "mas também, olha o tamanho da saia dela! Tava pedindo, né?"
Cara.. ser menino deve ser demais!
Não precisar menstruar - e enfrentar todos os sintomas que vem com isso: ter cólica, TPM, dor de cabeça, espinhas na cara, inchaço no corpo, sensibilidade excessiva, variações de humor repentinas, dores nos seios, baixa auto-estima e ainda ter que ouvir que "é pura frescura".
Ser menino é legal!
Você não sofre as dores do parto e todas as cargas hormonais que vem com a gravidez. Não lida com as mudanças no corpo, com o excesso de vontade de fazer xixi, com dificuldade para dormir, com a preocupação de ter que amamentar. Não jogam para você a total responsabilidade de cuidar do bebê. Não dizem para você que o único jeito de ser completo é tendo um filho.
Ah, como eu tinha vontade de ser menino!
Não te chamam de encalhado se você demora a se casar e nem começam a questionar sua vida porque você fez escolhas diferentes da maioria das outras pessoas. Não te rotulam de "louca dos gatos", "solteirona", "ficou para titia".
Às vezes eu queria ser menino.
Para não ter que lidar com homem passando a mão em mim em festas, achando isso normal. Não me constranger ao passar por um grupo de homem, sabendo que provavelmente serei assediada. Deve ser legal não ter medo de ser agredida ao negar um beijo. Ou receber nudes não requisitados.
Sabe por que às vezes eu queria ser menino?
Para que, quando eu estivesse com raiva, não ouvisse "ih, tá de TPM, é?". Para que eu tivesse o direito de questionar as atitudes boçais dos homens, me defender, lutar pelo que acredito, sem ser chamada de feminazi, mal-comida ou louca histérica.
Se eu fosse menino, poderia ter total desapego ao sentimento de outras pessoas. Não precisaria me sentir horrível ao terminar com uma pessoa que fez parte da minha história, por saber que vou causar tristeza. Eu apenas trairia, ou ficaria com um comportamento estranho até o cara perceber que eu não tô mais a fim. Fazer um monte de cagada e depois ser validado pela frase "homem é assim mesmo", "isso é da natureza masculina".
Sim, porque se eu fosse menino, poderia tranquilamente transar no primeiro encontro sem ser categorizada como puta, fácil ou ser encaixada no grupo das que não são para casar. Eu poderia pegar várias numa noite e mesmo assim ser digno de ser amado e respeitado. Poderia ficar tirando onda com a galera, falando da intimidade das pessoas que fiquei e todo mundo daria risada, me achando super engraçado e macho-alfa.
Eita, como deve ser bom e fácil ser menino!
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sábado, 3 de março de 2018
A sexualização das profissões
Outro dia estávamos eu e minhas amigas professoras comentando sobre como os homens sexualizam a nossa profissão. Uma amiga chegou furiosa contando que tem se irritado com vários homens - inclusive professores! - se referindo a ela como professorinha ("faltam pouco lamber os beiços", dizia ela), dizendo frases como "na minha época não existiam professoras de matemática desse jeito". Daí começamos aquela troca de experiências sem fim.
Ir para balada, conhecer alguém e dizer que é professora de inglês é sempre um convite para frases como "Se eu tivesse uma professora como você, eu não ia conseguir prestar atenção na aula" ou "Que dia você vai me dar umas aulas particulares?" e por aí vai. Oras, todos sabemos que conhecimento é afrodisíaco e que quando admiramos a inteligência de uma pessoa (e teoricamente professores são inteligentes), podemos nos sentir atraídos. Muitas profissões são fetiches para as pessoas, até aí não vejo nada de errado, até porque não gosto de me meter na sexualidade das pessoas, mas essa sexualização da profissão professor pode acabar por ultrapassar os limites do aceitável.
Quando você faz esse tipo de discurso, você acaba por trazer uma série de implicações que podem ofender as pessoas, como por exemplo insinuar que algum aluno está aquém do rendimento escolar por ter uma professora gostosa ou insinuar que matemática é muito difícil, portanto apenas mulheres feias (e poucas mulheres) são capazes de entender; mulher bonita costuma ser burra, portanto é surpreendente que uma mulher bonita seja professora de matemática. É a tal padronização da mulher pelo patriarcado: mulheres bonitas são fúteis e burras. Enquanto você me questiona aí do outro lado, dizendo que eu estou viajando, forçando a barra, responda essa pergunta: "Você acha que alguma Panicat é inteligente?". Guarde a resposta no seu coração e reflita.
Não só a profissão de professora sofre essa sexualização, mas pensei aqui em mais duas que também são pesadamente sexualizadas: enfermeiras e comissárias de bordo (aeromoças).
A profissão de enfermeira é sexualizada desde que o mundo é mundo. Se você vai a uma loja de fantasia procurar uma fantasia de enfermeira, você nunca vai encontrar uma fantasia normal, roupa branca, os acessórios e afins. Vai sempre ser uma lingerie transparente, um top mega decotado ou uma saia mostrando a popa da bunda porque afinal, toda enfermeira é safada, vai trabalhar semi-nua e sua principal função é dar banho nos pacientes. Oi? Você está aí pensando de novo que eu estou viajando, não é? Então faz o seguinte: joga a palavra "enfermeira" no Google Imagens. Guarde no seu coração e reflita. Como análise adicional, homem que é enfermeiro é gay, viu? Isso não é coisa de hetero. Homens de verdade são médicos, não enfermeiros. (Atenção para alta dose de sarcasmo!)
Na tirinha, episódio de FRIENDS em que uma namorada do Ross resolve ir de enfermeira e o Chandler já associa com safadeza.
- O Joey vai ficar muito feliz! Ele estava torcendo para você vir de enfermeira safada.
- Na verdade, sou apenas uma enfermeira.
E as comissárias... ah, as comissárias! Como não amá-las? Sempre impecavelmente penteadas, maquiadas, vestidas e aquele sorriso branco no rosto! Quantos filmes, videoclipes e afins nós vimos sobre o quanto elas são sexy e como elas dormem com todos os pilotos da companhia aérea e por isso chegaram onde chegaram? Hoje em dia temos visto um movimento maior de homens na profissão, mas encontramos o mesmo preconceito dos enfermeiros: os homens macho-alfa são os pilotos. Comissário homem é tudo viado. (mais dose de sarcasmo por aqui). Para ilustrar o a problemática: em um episódio de Sex and The City, a personagem Miranda,, advogada bem-sucedida, vai a um evento chamado Speed Dating, onde cada pessoa tem 7 mini-encontros de 8 minutos. Toda vez que ela diz ser advogada, os homens não tem interesse. Pra testar uma teoria, ela diz que é aeromoça no último e o rapaz fica todo animado. Eis a cena no link abaixo (sem legenda):
www.youtube.com/watch?v=lU7alwkLuE8 (por algum motivo o Blogger não tá postando o link, então tá aí o endereço da cena para você colar no seu browser)
Para finalizar: o que estou querendo dizer com tudo isso é que precisamos tomar mais cuidado ao transformar certas profissões em fetiche. Aquele cuidado para não acabar diminuindo a importância do trabalho de uma pessoa, de reduzir a luta, o talento, a inteligência de alguém por exagerar na sexualização de tudo, especialmente das mulheres. Aquele toque amigo da blogueira! ;)
Ir para balada, conhecer alguém e dizer que é professora de inglês é sempre um convite para frases como "Se eu tivesse uma professora como você, eu não ia conseguir prestar atenção na aula" ou "Que dia você vai me dar umas aulas particulares?" e por aí vai. Oras, todos sabemos que conhecimento é afrodisíaco e que quando admiramos a inteligência de uma pessoa (e teoricamente professores são inteligentes), podemos nos sentir atraídos. Muitas profissões são fetiches para as pessoas, até aí não vejo nada de errado, até porque não gosto de me meter na sexualidade das pessoas, mas essa sexualização da profissão professor pode acabar por ultrapassar os limites do aceitável.
Quando você faz esse tipo de discurso, você acaba por trazer uma série de implicações que podem ofender as pessoas, como por exemplo insinuar que algum aluno está aquém do rendimento escolar por ter uma professora gostosa ou insinuar que matemática é muito difícil, portanto apenas mulheres feias (e poucas mulheres) são capazes de entender; mulher bonita costuma ser burra, portanto é surpreendente que uma mulher bonita seja professora de matemática. É a tal padronização da mulher pelo patriarcado: mulheres bonitas são fúteis e burras. Enquanto você me questiona aí do outro lado, dizendo que eu estou viajando, forçando a barra, responda essa pergunta: "Você acha que alguma Panicat é inteligente?". Guarde a resposta no seu coração e reflita.
Não só a profissão de professora sofre essa sexualização, mas pensei aqui em mais duas que também são pesadamente sexualizadas: enfermeiras e comissárias de bordo (aeromoças).
A profissão de enfermeira é sexualizada desde que o mundo é mundo. Se você vai a uma loja de fantasia procurar uma fantasia de enfermeira, você nunca vai encontrar uma fantasia normal, roupa branca, os acessórios e afins. Vai sempre ser uma lingerie transparente, um top mega decotado ou uma saia mostrando a popa da bunda porque afinal, toda enfermeira é safada, vai trabalhar semi-nua e sua principal função é dar banho nos pacientes. Oi? Você está aí pensando de novo que eu estou viajando, não é? Então faz o seguinte: joga a palavra "enfermeira" no Google Imagens. Guarde no seu coração e reflita. Como análise adicional, homem que é enfermeiro é gay, viu? Isso não é coisa de hetero. Homens de verdade são médicos, não enfermeiros. (Atenção para alta dose de sarcasmo!)
Na tirinha, episódio de FRIENDS em que uma namorada do Ross resolve ir de enfermeira e o Chandler já associa com safadeza.
- O Joey vai ficar muito feliz! Ele estava torcendo para você vir de enfermeira safada.
- Na verdade, sou apenas uma enfermeira.
E as comissárias... ah, as comissárias! Como não amá-las? Sempre impecavelmente penteadas, maquiadas, vestidas e aquele sorriso branco no rosto! Quantos filmes, videoclipes e afins nós vimos sobre o quanto elas são sexy e como elas dormem com todos os pilotos da companhia aérea e por isso chegaram onde chegaram? Hoje em dia temos visto um movimento maior de homens na profissão, mas encontramos o mesmo preconceito dos enfermeiros: os homens macho-alfa são os pilotos. Comissário homem é tudo viado. (mais dose de sarcasmo por aqui). Para ilustrar o a problemática: em um episódio de Sex and The City, a personagem Miranda,, advogada bem-sucedida, vai a um evento chamado Speed Dating, onde cada pessoa tem 7 mini-encontros de 8 minutos. Toda vez que ela diz ser advogada, os homens não tem interesse. Pra testar uma teoria, ela diz que é aeromoça no último e o rapaz fica todo animado. Eis a cena no link abaixo (sem legenda):
www.youtube.com/watch?v=lU7alwkLuE8 (por algum motivo o Blogger não tá postando o link, então tá aí o endereço da cena para você colar no seu browser)
Para finalizar: o que estou querendo dizer com tudo isso é que precisamos tomar mais cuidado ao transformar certas profissões em fetiche. Aquele cuidado para não acabar diminuindo a importância do trabalho de uma pessoa, de reduzir a luta, o talento, a inteligência de alguém por exagerar na sexualização de tudo, especialmente das mulheres. Aquele toque amigo da blogueira! ;)
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
Papo sério - por que o uso de proteção está sendo ignorado?
Boa noite, pessoal!
Hoje vou deixar um pouco de lado as piadinhas e sarcasmos para falar de um assunto muito sério: a quantidade de gente fazendo sexo sem camisinha.
Estava lendo uma reportagem agorinha que alertava sobre os números altíssimos de DST que figuram aqui no Brasil. O número disparou nos últimos tempos simplesmente porque o brasileiro anda bem despreocupado em cuidar da saúde sexual - da sua própria e de seu/sua parceiro (a).
A verdade é que as pessoa andam se preocupando só com gravidez e quando descobrem que suas parceiras tomam anticoncepcional relaxam de vez. Até mesmo quando elas não usam, eles fazem aquela velha sugestão simples "qualquer coisa é só tomar pílula do dia seguinte".
Tem muita coisa errada nesse pensamento. Para começar, vamos falar do efeito da pílula do dia seguinte no corpo de uma mulher. Esse comprimido é nada mais nada menos que uma BOMBA DE HORMÔNIO (com efeito abortivo segundo pesquisas). Ele não só causa um efeito que não necessariamente seria a intenção de quem toma e nem é 100% garantido, mas faz um mal danado à saúde da pessoa. O remédio é tão forte que não é recomendado que se tome mais de uma vez em 6 meses. E é muito simples para o homem contar com isso, pois afinal de contas, ele não sofrerá as consequências e mais uma vez o fardo de se cuidar recai única e exclusivamente sob a mulher. A gente escuta tanto "mas com camisinha é muito ruim" ou "eu não consigo sem camisinha", que já perdi as contas.
Segundo e não menos importante, vem a falta de preocupação com doenças sexualmente transmissíveis. Aquela velha síndrome do super-homem, onde você acha que essas coisas só acontecem na TV ou com os outros, mas que seu santo é forte e você nunca vai passar por isso. A preocupação com o outro então é inexistente! Se você não está preocupado com sua própria saúde, é óbvio que se importará muito menos com a dos outros.
"Quase quatro em cada dez brasileiros de 18 a 29 anos ouvidos na pesquisa “Juventude, Comportamento e DST/Aids”, que entrevistou 1 208 pessoas nessa faixa etária em 2012, admitiram não usar preservativo em sua última relação. É mais uma evidência que corrobora uma triste constatação: nesse grupo, o fator de risco para doenças que mais cresceu nas últimas duas décadas foi o sexo inseguro. De 1990 a 2013, migrou da 12ª para a 2ª colocação na faixa dos 15 aos 19 anos e do 6º para o 2º lugar para quem tem entre 20 e 24 anos – só perde para o consumo de álcool."
Se esses dados não forem alarmantes para vocês, não sei o que será.
Todos nós já acabamos caindo na tentação e transando sem camisinha, porque CLARO, é muito mais gostoso, mas será que vale a pena o risco?
Com o Brasil sendo país referência no combate à AIDS e hoje em dia ser muito difícil ouvir falar de alguém que contraiu o vírus e morreu por causa dele, parece que as pessoas se tornaram auto-confiantes ao extremo e acham que não tem problema praticar sexo inseguro. Mas e as outras DSTs? Você está interessado em contrair gonorréia, HPV, sífilis, hepatite B, entre outras, só porque camisinha tira um pouco da sensibilidade do órgão?
Será que não é possível encontrar prazer no ato como um todo, em todas as partes do corpo, no envolvimento, ao invés de ficar focado em um pequeno e rápido desconforto que pode salvar a sua vida?
Gente, é o seguinte: sexo é uma delícia. Sexo sem camisinha então, nem se fala (nem vou mentir dizendo que é ruim!). Mas VIVER e COM SAÚDE é ainda mais! Então coloquemos todos nossas mãos na consciência e tomemos mais cuidado conosco e com a pessoa que está dividindo esse momento de intimidade com a gente! Que tal jogar essas estatísticas ruins lá para baixo? Vamos fazer nossa parte?! =)
Hoje vou deixar um pouco de lado as piadinhas e sarcasmos para falar de um assunto muito sério: a quantidade de gente fazendo sexo sem camisinha.
Estava lendo uma reportagem agorinha que alertava sobre os números altíssimos de DST que figuram aqui no Brasil. O número disparou nos últimos tempos simplesmente porque o brasileiro anda bem despreocupado em cuidar da saúde sexual - da sua própria e de seu/sua parceiro (a).
A verdade é que as pessoa andam se preocupando só com gravidez e quando descobrem que suas parceiras tomam anticoncepcional relaxam de vez. Até mesmo quando elas não usam, eles fazem aquela velha sugestão simples "qualquer coisa é só tomar pílula do dia seguinte".
Tem muita coisa errada nesse pensamento. Para começar, vamos falar do efeito da pílula do dia seguinte no corpo de uma mulher. Esse comprimido é nada mais nada menos que uma BOMBA DE HORMÔNIO (com efeito abortivo segundo pesquisas). Ele não só causa um efeito que não necessariamente seria a intenção de quem toma e nem é 100% garantido, mas faz um mal danado à saúde da pessoa. O remédio é tão forte que não é recomendado que se tome mais de uma vez em 6 meses. E é muito simples para o homem contar com isso, pois afinal de contas, ele não sofrerá as consequências e mais uma vez o fardo de se cuidar recai única e exclusivamente sob a mulher. A gente escuta tanto "mas com camisinha é muito ruim" ou "eu não consigo sem camisinha", que já perdi as contas.
Segundo e não menos importante, vem a falta de preocupação com doenças sexualmente transmissíveis. Aquela velha síndrome do super-homem, onde você acha que essas coisas só acontecem na TV ou com os outros, mas que seu santo é forte e você nunca vai passar por isso. A preocupação com o outro então é inexistente! Se você não está preocupado com sua própria saúde, é óbvio que se importará muito menos com a dos outros.
"Quase quatro em cada dez brasileiros de 18 a 29 anos ouvidos na pesquisa “Juventude, Comportamento e DST/Aids”, que entrevistou 1 208 pessoas nessa faixa etária em 2012, admitiram não usar preservativo em sua última relação. É mais uma evidência que corrobora uma triste constatação: nesse grupo, o fator de risco para doenças que mais cresceu nas últimas duas décadas foi o sexo inseguro. De 1990 a 2013, migrou da 12ª para a 2ª colocação na faixa dos 15 aos 19 anos e do 6º para o 2º lugar para quem tem entre 20 e 24 anos – só perde para o consumo de álcool."
Se esses dados não forem alarmantes para vocês, não sei o que será.
Todos nós já acabamos caindo na tentação e transando sem camisinha, porque CLARO, é muito mais gostoso, mas será que vale a pena o risco?
Com o Brasil sendo país referência no combate à AIDS e hoje em dia ser muito difícil ouvir falar de alguém que contraiu o vírus e morreu por causa dele, parece que as pessoas se tornaram auto-confiantes ao extremo e acham que não tem problema praticar sexo inseguro. Mas e as outras DSTs? Você está interessado em contrair gonorréia, HPV, sífilis, hepatite B, entre outras, só porque camisinha tira um pouco da sensibilidade do órgão?
Será que não é possível encontrar prazer no ato como um todo, em todas as partes do corpo, no envolvimento, ao invés de ficar focado em um pequeno e rápido desconforto que pode salvar a sua vida?
Gente, é o seguinte: sexo é uma delícia. Sexo sem camisinha então, nem se fala (nem vou mentir dizendo que é ruim!). Mas VIVER e COM SAÚDE é ainda mais! Então coloquemos todos nossas mãos na consciência e tomemos mais cuidado conosco e com a pessoa que está dividindo esse momento de intimidade com a gente! Que tal jogar essas estatísticas ruins lá para baixo? Vamos fazer nossa parte?! =)
domingo, 4 de fevereiro de 2018
Homens Ruffles - vistosos por fora, vazios por dentro
Olá, galera!
Estamos aqui para fazer a primeira catalogação de espécie macholina de 2018! Fazia tempo que não encontrávamos uma nova espécie na fauna! Não que fosse novidade, mas quando as histórias e reclamações começam a se repetir demais, vejo a necessidade de catalogar, para não perder nenhum detalhe da biologia masculina.
Dito isso, vamos ao que interessa!
Entrei 2018 com aquela positive vibe, comecei o ano postando uma história fofa e maravilhosa de amor, mas pelo jeito as coisas não vão melhorar muito por enquanto.
Parece que ultimamente os homens estão com uma imensa preguiça de interagir e deixando o cérebro de lado quando se trata de se aproximar do sexo feminino. É inacreditável a quantidade de besteira que a gente anda ouvindo por aí e a falta de qualidade nas "conversas" - se é que posso chamar de conversa o que anda acontecendo ultimamente.
Um cara que aparentemente estava a fim de você chegar te "insultando" como forma de chamar sua atenção está na moda.
"Nossa, você está muito branquela" quando você volta da praia ou "Que nerd" quando você está assistindo a alguma série da Netflix, entre outras, viraram coisas comuns e a gente fica daqui se perguntando: "Ok, podia ser uma piada para puxar assunto", mas daí fica por aí e você fica "ueh?"
Tá lado a lado com aquele cara que dá match com você no Tinder e acha super apropriado iniciar a conversa dizendo "bela língua" só porque você tem uma foto engraçadinha dando língua no perfil. Classifico esse junto com o cara que assobia/buzina para você na rua. O que eles acham que vai acontecer? Que vamos achar super sexy, parar e agarrá-los? O cara que puxa assunto dessa maneira acha mesmo que eu vou me dar ao trabalho de responder um negócio desses?! Oo
Sem contar com aquele cara que só quer sair com você no meio da semana, porque afinal de contar "sábado é dia de balada" ou aquele que, só porque você não tem medo de falar abertamente de sexo, acha que não precisa se esforçar nenhum pouco e te trata como lanchinho da madrugada sem a menor cerimônia até mesmo antes de transar com você.
Só tenho uma pergunta a fazer: o que aconteceu com o hábito de CONVERSAR? Sério, tem alguma coisa errada. Porque vocês são inteligentes, a gente sabe. Aonde vai parar tudo isso quando o assunto é se relacionar conosco? Será que vocês de fato acham que não merecemos/queremos um bom papo?
Deixa eu dar uma notícia aqui para vocês: inteligência é afrodisíaco. Bom papo é essencial. Não adianta parecer aquele saco de Ruffles super brilhoso e quando abrir só ter ar dentro. A gente quer conteúdo. E não, não interessa se vai ser só casual, ninguém quer ir para cama com uma ameba que mal sabe conduzir uma conversa decente.
Sejam interessantes, for God's sake!
Estamos aqui para fazer a primeira catalogação de espécie macholina de 2018! Fazia tempo que não encontrávamos uma nova espécie na fauna! Não que fosse novidade, mas quando as histórias e reclamações começam a se repetir demais, vejo a necessidade de catalogar, para não perder nenhum detalhe da biologia masculina.
Dito isso, vamos ao que interessa!
Entrei 2018 com aquela positive vibe, comecei o ano postando uma história fofa e maravilhosa de amor, mas pelo jeito as coisas não vão melhorar muito por enquanto.
Parece que ultimamente os homens estão com uma imensa preguiça de interagir e deixando o cérebro de lado quando se trata de se aproximar do sexo feminino. É inacreditável a quantidade de besteira que a gente anda ouvindo por aí e a falta de qualidade nas "conversas" - se é que posso chamar de conversa o que anda acontecendo ultimamente.
Um cara que aparentemente estava a fim de você chegar te "insultando" como forma de chamar sua atenção está na moda.
"Nossa, você está muito branquela" quando você volta da praia ou "Que nerd" quando você está assistindo a alguma série da Netflix, entre outras, viraram coisas comuns e a gente fica daqui se perguntando: "Ok, podia ser uma piada para puxar assunto", mas daí fica por aí e você fica "ueh?"
Tá lado a lado com aquele cara que dá match com você no Tinder e acha super apropriado iniciar a conversa dizendo "bela língua" só porque você tem uma foto engraçadinha dando língua no perfil. Classifico esse junto com o cara que assobia/buzina para você na rua. O que eles acham que vai acontecer? Que vamos achar super sexy, parar e agarrá-los? O cara que puxa assunto dessa maneira acha mesmo que eu vou me dar ao trabalho de responder um negócio desses?! Oo
Sem contar com aquele cara que só quer sair com você no meio da semana, porque afinal de contar "sábado é dia de balada" ou aquele que, só porque você não tem medo de falar abertamente de sexo, acha que não precisa se esforçar nenhum pouco e te trata como lanchinho da madrugada sem a menor cerimônia até mesmo antes de transar com você.
Só tenho uma pergunta a fazer: o que aconteceu com o hábito de CONVERSAR? Sério, tem alguma coisa errada. Porque vocês são inteligentes, a gente sabe. Aonde vai parar tudo isso quando o assunto é se relacionar conosco? Será que vocês de fato acham que não merecemos/queremos um bom papo?
Deixa eu dar uma notícia aqui para vocês: inteligência é afrodisíaco. Bom papo é essencial. Não adianta parecer aquele saco de Ruffles super brilhoso e quando abrir só ter ar dentro. A gente quer conteúdo. E não, não interessa se vai ser só casual, ninguém quer ir para cama com uma ameba que mal sabe conduzir uma conversa decente.
Sejam interessantes, for God's sake!
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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
Final feliz
Boa noite, gente desocupada que vem ler as baboseiras que eu escrevo!
[brincadeirinha, amores, mamãe ama vocês! Continuem vindo!]
Feliz 2018, gente! Esse ano será um ano em que particularmente estarei me esforçando para sempre ver o lado bom das coisas! 2018 com mais leveza, mais empatia, mais compreensão! Espero que os homens colaborem com meu projeto Danyzinha Paz e Amor HAHAHAHA
Nessa pegada, gostaria de iniciar esse ano de um modo diferente! Digo diferente porque INFELIZMENTE conto mais mancadas do que sucessos nesse blog, mas tenho uma estória bem fofa e inspiradora para contar para vocês! Quem sabe assim a gente começa plantando aquela árvore da esperança, não é mesmo?!
Let's go!
Era uma vez uma princesa gótica suave que teve 50mil problemas familiares durante toda a vida. A relação com a mãe sempre foi conturbada, com o pai pior ainda. Fazer amigos, criar intimidade, expressar sentimentos, nada disso era muito fácil para ela.
Talvez por isso, ela tivesse dificuldade de estar sozinha. Fazendo a linha psicóloga charlatã de ciências ocultas - como diria o Chicó em "O Auto da Compadecida" -, creio que ela buscava em seus relacionamentos amorosos uma espécie de compensação por todo o amor e carinho que ela não encontrava no seio familiar.
Casou cedo com um rapaz que conheceu no trabalho. Não posso tecer muitos comentários sobre essa relação porque eu não a conhecia nessa época, mas o fato é que a relação acabou em separação. Logo ela se envolveu com outro rapaz do trabalho também (e começou a morar com ele pouco tempo depois), que foi a primeira relação que acompanhei de perto.
Nesse relacionamento, nossa heroína sofria um gaslighting pesado (abuso psicológico). Seu companheiro estava sempre fazendo-a acreditar que ela não era boa o suficiente, colocando-a pra baixo o tempo todo, abusando da boa vontade dela, criticando-a em tempo integral. Com ele, ela estava sempre com a auto-estima no chão. Ela tinha aura pesada. O cara não colaborava em casa com nada: nem com tarefas domésticas, nem com dinheiro muitas vezes, enfim, um cara absurdamente acomodado, folgado, mas com um poder muito grande sobre a mente dela. Por muitas vezes, ela desabafava comigo e eu tinha vontade de pegá-la no colo, explicar o que estava acontecendo, fazê-la enxergar, mas sabemos que só a própria pessoa pode resgatar a própria vida.
Um belo dia, ela teve coragem. Acordou empoderada e mandou ele pastar.
Todas - inclusive eu - a aconselharam a ficar sozinha por um bom tempo. "Pelo menos um ano", a gente sugeria. Afinal de contas, ela nunca tinha vivido solteira! Tem menos de 30 anos e nunca tinha feito umas loucuras, viagens, ficado com várias pessoas, dado aquele tempo para auto-conhecimento.. enfim! Ela concordou e saiu da casca.
O "problema" é que, quando ela saiu, deu de cara com ELE. No dia que eles se conheceram, eles foram para cama. É óbvio que ele não vai mais ligar. Ótimo, porque ela queria ficar sozinha, né? Mas ele não era qualquer ele.
Ele não só ligou, como nunca mais saiu do lado dela. E sabe o que é ter alguém do seu lado? DE VERDADE? Alguém que te trata como você merece?
"Quero cortar o cabelo Joãozinho" "Corte. O cabelo é seu! Vai ficar linda de qualquer jeito"
"Quero colocar silicone" "Eu não acho que precisa, mas se você quer, dou o maior apoio. O corpo é seu, você tem que se sentir bem com ele"
"Vou chegar tarde do trabalho hoje! Tô tão cansada!" "Eu sei, amor. Já arrumei a casa toda e fiz a janta."
"Tenho sonho de aprender a tocar violão" "Eu te ensino"
"Sofri um acidente de moto, não vou poder dirigir por um bom tempo" "Eu acordo todo dia 5h da manhã e te levo no trabalho, para você não ter que pegar ônibus sozinha tão cedo"
"Não me dou bem com minha família" "Não tem problema. Eu vou visitar sua mãe com você assim mesmo"
"Gostaria que você fosse viajar comigo e com minhas amigas, mas você vai estar trabalhando ne" "Eu vou com vocês, passo um dia e volto"
Entre mil outras coisas que eu já ouvi/vi ele fazendo por ela... Ela tinha que ficar um ano solteira, só para seguir o plano, quando tinha encontrado o amor da vida? A pessoa que mais a respeitou e amou nesse mundo? Não deu... o plano foi por água abaixo! E ainda bem!
Os dois pombinhos ficaram noivos ano passado, um ano depois de se conhecerem. O pedido? Ele, músico, convidou-a para cantar uma canção com ele em um show e aproveitou e fez o pedido lá em cima mesmo.
Nossa gótica suave anda vestindo roupa branca, usando saia florida, abraçando mais as pessoas... Nunca mais se viu aquela sombra sobre sua cabeça! Ela finalmente foi amada como merecia!
Eu pedi autorização dela para publicar essa love story porque no fundo é isso que a gente quer, né?! Alguém para dividir nossos sonhos, nossas inseguranças, que acompanhe nossas loucuras, que apoie nossas decisões, que encoraje nossos sonhos!
A vocês, casal querido, todo o amor do mundo! Toda a felicidade que se pode imaginar!
E a nós, como expectadores, que possamos acreditar que amor de verdade existe e é assim... Não muito como conto de fadas da Disney, magicamente acontecendo, mas com muito respeito, coragem e companheirismo!
Simbora, 2018! BE NICE!
[brincadeirinha, amores, mamãe ama vocês! Continuem vindo!]
Feliz 2018, gente! Esse ano será um ano em que particularmente estarei me esforçando para sempre ver o lado bom das coisas! 2018 com mais leveza, mais empatia, mais compreensão! Espero que os homens colaborem com meu projeto Danyzinha Paz e Amor HAHAHAHA
Nessa pegada, gostaria de iniciar esse ano de um modo diferente! Digo diferente porque INFELIZMENTE conto mais mancadas do que sucessos nesse blog, mas tenho uma estória bem fofa e inspiradora para contar para vocês! Quem sabe assim a gente começa plantando aquela árvore da esperança, não é mesmo?!
Let's go!
Era uma vez uma princesa gótica suave que teve 50mil problemas familiares durante toda a vida. A relação com a mãe sempre foi conturbada, com o pai pior ainda. Fazer amigos, criar intimidade, expressar sentimentos, nada disso era muito fácil para ela.
Talvez por isso, ela tivesse dificuldade de estar sozinha. Fazendo a linha psicóloga charlatã de ciências ocultas - como diria o Chicó em "O Auto da Compadecida" -, creio que ela buscava em seus relacionamentos amorosos uma espécie de compensação por todo o amor e carinho que ela não encontrava no seio familiar.
Casou cedo com um rapaz que conheceu no trabalho. Não posso tecer muitos comentários sobre essa relação porque eu não a conhecia nessa época, mas o fato é que a relação acabou em separação. Logo ela se envolveu com outro rapaz do trabalho também (e começou a morar com ele pouco tempo depois), que foi a primeira relação que acompanhei de perto.
Nesse relacionamento, nossa heroína sofria um gaslighting pesado (abuso psicológico). Seu companheiro estava sempre fazendo-a acreditar que ela não era boa o suficiente, colocando-a pra baixo o tempo todo, abusando da boa vontade dela, criticando-a em tempo integral. Com ele, ela estava sempre com a auto-estima no chão. Ela tinha aura pesada. O cara não colaborava em casa com nada: nem com tarefas domésticas, nem com dinheiro muitas vezes, enfim, um cara absurdamente acomodado, folgado, mas com um poder muito grande sobre a mente dela. Por muitas vezes, ela desabafava comigo e eu tinha vontade de pegá-la no colo, explicar o que estava acontecendo, fazê-la enxergar, mas sabemos que só a própria pessoa pode resgatar a própria vida.
Um belo dia, ela teve coragem. Acordou empoderada e mandou ele pastar.
Todas - inclusive eu - a aconselharam a ficar sozinha por um bom tempo. "Pelo menos um ano", a gente sugeria. Afinal de contas, ela nunca tinha vivido solteira! Tem menos de 30 anos e nunca tinha feito umas loucuras, viagens, ficado com várias pessoas, dado aquele tempo para auto-conhecimento.. enfim! Ela concordou e saiu da casca.
O "problema" é que, quando ela saiu, deu de cara com ELE. No dia que eles se conheceram, eles foram para cama. É óbvio que ele não vai mais ligar. Ótimo, porque ela queria ficar sozinha, né? Mas ele não era qualquer ele.
Ele não só ligou, como nunca mais saiu do lado dela. E sabe o que é ter alguém do seu lado? DE VERDADE? Alguém que te trata como você merece?
"Quero cortar o cabelo Joãozinho" "Corte. O cabelo é seu! Vai ficar linda de qualquer jeito"
"Quero colocar silicone" "Eu não acho que precisa, mas se você quer, dou o maior apoio. O corpo é seu, você tem que se sentir bem com ele"
"Vou chegar tarde do trabalho hoje! Tô tão cansada!" "Eu sei, amor. Já arrumei a casa toda e fiz a janta."
"Tenho sonho de aprender a tocar violão" "Eu te ensino"
"Sofri um acidente de moto, não vou poder dirigir por um bom tempo" "Eu acordo todo dia 5h da manhã e te levo no trabalho, para você não ter que pegar ônibus sozinha tão cedo"
"Não me dou bem com minha família" "Não tem problema. Eu vou visitar sua mãe com você assim mesmo"
"Gostaria que você fosse viajar comigo e com minhas amigas, mas você vai estar trabalhando ne" "Eu vou com vocês, passo um dia e volto"
Entre mil outras coisas que eu já ouvi/vi ele fazendo por ela... Ela tinha que ficar um ano solteira, só para seguir o plano, quando tinha encontrado o amor da vida? A pessoa que mais a respeitou e amou nesse mundo? Não deu... o plano foi por água abaixo! E ainda bem!
Os dois pombinhos ficaram noivos ano passado, um ano depois de se conhecerem. O pedido? Ele, músico, convidou-a para cantar uma canção com ele em um show e aproveitou e fez o pedido lá em cima mesmo.
Nossa gótica suave anda vestindo roupa branca, usando saia florida, abraçando mais as pessoas... Nunca mais se viu aquela sombra sobre sua cabeça! Ela finalmente foi amada como merecia!
Eu pedi autorização dela para publicar essa love story porque no fundo é isso que a gente quer, né?! Alguém para dividir nossos sonhos, nossas inseguranças, que acompanhe nossas loucuras, que apoie nossas decisões, que encoraje nossos sonhos!
A vocês, casal querido, todo o amor do mundo! Toda a felicidade que se pode imaginar!
E a nós, como expectadores, que possamos acreditar que amor de verdade existe e é assim... Não muito como conto de fadas da Disney, magicamente acontecendo, mas com muito respeito, coragem e companheirismo!
Simbora, 2018! BE NICE!
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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
A floresta de homens frouxos
Hello, people! Feliz Natal procês!
Vocês podem pensar que 2017 foi um ano fraco porque escrevi poucos posts, mas eis que hoje, dia 25/12/2017, vou escrever um post que resume bem a espécie macholina que mais se apresentou em abundância na fauna desse nosso Brasilzão sem porteira: O HOMEM FROUXO.
Oras, minha gente, já falei aqui sobre a liberação feminina e de como estamos tentando tomar as rédeas da nossa vida amorosa sem ficar dependendo da iniciativa exclusivamente masculina - porque vamos combinar que isto está super two thousand late. Sempre que comento que a maioria dos homens não está preparada para lidar com mulheres que tomam iniciativa, lá vem uma chuva de reclamação masculina dizendo que não é verdade, que eles gostam sim quando a gente chega junto e isso e aquilo. Mas, gente, está impossível defender vocês diante dos relatos das minhas amigas (e amigas das amigas) - e os meus também, claro!
Juntamente com a nossa vontade de dar o primeiro - o segundo, o terceiro - passo, também tem o fato de que sim, às vezes nós só queremos um trem casual, matar a vontade de sexo ou até mesmo de beijar na boca ou tomar uma cerveja num bar. Então primeiramente, abram-se para essas possibilidades. Acompanhem o novo tipo de mulher que está disponível no mercado e parem (PELOAMORDEDEUS) de achar que toda mulher que te dá mole vai se apaixonar por você e quer namorar, casar e ter filhos.
Dito tudo isso, já está ficando chato sentar na mesa de bar com as amigas e ouvir sempre a mesma frase: POUTZ, SÓ TEM HOMEM FROUXO, O QUE ESTÁ ACONTECENDO?!
E lá vamos nós à definição de homem frouxo:
Aquele sujeito que te dá mole para caramba e na hora que você arroxa, peida na farofa.
Aquele sujeito que curte/comenta todas as suas fotos e quando você manda um direct sugerindo um lesco-lesco, some.
Aquele sujeito que vive te arroizando em festas e dizendo "que dia a gente vai fazer algo" e nunca de fato te chamar para sair.
Aquele sujeito que você já ficou/fica e vive dizendo que te quer, mas quando você se mostra disponível parece que de repente perde a graça para ele.
Aquele sujeito que dá em cima de você descaradamente, você corresponde, mas ele vive sempre muito ocupado para de fato concretizar uma saída.
Aquele sujeito que dá MATCH com você nos apps de paquera, mas não puxa papo (ou te ignora quando VOCÊ puxa papo).
Poderia passar 24h escrevendo mil situações que tem se repetido ao longo do ano e que tem dificultado bastante a nossa satisfação com a vida de solteira, porque afinal, o que adianta a gente sair da nossa zona de conforto e querer ser mais independente sexualmente quando o outro lado da linha não está ajudando?
Se tudo isso aí em cima se resume a "ELE NÃO ESTÁ TÃO A FIM", faça o favor de parar de fingir que está. Me poupe, se poupe, nos poupe.
Nosso tempo é valioso e o seu também deveria ser!
LARGUEM DE FROUXURA AND LET'S GET DOWN TO BUSINESS!
Caga ou sai da moite, amor!
Cheers!
Vocês podem pensar que 2017 foi um ano fraco porque escrevi poucos posts, mas eis que hoje, dia 25/12/2017, vou escrever um post que resume bem a espécie macholina que mais se apresentou em abundância na fauna desse nosso Brasilzão sem porteira: O HOMEM FROUXO.
Oras, minha gente, já falei aqui sobre a liberação feminina e de como estamos tentando tomar as rédeas da nossa vida amorosa sem ficar dependendo da iniciativa exclusivamente masculina - porque vamos combinar que isto está super two thousand late. Sempre que comento que a maioria dos homens não está preparada para lidar com mulheres que tomam iniciativa, lá vem uma chuva de reclamação masculina dizendo que não é verdade, que eles gostam sim quando a gente chega junto e isso e aquilo. Mas, gente, está impossível defender vocês diante dos relatos das minhas amigas (e amigas das amigas) - e os meus também, claro!
Juntamente com a nossa vontade de dar o primeiro - o segundo, o terceiro - passo, também tem o fato de que sim, às vezes nós só queremos um trem casual, matar a vontade de sexo ou até mesmo de beijar na boca ou tomar uma cerveja num bar. Então primeiramente, abram-se para essas possibilidades. Acompanhem o novo tipo de mulher que está disponível no mercado e parem (PELOAMORDEDEUS) de achar que toda mulher que te dá mole vai se apaixonar por você e quer namorar, casar e ter filhos.
Dito tudo isso, já está ficando chato sentar na mesa de bar com as amigas e ouvir sempre a mesma frase: POUTZ, SÓ TEM HOMEM FROUXO, O QUE ESTÁ ACONTECENDO?!
E lá vamos nós à definição de homem frouxo:
Aquele sujeito que te dá mole para caramba e na hora que você arroxa, peida na farofa.
Aquele sujeito que curte/comenta todas as suas fotos e quando você manda um direct sugerindo um lesco-lesco, some.
Aquele sujeito que vive te arroizando em festas e dizendo "que dia a gente vai fazer algo" e nunca de fato te chamar para sair.
Aquele sujeito que você já ficou/fica e vive dizendo que te quer, mas quando você se mostra disponível parece que de repente perde a graça para ele.
Aquele sujeito que dá em cima de você descaradamente, você corresponde, mas ele vive sempre muito ocupado para de fato concretizar uma saída.
Aquele sujeito que dá MATCH com você nos apps de paquera, mas não puxa papo (ou te ignora quando VOCÊ puxa papo).
Poderia passar 24h escrevendo mil situações que tem se repetido ao longo do ano e que tem dificultado bastante a nossa satisfação com a vida de solteira, porque afinal, o que adianta a gente sair da nossa zona de conforto e querer ser mais independente sexualmente quando o outro lado da linha não está ajudando?
Se tudo isso aí em cima se resume a "ELE NÃO ESTÁ TÃO A FIM", faça o favor de parar de fingir que está. Me poupe, se poupe, nos poupe.
Nosso tempo é valioso e o seu também deveria ser!
LARGUEM DE FROUXURA AND LET'S GET DOWN TO BUSINESS!
Caga ou sai da moite, amor!
Cheers!
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domingo, 19 de novembro de 2017
Quando tentar controlar tudo sabota sua felicidade
Em FRIENDS, Ross está em um relacionamento com outra pessoa quando descobre que Rachel também gosta dele. Para ajudar a decidir entre as duas, Ross faz uma lista de prós e contras. Ao descobrir, Rachel fica absolutamente magoada e diz: “Imagina as piores coisas que você pensa de si mesmo... agora imagina que a pessoa que você mais confia no mundo não só também pense as mesmas coisas que você, mas ainda use essas razões para não ficar contigo”.
Agora eu consigo entender o que a Rachel disse. Como é ruim ouvir da boca de uma pessoa que você gosta que o que você tanto temia que acontecesse, acabou acontecendo e te afastou dela. Suas maiores inseguranças superaram suas qualidades. Pior ainda é não conseguir ter a chance de mudar as coisas. Pior ainda é ficar martelando isso na cabeça sem parar, como se fosse um defeito que você jamais pudesse apagar. Como se fosse a razão pela qual todos os seus relacionamentos anteriores tenham afundado. Teria isso também atingido minhas amizades, minhas relações familiares? Ou seria essa a razão pela qual eu tenha se fechado tanto?
Que tristeza causa termos que tomar decisões que não queremos. Termos que nos afastar quando queremos ficar junto. Termos que fingir que tá tudo bem quando por dentro você está com um sentimento horrível de fracasso, de perda e você está numa interminável luta interna. Quando tudo o que você consegue pensar é “por que eu não consegui dar o melhor de mim para essa pessoa?” ou “por que eu deixei que minhas inseguranças estragassem tudo o que tinha de bom?”.
Disseram que tudo o que acontece em nossas vidas é porque provocamos ou permitimos. Provoquei isso ou permiti? O que seria pior? Teria sido o meu maior erro tentar controlar tudo? Tentar ter absoluto controle sobre sentimentos, pessoas, acontecimentos por causa do pavor de me machucar? Ter deixado medo e insegurança me engolirem? Até que ponto tentar se proteger acaba te fazendo sofrer ainda mais (“Tudo é dor – e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor”)? Seria adequado apenas deixar que as coisas que te incomodam ou ameaçam passem? É possível fazer com que essas coisas não tenham tanto impacto em nossa vida? Tivesse eu me comportado de outra forma, poderia ter mudado as coisas ou tudo está escrito na estrelas e nosso destino é imutável?
Às vezes queria me livrar desse excesso de intensidade. É incrível como ele vive me sabotando. Essa reatividade, essa insegurança, essa mania de querer controlar tudo, mas ao mesmo tempo a impossibilidade de fugir de viver as coisas por medo. Talvez fosse melhor não viver certas coisas. Porque sinto que vivo, mas vivo sempre tentando me defender de uma possível dor. E acabo sofrendo duas vezes.
Dói pensar que, quando tudo o que você almeja é ser luz, alegria e amor para as pessoas, alguém (e alguém muito importante para você) te descreve como um peso. Algo desconfortável e sem paz. Sem leveza. Algo que suga energia e que atordoa. Como limpar essa impressão? Como desfazer isso se não te dão chance de se redimir, de tentar melhorar? Me sinto condenada a conviver com esse fato me corroendo por dentro.
E ainda... toda a culpa desse fracasso é minha? Se tivesse a chance, daria para consertar tudo sozinha? Desistir? Me conformar?
Agora eu consigo entender o que a Rachel disse. Como é ruim ouvir da boca de uma pessoa que você gosta que o que você tanto temia que acontecesse, acabou acontecendo e te afastou dela. Suas maiores inseguranças superaram suas qualidades. Pior ainda é não conseguir ter a chance de mudar as coisas. Pior ainda é ficar martelando isso na cabeça sem parar, como se fosse um defeito que você jamais pudesse apagar. Como se fosse a razão pela qual todos os seus relacionamentos anteriores tenham afundado. Teria isso também atingido minhas amizades, minhas relações familiares? Ou seria essa a razão pela qual eu tenha se fechado tanto?
Que tristeza causa termos que tomar decisões que não queremos. Termos que nos afastar quando queremos ficar junto. Termos que fingir que tá tudo bem quando por dentro você está com um sentimento horrível de fracasso, de perda e você está numa interminável luta interna. Quando tudo o que você consegue pensar é “por que eu não consegui dar o melhor de mim para essa pessoa?” ou “por que eu deixei que minhas inseguranças estragassem tudo o que tinha de bom?”.
Disseram que tudo o que acontece em nossas vidas é porque provocamos ou permitimos. Provoquei isso ou permiti? O que seria pior? Teria sido o meu maior erro tentar controlar tudo? Tentar ter absoluto controle sobre sentimentos, pessoas, acontecimentos por causa do pavor de me machucar? Ter deixado medo e insegurança me engolirem? Até que ponto tentar se proteger acaba te fazendo sofrer ainda mais (“Tudo é dor – e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor”)? Seria adequado apenas deixar que as coisas que te incomodam ou ameaçam passem? É possível fazer com que essas coisas não tenham tanto impacto em nossa vida? Tivesse eu me comportado de outra forma, poderia ter mudado as coisas ou tudo está escrito na estrelas e nosso destino é imutável?
Às vezes queria me livrar desse excesso de intensidade. É incrível como ele vive me sabotando. Essa reatividade, essa insegurança, essa mania de querer controlar tudo, mas ao mesmo tempo a impossibilidade de fugir de viver as coisas por medo. Talvez fosse melhor não viver certas coisas. Porque sinto que vivo, mas vivo sempre tentando me defender de uma possível dor. E acabo sofrendo duas vezes.
Dói pensar que, quando tudo o que você almeja é ser luz, alegria e amor para as pessoas, alguém (e alguém muito importante para você) te descreve como um peso. Algo desconfortável e sem paz. Sem leveza. Algo que suga energia e que atordoa. Como limpar essa impressão? Como desfazer isso se não te dão chance de se redimir, de tentar melhorar? Me sinto condenada a conviver com esse fato me corroendo por dentro.
E ainda... toda a culpa desse fracasso é minha? Se tivesse a chance, daria para consertar tudo sozinha? Desistir? Me conformar?
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