segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Quem precisa de cupido?

Pessoas bonitas do meu Brasil, feliz 2015!

Pensaram que eu tinha me aposentado, mas a balada não deixa, porque... né? Sempre tem alguma coisinha para acontecer e minha cabeça começar a fervilhar de vontade de contar mais uma anedota do bicho-homem.

Primeira balada oficial de 2015, aniversário de uma amiga, lá fomos nós pela vigésima terceira vez ao Poizé Beira Lago.

Pontos cruciais a serem a analisados:

- Eu estou de dieta e na política álcool zero (até que o carnaval nos separe);
- Atrações do dia: duas duplas sertanejas (vontade de se matar batendo forte)
- Mil casais e só eu e um amigo solteiros (vela detected)
- Você já pegou o peguete da aniversariante (desconforto extra)
- Homem bonito e/ou interessante no Poizé é utopia
- Eu estava de carona com a melhor amiga da aniversariante (a noite seria longa)

Tudo conspirava para uma noite sem graça. Eu, aguentar duas duplas sertanejas absolutamente sóbria, já era o máximo da dor suportável. Segurar vela para 50 casais também era doloroso.
Mas nada disso se compara à nova mania das minhas amigas: tentar me arranjar um homem.

Aparentemente, elas se esqueceram como é ser solteira - até mesmo a aniversariante, que nem está oficialmente namorando ainda - porque de repente começaram a se incomodar ou sentir certo desconforto em me ver sozinha.

Ok, meu último namorado já casou e teve filho (porque é apressado), mas vamos lá, eu estou solteira há pouco menos de 2 anos. Ok, tenho 28 anos e supostamente "na idade de casar", mas sou uma mulher independente que gosta da liberdade que tem e que é muito bem resolvida, e que, a propósito, se quisesse, já teria casado.

QUAL É O PROBLEMA EM ESTAR NUM LOCAL COM SUAS AMIGAS COMPROMETIDAS SEM QUE ELAS FIQUEM TENTANDO TE ARRANJAR UM PRETENDENTE?

Aviso aos navegantes: eu NUNCA precisei de ajuda para arrumar ninguém para mim. ISSO, todo mundo sabe ao meu respeito. SE EU QUISER SUA AJUDA, eu peço.
Sim, me incomoda profundamente que minhas amigas fiquem a noite toda sugerindo pessoas para mim ou soltando frases como "amiga, não se preocupe, vou arranjar um gatinho para você" ou similares.

Não, não me importo com um "olha, aquele ali é gatinho né?", porque não custa nada, especialmente num lugar com poucas opções como o que estávamos. Mas estou começando a repensar essas saídas com minhas amigas comprometidas, porque pelo jeito vou sempre precisar estar acompanhada para não me sentir desconfortável e não deixá-las desconfortáveis.

Eu já entendi que é difícil para algumas pessoas aceitarem que sim, existe a possibilidade de uma pessoa estar solteira aos 28 anos sem estar desesperada para casar. Por isso, resolvi escrever esse post como forma de protesto.

Vê se não vão sair por aí achando que eu não tenho interesse em ficar com ninguém, ou que eu não quero me envolver, ou que eu tenho resistência a quietar o faixo. Não é isso. A questão é que eu não preciso ouvir certas coisas. Ah, e tem mais um monte de coisa que eu não preciso ouvir:

- Vai lá, pega o buquê.
- É só você parar de procurar que acha.
- Você não vai querer ter filhos?
- Você vai ficar para titia.
- Quando você menos esperar, aparece alguém.
- Você escolhe demais.
- Você é muito exigente.
- Vou ver se meu namorado ainda tem algum amigo solteiro.
- Vou escrever seu nome na saia da barra do meu vestido de casamento.
- Já tentou o TINDER?
- Amiga, mas ele só quer te comer.

Eu adoraria conhecer uma pessoa especial e me apaixonar, só para deixar claro. Mas não preciso de cupido e nem de olhares de pena, como se ser solteira fosse igual a ter lepra. E nem preciso que ninguém force a barra com nada e nem ninguém. As pessoas falam "quando você parar de procurar, você acha", mas não cansam de procurar para mim.
Que tal mudar as frases? Prefiro assim:

- Bora naquela festa? Vai ter muita gente bonita!
- Vamos sair pra dançar?
- Hora do buquê! Vamos pegar uma caipiroska?
- Vamos viajar?

COPIOU?!

E que venha 2015 e suas peripécias! I'M READY!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Pequenas (??) bizarrices do mundo animal

O planeta Terra continua girando, e, enquanto isso, na sala de justiça, a gente tem que ler notícias como essa:

http://oglobo.globo.com/blogs/pagenotfound/posts/2014/11/06/instrutor-de-paquera-agressiva-causa-polemica-na-australia-554072.asp

Já começa errado quando o cara se auto-intitula "instrutor de paquera", querendo dar uma de Hitch, como no filme - FILME, FICÇÃO - do Will Smith. Se nem no filme o cara escapa das mancadas, na vida real tão pouco, right?

Como se já não bastasse o ridículo que isso é, observe a frase: "A estratégia de Blanc na paquera inclui agarrar a cabeça da mulher desejada e puxá-la contra a sua virilha". Esse cara deveria estar numa camisa de força. A situação é tão absurda que nem tenho como comentar tamanha bizarrice. Vou deixar apenas a foto aqui, para cada um refletir.


Além de machista ESCROTO, o filho da puta (desculpa, não dá para evitar xingar um animal desses!) é racista: "Se você é um cara branco pode fazer o que quiser. Apenas a agarre. Eu a puxo e ela apenas ri". Eu a puxo e ela ri? Vem cá experimentar, imbecil. Vai ver a risada que vai ganhar. Bem na cara. Com uma cadeira.


Um pouco menos absurdo, mas também estranho, esse fim de semana uma amiga disse que foi "perseguida" no trânsito por um cara que se encantou por sua beleza em meio a uma ultrapassagem. Emparelhou o carro com o dela e não hesitou em pedir seu telefone. Ela achou o cara bonitinho e deu o telefone.

Eu nem sabia que isso tava valendo, mas pelo jeito a coisa não está boa para nós.

Conversa vai e conversa vem no Whatsapp, ele pergunta se ela namora. Ela diz que não. Daí ele deixa a máscara cair e diz:

- Eu também não. NÃO SOU DE NAMORAR.

O recado foi dado, uma vez que para bom entendedor, meia palavra basta.

O tempo passa, o tempo voa, e a coisa continua feia pro nosso lado, mulherada!

Tempos difíceis!

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Sentimento de posse e o que fazer com ele - a decisão é sua

Mulher é um bicho estranho. A gente vive sentindo coisas que não quer sentir. E depois tem que ficar ouvindo todo mundo dizer "você quer se sentir assim!" - não é tão fácil. Quem foi que disse aquela frase estapafúrdia "O sofrimento é opcional"? Lógico, transformamos qualquer coisa em um drama sem fim, e com o tempo, aprendemos que a única coisa que podemos fazer é turn off the drama e move on. Não dá pra perder meses sofrendo, como quando se é adolescente. Mas o que nos faz sofrer?

Não sei o que acontece comigo, acho que devo ter muito bom gosto (ou as pessoas estão sem opção mesmo!!), mas desde o começo da minha vida amorosa é um tal das minhas amigas furarem meu olho sem nenhum pudor. Não é uma coisa isolada, já aconteceu mais de 3 vezes, fico pensando: sou muito inocente, muito desapegada ou trouxa mesmo?! Qual é o meu problema?

Minhas amigas brigavam comigo, no passado, dizendo que isso era muita sacanagem, e que eu tinha que me vingar ou nunca mais olhar na cara de quem fez isso comigo. Eu não vou dizer que já terminei amizades - no sentido literal, tipo "nunca mais quero te ver na minha vida" -, mas já coloquei o pé no freio depois que muitas dessas coisas aconteceram, não confiava mais na pessoa, e acabava que de uma forma ou de outra, a amizade acabava indo pro saco.

Hoje, porém, penso: até quando vale a pena pôr um fim numa amizade por causa de um carinha?! Pior, por causa de um carinha que não significa lá grandes coisas para você?!

Oras, todas nós temos aqueles bofes que já ficamos e criamos um sentimento de posse sobre o indivíduo. É aquela pessoa que, às vezes nem rolou sentimento, mas rolou uma atração fatal, uma coisa de pele fora do comum. Você não quer que ninguém buline com aquela pessoa. Muito menos suas amigas, dammit. Mas se o infeliz for sem-vergonha (como na maioria das vezes é, porque normalmente você vai ter coisa de pele e sentimento de posse com gente que não presta e que você não vai ter nada sério. Mas não interessa, você não quer que ninguém fique com ele!!) e você tiver uma amiga atraente, ela não vai escapar. Ele vai ser insistente e envolvente, ela vai ser fraca e curiosa e BAM! Quando pensa que não, lá vem ela: "amiga, preciso te contar uma coisa".

Aconteceu comigo. Aliás, está acontecendo - não foi uma coisa pontual, para matar curiosidade; é uma coisa que virou interesse das duas partes e agora eu tenho que decidir o tamanho da importância que vou dar para isso.

Vamos aos fatos:

1) Eu tinha certeza que ia acontecer mais cedo ou mais tarde. Ela já havia demonstrado interesse e é linda e solteira. Ele é sem vergonha, envolvente e não perde tempo. Era apenas uma questão de oportunidade. Eu já sabia que ia rolar, mesmo eu tendo pedido para ela não ficar;

2) Ele parou de dar em cima de mim após ter ficado com ela. Sinal de que o babado é mais tenso do que eu imaginava.

3) Nossa amizade é relativamente nova.

4) Eu não tenho o menor interesse em ter algo sério com ele: ele é quase 7 anos mais novo que eu, moleque em todos os sentidos da palavra, fama de infiel, e a ex dele me adora.

5) Temos uma atração forte um pelo outro, mas só ficamos de fato há 3 anos, apesar das constantes trocas de flertes e provocações.

6) Eu já "perdi" grandes amigas por causa de caras que não valiam a pena.

7) Não sou mais adolescente.

8) Mas também não tenho sangue de barata.

9) Ele está passando por um momento muito difícil e ela está sendo a mais fofa das pessoas, ajudando-o, dando a maior força. Isso aumenta muito a chance de eles terem algo sério. Terei que lidar com essa possibilidade.

Bom, quando ela me contou, demonstrei que não tinha ficado lá muito feliz. Mas deixei claro que não estava com raiva e que não havia sentimento em relação a ele, apenas uma atração física. Ela disse que tinha sido uma coisa isolada, mas como não é minha primeira vez e não nasci ontem, é claro que não acreditei. Disseram que eu tinha que ter sido mais clara em relação ao fato de não ter gostado, mas o fato é que eu realmente não quero dar ibope para esse ciúmes que estou sentindo. É infundado, é ridículo. Se eu quisesse ficar com ele, eu tinha ficado antes. Desde que ficamos, há 3 anos, ele vivia dando em cima de mim e eu me fazendo de rogada. Uma semana antes de ficar com ela, lá estava ele dando em cima de mim. Se eu tivesse ficado, talvez ele nunca tivesse ficado com ela. Gostava do ego inflado com os elogios, com as investidas, mas de fato, de fato, não era uma coisa que eu super sonhava em repetir. É estranho como o ser humano pode ser escroto: eu não quero, mas também não quero que ninguém queira. Se eu tivesse alguma intenção de levá-lo a sério, eu diria a ela "back off, he's mine", mas fazer isso só por capricho? Para ficar com ele de novo e ver que, ok, a atração está lá, mas é só, não vai ter futuro?! Finalmente aprendi a usar a razão em muitas coisas na minha vida que antes eram absolutamente comandadas pela minha impulsividade. Não estou dizendo que está sendo MEGA agradável ou SUPER fácil vê-los juntos, que não morro de ciúmes por dentro e que não fico com vontade de sair correndo quando sei que eles estão no mesmo ambiente que eu. Mas é só porque eu não tenho como controlar o que sinto, mas graças a Deus tenho como controlar minhas reações externas e não deixar as pessoas perceberem o que tá rolando por dentro. Vai passar isso também. Já, já, eu me acostumo. Já, já, eu desencano. Já, já, arranjo outra preocupação. Mas por enquanto é isso: controlar os impulsos e optar pela sanidade. E principalmente pela relação que é mais importante para mim. I'll survive.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

As primeiras vezes

Vivo cercada de adolescentes e acompanho seus dramas pelo Facebook, pelo Twitter e pelo Instagram.

É engraçado e delicioso lembrar dessa época tão intensa, onde a gente mal sabe lidar com tanta emoção ao mesmo tempo - na verdade, o problema é que tudo é emoção demais. A gente morre de raiva quando a mãe diz "isso vai passar, você ainda vai viver tanta coisa!" -, aquela agitação dos sentimentos, desejos, inseguranças...

Comecei a pensar nessas primeiras experiências e lembrei de como foi para mim. É claro que na minha época tinha bem menos exposição, porque a Internet ainda era coisa nova que pouca gente usava. Hoje a gente já sabe de tudo em um piscar de olhos e estamos sempre expostos demais ao julgamento alheio.

Minha PRIMEIRA PAIXÃO eu nem sequer tinha chegado à puberdade. Eu tinha 9 anos e já escrevia no meu diário sobre o Guilherme. Ele era amigo do meu irmão e nosso amor era tipo aquele filme "Meu primeiro amor": aquele que a gente gosta é sempre aquele que mais implica com a gente. Eu vivia sempre cheia de suspiros quando estava perto dele, coração acelerado, músicas da Sandy fazendo sentido ("esse turu turu turu aqui dentro, que faz turu turu quando você passa..."). Infelizmente eu não era a única morrendo de amores por ele, e minha pré-adolescência já indicava que os homens iam me dar muito trabalho desde cedo: quando seu primeiro amor é galinha, pode saber que o negócio vai ser tenso.

Por mais amor que tivéssemos um pelo outro, meu PRIMEIRO BEIJO não foi com ele. Acabou que foi aos 10 anos com um menino da minha escola. Como todo primeiro beijo, foi meio desastroso. Um dia depois da aula, fomos para trás da banca de jornais. Eu suava frio, as extremidades dormentes, aquele vuco-vuco interno. Ele foi se aproximando, colocou as mãos na minha cintura, eu coloquei as mãos no peito dele, o empurrando para trás, tentando meio que o impedir de se aproximar e repeti a palavra NÃO sucessivamente umas cinco vezes, até que ele me ignorou e me beijou. Trauma passado, fiquei pensando no quão errado tinha sido não ter meu primeiro beijo com meu primeiro amor.

Pelo menos depois disso tomei mais coragem para dar mais um passo e sim, meu PRIMEIRO NAMORADO foi o Guilherme, quando eu tinha 11 anos. Éramos completamente apaixonadinhos. Para ele, escrevi minhas PRIMEIRAS CARTAS DE AMOR, dediquei minhas PRIMEIRAS CANCÕES e disse meu PRIMEIRO "VOCÊ É O AMOR DA MINHA VIDA". Essa história durou anos, mas enfim, não éramos o amor da vida um do outro: hoje ele está casado e aparentemente feliz. E eu ainda não achei o tal amor da minha vida.

O PRIMEIRO CHIFRE também é uma coisa que a gente não esquece. Ainda mais quando é como foi comigo: um festival de chifre trocado. Fico pensando, lembrando como minha vida amorosa era agitada na minha adolescência e chego à conclusão que ou eu era muito precoce ou eu gastei todas as minhas fichas no passado, considerando a pasmaceira que estou vivendo há uns 2 anos. De qualquer forma, eu dei o primeiro chifre (e único) da minha vida num momento de fragilidade, do alto dos meus 13 anos (quando muitas meninas nem sequer tinha dado o primeiro beijo, eu já tinha cometido meu primeiro adultério. What does it tell about me?). Engraçado é pensar que quem tomou o chifre foi o menino que mais amei nessa vida. Ele terminou comigo, depois me perdoou, mas não conseguia não ser louco de ciúmes. Terminamos e depois de um ano veio a vingança: ele voltou pra mim só para me devolver o chifre. Doeu, mas eu já tinha meu amor próprio e nunca mais nos falamos. Ele é o único ex com o qual eu não falo até hoje.

A PRIMEIRA LOUCURA também é um momento marcante. Aos 15 anos, eu conheci o maravilhoso mundo da Internet através do saudoso ICQ. Sempre tive fetiche por gaúchos e lá fui eu digitar no SEARCH: "Rio Grande do Sul, 18 anos". Foi quando eu conheci o Daniel, a loucura mais louca da minha vida. Nós teclamos durante SEIS ANOS. Aquele amor platônico, sabe? Quando você não sabe como pode sentir aquilo por alguém que você nunca viu! E naquela época, mandar foto pela internet era a coisa mais difícil do mundo! Se não me engano, fui ver foto do Daniel uns 3 anos depois de teclar com ele. Trocávamos cartas, juras, promessas, mas só fomos nos encontrar pessoalmente quando eu tinha 21 anos. Inventei uma desculpa pra minha mãe, comprei uma passagem e fui para Porto Alegre encontrá-lo. Namoramos à distância durante 1 ano e meio, mas fomos vencidos pela falta de afinidade, mesmo depois de termos vivido muita coisa bonita e realizado sonhos juntos.

A PRIMEIRA VEZ é um dilema, especialmente para meninas religiosas. Vivemos em um mundo que está constantemente bombardeado por imagens e padrões sexuais, e querer ESPERAR, hoje, é sinal de caretice. Meninas, religiosas ou não, em verdade vos digo: sejam caretas, vale a pena. Não há problema nenhum em esperar. A primeira vez de uma menina pode ser traumatizante - experiência própria!! - e sim, se você encontrar alguém que confie, que goste e que cuide de você, tendo todo carinho e paciência, essa experiência pode se tornar muito menos desagradável. Eu não estou dizendo que todo mundo sofre com a primeira vez, mas a maioria sim. Então, pra que a pressa? Sinto que as meninas de hoje em dia estão atropelando as fases, e por mais que eu tenha começado minha vida amorosa muito cedo, esse aspecto foi diferente para mim. Na minha época, quando eu ficava com um menino, eu não deixava ele pegar nem na minha perna. Hoje em dia, qualquer casalzinho adolescente que ainda cheira a leite tá com a mão dentro da calça um do outro, engravidando, pegando DST... What I am saying is: namorar é bom demais! Curtir cada momento, cada fase, é maravilhoso! E quando você tem mais maturidade para assumir as consequências do ato sexual, melhor você aproveita, certo?! Sim, se você resolver esperar, você vai sofrer preconceito. Quando eu tinha 23 anos e falava que era virgem, ninguém acreditava. Ainda mais me conhecendo, sabendo que já namorei muito, que eu sou extrovertida, que adoro ir pra balada e afins, aí que não acreditavam mesmo! Mas olha, querem saber? Isso não me incomodava, e foi a melhor decisão que tomei na minha vida. A minha primeira vez foi com a pessoa certa, que me amava, me respeitava, tinha paciência e fez tudo ser especial.

Essas primeiras experiências são muito importantes, pois influenciam diretamente em nossa vida adulta, em nosso comportamento, nossos medos, nossas inseguranças... O importante é saber que cada momento vai marcar sua vida de uma forma e que toda experiência é válida (clichê, mas verdade): se não servir de nada, aparentemente, ao menos uma lição você vai ter para melhor na próxima tentativa! Viva tudo com intensidade, se respeitando, respeitando o outro e buscando sempre ser muito feliz!

terça-feira, 15 de julho de 2014

O borogodó dos gringos

Copa do Mundo, cidades lotadas de gringos e quem é que vai dizer que não tem a menor curiosidade de experimentar os sabores e temperos de outros países?!

A verdade é que o diferente atrai. A gente fica curiosa para saber da cultura, atraída pelo sotaque engraçado, se derretendo por um que tenta falar português - mesmo que saia tudo errado -, e acabamos caindo nos encantos desses gringuetes fofos.

A primeira vez que experimentei um sabor diferente foi lá pelas bandas da África.

Eis que estava eu na aula de italiano quando entra aquele Deus de ébano, todo tatuado de tribais africanas, trança raiz, abdômen sarado e falando um italiano sensual - como se o português com sotaque de Portugal não fosse atraente o bastante. Passamos meses trocando olhares durante as aulas, até que um dia rolou uma palestra sobre cultura italiana no Brasil. Ao fim da palestra eu saí e de repente percebo que estou sendo seguida. Fiquei incomodada, olhei para trás e vi que ele estava atrás de mim. Sorri e continuei andando como se nada tivesse acontecido, até que ele me chamou e disse que precisava falar comigo. Eu parei, sentamos num banquinho e ele falou que era super a fim de mim, que me achava linda e blablabla. Blablabla tão carregado no sotaque que quando eu vi já estava nos braços dele, no meio da UnB, com todo mundo passando e olhando, tipo filme. Ele era de Cabo Verde, filho de diplomata; eu gostava de chamá-lo de Príncipe de Cabo Verde. Ele gostava do apelido, acho que dava uma mexida no ego dele. Nos encontrávamos nas aulas, trocávamos umas frases cheia de segundas intenções, mas nossos beijos calientes só voltaram a acontecer de novo quando nos encontramos em uma festa da UnB. Meu príncipe de Cabo Verde se mudou para Portugal - bom, essa foi a última notícia que tive dele. Sabe lá Deus em que terras ele anda conquistando as moçoilas por esse mundão afora.

Depois de muitos anos apreciando apenas comida caseira, eis que essa Copa nos traz um banquete, um verdadeiro mar de opções para matar nossa curiosidade.

Fui ao estádio no jogo Equador x Suíça e esse meu fraco por loirinhos bateu com força. O suíço do camarote ao lado me arrebatou com apenas um sorriso, mas mandou toda essa minha marra pro fundo do poço, pois não tive coragem de esboçar nem sequer um HELLO. Ainda trocando olhares com o gracinha, conheci um alemão que estava no mesmo camarote. Ele era super gente boa, mas nenhum Deus Grego (ou melhor, Alemão). Disse ficar o tempo todo dentro do quarto onde estava hospedado porque poucas pessoas falavam inglês na cidade e ele não tinha coragem de se aventurar por aí. Pois bem, a minha curiosidade por gringos (na verdade eu tinha muita esperança de ele ser amigo do suíço) e minha hospitalidade brasileira me levaram a convidá-lo para uma cerveja com samba. Trocamos telefones e começamos a nos falar pelo Whatsapp. Marcamos o samba na quarta, porém na terça tinha jogo do Brasil e ele me perguntou se poderíamos assistir juntos. O convidei e falei para ele levar os amigos.

Lá fomos nós assistir o jogo na casa da namorada de um amigo e meu coração acelerado achando que ele iria levar o suposto amigo suíço. Não, eles não eram amigos e ele apenas levou dois amigos gregos. O jogo foi 0x0, mas a cerveja não acabou e nem nossa vontade de curtir a noite. Quando percebemos já estávamos enfiando os gringos em um show do Thiaguinho e eles enlouquecidos (especialmente um dos gregos) com a beleza da mulher brasileira. Um deles repetia que estava apaixonado por todas nós, dizia que não voltaria para a Grécia e queria andar com a bandeira do Brasil para cima e para baixo. Eu, depois de muitas cervejas e pagodes, resolvi beijar o alemão.

Ao contrário dos africanos, os alemães não tem aquela pegada. Well, pode ser que alguns tenham - toda regra tem sua exceção -, mas segundo minha experiência e alguns outros relatos de amigas, a Alemanha, que é tão boa no futebol e na elegância, ficam devendo no quesito pegação. O beijo foi estranho, devo dizer. Sem entrar muito em detalhes, mantive a esperança de que tudo poderia melhorar, pois ainda teríamos 3 semanas de Copa para nos acostumarmos um com o outro.

Foi daí que nasceu uma grande amizade com esse três. Um outro gringo - coreano - se uniu a nós, e de repente estávamos por toda parte com aquela gringada. Os caras eram super divertidos, topavam qualquer parada e amaram nosso jeito brasileiro e meio louco de ser. O grego doidinho se meteu a começar um romance com uma outra brasileira, e seguimos ficando com os dito cujos até o final de sua estada por terras tupiniquins.

Em certo dia de vale night, fui ao Asiático comemorar o aniversário de uma amiga em dia de jogo da Argentina em Brasília. Resultado: uma bolha de argentinos explodiu dentro da boate e sabe lá Deus porque, 90% deles encasquetaram com a ruivinha que vos escreve. Os hermanos, devo dizer, ao contrários dos alemães, são bem mais parecidos com os brasileiros (mais do que gostaríamos até, diga-se de passagem). Eles não deixam nada a desejar no quesito pegada e beijo caliente, mas também estão bem familiares com o processo de tentar te convencer a dar "um fugidinha" e, não conseguindo, dão o velho e bom (??) perdido. Sem me importar muito com fidelidade na Copa do Mundo (afinal, essa Copa do Mundo foi um verdadeiro carnaval em pleno meio do ano!), experimentei Chemichurri, chorizo e porque não, só para não perder o costume, um molho de dendê. Minha amiga foi direto na França experimentar um crepe suzette, mas reza a lenda que era tão decepcionante quanto o alemão. Preciso saber se os Europeus latinos (italianos e espanhóis) são igualmente fracos! Mas acho que essa vai ficar para uma outra ocasião...!

Meu romance com o alemão estava fadado ao fracasso, pois a química era quase inexistente. Ele me adorava, me tratava com uma rainha e isso era bom para mim. Eu gostava da companhia dele, de ser vítima do fetiche dos gringos pela mulher brasileira e de usar toda minha marra para tirar onda com ele, mas o essencial me fez muita falta. Carreguei até onde deu, mas nosso fim foi bem menos legal que nosso começo.

A verdade é que os gringos europeus (e nosso querido coreano) foram fofos e a melhor parte dessa Copa, pois a amizade que construímos não tem preço. Porém, ficou-se mais que provado que o Latino Americano é realmente o dono do maior borogodó e que no fim das contas, "com brasileiros não há quem possa...". Porém, variar o cardápio não faz mal, e ainda pretendo provar muitos sabores desse nosso mundão de meu Deus...!

Bon apetit!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Miss professorinha

A profissão de professor é uma das profissões mais desvalorizadas do Brasil. Apesar de ser a mais importante - pois sem ela, as outras não existiriam!! -, os professores recebem um salário ridículo, condições de trabalho nem sempre favoráveis, plano de carreira bem mequetrefe e ainda tem que aguentar aluno revoltadinho que não tem consciência de que o papel dele mesmo é tão importante quanto o do professor no processo de aprendizagem.

Dito tudo isso, é interessante observar uma controvérsia da vida de professor: o status sexual que essa profissão tem. Está sacramentado: a inteligência (e o poder do conhecimento) é um afrodisíaco poderoso. Afinal, quem nunca teve uma quedinha por algum professor??

Nessa minha vida de 6 anos dando aulas de inglês, já passei por vários percalços, vamos dizer. Os alunos se "apaixonam" por você DO NADA. Você vira a musa inspiradora da vontade deles de falar inglês como você. Falar outra língua já é atraente por si só; quando você ensina, parece que junta a fome com a vontade de comer.

Uma vez tive um aluno que tinha idade para ser meu avô. Ele me trazia presentes a cada 15 dias. Caixas de bombons importados, souvenirs de viagens, presentes com tema inglês ou estado-unidense, todo tipo de coisa. Sem contar com os comentários desnecessários em alto e bom som, na frente de todo o resto da turma, que não só me deixava super sem graça, mas também os outros alunos extremamente constrangidos com a falta de noção do carinha. Além de o cara ter idade para seu meu avô, era casado. Ele dava em cima de mim deliberadamente. Achei que seria de bom tom dar um corte. O problema é que fica difícil dar um corte sem parecer arrogante e sem deixar que isso influencie em seu rendimento em sala de aula. Portanto, o meu corte foi bem sutil: eu apenas parei de aceitar os presentes. Um dia ele me trouxe uma caixa de bombons de licor de cereja (adoro!) da Lindt e eu neguei. Disse que não poderia mais aceitar os presentes porque estava ficando muito constrangida. Ele insistiu, mas eu insisti mais. Então ele entendeu o recado. De vez em quando ainda soltava uns comentários inapropriados, mas eu mudava de assunto imediatamente para que ele compreendesse que eu não me sentia à vontade com aquele comportamento.

Apesar de desconfortável, esse era relativamente fácil de se livrar. Ele tinha mais do triplo da minha idade, era casado, eu não tinha nenhum interesse nele. Pior é quando você se pega sendo assediada por um aluno que você ficaria facilmente se não estivesse no seu ambiente de trabalho. Um aluno lindo, simpático, inteligente e... CASADO!
Deus sabe o esforço que eu fiz. Dar mole para ele era inevitável, automático. Aquele sorriso acabava comigo. Um dia marcamos de sair juntos para uma cervejinha "inocente" eu, ele e uma outra professora da escola. Ela não pôde ir, em cima da hora, e eu chamei uma amiga para me acompanhar, porque a carne é fraca e eu não podia fazer nada do que fosse me arrepender. Ele era meu aluno e ainda por cima casado. Depois de umas cervejas, a dignidade se esconde, e atire a primeira pedra quem nunca fez besterias homéricas sob o efeito do álcool.

Fiquei mais de 6 meses sem dar aula e ontem voltei às salas de aula. Infelizmente, já na minha primeira turma, eu tinha um aluno só, um cara de uns 60 e todos anos, todo simpático e que me pediu para jamais chamá-lo de senhor. Ao término da aula, eu pedi para remarcarmos nossa aula de segunda-feira, pois eu tinha uma consulta médica. Ele me responde: "Eu odeio repor aula, mas você é uma excelente professora e muito bonita. Então eu abro essa exceção". Comentei com a coordenadora, e ela disse: "Ah, esqueci de te avisar que esse cara tem mania de dar em cima das professoras". Oh, céus. Pobre Danyzinha, mais uma maluco no pedaço.

Não vou ser hipócrita. Elogios são muito bem-vindos, especialmente em tempos de auto-estima baixa. Presentinhos de vez em quando, no aniversário ou dia do professor, não fazem mal a ninguém. O difícil é achar o limite. Essa coisa de misturar o pessoal com o profissional é muito perigoso. Numa situação como essas, você fica tão constrangida que até mesmo sua performance em sala de aula pode ser comprometida. O conselho que dou é: seja profissional, acima de tudo. Tenha coragem de impor sua autoridade em sala de aula, claro, sem exagerar na dose e soar arrogante. Se a situação estiver fora do seu controle, fale com a coordenação da escola - eles tem o dever de te apoiar e ajudar a resolver esse problema. Assédio sexual é crime. Ninguém tem o direito de te assediar em lugar nenhum, muito menos em seu ambiente de trabalho. Fora isso, curta pelo menos os seus 15 minutos de "fama" à frente de uma sala de aula, que te escuta atentamente e te admira. O reconhecimento (e a evolução dos alunos) é um dos únicos benefícios de ser professor. ENJOY - com moderação!

terça-feira, 27 de maio de 2014

Desvendando o universo masculino - tudo o que você sempre quis perguntar e nunca teve coragem - PARTE FINAL

Vamos chegando ao gran finale da nossa série de posts provenientes das entrevistas que realizei com esses 15 rapazes super legais que toparam falar abertamente sobre o comportamento sexual e amoroso deles, para o nosso deleite!

Para aqueles que vierem aqui e disserem "Mas não eram 15 perguntas? Você só pôs 12" - foram 15, mas uma ou outra era uma pergunta agregada, que eu puxava de acordo com a resposta do cara.

Então vamos ao que interessa!

1) A primeira pergunta era sobre mulher fácil. Muitos homens divergem quanto a classificar uma mulher como fácil, quais são as características que a tornam fácil (no sentido ruim da palavra mesmo). Podemos ver que muitos deles ainda são bastante machistas, mas que outros, pelo menos em tese, têm uma visão diferente.

Para o estudante CF, 26 anos, solteiro, tudo depende da sua discrição: "Mina que tá solteira e pega todos que ela quiser, tá no direito dela, mas tem que ser inteligente; eu diria elegante. Do mesmo jeito que os homens tem de ser. Não rola de sair por aí espalhando". Alguns não escondem o machismo, como o professor de educação física JR, 26 anos, solteiro: "Se der de primeira pra mim é fácil, sim. Pelo menos eu não gosto de mina muito fácil". O coordenador pedagógico MC, 27 anos, solteiro, é categórico: "Piriguete que pega todo mundo. Sou machista ainda, sei que homem também faz e tal, mas mulher acho piranha mesmo". O bancário, BP, 27 anos, enrolado, diz: "Acho que garota fácil é quem fica com todo mundo. Se ela sai ficando com todo mundo, pra mim é uma garota fácil. O mundo é machista né, e eu me incluo um pouco nisso". Apesar dessa visão extremista, ele pondera outo ponto: "Não necessariamente só porque foi "fácil" ficar com uma pessoa, ela seja fácil. Às vezes foi fácil porque ela já nutre algo por ti, e dessa forma foi mais simples". O professor de educação física, GA, 32 anos, namorando, também acha que menina que pega geral é fácil demais, mas jura que não tem nada de machismo: "Isso vale pra homem também. O cara que pega geral é um FDP, não admiro". O estudante de direito, AS, 22 anos, solteiro, tem um termômetro um pouco diferente: "Geralmente mina fácil é a que já ficou com vários do meu círculo de amizade. É o parâmetro que posso utilizar, poque são as pessoas que eu tenho contato".

Eu, particularmente, acho que isso não tem nada a ver. Se a garota é solteira e infelizmente se sentiu atraída por mais de uma pessoa do mesmo círculo de amizade, ela não deve nada a ninguém e pode ficar com quem ela quiser. Não é uma situação ideal, pode haver fofoca, ciuminho, entre outras coisas, mas não acho que a pessoa mereça ser julgada como vadia por isso. Também acho que uma mulher solteira, que não está a fim de compromisso, tem o direito de ficar com quem ela quiser. Dá para notar a diferença entre uma mulher vulgar, desesperada, e uma mulher livre, que está num momento de curtição. É muito triste sermos julgadas por essa liberdade, quando os homens tem todo o direito de fazer isso e não serem julgados por esse comportamento. Ou melhor, podemos atá de certa forma julgá-los, mas isso não é critério de eliminação e nem o torna uma pessoa necessariamente ruim.

Alguns meninos foram mais sensatos e específicos. O empresário DV, solteiro, 27 anos, ilustra bem o que eu acabei de defender ali em cima: "Se pegar geral, ela está no direito dela. Mas não é o fato dela pegar geral que a torna fácil. O que faz ela ser fácil é a forma como ela fica com os caras". O músico TJ, 31 anos, namorando, acha que ser "fácil" tem a ver com uma certa insegurança da mulher: "É uma garota sem opinião e segurança, que quer agradar sempre. Pegar geral é de boa. Cada um faz o que quer da sua vida". O tradutor SD, 28 anos, solteiro, concorda e faz uma crítica: "Mulher fácil é aquela sem respeito e amor próprio. Aquela que faz de tudo, por nada ou migalhas. Se ela quiser pegar geral tá no direito dela. Quem acha que não, é moleque. Rola, de fato, esse preconceito sem sentido". BRAVO!!

2) A próxima pergunta tem uma tênue ligação com a anterior: o que vocês REALMENTE acham de mulheres que tomam a iniciativa? Que fique claro que eu estou falando de INICIATIVA, não de abertura. Não daquele olhar, um sorrisinho. Mas de a mulher chegar no cara mesmo. Também perguntei qual era o melhor approach para não assustar o rapaz.

As opiniões foram divididas, mas a maioria gosta de mulher com atitude. O estudante CF de 26 anos acha que tem que ser simples: "Acho MUITO massa. É só chegar e conversar na manha". O músico TJ de 31 anos assina embaixo: "Acho realmente sensacional! A melhor forma é ser você mesma sempre." O professor de educação física GA diz: "Acho muito bom, realmente essa mulherada tá de parabéns. Um sorriso e ela se aproximando e puxando conversa já é ideal pra não ser vulgar. Admiro gente que sabe o que quer". O coordenador pedagógico MC, 27 anos, concorda e critica: "Acho legal. Sabem o que querem e vão atrás. Acho que na balada o melhor approach é um sorriso, e depois chega e conversa... Se algum homem se assustar com isso, não é homem". O tradutor SD, solteiro, 28 anos, adora e elogia: "Acho fantástico. Acho que o melhor jeito é sendo divertida. O foda são os caras babacas que acham que isso é vulgaridade; isso é sexy pra caramba porque mostra que a mulher é inteligente". O professor de educação física JR, 26 anos, solteiro, diz que não tem como confundir uma mulher com atitude e uma mulher vulgar: "Eu acho massa! Inclusive várias minas já tomaram a atitude de chegar em mim, o que não quer dizer que elas sejam fáceis, aliás não vejo problema algum em meninas de atitude. É difícil explicar, mas querendo ou não, você percebe quando a mina é fácil ou quando ela é atitude".

Mas como não dá para agradar a gregos e troianos, nem todos estão preparados para a "igualdade" de comportamento. Para o bancário BP, 27 anos, mulher que toma iniciativa não tem vez com ele: "Tem que ficar olhando, e sei lá, faz alguma brincadeira, algo assim. Chegar falando "oi, tudo bem" é meio esquisito, não que isso assuste, mas é meio vulgar. Tomar a iniciativa sutilmente, ir pra perto, dançar até o homem tomar o primeiro passo. Mas não acho legal mina que chega como se fosse homem: 'oi, tudo bom, e etc'". O professor de educação física FB, 27 anos, solteiro, justifica: "Eu acho legal, mas dependendo da forma que ela fizer, pode me intimidar. O melhor approach é deixar a impressão de que o cara está no controle, não pode ferir a virilidade. Se ela chegar de sola direito ao ponto, o cara se sente diminuído na sua figura masculina de conquistador, aquela coisa bem machista que fica gravada no fundo da pessoa que ela nem sabe que existe".

O empresário DV, 27 anos, solteiro, toca num ponto muito importante que deve estar na cabeça da mulher que deseja tomar a iniciativa: "Acho que elas tem muita coragem, pois se colocam em uma posição que normalmente são dos homens. Ao tomarem a iniciativa, elas saem da posição confortável que tem de dizer 'sim ou não' para quem chega, e passam a ficar na posição de receberem 'sim ou não'. Elas se arriscam. E eu acho isso muito legal. Primeiro elas tem que entender que não é porque são mulheres que sempre vão ficar com qualquer um que chegarem. Elas podem ser rejeitadas e isso é um fato". Ele também acha importante que ela chegue com humildade, ou pode acabar se estrepando: "Como quando um homem paquera, elas precisam ser simpáticas, terem uma conversa boa, um sorriso no rosto, se mostrarem interessadas no que o homem tem a dizer. Se for bonita então, dificilmente terão um não como resposta. Mas se se acharem a mais linda e gostosa do mundo, pode ser que fiquem chupando o dedo".

3) A última pergunta era sobre a relação com ex de amigo. Todas sabemos que a raça masculina é extremamente cooperativa com os amigos e que eles são muito leais (pelo menos uns com os outros, né?). Então a pergunta era a seguinte: "Ex de amigo meu pra mim é..."

A maioria esmagadora disse que não fica com ex de amigo sob nenhuma hipótese. Porém, alguns ponderaram. O estudante de direito AS, 22 anos, diz: "Se ele já tiver terminado e estiver com outra, e eu estiver muito a fim, eu falo com ele e vejo o que ele acha. Ficar sem consultá-lo, jamais". O professor de educação física FB, 27 anos, aponta as consequências: "Mesmo se ele tiver terminado e feliz com outra, fica uma parada chata. Se realmente eu for me envolver com a ex de um amigo é porque vai ser a mulher da minha vida e provavelmente a amizade vai se distanciar".

Ao contrário da maioria, o empresário DV, 27 anos, solteiro, tem outra visão: "Ela é uma mulher solteira que, se estiver interessada em mim e eu nela, não vejo problema nenhum em ficarmos juntos. Claro, desde que meu amigo não queira mais ficar com ela". O bancário BP concorda: "Só não azaro ex de amigo se ele ainda sentir algo por ela; se não, não ligo. E penso o mesmo por mim, não sinto mais nada pelas minhas ex, então quem quiser ficar com elas, pode".

Alguns foram radicais e disseram que não há a menor hipótese de ficar com ex de amigo. O coordenador pedagógico MC diz: "Pra mim, é que nem homem. Acho palha pra caramba dar em cima. Mesmo que ele já tenha terminado há tempos e esteja com outra." O músico TJ concorda plenamente: "Pra mim, é papelada alheia. Pode se jogar no meu colo que é papelada alheia, mesmo se já tiver terminado".

Para a maioria, se a pessoa for só um colega ou conhecido, não tem problema. Porém, para o tradutor SD, 28 anos, não tem conversa: "Defunto. Mesmo que já tiver terminado e feliz com outra, nada muda. Colega, conhecido, tanta faz, não rola".

Bom, gente, chegamos ao fim! Eu me diverti muito entrevistando e escrevendo os posts. Algumas respostas só atestaram o que eu já sabia, mas muitas me surpreenderam e me fizeram acreditar que ainda tem caras bacanas por aí! O machismo ainda é um grande problema e ainda vamos ter muita dor de cabeça por causa disso.
Quero agradecer de coração aos meninos que me ajudaram, espero que também tenham se divertido e que aprendam com as respostas uns dos outros.

Até a próxima, pessoal!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Federal Music - uma saga de clichês brasilienses

Eis que sábado foi dia de clássicos brasilienses na balada.


- Há sempre uma lição a ser aprendida em toda situação ruim.


Nesse caso, apenas uma: não vá em festa de censura 16 anos. Se eu tiver alguma leitora menor de idade, não precisa se ofender: você vai entender isso quando você for maior de 21 anos e não aguentar mais os meninos de 16. Trust me.

- Não existe gentileza. Existe negociação.

O cara de uma barraquinha lá fora oferece dois bancos para você e sua amiga sentarem. Gentil, né? Só até ele começar a insistir veementemente para que você consuma alguma coisa na barraca, com um tom intimidador.

- Fazer xixi em banheiro químico continua uma aventura desagradável.

Entre o malabarismo de ter que se equilibrar para não encostar naquela tampa - e contrair uma doença venérea ou algo parecido -, ficar na ponta dos pés para não errar a mira, torcer pro xixi seguir o fluxo natural, o fato de não ter papel higiênico (apesar de ter espelho) e lidar com gente batendo na porta desesperado enquanto você tenta se concentrar na tarefa, o cheiro - ou melhor, fedor - não ajuda nada, e você sai de lá sem ter feito todo o xixi que havia dentro de você e com vontade de vomitar.

- Aturar crianças entre 16 e 18 anos dando em cima de você, não é mole.


Venhamos e convenhamos, todo mundo aqui sabe que eu gosto de novinho (nada de menor de idade. Oras, tudo tem limite!). E eu juro que os novinhos que eu já fiquei tiveram a capacidade de manter uma conversa normal e aceitável para conseguir chegar ao objetivo final. Não se trata do número de anos vividos, mas do que tem dentro da cabeça dessas criaturas. Eu juro que um cara tentou me convencer usando a frase: "Você acha que novinho não sabe fazer direito?" e que um outro tentou me dar uma CARTEIRADA com a carteirinha de CALOURO de medicina, achando que isso fazia dele um ser super atraente. Sem contar com a constante necessidade de lutar karatê com esses calanguinhos de 7 mãos que querem porque querem relar em você sem a sua autorização.


- Homens bonitos demais continuam achando que não precisam se esforçar.


Eis que quando eu e minha amiga estávamos quase saindo da festa, nos encaminhando em direção à saída, dois rapazes de 27 anos nos abordaram! "Êeeeeeeee" gritamos por dentro, mais felizes ainda com o fato de que o que chegou em mim era SUPER GATO e o que chegou na minha amiga era professor de dança de salão - a.k.a, he got the moves like Jagger. Depois de muita conversa finalmente decente, partimos para o corpo a corpo e... UEN UEN UEN UEN... o super gatinho beijava mal!! Fazia tempo que não passava por esse desprazer - até porque, não ando pegando super gatos por aí -, mas já aconteceu mais de uma vez (e com as minhas amigas também!) de o cara ser um total disappointment! Não há coerência entre a beleza e o beijo, simplesmente não combinam. A expectativa é uma cruel bitch!

Note: é preferível um beijo entorpecente do que uma carinha linda para olhar. Just saying.

- Os homens continuam pedindo o seu telefone na balada sem ter a menor intenção de te procurar.

Só para deixar registrado.
Se bem que dessa vez até que é melhor ele ficar no canto dele. Just saying again.

- As meninas de 16 anos não param de usar roupas que mostram a bunda.

Hey, eu adoro roupa curta. Mas será possível que as meninas de hoje em dia precisam usar aquelas roupas que, além de serem embaladas a vácuo, acabam a uma distância de um dedo abaixo da polpa da bunda, fazendo com que elas não consigam nem sequer se movimentar direito? É possível ser sexy sem estar minimamente confortável?

Dentre tantos clichês, não podia faltar o fato de que não há balada, nem vodka, nem beijo ruim que te faça tirar a mente de um assunto mal-resolvido. Just saying and wraping it up.



terça-feira, 13 de maio de 2014

Desvendando o universo masculino: tudo o que você sempre quis perguntar e nunca teve coragem - parte III

Bom dia, leitores queridos! Vamos oa terceiro post da série que se originou da pesquisa que fiz com 15 homens de diferentes idades, profissões, personalidades e status de relacionamento.

1) A primeira pergunta era: "Você apresenta (em um evento específico de amigos, tipo reencontro, festa particular, aniversário do seu amigo etc) uma garota qualquer para seus amigos? E para sua família?" - Será que esse é um sinal de que as coisas estão ficando sérias, meninas?

Luckily, a maioria respondeu que não apresenta qualquer uma para amigos e família. Alguns apresentam para colegas que não sejam muito íntimos, mas amigos e família geralmente é coisa séria. Para o empresário DV, 27 anos, solteiro, não tem a menor chance de apresentar uma menina que não significa nada para ele: "Lógico que não. Pra entrar no meu círculo de convivência é preciso ser especial. Não é qualquer uma que ganha o direito de conhecer minha família e meus amigos. Se chegou a esse ponto, é especial". Para o professor de educação física, JR, 26 anos, solteiro, só há uma exceção: "Só se eu já pegar ela na balada com eles". O estudante de direito, AS, 22 anos, solteiro, lembra que educação nunca é demais: "Claro que não vou ser mal educado; se ela vir me cumprimentar e eu estiver com alguém, vou apresentar sim. Mas levar para um evento, não". Para o bancário BP, 27 anos, enrolado, não há problema em apresentar para os amigos, mas família é algo muito sério: "Amigos às vezes rola de apresentar uma qualquer, quando vou pra bar e etc. Família só namorada". O professor de educação física, GA, 32 anos, namorando, acha que fazer isso sem estar realmente interessado na garota é uma grande falta de consideração e desrespeito: "Se vejo potencial na pessoa pra algo a mais, apresento. Se não, não. Mas uma qualquer só pra dizer que tô com alguém não dá, respeito o sentimento dos outros. Acredito muito na lei do vai e volta". O coordenador pedagógico não apresenta porque tem um forte motivo: "Não apresento de jeito nenhum! Primeiro porque no meu grupo de amigos nego vai zoar demais, e só quem vale a pena pra mim, nesse caso, merece essa zoação. Porque se aguentar, é porque já vale a pena. Família muito menos! Tem que merecer!". O estudante de educação física GM, 23 anos, solteiro, tem um ponto de vista diferente: "Família tem que ser algo mais sólido. Amigos, se não for nada muito particular, eu apresento numa boa. Pra mim faz parte da "avaliação" da companhia".

2) A segunda questão é uma das que mais atormenta nossas mentes malucas femininas diariamente: o que separa uma ficante fixa de se tornar namorada? Porque às vezes achamos que o cara gosta de nós, mas não nos assume? Quais são os fatores considerados por eles na hora de promover a garota à oficial?

O consultor de vendas LL, 26 anos, solteiro, dá uma dica para perceber quando o cara não quer nada sério com você: "Enrolar seria tipo separar ela das coisas que ele gosta de fazer. Chamar ela pra fazer algo só quando não tem nada pra fazer. Esse tipo de coisa...". O coordenador pedagógico MC assina embaixo: "Uma coisa é fato: se não sair pros lugares, apresentar para galera depois de estar pegando há um tempo, vai ter futuro não". Para o bancário AL, 31 anos, enrolado, tudo é questão apenas de sentimento: "Sentimento. Às vezes a menina é bacana mas não te desperta, aí você fica ficando até que apareça uma que te desperte o sentimento. Ou você fica trocando até acertar... Acho que é o sentimento".

Eu, particularmente, acho isso uma sacanagem sem fim. Se você sabe que ela não te desperta aquele sentimento para namorar, porque continuar iludindo uma pessoa legal, que gosta de você, sabendo que vai acabar magoando-a? Será que não seria legal ter um pouco de consideração? Cozinhar alguém em banho maria até achar alguém melhor é muita crueldade. AL se defende: "Quem é que não gosta de alguém cuidando de você??? Então, vocês sempre cuidam da gente... talvez seja um motivo também pra gente manter". Dica para as mulheres: não cuidem de marmanjos que ainda não te levaram a sério. Quem sabe assim consigamos um pouco de sinceridade, né?

O música TJ, 32 anos, namorando, diz: "Quando faz parte da vida. Se falar todo dia, demonstrar ciúmes, se importar com tudo na vida da pessoa. Ai já rolou a promoção de ficante para girlfriend". O bancário BP, 27 anos tem apenas um motivo: "Quando não tenho vontade de ficar com outras, porque sinto necessidade de estar só com ela. Compatibilidade". O estudante AS tocou em um ponto interessante: "No meu caso, é questão de momento mesmo. Eu que não estou querendo namorar. Mas acho que é um conjunto de aspectos... Afinidade, cumplicidade, etc". Eu perguntei se existia esse tal de "momento" quando você realmente gosta de uma pessoa. "Sim, pode acontecer de eu gostar de alguém e começar a namorar, mas quando se sabe o que quer, fica mais difícil. Sou uma pessoa que se considera imaturo pra namorar, pelo menos por enquanto. Por isso meu racional muitas vezes acaba falando mais alto que o emocional". Achei justo evitar a fadiga se você sabe que mais para frente vai dar errado. O professor de educação física JR é contra enrolação: "Então, no meu caso eu não curto muito esse lance de peguete fixa, sei lá, acho que se estou com a mina a algum tempo prefiro namorar do que parecer que estou enrolando ela". O empresário DV acaba juntando todos esses motivos numa panela só: "Eu acredito que não exista fórmula mágica ou receita de bolo para uma relação dar certo ou não. Vai muito do momento que cada um está vivendo. Às vezes a gente encontra uma pessoa só que não se envolve muito pelo momento emocional que está passando. E para saber se o cara está enrolando é fácil: se ele evita saídas para lugares onde conhece muita gente, se não dá muita atenção para as conversas, se não falar muito dela pros outros, etc".

3) As desculpas mais comuns para não engatar um relacionamento sério serão listadas a seguir. Favor apontar as que podem ser reais e as que são com certeza e sempre falsas: “medo de relacionamento (medo de se envolver)”, “trauma por causa da última namorada”, “acabou de sair de um relacionamento longo”, “tem viagem de carnaval ou para o exterior programada”, “tenho medo de estragar nossa amizade”, “você é boa demais para mim”, “nos encontramos na hora errada”.

Nessa os meninos foram bastante diferentes. Embora eu ache que trauma e medo de relacionamento são pura conversa fiada, teve gente que respondeu que esses podem ser motivos reais, e não apenas desculpas esfarrapadas. O estudante CF, 26 anos, solteiro, fala sobre essa história de se encontrar no tempo errado: "Por mais falso que pareça, é verdadeiro. Tem umas pessoas que passam pela vida da gente quando não somos maduros o suficiente para entender". Para o bancário BP a única que cola é a viagem, porque pela viagem você adia o início de um relacionamento sério; o resto é tudo desculpa esfarrapada: "Não existe hora errada quando gosta, não existe medo de se envolver quando gosta, não existe trauma quando gosta, e etc". O músico TJ concorda plenamente: "Todas falsas. Quem quer arruma um jeito, quem não quer arruma uma desculpa". Para o coordenador MC, não há verdades absolutas: "Todas podem ser falsas e todas podem ser verdadeiras. Depende muito das experiências que cada um passou".

Pois é. Pelo que parece, nesse caso, vamos continuar com a pulga atrás da orelha!

Bom, por hoje é só! Espero que tenham curtido o terceiro post da série! Semana que vem tem mais!

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Desvendando o universo masculino - tudo o que você sempre quis perguntar e nunca teve coragem - Parte 2

Caros leitores, para quem não leu o último post, fiz uma pesquisa com 15 homens de diferentes idades, profissões e personalidades, a fim de descobrir um pouco mais sobre esse universo por vezes obscuro e sombrio em que vivem os homens.

Na segunda parte, vamos adentrar um pouco mais sobre os motivos para perdidos sem explicação e também para o contrário.

1) A primeira pergunta questionava sobre a quantidade de garotas que um cara gosta de ficar em uma noite. Sabemos que hoje em dia é raro ir em alguma festa, balada, show e conseguir fazer com que um cara se renda aos seus encantos e fique a noite toda ao seu lado. Então, as respostas relatam o seguinte:


Apesar de casos como o do consultor de vendas LL, 26 anos, solteiro, “fico com quantas eu conseguir”, a maioria esmagadora dos meninos respondeu que prefere ficar com uma garota só na balada – inclusive ele! Clap, clap, clap, coisa linda de Deus – muitos ainda prezam mais por qualidade do que quantidade. Eles disseram que só partem para buscar outra se a primeira não foi lá uma Brastemp. Se a primeira for muito boa e convencer, eles “casam”.

“Às vezes a própria menina me dá um beijo e vaza, sabe? Daí eu procuro outra e acabo ficando com várias na mesma noite”, diz o professor de educação física, JR, 26 anos, solteiro – e ele tem razão. Afinal, o que funciona para eles, também funciona para nós: se o primeiro não foi tão bom, é vida que segue.

O bancário BP, 27 anos, enrolado, diz que não desgruda dos amigos: “Se eu fico com uma, e meus amigos vão andar, porque ninguém ficou com alguma amiga, eu saio e vou com eles. Se ela for gata e gente boa, antes de sair pego o telefone”.

O estatístico FM, 24 anos, solteiro, diz que gosta de ficar com duas: “Primeiro rola uma feinha para dar coragem. Depois eu chego na que eu realmente quero, quando estou me sentindo mais confiante”. Achei esse método muito do esquisito, mas ele jura que “homem também tem baixa auto-estima e nem sempre a bebida é suficiente para dar coragem”. Cada um com sua tática, né?


2) A segunda pergunta era: "o que te faz chamar uma garota para sair (a mesma garota que você pegou o telefone na balada) e depois inventar uma desculpa para não sair com ela, no final das contas?" Isso acontece, não é, meninas? Infelizmente, a gente acha que mandou bem, conseguiu um convite pra sair e o carinha vai lá e cancela, não remarca e você fica se perguntando: "WTF? O que eu fiz para ele perder o interesse?".

Em verdade, em verdade vos digo, gatas: três rapazes - eu considero um número alto para uma lame excuse (desculpa esfarrapada) dessas - disseram que era pura PREGUIÇA. O bancário, BP, 27 anos, explica: "Rola de marcar pra sair e depois dar pra trás; na verdade é bem comum. Ou a mina mora longe, ou prefiro ficar em casa. Preguiça mesmo! A mina pode ser muito gata, mas se estou em casa vendo tv, de preguiça, só saio se tiver certeza que vá rolar sexo. E olhe lá". Tem outros detalhes que contam também. O estudante de direito, AS, de 22 anos, é claro: "Beleza, simpatia e carisma. Deixo de sair se eu descobrir que me enganei quanto a essas características". O estudante CF, 26 anos, solteiro, alega que "isso aconteceu pouquíssimas vezes comigo. Mas quando o beneficio marginal (sexo) é menor que o custo marginal (em geral ter de ouvir a mina falar)". Ser muito disponível e pegajosa também é motivo para um perdido, segundo o estatístico FM, 24 anos. O professor de educação física, FB, 27 anos, solteiro, diz: "Acredito que a gente acaba criando algumas expectativas com a garota e quando a conhece melhor vê que não é aquilo que você imaginava, dai acaba caindo fora." O bancário AL, 32 anos, enrolado, diz que nesses casos a chance de o cara ter conseguido um "esquema melhor" é bastante alta. Ele também alega que dá para perceber se os dois são compatíveis já na hora de escolher o local para saírem: "Acho que porque na balada parecia de um jeito e depois fora da balada parecia de outro. Depois de uma conversa melhor, não parecia tão bacana quanto prometia ser. Às vezes você percebe se é na hora que decidem pra onde vão". O músico RF, 26 anos, solteiro, admite que às vezes nem motivo tem: "Já fiz isso... do nada perdi a vontade de ficar com a pessoa, simplesmente perdi o interesse". O coordenador pedagógico MC, 27 anos, solteiro, lembra de algo interessante: "Quando realmente a mina é legal, não tem esforço, é bom sair; mas caso o objetivo seja apenas vontade de sexo, dá preguiça de sair e ficar naquele jogo todo de fingir que não é só isso que quero e elas fingirem que não sabem. Porque na verdade sabem".

Quanto a isso, quis questionar se os meninos demonstram diferença no comportamento quando querem só sexo ou quando a garota pode ser para valer. Muitos disseram que o comportamento muda muito: os assuntos são superficiais. Um cara que só quer te levar para a cama, não quer saber da sua vida. Já outros, dizem se comportar exatamente da mesma maneira: "Em ambos os casos faço a mina se sentir especial. Porque se eu falar que só quero transar, 99% das mulheres saem fora", admite o bancário BP, de 27 anos.

Meninas, acalmem-se! O mundo ainda tem salvação! Alguns meninos aqueceram meu coração com suas respostas. O empresário DV, 27 anos, é categórico: "Eu só chamo pra sair se realmente quiser sair com ela. Se acontecer de eu ter que desmarcar, vai ser por um motivo importante. Não sou de inventar desculpas. Se eu quero, eu quero, se não quero, eu nem ligo. Se acontecer de desmarcar, eu remarco". O personal trainer GA, 32 anos, namorando, diz: "Só se rolar o desânimo da minha parte, mas considero muito a outra pessoa; se chamei, saio". O estudante GM, 23 anos, solteiro, procura sempre o caminho da honestidade: "Não invento desculpas, mas as vezes existem acasos, coisas inesperadas. Se eu peguei o telefone dela, quero vê-la novamente. Se acontecer um imprevisto, eu remarco". O empresário e tradutor, SD, 28 anos, questiona: "Muitas vezes, eu ouço 'não'. Daí nem corro atrás: não é não e fim de papo. Eu nunca desisto de um saída. Se não, qual é o sentido de pegar o telefone da mina?" - pois é, SD! Também nos fazemos a mesma pergunta!!

3 - A terceira pergunta é sobre um passo adiante: O que te faz chamar uma garota para sair mais de uma vez? Chamá-la para sair mais de uma vez significa que ela tenha algo especial?


Em geral, percebemos que tem apenas dois casos em que um homem chama uma mulher para sair mais de uma vez: ou ela chamou a atenção dele ou ele está querendo sexo. O bancário BP, 27 anos, tem regras bem específicas "Mais de uma, só porque quero transar. Agora se eu sair umas três e não rolar, só continuo se tiver algo especial". O músico TJ, 31 anos, diz que dá para perceber que caso é que caso: "Transa boa é motivo para eu chamar mais de uma vez para sair. O segredo é a mina não transar de cara e segurar a onda. Dá pra notar se é só sexo porque se for mais pelo sexo, os assuntos são meio vazios. A procura vem só quando dá vontade". O coordenador pedagógico MC explica: "Ou algo especial ou ainda é sexo. Isso vai permear todas as vezes que chamo alguém para sair. Mas mais de uma vez pra mim é provavelmente se ela for legal, bom papo, interessante. Todas as coisas já ditas antes. Já saí com minas lindas uma vez e não peguei só pelo fato da conversa e a saída não ter sido legal. Aí não vale a pena investir só por sexo. Só sexo uma ou duas vezes geralmente são suficientes". Legal saber que não vale a pena investir só por sexo, que outras qualidades também contam mesma se a menina for super gata!

O tradutor SD, 28 anos, coloca um ponto interessante: "Sim! Com certeza ela tem algo especial! Principalmente se ela for inteligente e boa de papo! O lance é: fazer o tempo passar sem ver! Esse tipo de pessoa você tem que estar ao lado; quanto mais, melhor" - Concordo plenamente! Essa é a definição perfeita de um belo encontro: o tempo passa e você nem vê!

O empresário DV, 27 anos, comenta: "Com certeza. Tanto na parte da personalidade quanto na parte do desejo. Chamo uma mulher pra sair mais de uma vez quando estou interessado nela e quando vejo que ela também tem interesse em mim. Se o interesse é só no sexo, só vai durar até o momento que o desejo existir. Mas se for um interesse maior, além apenas do desejo, aí sim se torna uma pessoa mais especial".

O professor de educação física GA, 32 anos, conta um ponto divergente da maioria dos homens: "Ela não precisa ser top da balada, mas envolvente. Se eu chamei mais de uma vez, com certeza quero algo a mais. Eu não gosto de ficar com alguém e já ir para a cama. Gosto de me valorizar mesmo. Sexo é consequência. Então prefiro ficar na manha, conhecer, aí sim investir". Achei muito interessante essa idéia de que o homem também tem que se valorizar evitando sexo de cara. Somos vítimas do machismo que prega que mulher que dá no primeiro encontro é vadia, mas se a regra valer para os dois lados, fica mais fácil de assimilar - apesar de não concordar com a tal "regra". Nessa mesma linha de raciocínio, o bancário AL, solteiro, diz como costuma se comportar: "Não significa que ela seja especial, mas que ela tem algo em potencial. E nisso, inclui-se sexo também. Mas pra mim não é regra. Só que no meu caso, sexo é bem mais embaixo... Não que eu nunca tenha feito sexo casual, mas nas duas vezes que fiz, não me amarrei. Não tento nada até eu conhecer um pouco melhor. Ao menos saber se ela é do tipo que "dá fácil" entende?". Para ele, a mulher que transa no primeiro ou segundo encontro, já o perdeu: "Não me amarro, não. Porque eu fico com o pensamento que se ela dá fácil pra mim, ela tá dando pra todo mundo... e isso me assusta... Comigo sexo tem que ter envolvimento. Tem que ser conquistado o direito. Pros dois lados". Tirem suas próprias conclusões!

Espero que tenham gostado das entrevistas! Semana que vem volto com mais respostas sobre o Universo Masculino!
Divirtam-se e deixem seus comentários! ;)