Verdade seja dita: money matters. Verdade seja dita de novo: brains matter even more.
O que eu quero dizer é: se você não tiver dinheiro para rachar uma conta no restaurante e não tiver inteligência o suficiente para levar uma conversa decente, você vai ter umas dificuldades a mais para se relacionar.
Estamos em um momento de fitchatos. Eu me cuido, faço dieta e malho, e não há nada de errado com isso, mas o negócio chegou a um ponto onde você com certeza conhece alguma pessoa que só fala de academia e percentual de gordura e leva marmita quando tem um aniversário numa pizzaria e se recusa a brindar ao aniversariante porque cerveja tem muitas calorias e dá bucho. É a era da futilidade - não me venha dizendo que é apenas saúde, porque não é! - onde você tem que ser sarado ou será ridicularizado. Também é a era do "você é o que você tem", ou seja, vista roupas de grife, tenha o carro do ano e ostente por aí.
Tudo isso para contar a história da nossa heroína de hoje, que está acostumada a ter homens aos seus pés, a ficar com homens lindos e ricos, e no último feriado conheceu, durante uma viagem, um rapaz musculoso, surfista, moreno, alto, viril, que se encantou por ela e resolveu vir fazer uma visitinha para sua nova conquista no feriadão. Eles passaram semanas combinando e contando os dias para se ver! Tinha sido tão bom, a química era perfeita, eles estavam loucos para repetir a dose!
Ela cuidou do todos os detalhes! Reservou um ótimo hotel, comprou champanhe, organizou encontro com os amigos para apresentar o novo futuro amor... Era só esperar ele chegar!
Tudo parecia estar em seu devido lugar, só que alguns detalhes colocaram o novo romance em cheque.
Para começar, estavam em um restaurante e simplesmente não conseguiam conversar. Os assuntos que ele sabia discutir eram apenas dois: academia/dieta e baladas. Todo o dinheiro que ele ganha, gasta em roupas de grife, academia, suplementos e no carro rebaixado. Na hora de pagar a conta, ele também não deu sinal nenhum. Ela pagou sozinha, imaginando que na próxima ele assumiria o controle.
Assim foi durante todo o feriado. Uma roda de pessoas conversando sobre diferentes assuntos, e ele sempre falando dos suplementos que toma e das baladas frenéticas que ele frequentava. Indo a restaurantes e festas caras, bebendo whisky e Ciroc, sem contribuir com um real sequer. Na hora de fazer check-out no hotel, ele só dividiu o valor das diárias depois que ela sugeriu. Ele reclamou do preço e ela ainda teve que gastar latim convencendo-o de que era justo que os dois dividissem os custos do hotel.
Resumo da ópera: não adianta ser o mais sarado dos caras e ser bom de cama. Ninguém aguenta gente chata que só fala da mesma coisa o tempo todo, que não tem um assunto profundo, que não tem conteúdo. Ninguém aguenta também sair com uma pessoa que não quer pagar nem a própria cerveja. Gasta 500 reais de suplementos por mês, mas acha caro pagar 250 reais num curso de inglês, para melhorar o currículo. Gasta todo o salário em roupas de grife, mas tem a cara de pau de dar uma de João Sem Braço ("esqueci a senha do meu cartão") na hora de rachar uma conta num restaurante. Investe grana pesada em som e rebaixamento para carro, mas dá chilique na hora de pagar a diária de um hotel - o que de fato deixa a ser uma questão de dinheiro propriamente dito e se torna uma questão de hombridade, de decência, de caráter, afinal, a questão não era que ele era pobre, mas sim que queria comer e beber do bom e do melhor, frequentar os melhores lugares, mas sem colocar a mão no bolso - leia-se "queria se aproveitar dos outros".
Needless to say that... ela nunca mais quer ver o cara na vida, né?
Sim, vivemos em um mundo onde a aparência e os bens parecem ser muito importantes e decisivos, mas no final das contas, o que importa de verdade é o conteúdo. É o que a pessoa tem na cabeça e no coração. Sinceramente? Fico aliviada em saber que a futilidade tem data de expiração! A humanidade ainda tem salvação!
quarta-feira, 22 de abril de 2015
quarta-feira, 18 de março de 2015
A coerência entre o falar e o fazer
Acho que uma das coisas mais difíceis da vida é manter a coerência entre palavras e ações. O velho "faça o que eu digo, não faça o que eu faço".
Tenho uma amiga que esses dias cortou um dobrado para o pai ser atendido num hospital público e de repente começou a gritar "Vota na Dilma, vai! A culpa é de vocês!" (como se os hospitais tivessem sido bons em algum governo né? O negócio é que só quando atinge alguém da nossa convivência é que a gente começa a dar alguma importância). Mas enfim, sei que alguns dias depois ela estava me contando que comprou drogas de um amigo policial e estava achando isso um máximo. Alguns meses atrás também tinha me dito que ia fazer um boletim de ocorrência falso de seu Iphone para que a empresa telefônica pudesse dar um celular novo para ela. Ou seja, a corrupção do governo é condenável, mas a dela não.
E isso acontece o tempo todo, com pequenas coisas que acontecem na nossa vida amorosa também. Quantas vezes você se viu dizendo para sua amiga "Você tem que se valorizar!" e quantas vezes você se pegou sofrendo por um cara que não está nem aí para você? Quantas vezes você incentivou sua amiga a dar uma nova chance para alguém e você mesmo nunca foi capaz de fazer igual?
Enfim, a verdade é essa: a gente vive por aí distribuindo ótimos conselhos que nós mesmos não seguiríamos.
Oras, que dificuldade é essa de pôr em prática, na nossa vida, aquilo que tanto acreditamos e defendemos na teoria?
Eu vivo por aí defendendo o direito da mulher de tomar a iniciativa na hora da paquera, que o fato de ela demonstrar interesse pelo cara que ela quer não a diminui em nada, e de fato eu acredito nisso. Outra frase que vive saindo da minha boca tão filosófica é "tudo bem você ter medo, contanto que esse medo não te impeça de fazer o que você quer".
E aqui estou eu, toda boba, louca para convidar um rapaz para uma "inocente" cervejinha e não tenho balls. Simplesmente travei. Eu, que nunca tive problemas com isso. Eu, que sempre fui corajosa e sempre fui muito mais de me arriscar do que ser paralisada por um medo de tomar um toco ou me expor.
Fico pensando se os homens também ficam questionando sua auto-estima antes de chamar uma moça para sair. Se eles ficam ponderando na cabeça qual é a chance de dar certo, calculando os riscos antes de tomar o primeiro passo. Ou será que eles já estão acostumados a se expor, se mostrar vulneráveis e ficar na posição de ouvir sim ou não? Ou se de repente já vem com uma coragem extra ou frescura a menos no DNA?
É, porque let's face the truth: se eu chegar lá e fizer o convite, eu corro o risco de levar um não. Ok, o que isso vai mudar na minha vida? Vamos analisar friamente: eu vou querer arranjar um buraco para me esconder de tanta vergonha. Minha auto-estima vai dar uma bela caída. Vou ficar uns dias me sentindo mal. Mas semana que vem já normalizou tudo. Continuarei com o mesmo emprego, morando no mesmo lugar, com saúde, e de brinde sem aquela ansiedade que tem me corroído há dias de tanto ficar pensando "should I stay or should I go?". Como diria Nelson Ned, "tudo passa, tudo passará". Jé me recuperei de outros pés na bunda, não vou morrer por causa de mais um, right?
E por que diabos só pensamos na parte negativa? É aquele negócio: se alguém te fizer 100 elogios e 1 crítica, você vai ficar obcecado com a crítica e esquecer a centena de elogios.
Porque eu não penso no que pode acontecer se eu conseguir um SIM? Vai que ele é mente aberta e acha super legal eu ter tomado a iniciativa, a gente sai, curte, dá tudo certo? Por que sempre focar no que pode dar ERRADO se existe a mesma probabilidade de dar CERTO?
E se dessa coragem dependesse - vai que depende! - o futuro das relações? I mean, as coisas estão ruins, então alguém tem que fazer algo para mudar o algo com o qual não está satisfeito (oi!). Não adianta nada reclamar e continuar de braços cruzados endossando o comportamento que você acha nocivo.
Dito isso tudo, admitindo minhas fraquezas, anseios e receios, analisado a situação, será que agora crio a tal coragem?
Tenho uma amiga que esses dias cortou um dobrado para o pai ser atendido num hospital público e de repente começou a gritar "Vota na Dilma, vai! A culpa é de vocês!" (como se os hospitais tivessem sido bons em algum governo né? O negócio é que só quando atinge alguém da nossa convivência é que a gente começa a dar alguma importância). Mas enfim, sei que alguns dias depois ela estava me contando que comprou drogas de um amigo policial e estava achando isso um máximo. Alguns meses atrás também tinha me dito que ia fazer um boletim de ocorrência falso de seu Iphone para que a empresa telefônica pudesse dar um celular novo para ela. Ou seja, a corrupção do governo é condenável, mas a dela não.
E isso acontece o tempo todo, com pequenas coisas que acontecem na nossa vida amorosa também. Quantas vezes você se viu dizendo para sua amiga "Você tem que se valorizar!" e quantas vezes você se pegou sofrendo por um cara que não está nem aí para você? Quantas vezes você incentivou sua amiga a dar uma nova chance para alguém e você mesmo nunca foi capaz de fazer igual?
Enfim, a verdade é essa: a gente vive por aí distribuindo ótimos conselhos que nós mesmos não seguiríamos.
Oras, que dificuldade é essa de pôr em prática, na nossa vida, aquilo que tanto acreditamos e defendemos na teoria?
Eu vivo por aí defendendo o direito da mulher de tomar a iniciativa na hora da paquera, que o fato de ela demonstrar interesse pelo cara que ela quer não a diminui em nada, e de fato eu acredito nisso. Outra frase que vive saindo da minha boca tão filosófica é "tudo bem você ter medo, contanto que esse medo não te impeça de fazer o que você quer".
E aqui estou eu, toda boba, louca para convidar um rapaz para uma "inocente" cervejinha e não tenho balls. Simplesmente travei. Eu, que nunca tive problemas com isso. Eu, que sempre fui corajosa e sempre fui muito mais de me arriscar do que ser paralisada por um medo de tomar um toco ou me expor.
Fico pensando se os homens também ficam questionando sua auto-estima antes de chamar uma moça para sair. Se eles ficam ponderando na cabeça qual é a chance de dar certo, calculando os riscos antes de tomar o primeiro passo. Ou será que eles já estão acostumados a se expor, se mostrar vulneráveis e ficar na posição de ouvir sim ou não? Ou se de repente já vem com uma coragem extra ou frescura a menos no DNA?
É, porque let's face the truth: se eu chegar lá e fizer o convite, eu corro o risco de levar um não. Ok, o que isso vai mudar na minha vida? Vamos analisar friamente: eu vou querer arranjar um buraco para me esconder de tanta vergonha. Minha auto-estima vai dar uma bela caída. Vou ficar uns dias me sentindo mal. Mas semana que vem já normalizou tudo. Continuarei com o mesmo emprego, morando no mesmo lugar, com saúde, e de brinde sem aquela ansiedade que tem me corroído há dias de tanto ficar pensando "should I stay or should I go?". Como diria Nelson Ned, "tudo passa, tudo passará". Jé me recuperei de outros pés na bunda, não vou morrer por causa de mais um, right?
E por que diabos só pensamos na parte negativa? É aquele negócio: se alguém te fizer 100 elogios e 1 crítica, você vai ficar obcecado com a crítica e esquecer a centena de elogios.
Porque eu não penso no que pode acontecer se eu conseguir um SIM? Vai que ele é mente aberta e acha super legal eu ter tomado a iniciativa, a gente sai, curte, dá tudo certo? Por que sempre focar no que pode dar ERRADO se existe a mesma probabilidade de dar CERTO?
E se dessa coragem dependesse - vai que depende! - o futuro das relações? I mean, as coisas estão ruins, então alguém tem que fazer algo para mudar o algo com o qual não está satisfeito (oi!). Não adianta nada reclamar e continuar de braços cruzados endossando o comportamento que você acha nocivo.
Dito isso tudo, admitindo minhas fraquezas, anseios e receios, analisado a situação, será que agora crio a tal coragem?
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
50 tons de cinza - Review [cuidado, spoilers]
Não costumo fazer review de filmes aqui nesse blog, mas acho que esse até que cai como uma luva, né?
Eu comecei a ler o livro "50 tons de cinza" quando começou a fazer sucesso, mas fiquei com preguiça no primeiro capítulo e desisti.
Pelo fuzuê que foi, eu sabia que o livro tinha algo que falava diretamente às mulheres (além da curiosidade por bizarrices sexuais, no caso, sado-masoquismo), mas o fato é que, sendo um pouco preconceituosa, admito, o livro atraiu um público bem específico de mulheres. A maioria das pessoas que ficaram enlouquecidas com o drama entre Christian Grey e Anastasia Steele são mulheres que estão sozinhas há muito tempo, que não tem a vida sexual muito ativa, que idealizam uma relação perfeita com príncipe encantado, e que ainda tem uma mente bastante adolescente. O livro também exerceu fascínio em mulheres casadas há muito tempo e em adolescentes. Me crucifiquem, me critiquem, mas sou apenas uma observadora do comportamento sexual humano, e há muitas razões pelo qual esse livro mexeu tanto com a cabeça dessas mulheres mais vulneráveis e carentes.
Eu queria assistir o filme, sim. Primeiro para poder conversar com outras pessoas e ter meus próprios argumentos, sem ter que ficar acreditando em um lado ou em outro. Segundo porque eu tinha visto no trailler o ator que ia fazer o papel do Christian Grey e sempre acho válido passar algumas horas olhando para um cara bonito.
O que eu achei? Bom, eu achei menos pior do que imaginava.
Anastasia parece uma menina boba, mas é muito inteligente e aprende rapidinho a lidar com Christian e a exercer sobre ele um certo domínio. No caso, emocional; enquanto ele acha que está sendo o dominador, por ela, ele faz coisas que nunca fez com outra e por isso ela também consegue dominá-lo, de certa forma. Se não dominá-lo completamente, pelo menos mexe com o brio dele, com as convicções dele e o tira de sua zona de conforto, de homem acostumado a ter submissos no trabalho, na cama e na vida. Ela é esperta e não assina o tal contrato antes de experimentar um pouco do que é estar na sala de jogos. E mesmo depois de experimentar, ela não assina o contrato e continua tentando invadir o espaço dele, o que mostra coragem também. Não acho que ela seja absolutamente submissa a ele. Ela se submete a algumas coisas, mas acredito que seja a forma dela de tentar compreendê-lo melhor e tentar entrar na vida dele por completo.
Christian Grey é um homem bonito, charmoso, persuasivo, intimidador e rico. Ele seduz Anastasia com presentes, surpresas, visitas inesperadas e belas pegadas, mas posteriormente ele é que acaba envolvido pela inteligência e petulância de Anastasia. Ele acreditava que ela precisava ficar longe dele por ser romântica, mas ele não consegue não se envolver, por mais que tente. Christian foi adotado depois de ser extremamente maltratado por sua mãe biológica e sofreu abuso sexual aos 15 anos, por uma mulher que curtia sadomasoquismo, a quem ele se submeteu durante 6 anos. Esses episódios marcaram a vida de Christian muito fortemente e teve reflexo direto em suas relações interpessoais, em seus gostos sexuais excêntricos e na sua vontade de punir todos os que não aceitassem a se submeter as suas vontades ou questionassem suas ordens. No fundo, ele não quer se envolver com ninguém porque como ele mesmo diz he is "50 shades of fucked up". Em outras palavras, ele é estragado psicologicamente. Anastasia consegue enxergar além da fachada de poderoso dele e isso o assusta.
É absolutamente compreensível que mulheres fragilizadas se identifiquem com essas personagens. No fundo, todas elas se acham meio Anastasia: uma menina sensível, mas que tem a ilusão de que vai mudar um homem cheio de defeitos - mas bonitão, rico e bom de cama - e transformá-lo em um príncipe encantado. Quantas mulheres já namoraram homens escrotos na esperança de que o amor dela o transformasse no prince charm? Nem precisa dizer que na vida real essa tentativa é normalmente frustrada.
Dá para entender também porque Christian Grey fascina as mulheres. Ele é bonito, confiante, sedutor, intenso, faz surpresas incríveis, presenteia a mulher o tempo todo e é muito bom de cama. E também, além disso tudo, mostra sua parte sensível e frágil, quando é invadido por sentimentos inesperados. Ou seja, as mulheres pensam "ah, queria um Christian Grey para mim".
Cara... pára e pensa. Esse homem não existe. Esse homem que essas mulheres estão "querendo" e idealizando tem defeitos gravíssimos, que estão sendo ignorados. Acredite, na vida real, vocês não iam querer um homem com ele. Não para se envolver, não para se apaixonar. Talvez para ter uma noite insana de sexo, mas se você parar para pensar, ele é emocionalmente indisponível, cheio de traumas, machista, violento, sádico - não só na cama, em respeito aos gostos sexuais de cada um! -, manipulador, egoísta, teimoso, entre outros milhões de ingredientes para um belo fracasso de relacionamento.
Sobre o sadomasoquismo, não tenho muito a falar. Tem gente que curte excentricidades na cama e esse é um assunto do qual não entendo, portanto, não posso julgar. Cada um faz o que quiser entre 4 paredes e que lide com as consequências depois. De verdade, achei essa a parte a menos preocupante do filme.
Tenho uma reclamação: o tempo todo tínhamos que ver o corpo nu de Anastasia e Grey estava quase sempre de calça. Sacanagem. O traseiro dele é digno de bem mais nudez no filme!
Em geral, achei um filme de mulherzinha romântica, com cenas muito picantes, menos pior do que eu imaginava, mas também nenhuma obra-prima do cinema. Se você não tiver nada importante para fazer, é uma historinha legalzinha, e cito de novo o ator mega gato que escolheram.
Essa é a MINHA crítica. É a MINHA opinião. Você tem direito de concordar ou discordar, mas não de me desrespeitar, lembre-se disso.
Eu comecei a ler o livro "50 tons de cinza" quando começou a fazer sucesso, mas fiquei com preguiça no primeiro capítulo e desisti.
Pelo fuzuê que foi, eu sabia que o livro tinha algo que falava diretamente às mulheres (além da curiosidade por bizarrices sexuais, no caso, sado-masoquismo), mas o fato é que, sendo um pouco preconceituosa, admito, o livro atraiu um público bem específico de mulheres. A maioria das pessoas que ficaram enlouquecidas com o drama entre Christian Grey e Anastasia Steele são mulheres que estão sozinhas há muito tempo, que não tem a vida sexual muito ativa, que idealizam uma relação perfeita com príncipe encantado, e que ainda tem uma mente bastante adolescente. O livro também exerceu fascínio em mulheres casadas há muito tempo e em adolescentes. Me crucifiquem, me critiquem, mas sou apenas uma observadora do comportamento sexual humano, e há muitas razões pelo qual esse livro mexeu tanto com a cabeça dessas mulheres mais vulneráveis e carentes.
Eu queria assistir o filme, sim. Primeiro para poder conversar com outras pessoas e ter meus próprios argumentos, sem ter que ficar acreditando em um lado ou em outro. Segundo porque eu tinha visto no trailler o ator que ia fazer o papel do Christian Grey e sempre acho válido passar algumas horas olhando para um cara bonito.
O que eu achei? Bom, eu achei menos pior do que imaginava.
Anastasia parece uma menina boba, mas é muito inteligente e aprende rapidinho a lidar com Christian e a exercer sobre ele um certo domínio. No caso, emocional; enquanto ele acha que está sendo o dominador, por ela, ele faz coisas que nunca fez com outra e por isso ela também consegue dominá-lo, de certa forma. Se não dominá-lo completamente, pelo menos mexe com o brio dele, com as convicções dele e o tira de sua zona de conforto, de homem acostumado a ter submissos no trabalho, na cama e na vida. Ela é esperta e não assina o tal contrato antes de experimentar um pouco do que é estar na sala de jogos. E mesmo depois de experimentar, ela não assina o contrato e continua tentando invadir o espaço dele, o que mostra coragem também. Não acho que ela seja absolutamente submissa a ele. Ela se submete a algumas coisas, mas acredito que seja a forma dela de tentar compreendê-lo melhor e tentar entrar na vida dele por completo.
Christian Grey é um homem bonito, charmoso, persuasivo, intimidador e rico. Ele seduz Anastasia com presentes, surpresas, visitas inesperadas e belas pegadas, mas posteriormente ele é que acaba envolvido pela inteligência e petulância de Anastasia. Ele acreditava que ela precisava ficar longe dele por ser romântica, mas ele não consegue não se envolver, por mais que tente. Christian foi adotado depois de ser extremamente maltratado por sua mãe biológica e sofreu abuso sexual aos 15 anos, por uma mulher que curtia sadomasoquismo, a quem ele se submeteu durante 6 anos. Esses episódios marcaram a vida de Christian muito fortemente e teve reflexo direto em suas relações interpessoais, em seus gostos sexuais excêntricos e na sua vontade de punir todos os que não aceitassem a se submeter as suas vontades ou questionassem suas ordens. No fundo, ele não quer se envolver com ninguém porque como ele mesmo diz he is "50 shades of fucked up". Em outras palavras, ele é estragado psicologicamente. Anastasia consegue enxergar além da fachada de poderoso dele e isso o assusta.
É absolutamente compreensível que mulheres fragilizadas se identifiquem com essas personagens. No fundo, todas elas se acham meio Anastasia: uma menina sensível, mas que tem a ilusão de que vai mudar um homem cheio de defeitos - mas bonitão, rico e bom de cama - e transformá-lo em um príncipe encantado. Quantas mulheres já namoraram homens escrotos na esperança de que o amor dela o transformasse no prince charm? Nem precisa dizer que na vida real essa tentativa é normalmente frustrada.
Dá para entender também porque Christian Grey fascina as mulheres. Ele é bonito, confiante, sedutor, intenso, faz surpresas incríveis, presenteia a mulher o tempo todo e é muito bom de cama. E também, além disso tudo, mostra sua parte sensível e frágil, quando é invadido por sentimentos inesperados. Ou seja, as mulheres pensam "ah, queria um Christian Grey para mim".
Cara... pára e pensa. Esse homem não existe. Esse homem que essas mulheres estão "querendo" e idealizando tem defeitos gravíssimos, que estão sendo ignorados. Acredite, na vida real, vocês não iam querer um homem com ele. Não para se envolver, não para se apaixonar. Talvez para ter uma noite insana de sexo, mas se você parar para pensar, ele é emocionalmente indisponível, cheio de traumas, machista, violento, sádico - não só na cama, em respeito aos gostos sexuais de cada um! -, manipulador, egoísta, teimoso, entre outros milhões de ingredientes para um belo fracasso de relacionamento.
Sobre o sadomasoquismo, não tenho muito a falar. Tem gente que curte excentricidades na cama e esse é um assunto do qual não entendo, portanto, não posso julgar. Cada um faz o que quiser entre 4 paredes e que lide com as consequências depois. De verdade, achei essa a parte a menos preocupante do filme.
Tenho uma reclamação: o tempo todo tínhamos que ver o corpo nu de Anastasia e Grey estava quase sempre de calça. Sacanagem. O traseiro dele é digno de bem mais nudez no filme!
Em geral, achei um filme de mulherzinha romântica, com cenas muito picantes, menos pior do que eu imaginava, mas também nenhuma obra-prima do cinema. Se você não tiver nada importante para fazer, é uma historinha legalzinha, e cito de novo o ator mega gato que escolheram.
Essa é a MINHA crítica. É a MINHA opinião. Você tem direito de concordar ou discordar, mas não de me desrespeitar, lembre-se disso.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Masoquismo emocional
Esse Carnaval conheci uma menina linda! Tão doce, gente fina, divertida! Mas estava sofrendo. Há poucos dias tinha levado um delicioso pé na bunda, depois de 1 ano e 5 meses de namoro.
Achei curioso o relato dela, porque pela descrição, o comportamento dele era absurdo (somando-se ao fato de ter terminado um namoro na véspera do Carnaval, claro).
Ela disse que ele reclamava que ela era muito ciumenta. Até aí, parece que a culpa era dela, né? Mas quando ela começa a contar detalhes, você vê que o buraco é bem mais embaixo.
Segundo ela, ele dizia frases como "eu não posso garantir que nunca vou te trair" e olhava para outras mulheres na frente dela, sem nenhuma cerimônia. Mantinha amizades suspeitas, dizia que olhava para outras mulheres com desejo, e sempre a fazia se sentir insegura. Segundo ele, preferia ser "sincero" com ela.
Outra coisa que ela reclamou também foi da constante falta de apoio e também relatos de que ele sempre a diminuía, deixando a auto-estima dela no chão. Nenhum esforço que ela fizesse para ficar bonita, para passar num concurso, ou para melhorar suas inseguranças eram apreciados, mas sim diminuídos.
Vamos analisar a situação: ele dizia que queria ser honesto com ela. Oras, ninguém deve prometer o que não vai cumprir, mas o cara chegar para namorada, que supostamente ama, e falar "não posso garantir que nunca vou te trair" e ainda depois reclamar que ela é muito ciumenta, só pode ser brincadeira, né? A carne é fraca, e de verdade, no fundo isso é uma coisa que ninguém pode prometer, mas para mim ele deixou claro que isso não era um problema para ele e que ele não ia fazer o maior dos esforços para se comportar, não.
Olhar para outras mulheres, ok, todo homem olha. Ou melhor, toda pessoa olha. Nós também olhamos, comentamos com a amiga ao lado e seguimos a vida. Ninguém é tão ingênuo a ponto de achar que uma pessoa atraente vai passar ao lado e seu bofe/bofa não vá notar. Mas há de se ter esse cuidado com quem gostamos! Discrição, a velha frase do "acho você muito mais linda" ou qualquer coisa do tipo. Mas olhar descaradamente e ainda admitir que olha com desejo, como se o outro ao seu lado não tivesse importância e tivesse que aturar seu comportamento sexual animal, é o fim, né?
Por último, e analisando bem, talvez o mais grave, é você ficar voluntariamente com uma pessoa que só te coloca para baixo. Uma relação legal, é uma relação onde um apóia os sonhos do outro, sofre junto as derrotas e vibra junto nas conquistas. É ter alguém com quem se possa contar para tudo, para enxugar suas lágrimas quando você estiver triste, te dar aquele abraço quando você estiver feliz, te ajudar a levantar quando você estiver por baixo. E não jogar a terra na sua cova! Qual é o objetivo de estar com uma pessoa que te faz te sentir péssima sobre quem você é? Qual é objetivo de ficar com uma pessoa que te trata como lixo?
Ela contava tudo e depois dizia "mas eu amo ele. E quando a gente ama é uma merda". Quando a gente ama, é uma merda. Mas quando a gente SE ama, a merda passa mais rápido.
Eu tinha acabado de conhecê-la, então não tive coragem de dizer tudo o que eu realmente achava, até porque, não é da minha conta. Mas eu fiquei com o coração do tamanho de uma ervilha ouvindo-a falar. Esse cara fazia um mal danado para ela, e ela estava cega. Deus a livrou de uma armadilha das boas! É tão difícil percebermos o nosso valor quando estamos tão apaixonadas! Acho que ela estava viciada na dor. Era um masoquismo emocional. Tenho certeza que ela não consegue enxergar o quanto ela merece mais.
Uma vez, quando eu estava sofrendo por um alguém que não me amava mais, uma amiga disse: "você tem que saber seu valor". Eu disse que sabia. E ela rebateu dizendo que não, eu não sabia.
Ela tinha razão. No dia que a gente descobre, a gente se liberta. A gente consegue enxergar nosso limite e diz "não" para tudo o que não nos faz bem. Do fundo do coração, espero que ela perceba isso o quanto antes e que enxergue o quanto ela merece respeito, amor, dedicação, cuidado e companheirismo.
Pessoal, é claro que ouvi apenas um lado da história, e ele deve ter a versão dele, porém, eu duvido muito que seja muito destoante do que ela contou, porque foram coisas muito pontuais. Na minha opinião, ninguém tem responsabilidade de 100% do fim de um relacionamento. É claro que tem gente que tem mais culpa que o outro, mas... nesse caso, ela precisava mesmo ter se submetido a tanto sofrimento? Não. Então se ela permitiu que ele a tratasse da forma como tratava, tem sua parcela de culpa também.
Relacionamentos são complicados. Mas é aquele velho e sábio ditado: antes só do que mal acompanhado.
Achei curioso o relato dela, porque pela descrição, o comportamento dele era absurdo (somando-se ao fato de ter terminado um namoro na véspera do Carnaval, claro).
Ela disse que ele reclamava que ela era muito ciumenta. Até aí, parece que a culpa era dela, né? Mas quando ela começa a contar detalhes, você vê que o buraco é bem mais embaixo.
Segundo ela, ele dizia frases como "eu não posso garantir que nunca vou te trair" e olhava para outras mulheres na frente dela, sem nenhuma cerimônia. Mantinha amizades suspeitas, dizia que olhava para outras mulheres com desejo, e sempre a fazia se sentir insegura. Segundo ele, preferia ser "sincero" com ela.
Outra coisa que ela reclamou também foi da constante falta de apoio e também relatos de que ele sempre a diminuía, deixando a auto-estima dela no chão. Nenhum esforço que ela fizesse para ficar bonita, para passar num concurso, ou para melhorar suas inseguranças eram apreciados, mas sim diminuídos.
Vamos analisar a situação: ele dizia que queria ser honesto com ela. Oras, ninguém deve prometer o que não vai cumprir, mas o cara chegar para namorada, que supostamente ama, e falar "não posso garantir que nunca vou te trair" e ainda depois reclamar que ela é muito ciumenta, só pode ser brincadeira, né? A carne é fraca, e de verdade, no fundo isso é uma coisa que ninguém pode prometer, mas para mim ele deixou claro que isso não era um problema para ele e que ele não ia fazer o maior dos esforços para se comportar, não.
Olhar para outras mulheres, ok, todo homem olha. Ou melhor, toda pessoa olha. Nós também olhamos, comentamos com a amiga ao lado e seguimos a vida. Ninguém é tão ingênuo a ponto de achar que uma pessoa atraente vai passar ao lado e seu bofe/bofa não vá notar. Mas há de se ter esse cuidado com quem gostamos! Discrição, a velha frase do "acho você muito mais linda" ou qualquer coisa do tipo. Mas olhar descaradamente e ainda admitir que olha com desejo, como se o outro ao seu lado não tivesse importância e tivesse que aturar seu comportamento sexual animal, é o fim, né?
Por último, e analisando bem, talvez o mais grave, é você ficar voluntariamente com uma pessoa que só te coloca para baixo. Uma relação legal, é uma relação onde um apóia os sonhos do outro, sofre junto as derrotas e vibra junto nas conquistas. É ter alguém com quem se possa contar para tudo, para enxugar suas lágrimas quando você estiver triste, te dar aquele abraço quando você estiver feliz, te ajudar a levantar quando você estiver por baixo. E não jogar a terra na sua cova! Qual é o objetivo de estar com uma pessoa que te faz te sentir péssima sobre quem você é? Qual é objetivo de ficar com uma pessoa que te trata como lixo?
Ela contava tudo e depois dizia "mas eu amo ele. E quando a gente ama é uma merda". Quando a gente ama, é uma merda. Mas quando a gente SE ama, a merda passa mais rápido.
Eu tinha acabado de conhecê-la, então não tive coragem de dizer tudo o que eu realmente achava, até porque, não é da minha conta. Mas eu fiquei com o coração do tamanho de uma ervilha ouvindo-a falar. Esse cara fazia um mal danado para ela, e ela estava cega. Deus a livrou de uma armadilha das boas! É tão difícil percebermos o nosso valor quando estamos tão apaixonadas! Acho que ela estava viciada na dor. Era um masoquismo emocional. Tenho certeza que ela não consegue enxergar o quanto ela merece mais.
Uma vez, quando eu estava sofrendo por um alguém que não me amava mais, uma amiga disse: "você tem que saber seu valor". Eu disse que sabia. E ela rebateu dizendo que não, eu não sabia.
Ela tinha razão. No dia que a gente descobre, a gente se liberta. A gente consegue enxergar nosso limite e diz "não" para tudo o que não nos faz bem. Do fundo do coração, espero que ela perceba isso o quanto antes e que enxergue o quanto ela merece respeito, amor, dedicação, cuidado e companheirismo.
Pessoal, é claro que ouvi apenas um lado da história, e ele deve ter a versão dele, porém, eu duvido muito que seja muito destoante do que ela contou, porque foram coisas muito pontuais. Na minha opinião, ninguém tem responsabilidade de 100% do fim de um relacionamento. É claro que tem gente que tem mais culpa que o outro, mas... nesse caso, ela precisava mesmo ter se submetido a tanto sofrimento? Não. Então se ela permitiu que ele a tratasse da forma como tratava, tem sua parcela de culpa também.
Relacionamentos são complicados. Mas é aquele velho e sábio ditado: antes só do que mal acompanhado.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
O pega-ninguem
Em mais um post da série "Espécies de homens catalogadas", vamos falar de uma espécie abundante na fauna macholina: o pega-ninguem.
Estaria tudo bem se o pega-ninguem fosse apenas um cara que não pega ninguém, mas essa é a menor das características dessa espécie. Vamos a elas:
1) Esse é aquele cara que objetifica tudo e todos. Tudo para ele tem a ver com sexo. Ele só faz piadas de duplo sentido e põe malícia em cada detalhe. É aquele cara que dá em cima de todas as mulheres da empresa e que, inclusive, já fez algumas se demitirem por não aguentarem o assédio sexual e piadas de mal gosto. Ele diz que faz e acontece, que pega todo mundo, que seu pau é o maior do país e que ele é muito bom de cama. Quando alguém fala que está com algum problema, ele solta frases do tipo "é falta de pica. Vem cá que eu resolvo seu problema" ou algo similar.
2) Respeita muito a mamãezinha - ainda mora com ela, mesmo ganhando bem o suficiente para manter-se sozinho -, mas acha que todas as outras mulheres são vagabundas que só servem pra transar, lavar e passar.
3) Machismo é uma de suas características mais marcantes. Ele vive cuspindo por aí que não casou porque as mulheres de hoje em dia não prestam, não sabem cuidar de uma casa direito. Que o dever de uma mulher é cuidar da casa, do marido e dos filhos. Opinião de mulher para ele não vale de nada.
4) Ele é religioso, muitas vezes. Temente a Deus. Frequenta a igreja. Reza.
5) Frequenta puteiros com muita frequência. Vive falando de prostitutas, de preços, de coisas que já fez com elas, de locais onde encontrá-las. Também se oferece para levar os colegas para conhecer algumas, quando alguém diz estar estressado ou algo parecido.
6) Tem carro do ano e lancha, porque afinal de contas, "mulher gosta é de dinheiro".
7) Você não conhece ninguém que ele tenha ficado.
Esse cara é bem fácil de encontrar: machista, arrota que pega todo mundo, que é sexpert, que é o bonzão, o fodão, gosta de diminuir as mulheres a objetos sexuais, mas no fundo não pega ninguém e para conseguir alguém que transe com ele, só mesmo pagando. Muito comumente viram tiozões tarados/solitários da balada como este aqui: http://cteb.blogspot.com.br/2009/06/o-tiozao-solitario.html
O pior é que quanto mais independente a mulherada fica e menos os homens querem se envolver, mais aparecem caras assim...
O pega-ninguem: um câncer da sociedade. CUIDADO!
Estaria tudo bem se o pega-ninguem fosse apenas um cara que não pega ninguém, mas essa é a menor das características dessa espécie. Vamos a elas:
1) Esse é aquele cara que objetifica tudo e todos. Tudo para ele tem a ver com sexo. Ele só faz piadas de duplo sentido e põe malícia em cada detalhe. É aquele cara que dá em cima de todas as mulheres da empresa e que, inclusive, já fez algumas se demitirem por não aguentarem o assédio sexual e piadas de mal gosto. Ele diz que faz e acontece, que pega todo mundo, que seu pau é o maior do país e que ele é muito bom de cama. Quando alguém fala que está com algum problema, ele solta frases do tipo "é falta de pica. Vem cá que eu resolvo seu problema" ou algo similar.
2) Respeita muito a mamãezinha - ainda mora com ela, mesmo ganhando bem o suficiente para manter-se sozinho -, mas acha que todas as outras mulheres são vagabundas que só servem pra transar, lavar e passar.
3) Machismo é uma de suas características mais marcantes. Ele vive cuspindo por aí que não casou porque as mulheres de hoje em dia não prestam, não sabem cuidar de uma casa direito. Que o dever de uma mulher é cuidar da casa, do marido e dos filhos. Opinião de mulher para ele não vale de nada.
4) Ele é religioso, muitas vezes. Temente a Deus. Frequenta a igreja. Reza.
5) Frequenta puteiros com muita frequência. Vive falando de prostitutas, de preços, de coisas que já fez com elas, de locais onde encontrá-las. Também se oferece para levar os colegas para conhecer algumas, quando alguém diz estar estressado ou algo parecido.
6) Tem carro do ano e lancha, porque afinal de contas, "mulher gosta é de dinheiro".
7) Você não conhece ninguém que ele tenha ficado.
Esse cara é bem fácil de encontrar: machista, arrota que pega todo mundo, que é sexpert, que é o bonzão, o fodão, gosta de diminuir as mulheres a objetos sexuais, mas no fundo não pega ninguém e para conseguir alguém que transe com ele, só mesmo pagando. Muito comumente viram tiozões tarados/solitários da balada como este aqui: http://cteb.blogspot.com.br/2009/06/o-tiozao-solitario.html
O pior é que quanto mais independente a mulherada fica e menos os homens querem se envolver, mais aparecem caras assim...
O pega-ninguem: um câncer da sociedade. CUIDADO!
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Quem precisa de cupido?
Pessoas bonitas do meu Brasil, feliz 2015!
Pensaram que eu tinha me aposentado, mas a balada não deixa, porque... né? Sempre tem alguma coisinha para acontecer e minha cabeça começar a fervilhar de vontade de contar mais uma anedota do bicho-homem.
Primeira balada oficial de 2015, aniversário de uma amiga, lá fomos nós pela vigésima terceira vez ao Poizé Beira Lago.
Pontos cruciais a serem a analisados:
- Eu estou de dieta e na política álcool zero (até que o carnaval nos separe);
- Atrações do dia: duas duplas sertanejas (vontade de se matar batendo forte)
- Mil casais e só eu e um amigo solteiros (vela detected)
- Você já pegou o peguete da aniversariante (desconforto extra)
- Homem bonito e/ou interessante no Poizé é utopia
- Eu estava de carona com a melhor amiga da aniversariante (a noite seria longa)
Tudo conspirava para uma noite sem graça. Eu, aguentar duas duplas sertanejas absolutamente sóbria, já era o máximo da dor suportável. Segurar vela para 50 casais também era doloroso.
Mas nada disso se compara à nova mania das minhas amigas: tentar me arranjar um homem.
Aparentemente, elas se esqueceram como é ser solteira - até mesmo a aniversariante, que nem está oficialmente namorando ainda - porque de repente começaram a se incomodar ou sentir certo desconforto em me ver sozinha.
Ok, meu último namorado já casou e teve filho (porque é apressado), mas vamos lá, eu estou solteira há pouco menos de 2 anos. Ok, tenho 28 anos e supostamente "na idade de casar", mas sou uma mulher independente que gosta da liberdade que tem e que é muito bem resolvida, e que, a propósito, se quisesse, já teria casado.
QUAL É O PROBLEMA EM ESTAR NUM LOCAL COM SUAS AMIGAS COMPROMETIDAS SEM QUE ELAS FIQUEM TENTANDO TE ARRANJAR UM PRETENDENTE?
Aviso aos navegantes: eu NUNCA precisei de ajuda para arrumar ninguém para mim. ISSO, todo mundo sabe ao meu respeito. SE EU QUISER SUA AJUDA, eu peço.
Sim, me incomoda profundamente que minhas amigas fiquem a noite toda sugerindo pessoas para mim ou soltando frases como "amiga, não se preocupe, vou arranjar um gatinho para você" ou similares.
Não, não me importo com um "olha, aquele ali é gatinho né?", porque não custa nada, especialmente num lugar com poucas opções como o que estávamos. Mas estou começando a repensar essas saídas com minhas amigas comprometidas, porque pelo jeito vou sempre precisar estar acompanhada para não me sentir desconfortável e não deixá-las desconfortáveis.
Eu já entendi que é difícil para algumas pessoas aceitarem que sim, existe a possibilidade de uma pessoa estar solteira aos 28 anos sem estar desesperada para casar. Por isso, resolvi escrever esse post como forma de protesto.
Vê se não vão sair por aí achando que eu não tenho interesse em ficar com ninguém, ou que eu não quero me envolver, ou que eu tenho resistência a quietar o faixo. Não é isso. A questão é que eu não preciso ouvir certas coisas. Ah, e tem mais um monte de coisa que eu não preciso ouvir:
- Vai lá, pega o buquê.
- É só você parar de procurar que acha.
- Você não vai querer ter filhos?
- Você vai ficar para titia.
- Quando você menos esperar, aparece alguém.
- Você escolhe demais.
- Você é muito exigente.
- Vou ver se meu namorado ainda tem algum amigo solteiro.
- Vou escrever seu nome na saia da barra do meu vestido de casamento.
- Já tentou o TINDER?
- Amiga, mas ele só quer te comer.
Eu adoraria conhecer uma pessoa especial e me apaixonar, só para deixar claro. Mas não preciso de cupido e nem de olhares de pena, como se ser solteira fosse igual a ter lepra. E nem preciso que ninguém force a barra com nada e nem ninguém. As pessoas falam "quando você parar de procurar, você acha", mas não cansam de procurar para mim.
Que tal mudar as frases? Prefiro assim:
- Bora naquela festa? Vai ter muita gente bonita!
- Vamos sair pra dançar?
- Hora do buquê! Vamos pegar uma caipiroska?
- Vamos viajar?
COPIOU?!
E que venha 2015 e suas peripécias! I'M READY!
Pensaram que eu tinha me aposentado, mas a balada não deixa, porque... né? Sempre tem alguma coisinha para acontecer e minha cabeça começar a fervilhar de vontade de contar mais uma anedota do bicho-homem.
Primeira balada oficial de 2015, aniversário de uma amiga, lá fomos nós pela vigésima terceira vez ao Poizé Beira Lago.
Pontos cruciais a serem a analisados:
- Eu estou de dieta e na política álcool zero (até que o carnaval nos separe);
- Atrações do dia: duas duplas sertanejas (vontade de se matar batendo forte)
- Mil casais e só eu e um amigo solteiros (vela detected)
- Você já pegou o peguete da aniversariante (desconforto extra)
- Homem bonito e/ou interessante no Poizé é utopia
- Eu estava de carona com a melhor amiga da aniversariante (a noite seria longa)
Tudo conspirava para uma noite sem graça. Eu, aguentar duas duplas sertanejas absolutamente sóbria, já era o máximo da dor suportável. Segurar vela para 50 casais também era doloroso.
Mas nada disso se compara à nova mania das minhas amigas: tentar me arranjar um homem.
Aparentemente, elas se esqueceram como é ser solteira - até mesmo a aniversariante, que nem está oficialmente namorando ainda - porque de repente começaram a se incomodar ou sentir certo desconforto em me ver sozinha.
Ok, meu último namorado já casou e teve filho (porque é apressado), mas vamos lá, eu estou solteira há pouco menos de 2 anos. Ok, tenho 28 anos e supostamente "na idade de casar", mas sou uma mulher independente que gosta da liberdade que tem e que é muito bem resolvida, e que, a propósito, se quisesse, já teria casado.
QUAL É O PROBLEMA EM ESTAR NUM LOCAL COM SUAS AMIGAS COMPROMETIDAS SEM QUE ELAS FIQUEM TENTANDO TE ARRANJAR UM PRETENDENTE?
Aviso aos navegantes: eu NUNCA precisei de ajuda para arrumar ninguém para mim. ISSO, todo mundo sabe ao meu respeito. SE EU QUISER SUA AJUDA, eu peço.
Sim, me incomoda profundamente que minhas amigas fiquem a noite toda sugerindo pessoas para mim ou soltando frases como "amiga, não se preocupe, vou arranjar um gatinho para você" ou similares.
Não, não me importo com um "olha, aquele ali é gatinho né?", porque não custa nada, especialmente num lugar com poucas opções como o que estávamos. Mas estou começando a repensar essas saídas com minhas amigas comprometidas, porque pelo jeito vou sempre precisar estar acompanhada para não me sentir desconfortável e não deixá-las desconfortáveis.
Eu já entendi que é difícil para algumas pessoas aceitarem que sim, existe a possibilidade de uma pessoa estar solteira aos 28 anos sem estar desesperada para casar. Por isso, resolvi escrever esse post como forma de protesto.
Vê se não vão sair por aí achando que eu não tenho interesse em ficar com ninguém, ou que eu não quero me envolver, ou que eu tenho resistência a quietar o faixo. Não é isso. A questão é que eu não preciso ouvir certas coisas. Ah, e tem mais um monte de coisa que eu não preciso ouvir:
- Vai lá, pega o buquê.
- É só você parar de procurar que acha.
- Você não vai querer ter filhos?
- Você vai ficar para titia.
- Quando você menos esperar, aparece alguém.
- Você escolhe demais.
- Você é muito exigente.
- Vou ver se meu namorado ainda tem algum amigo solteiro.
- Vou escrever seu nome na saia da barra do meu vestido de casamento.
- Já tentou o TINDER?
- Amiga, mas ele só quer te comer.
Eu adoraria conhecer uma pessoa especial e me apaixonar, só para deixar claro. Mas não preciso de cupido e nem de olhares de pena, como se ser solteira fosse igual a ter lepra. E nem preciso que ninguém force a barra com nada e nem ninguém. As pessoas falam "quando você parar de procurar, você acha", mas não cansam de procurar para mim.
Que tal mudar as frases? Prefiro assim:
- Bora naquela festa? Vai ter muita gente bonita!
- Vamos sair pra dançar?
- Hora do buquê! Vamos pegar uma caipiroska?
- Vamos viajar?
COPIOU?!
E que venha 2015 e suas peripécias! I'M READY!
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Pequenas (??) bizarrices do mundo animal
O planeta Terra continua girando, e, enquanto isso, na sala de justiça, a gente tem que ler notícias como essa:
http://oglobo.globo.com/blogs/pagenotfound/posts/2014/11/06/instrutor-de-paquera-agressiva-causa-polemica-na-australia-554072.asp
Já começa errado quando o cara se auto-intitula "instrutor de paquera", querendo dar uma de Hitch, como no filme - FILME, FICÇÃO - do Will Smith. Se nem no filme o cara escapa das mancadas, na vida real tão pouco, right?
Como se já não bastasse o ridículo que isso é, observe a frase: "A estratégia de Blanc na paquera inclui agarrar a cabeça da mulher desejada e puxá-la contra a sua virilha". Esse cara deveria estar numa camisa de força. A situação é tão absurda que nem tenho como comentar tamanha bizarrice. Vou deixar apenas a foto aqui, para cada um refletir.
Além de machista ESCROTO, o filho da puta (desculpa, não dá para evitar xingar um animal desses!) é racista: "Se você é um cara branco pode fazer o que quiser. Apenas a agarre. Eu a puxo e ela apenas ri". Eu a puxo e ela ri? Vem cá experimentar, imbecil. Vai ver a risada que vai ganhar. Bem na cara. Com uma cadeira.
Um pouco menos absurdo, mas também estranho, esse fim de semana uma amiga disse que foi "perseguida" no trânsito por um cara que se encantou por sua beleza em meio a uma ultrapassagem. Emparelhou o carro com o dela e não hesitou em pedir seu telefone. Ela achou o cara bonitinho e deu o telefone.
Eu nem sabia que isso tava valendo, mas pelo jeito a coisa não está boa para nós.
Conversa vai e conversa vem no Whatsapp, ele pergunta se ela namora. Ela diz que não. Daí ele deixa a máscara cair e diz:
- Eu também não. NÃO SOU DE NAMORAR.
O recado foi dado, uma vez que para bom entendedor, meia palavra basta.
O tempo passa, o tempo voa, e a coisa continua feia pro nosso lado, mulherada!
Tempos difíceis!
http://oglobo.globo.com/blogs/pagenotfound/posts/2014/11/06/instrutor-de-paquera-agressiva-causa-polemica-na-australia-554072.asp
Já começa errado quando o cara se auto-intitula "instrutor de paquera", querendo dar uma de Hitch, como no filme - FILME, FICÇÃO - do Will Smith. Se nem no filme o cara escapa das mancadas, na vida real tão pouco, right?
Como se já não bastasse o ridículo que isso é, observe a frase: "A estratégia de Blanc na paquera inclui agarrar a cabeça da mulher desejada e puxá-la contra a sua virilha". Esse cara deveria estar numa camisa de força. A situação é tão absurda que nem tenho como comentar tamanha bizarrice. Vou deixar apenas a foto aqui, para cada um refletir.
Além de machista ESCROTO, o filho da puta (desculpa, não dá para evitar xingar um animal desses!) é racista: "Se você é um cara branco pode fazer o que quiser. Apenas a agarre. Eu a puxo e ela apenas ri". Eu a puxo e ela ri? Vem cá experimentar, imbecil. Vai ver a risada que vai ganhar. Bem na cara. Com uma cadeira.
Um pouco menos absurdo, mas também estranho, esse fim de semana uma amiga disse que foi "perseguida" no trânsito por um cara que se encantou por sua beleza em meio a uma ultrapassagem. Emparelhou o carro com o dela e não hesitou em pedir seu telefone. Ela achou o cara bonitinho e deu o telefone.
Eu nem sabia que isso tava valendo, mas pelo jeito a coisa não está boa para nós.
Conversa vai e conversa vem no Whatsapp, ele pergunta se ela namora. Ela diz que não. Daí ele deixa a máscara cair e diz:
- Eu também não. NÃO SOU DE NAMORAR.
O recado foi dado, uma vez que para bom entendedor, meia palavra basta.
O tempo passa, o tempo voa, e a coisa continua feia pro nosso lado, mulherada!
Tempos difíceis!
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quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Sentimento de posse e o que fazer com ele - a decisão é sua
Mulher é um bicho estranho. A gente vive sentindo coisas que não quer sentir. E depois tem que ficar ouvindo todo mundo dizer "você quer se sentir assim!" - não é tão fácil. Quem foi que disse aquela frase estapafúrdia "O sofrimento é opcional"? Lógico, transformamos qualquer coisa em um drama sem fim, e com o tempo, aprendemos que a única coisa que podemos fazer é turn off the drama e move on. Não dá pra perder meses sofrendo, como quando se é adolescente. Mas o que nos faz sofrer?
Não sei o que acontece comigo, acho que devo ter muito bom gosto (ou as pessoas estão sem opção mesmo!!), mas desde o começo da minha vida amorosa é um tal das minhas amigas furarem meu olho sem nenhum pudor. Não é uma coisa isolada, já aconteceu mais de 3 vezes, fico pensando: sou muito inocente, muito desapegada ou trouxa mesmo?! Qual é o meu problema?
Minhas amigas brigavam comigo, no passado, dizendo que isso era muita sacanagem, e que eu tinha que me vingar ou nunca mais olhar na cara de quem fez isso comigo. Eu não vou dizer que já terminei amizades - no sentido literal, tipo "nunca mais quero te ver na minha vida" -, mas já coloquei o pé no freio depois que muitas dessas coisas aconteceram, não confiava mais na pessoa, e acabava que de uma forma ou de outra, a amizade acabava indo pro saco.
Hoje, porém, penso: até quando vale a pena pôr um fim numa amizade por causa de um carinha?! Pior, por causa de um carinha que não significa lá grandes coisas para você?!
Oras, todas nós temos aqueles bofes que já ficamos e criamos um sentimento de posse sobre o indivíduo. É aquela pessoa que, às vezes nem rolou sentimento, mas rolou uma atração fatal, uma coisa de pele fora do comum. Você não quer que ninguém buline com aquela pessoa. Muito menos suas amigas, dammit. Mas se o infeliz for sem-vergonha (como na maioria das vezes é, porque normalmente você vai ter coisa de pele e sentimento de posse com gente que não presta e que você não vai ter nada sério. Mas não interessa, você não quer que ninguém fique com ele!!) e você tiver uma amiga atraente, ela não vai escapar. Ele vai ser insistente e envolvente, ela vai ser fraca e curiosa e BAM! Quando pensa que não, lá vem ela: "amiga, preciso te contar uma coisa".
Aconteceu comigo. Aliás, está acontecendo - não foi uma coisa pontual, para matar curiosidade; é uma coisa que virou interesse das duas partes e agora eu tenho que decidir o tamanho da importância que vou dar para isso.
Vamos aos fatos:
1) Eu tinha certeza que ia acontecer mais cedo ou mais tarde. Ela já havia demonstrado interesse e é linda e solteira. Ele é sem vergonha, envolvente e não perde tempo. Era apenas uma questão de oportunidade. Eu já sabia que ia rolar, mesmo eu tendo pedido para ela não ficar;
2) Ele parou de dar em cima de mim após ter ficado com ela. Sinal de que o babado é mais tenso do que eu imaginava.
3) Nossa amizade é relativamente nova.
4) Eu não tenho o menor interesse em ter algo sério com ele: ele é quase 7 anos mais novo que eu, moleque em todos os sentidos da palavra, fama de infiel, e a ex dele me adora.
5) Temos uma atração forte um pelo outro, mas só ficamos de fato há 3 anos, apesar das constantes trocas de flertes e provocações.
6) Eu já "perdi" grandes amigas por causa de caras que não valiam a pena.
7) Não sou mais adolescente.
8) Mas também não tenho sangue de barata.
9) Ele está passando por um momento muito difícil e ela está sendo a mais fofa das pessoas, ajudando-o, dando a maior força. Isso aumenta muito a chance de eles terem algo sério. Terei que lidar com essa possibilidade.
Bom, quando ela me contou, demonstrei que não tinha ficado lá muito feliz. Mas deixei claro que não estava com raiva e que não havia sentimento em relação a ele, apenas uma atração física. Ela disse que tinha sido uma coisa isolada, mas como não é minha primeira vez e não nasci ontem, é claro que não acreditei. Disseram que eu tinha que ter sido mais clara em relação ao fato de não ter gostado, mas o fato é que eu realmente não quero dar ibope para esse ciúmes que estou sentindo. É infundado, é ridículo. Se eu quisesse ficar com ele, eu tinha ficado antes. Desde que ficamos, há 3 anos, ele vivia dando em cima de mim e eu me fazendo de rogada. Uma semana antes de ficar com ela, lá estava ele dando em cima de mim. Se eu tivesse ficado, talvez ele nunca tivesse ficado com ela. Gostava do ego inflado com os elogios, com as investidas, mas de fato, de fato, não era uma coisa que eu super sonhava em repetir. É estranho como o ser humano pode ser escroto: eu não quero, mas também não quero que ninguém queira. Se eu tivesse alguma intenção de levá-lo a sério, eu diria a ela "back off, he's mine", mas fazer isso só por capricho? Para ficar com ele de novo e ver que, ok, a atração está lá, mas é só, não vai ter futuro?! Finalmente aprendi a usar a razão em muitas coisas na minha vida que antes eram absolutamente comandadas pela minha impulsividade. Não estou dizendo que está sendo MEGA agradável ou SUPER fácil vê-los juntos, que não morro de ciúmes por dentro e que não fico com vontade de sair correndo quando sei que eles estão no mesmo ambiente que eu. Mas é só porque eu não tenho como controlar o que sinto, mas graças a Deus tenho como controlar minhas reações externas e não deixar as pessoas perceberem o que tá rolando por dentro. Vai passar isso também. Já, já, eu me acostumo. Já, já, eu desencano. Já, já, arranjo outra preocupação. Mas por enquanto é isso: controlar os impulsos e optar pela sanidade. E principalmente pela relação que é mais importante para mim. I'll survive.
Não sei o que acontece comigo, acho que devo ter muito bom gosto (ou as pessoas estão sem opção mesmo!!), mas desde o começo da minha vida amorosa é um tal das minhas amigas furarem meu olho sem nenhum pudor. Não é uma coisa isolada, já aconteceu mais de 3 vezes, fico pensando: sou muito inocente, muito desapegada ou trouxa mesmo?! Qual é o meu problema?
Minhas amigas brigavam comigo, no passado, dizendo que isso era muita sacanagem, e que eu tinha que me vingar ou nunca mais olhar na cara de quem fez isso comigo. Eu não vou dizer que já terminei amizades - no sentido literal, tipo "nunca mais quero te ver na minha vida" -, mas já coloquei o pé no freio depois que muitas dessas coisas aconteceram, não confiava mais na pessoa, e acabava que de uma forma ou de outra, a amizade acabava indo pro saco.
Hoje, porém, penso: até quando vale a pena pôr um fim numa amizade por causa de um carinha?! Pior, por causa de um carinha que não significa lá grandes coisas para você?!
Oras, todas nós temos aqueles bofes que já ficamos e criamos um sentimento de posse sobre o indivíduo. É aquela pessoa que, às vezes nem rolou sentimento, mas rolou uma atração fatal, uma coisa de pele fora do comum. Você não quer que ninguém buline com aquela pessoa. Muito menos suas amigas, dammit. Mas se o infeliz for sem-vergonha (como na maioria das vezes é, porque normalmente você vai ter coisa de pele e sentimento de posse com gente que não presta e que você não vai ter nada sério. Mas não interessa, você não quer que ninguém fique com ele!!) e você tiver uma amiga atraente, ela não vai escapar. Ele vai ser insistente e envolvente, ela vai ser fraca e curiosa e BAM! Quando pensa que não, lá vem ela: "amiga, preciso te contar uma coisa".
Aconteceu comigo. Aliás, está acontecendo - não foi uma coisa pontual, para matar curiosidade; é uma coisa que virou interesse das duas partes e agora eu tenho que decidir o tamanho da importância que vou dar para isso.
Vamos aos fatos:
1) Eu tinha certeza que ia acontecer mais cedo ou mais tarde. Ela já havia demonstrado interesse e é linda e solteira. Ele é sem vergonha, envolvente e não perde tempo. Era apenas uma questão de oportunidade. Eu já sabia que ia rolar, mesmo eu tendo pedido para ela não ficar;
2) Ele parou de dar em cima de mim após ter ficado com ela. Sinal de que o babado é mais tenso do que eu imaginava.
3) Nossa amizade é relativamente nova.
4) Eu não tenho o menor interesse em ter algo sério com ele: ele é quase 7 anos mais novo que eu, moleque em todos os sentidos da palavra, fama de infiel, e a ex dele me adora.
5) Temos uma atração forte um pelo outro, mas só ficamos de fato há 3 anos, apesar das constantes trocas de flertes e provocações.
6) Eu já "perdi" grandes amigas por causa de caras que não valiam a pena.
7) Não sou mais adolescente.
8) Mas também não tenho sangue de barata.
9) Ele está passando por um momento muito difícil e ela está sendo a mais fofa das pessoas, ajudando-o, dando a maior força. Isso aumenta muito a chance de eles terem algo sério. Terei que lidar com essa possibilidade.
Bom, quando ela me contou, demonstrei que não tinha ficado lá muito feliz. Mas deixei claro que não estava com raiva e que não havia sentimento em relação a ele, apenas uma atração física. Ela disse que tinha sido uma coisa isolada, mas como não é minha primeira vez e não nasci ontem, é claro que não acreditei. Disseram que eu tinha que ter sido mais clara em relação ao fato de não ter gostado, mas o fato é que eu realmente não quero dar ibope para esse ciúmes que estou sentindo. É infundado, é ridículo. Se eu quisesse ficar com ele, eu tinha ficado antes. Desde que ficamos, há 3 anos, ele vivia dando em cima de mim e eu me fazendo de rogada. Uma semana antes de ficar com ela, lá estava ele dando em cima de mim. Se eu tivesse ficado, talvez ele nunca tivesse ficado com ela. Gostava do ego inflado com os elogios, com as investidas, mas de fato, de fato, não era uma coisa que eu super sonhava em repetir. É estranho como o ser humano pode ser escroto: eu não quero, mas também não quero que ninguém queira. Se eu tivesse alguma intenção de levá-lo a sério, eu diria a ela "back off, he's mine", mas fazer isso só por capricho? Para ficar com ele de novo e ver que, ok, a atração está lá, mas é só, não vai ter futuro?! Finalmente aprendi a usar a razão em muitas coisas na minha vida que antes eram absolutamente comandadas pela minha impulsividade. Não estou dizendo que está sendo MEGA agradável ou SUPER fácil vê-los juntos, que não morro de ciúmes por dentro e que não fico com vontade de sair correndo quando sei que eles estão no mesmo ambiente que eu. Mas é só porque eu não tenho como controlar o que sinto, mas graças a Deus tenho como controlar minhas reações externas e não deixar as pessoas perceberem o que tá rolando por dentro. Vai passar isso também. Já, já, eu me acostumo. Já, já, eu desencano. Já, já, arranjo outra preocupação. Mas por enquanto é isso: controlar os impulsos e optar pela sanidade. E principalmente pela relação que é mais importante para mim. I'll survive.
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Reflexões
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
As primeiras vezes
Vivo cercada de adolescentes e acompanho seus dramas pelo Facebook, pelo Twitter e pelo Instagram.
É engraçado e delicioso lembrar dessa época tão intensa, onde a gente mal sabe lidar com tanta emoção ao mesmo tempo - na verdade, o problema é que tudo é emoção demais. A gente morre de raiva quando a mãe diz "isso vai passar, você ainda vai viver tanta coisa!" -, aquela agitação dos sentimentos, desejos, inseguranças...
Comecei a pensar nessas primeiras experiências e lembrei de como foi para mim. É claro que na minha época tinha bem menos exposição, porque a Internet ainda era coisa nova que pouca gente usava. Hoje a gente já sabe de tudo em um piscar de olhos e estamos sempre expostos demais ao julgamento alheio.
Minha PRIMEIRA PAIXÃO eu nem sequer tinha chegado à puberdade. Eu tinha 9 anos e já escrevia no meu diário sobre o Guilherme. Ele era amigo do meu irmão e nosso amor era tipo aquele filme "Meu primeiro amor": aquele que a gente gosta é sempre aquele que mais implica com a gente. Eu vivia sempre cheia de suspiros quando estava perto dele, coração acelerado, músicas da Sandy fazendo sentido ("esse turu turu turu aqui dentro, que faz turu turu quando você passa..."). Infelizmente eu não era a única morrendo de amores por ele, e minha pré-adolescência já indicava que os homens iam me dar muito trabalho desde cedo: quando seu primeiro amor é galinha, pode saber que o negócio vai ser tenso.
Por mais amor que tivéssemos um pelo outro, meu PRIMEIRO BEIJO não foi com ele. Acabou que foi aos 10 anos com um menino da minha escola. Como todo primeiro beijo, foi meio desastroso. Um dia depois da aula, fomos para trás da banca de jornais. Eu suava frio, as extremidades dormentes, aquele vuco-vuco interno. Ele foi se aproximando, colocou as mãos na minha cintura, eu coloquei as mãos no peito dele, o empurrando para trás, tentando meio que o impedir de se aproximar e repeti a palavra NÃO sucessivamente umas cinco vezes, até que ele me ignorou e me beijou. Trauma passado, fiquei pensando no quão errado tinha sido não ter meu primeiro beijo com meu primeiro amor.
Pelo menos depois disso tomei mais coragem para dar mais um passo e sim, meu PRIMEIRO NAMORADO foi o Guilherme, quando eu tinha 11 anos. Éramos completamente apaixonadinhos. Para ele, escrevi minhas PRIMEIRAS CARTAS DE AMOR, dediquei minhas PRIMEIRAS CANCÕES e disse meu PRIMEIRO "VOCÊ É O AMOR DA MINHA VIDA". Essa história durou anos, mas enfim, não éramos o amor da vida um do outro: hoje ele está casado e aparentemente feliz. E eu ainda não achei o tal amor da minha vida.
O PRIMEIRO CHIFRE também é uma coisa que a gente não esquece. Ainda mais quando é como foi comigo: um festival de chifre trocado. Fico pensando, lembrando como minha vida amorosa era agitada na minha adolescência e chego à conclusão que ou eu era muito precoce ou eu gastei todas as minhas fichas no passado, considerando a pasmaceira que estou vivendo há uns 2 anos. De qualquer forma, eu dei o primeiro chifre (e único) da minha vida num momento de fragilidade, do alto dos meus 13 anos (quando muitas meninas nem sequer tinha dado o primeiro beijo, eu já tinha cometido meu primeiro adultério. What does it tell about me?). Engraçado é pensar que quem tomou o chifre foi o menino que mais amei nessa vida. Ele terminou comigo, depois me perdoou, mas não conseguia não ser louco de ciúmes. Terminamos e depois de um ano veio a vingança: ele voltou pra mim só para me devolver o chifre. Doeu, mas eu já tinha meu amor próprio e nunca mais nos falamos. Ele é o único ex com o qual eu não falo até hoje.
A PRIMEIRA LOUCURA também é um momento marcante. Aos 15 anos, eu conheci o maravilhoso mundo da Internet através do saudoso ICQ. Sempre tive fetiche por gaúchos e lá fui eu digitar no SEARCH: "Rio Grande do Sul, 18 anos". Foi quando eu conheci o Daniel, a loucura mais louca da minha vida. Nós teclamos durante SEIS ANOS. Aquele amor platônico, sabe? Quando você não sabe como pode sentir aquilo por alguém que você nunca viu! E naquela época, mandar foto pela internet era a coisa mais difícil do mundo! Se não me engano, fui ver foto do Daniel uns 3 anos depois de teclar com ele. Trocávamos cartas, juras, promessas, mas só fomos nos encontrar pessoalmente quando eu tinha 21 anos. Inventei uma desculpa pra minha mãe, comprei uma passagem e fui para Porto Alegre encontrá-lo. Namoramos à distância durante 1 ano e meio, mas fomos vencidos pela falta de afinidade, mesmo depois de termos vivido muita coisa bonita e realizado sonhos juntos.
A PRIMEIRA VEZ é um dilema, especialmente para meninas religiosas. Vivemos em um mundo que está constantemente bombardeado por imagens e padrões sexuais, e querer ESPERAR, hoje, é sinal de caretice. Meninas, religiosas ou não, em verdade vos digo: sejam caretas, vale a pena. Não há problema nenhum em esperar. A primeira vez de uma menina pode ser traumatizante - experiência própria!! - e sim, se você encontrar alguém que confie, que goste e que cuide de você, tendo todo carinho e paciência, essa experiência pode se tornar muito menos desagradável. Eu não estou dizendo que todo mundo sofre com a primeira vez, mas a maioria sim. Então, pra que a pressa? Sinto que as meninas de hoje em dia estão atropelando as fases, e por mais que eu tenha começado minha vida amorosa muito cedo, esse aspecto foi diferente para mim. Na minha época, quando eu ficava com um menino, eu não deixava ele pegar nem na minha perna. Hoje em dia, qualquer casalzinho adolescente que ainda cheira a leite tá com a mão dentro da calça um do outro, engravidando, pegando DST... What I am saying is: namorar é bom demais! Curtir cada momento, cada fase, é maravilhoso! E quando você tem mais maturidade para assumir as consequências do ato sexual, melhor você aproveita, certo?! Sim, se você resolver esperar, você vai sofrer preconceito. Quando eu tinha 23 anos e falava que era virgem, ninguém acreditava. Ainda mais me conhecendo, sabendo que já namorei muito, que eu sou extrovertida, que adoro ir pra balada e afins, aí que não acreditavam mesmo! Mas olha, querem saber? Isso não me incomodava, e foi a melhor decisão que tomei na minha vida. A minha primeira vez foi com a pessoa certa, que me amava, me respeitava, tinha paciência e fez tudo ser especial.
Essas primeiras experiências são muito importantes, pois influenciam diretamente em nossa vida adulta, em nosso comportamento, nossos medos, nossas inseguranças... O importante é saber que cada momento vai marcar sua vida de uma forma e que toda experiência é válida (clichê, mas verdade): se não servir de nada, aparentemente, ao menos uma lição você vai ter para melhor na próxima tentativa! Viva tudo com intensidade, se respeitando, respeitando o outro e buscando sempre ser muito feliz!
É engraçado e delicioso lembrar dessa época tão intensa, onde a gente mal sabe lidar com tanta emoção ao mesmo tempo - na verdade, o problema é que tudo é emoção demais. A gente morre de raiva quando a mãe diz "isso vai passar, você ainda vai viver tanta coisa!" -, aquela agitação dos sentimentos, desejos, inseguranças...
Comecei a pensar nessas primeiras experiências e lembrei de como foi para mim. É claro que na minha época tinha bem menos exposição, porque a Internet ainda era coisa nova que pouca gente usava. Hoje a gente já sabe de tudo em um piscar de olhos e estamos sempre expostos demais ao julgamento alheio.
Minha PRIMEIRA PAIXÃO eu nem sequer tinha chegado à puberdade. Eu tinha 9 anos e já escrevia no meu diário sobre o Guilherme. Ele era amigo do meu irmão e nosso amor era tipo aquele filme "Meu primeiro amor": aquele que a gente gosta é sempre aquele que mais implica com a gente. Eu vivia sempre cheia de suspiros quando estava perto dele, coração acelerado, músicas da Sandy fazendo sentido ("esse turu turu turu aqui dentro, que faz turu turu quando você passa..."). Infelizmente eu não era a única morrendo de amores por ele, e minha pré-adolescência já indicava que os homens iam me dar muito trabalho desde cedo: quando seu primeiro amor é galinha, pode saber que o negócio vai ser tenso.
Por mais amor que tivéssemos um pelo outro, meu PRIMEIRO BEIJO não foi com ele. Acabou que foi aos 10 anos com um menino da minha escola. Como todo primeiro beijo, foi meio desastroso. Um dia depois da aula, fomos para trás da banca de jornais. Eu suava frio, as extremidades dormentes, aquele vuco-vuco interno. Ele foi se aproximando, colocou as mãos na minha cintura, eu coloquei as mãos no peito dele, o empurrando para trás, tentando meio que o impedir de se aproximar e repeti a palavra NÃO sucessivamente umas cinco vezes, até que ele me ignorou e me beijou. Trauma passado, fiquei pensando no quão errado tinha sido não ter meu primeiro beijo com meu primeiro amor.
Pelo menos depois disso tomei mais coragem para dar mais um passo e sim, meu PRIMEIRO NAMORADO foi o Guilherme, quando eu tinha 11 anos. Éramos completamente apaixonadinhos. Para ele, escrevi minhas PRIMEIRAS CARTAS DE AMOR, dediquei minhas PRIMEIRAS CANCÕES e disse meu PRIMEIRO "VOCÊ É O AMOR DA MINHA VIDA". Essa história durou anos, mas enfim, não éramos o amor da vida um do outro: hoje ele está casado e aparentemente feliz. E eu ainda não achei o tal amor da minha vida.
O PRIMEIRO CHIFRE também é uma coisa que a gente não esquece. Ainda mais quando é como foi comigo: um festival de chifre trocado. Fico pensando, lembrando como minha vida amorosa era agitada na minha adolescência e chego à conclusão que ou eu era muito precoce ou eu gastei todas as minhas fichas no passado, considerando a pasmaceira que estou vivendo há uns 2 anos. De qualquer forma, eu dei o primeiro chifre (e único) da minha vida num momento de fragilidade, do alto dos meus 13 anos (quando muitas meninas nem sequer tinha dado o primeiro beijo, eu já tinha cometido meu primeiro adultério. What does it tell about me?). Engraçado é pensar que quem tomou o chifre foi o menino que mais amei nessa vida. Ele terminou comigo, depois me perdoou, mas não conseguia não ser louco de ciúmes. Terminamos e depois de um ano veio a vingança: ele voltou pra mim só para me devolver o chifre. Doeu, mas eu já tinha meu amor próprio e nunca mais nos falamos. Ele é o único ex com o qual eu não falo até hoje.
A PRIMEIRA LOUCURA também é um momento marcante. Aos 15 anos, eu conheci o maravilhoso mundo da Internet através do saudoso ICQ. Sempre tive fetiche por gaúchos e lá fui eu digitar no SEARCH: "Rio Grande do Sul, 18 anos". Foi quando eu conheci o Daniel, a loucura mais louca da minha vida. Nós teclamos durante SEIS ANOS. Aquele amor platônico, sabe? Quando você não sabe como pode sentir aquilo por alguém que você nunca viu! E naquela época, mandar foto pela internet era a coisa mais difícil do mundo! Se não me engano, fui ver foto do Daniel uns 3 anos depois de teclar com ele. Trocávamos cartas, juras, promessas, mas só fomos nos encontrar pessoalmente quando eu tinha 21 anos. Inventei uma desculpa pra minha mãe, comprei uma passagem e fui para Porto Alegre encontrá-lo. Namoramos à distância durante 1 ano e meio, mas fomos vencidos pela falta de afinidade, mesmo depois de termos vivido muita coisa bonita e realizado sonhos juntos.
A PRIMEIRA VEZ é um dilema, especialmente para meninas religiosas. Vivemos em um mundo que está constantemente bombardeado por imagens e padrões sexuais, e querer ESPERAR, hoje, é sinal de caretice. Meninas, religiosas ou não, em verdade vos digo: sejam caretas, vale a pena. Não há problema nenhum em esperar. A primeira vez de uma menina pode ser traumatizante - experiência própria!! - e sim, se você encontrar alguém que confie, que goste e que cuide de você, tendo todo carinho e paciência, essa experiência pode se tornar muito menos desagradável. Eu não estou dizendo que todo mundo sofre com a primeira vez, mas a maioria sim. Então, pra que a pressa? Sinto que as meninas de hoje em dia estão atropelando as fases, e por mais que eu tenha começado minha vida amorosa muito cedo, esse aspecto foi diferente para mim. Na minha época, quando eu ficava com um menino, eu não deixava ele pegar nem na minha perna. Hoje em dia, qualquer casalzinho adolescente que ainda cheira a leite tá com a mão dentro da calça um do outro, engravidando, pegando DST... What I am saying is: namorar é bom demais! Curtir cada momento, cada fase, é maravilhoso! E quando você tem mais maturidade para assumir as consequências do ato sexual, melhor você aproveita, certo?! Sim, se você resolver esperar, você vai sofrer preconceito. Quando eu tinha 23 anos e falava que era virgem, ninguém acreditava. Ainda mais me conhecendo, sabendo que já namorei muito, que eu sou extrovertida, que adoro ir pra balada e afins, aí que não acreditavam mesmo! Mas olha, querem saber? Isso não me incomodava, e foi a melhor decisão que tomei na minha vida. A minha primeira vez foi com a pessoa certa, que me amava, me respeitava, tinha paciência e fez tudo ser especial.
Essas primeiras experiências são muito importantes, pois influenciam diretamente em nossa vida adulta, em nosso comportamento, nossos medos, nossas inseguranças... O importante é saber que cada momento vai marcar sua vida de uma forma e que toda experiência é válida (clichê, mas verdade): se não servir de nada, aparentemente, ao menos uma lição você vai ter para melhor na próxima tentativa! Viva tudo com intensidade, se respeitando, respeitando o outro e buscando sempre ser muito feliz!
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terça-feira, 15 de julho de 2014
O borogodó dos gringos
Copa do Mundo, cidades lotadas de gringos e quem é que vai dizer que não tem a menor curiosidade de experimentar os sabores e temperos de outros países?!
A verdade é que o diferente atrai. A gente fica curiosa para saber da cultura, atraída pelo sotaque engraçado, se derretendo por um que tenta falar português - mesmo que saia tudo errado -, e acabamos caindo nos encantos desses gringuetes fofos.
A primeira vez que experimentei um sabor diferente foi lá pelas bandas da África.
Eis que estava eu na aula de italiano quando entra aquele Deus de ébano, todo tatuado de tribais africanas, trança raiz, abdômen sarado e falando um italiano sensual - como se o português com sotaque de Portugal não fosse atraente o bastante. Passamos meses trocando olhares durante as aulas, até que um dia rolou uma palestra sobre cultura italiana no Brasil. Ao fim da palestra eu saí e de repente percebo que estou sendo seguida. Fiquei incomodada, olhei para trás e vi que ele estava atrás de mim. Sorri e continuei andando como se nada tivesse acontecido, até que ele me chamou e disse que precisava falar comigo. Eu parei, sentamos num banquinho e ele falou que era super a fim de mim, que me achava linda e blablabla. Blablabla tão carregado no sotaque que quando eu vi já estava nos braços dele, no meio da UnB, com todo mundo passando e olhando, tipo filme. Ele era de Cabo Verde, filho de diplomata; eu gostava de chamá-lo de Príncipe de Cabo Verde. Ele gostava do apelido, acho que dava uma mexida no ego dele. Nos encontrávamos nas aulas, trocávamos umas frases cheia de segundas intenções, mas nossos beijos calientes só voltaram a acontecer de novo quando nos encontramos em uma festa da UnB. Meu príncipe de Cabo Verde se mudou para Portugal - bom, essa foi a última notícia que tive dele. Sabe lá Deus em que terras ele anda conquistando as moçoilas por esse mundão afora.
Depois de muitos anos apreciando apenas comida caseira, eis que essa Copa nos traz um banquete, um verdadeiro mar de opções para matar nossa curiosidade.
Fui ao estádio no jogo Equador x Suíça e esse meu fraco por loirinhos bateu com força. O suíço do camarote ao lado me arrebatou com apenas um sorriso, mas mandou toda essa minha marra pro fundo do poço, pois não tive coragem de esboçar nem sequer um HELLO. Ainda trocando olhares com o gracinha, conheci um alemão que estava no mesmo camarote. Ele era super gente boa, mas nenhum Deus Grego (ou melhor, Alemão). Disse ficar o tempo todo dentro do quarto onde estava hospedado porque poucas pessoas falavam inglês na cidade e ele não tinha coragem de se aventurar por aí. Pois bem, a minha curiosidade por gringos (na verdade eu tinha muita esperança de ele ser amigo do suíço) e minha hospitalidade brasileira me levaram a convidá-lo para uma cerveja com samba. Trocamos telefones e começamos a nos falar pelo Whatsapp. Marcamos o samba na quarta, porém na terça tinha jogo do Brasil e ele me perguntou se poderíamos assistir juntos. O convidei e falei para ele levar os amigos.
Lá fomos nós assistir o jogo na casa da namorada de um amigo e meu coração acelerado achando que ele iria levar o suposto amigo suíço. Não, eles não eram amigos e ele apenas levou dois amigos gregos. O jogo foi 0x0, mas a cerveja não acabou e nem nossa vontade de curtir a noite. Quando percebemos já estávamos enfiando os gringos em um show do Thiaguinho e eles enlouquecidos (especialmente um dos gregos) com a beleza da mulher brasileira. Um deles repetia que estava apaixonado por todas nós, dizia que não voltaria para a Grécia e queria andar com a bandeira do Brasil para cima e para baixo. Eu, depois de muitas cervejas e pagodes, resolvi beijar o alemão.
Ao contrário dos africanos, os alemães não tem aquela pegada. Well, pode ser que alguns tenham - toda regra tem sua exceção -, mas segundo minha experiência e alguns outros relatos de amigas, a Alemanha, que é tão boa no futebol e na elegância, ficam devendo no quesito pegação. O beijo foi estranho, devo dizer. Sem entrar muito em detalhes, mantive a esperança de que tudo poderia melhorar, pois ainda teríamos 3 semanas de Copa para nos acostumarmos um com o outro.
Foi daí que nasceu uma grande amizade com esse três. Um outro gringo - coreano - se uniu a nós, e de repente estávamos por toda parte com aquela gringada. Os caras eram super divertidos, topavam qualquer parada e amaram nosso jeito brasileiro e meio louco de ser. O grego doidinho se meteu a começar um romance com uma outra brasileira, e seguimos ficando com os dito cujos até o final de sua estada por terras tupiniquins.
Em certo dia de vale night, fui ao Asiático comemorar o aniversário de uma amiga em dia de jogo da Argentina em Brasília. Resultado: uma bolha de argentinos explodiu dentro da boate e sabe lá Deus porque, 90% deles encasquetaram com a ruivinha que vos escreve. Os hermanos, devo dizer, ao contrários dos alemães, são bem mais parecidos com os brasileiros (mais do que gostaríamos até, diga-se de passagem). Eles não deixam nada a desejar no quesito pegada e beijo caliente, mas também estão bem familiares com o processo de tentar te convencer a dar "um fugidinha" e, não conseguindo, dão o velho e bom (??) perdido. Sem me importar muito com fidelidade na Copa do Mundo (afinal, essa Copa do Mundo foi um verdadeiro carnaval em pleno meio do ano!), experimentei Chemichurri, chorizo e porque não, só para não perder o costume, um molho de dendê. Minha amiga foi direto na França experimentar um crepe suzette, mas reza a lenda que era tão decepcionante quanto o alemão. Preciso saber se os Europeus latinos (italianos e espanhóis) são igualmente fracos! Mas acho que essa vai ficar para uma outra ocasião...!
Meu romance com o alemão estava fadado ao fracasso, pois a química era quase inexistente. Ele me adorava, me tratava com uma rainha e isso era bom para mim. Eu gostava da companhia dele, de ser vítima do fetiche dos gringos pela mulher brasileira e de usar toda minha marra para tirar onda com ele, mas o essencial me fez muita falta. Carreguei até onde deu, mas nosso fim foi bem menos legal que nosso começo.
A verdade é que os gringos europeus (e nosso querido coreano) foram fofos e a melhor parte dessa Copa, pois a amizade que construímos não tem preço. Porém, ficou-se mais que provado que o Latino Americano é realmente o dono do maior borogodó e que no fim das contas, "com brasileiros não há quem possa...". Porém, variar o cardápio não faz mal, e ainda pretendo provar muitos sabores desse nosso mundão de meu Deus...!
Bon apetit!
A verdade é que o diferente atrai. A gente fica curiosa para saber da cultura, atraída pelo sotaque engraçado, se derretendo por um que tenta falar português - mesmo que saia tudo errado -, e acabamos caindo nos encantos desses gringuetes fofos.
A primeira vez que experimentei um sabor diferente foi lá pelas bandas da África.
Eis que estava eu na aula de italiano quando entra aquele Deus de ébano, todo tatuado de tribais africanas, trança raiz, abdômen sarado e falando um italiano sensual - como se o português com sotaque de Portugal não fosse atraente o bastante. Passamos meses trocando olhares durante as aulas, até que um dia rolou uma palestra sobre cultura italiana no Brasil. Ao fim da palestra eu saí e de repente percebo que estou sendo seguida. Fiquei incomodada, olhei para trás e vi que ele estava atrás de mim. Sorri e continuei andando como se nada tivesse acontecido, até que ele me chamou e disse que precisava falar comigo. Eu parei, sentamos num banquinho e ele falou que era super a fim de mim, que me achava linda e blablabla. Blablabla tão carregado no sotaque que quando eu vi já estava nos braços dele, no meio da UnB, com todo mundo passando e olhando, tipo filme. Ele era de Cabo Verde, filho de diplomata; eu gostava de chamá-lo de Príncipe de Cabo Verde. Ele gostava do apelido, acho que dava uma mexida no ego dele. Nos encontrávamos nas aulas, trocávamos umas frases cheia de segundas intenções, mas nossos beijos calientes só voltaram a acontecer de novo quando nos encontramos em uma festa da UnB. Meu príncipe de Cabo Verde se mudou para Portugal - bom, essa foi a última notícia que tive dele. Sabe lá Deus em que terras ele anda conquistando as moçoilas por esse mundão afora.
Depois de muitos anos apreciando apenas comida caseira, eis que essa Copa nos traz um banquete, um verdadeiro mar de opções para matar nossa curiosidade.
Fui ao estádio no jogo Equador x Suíça e esse meu fraco por loirinhos bateu com força. O suíço do camarote ao lado me arrebatou com apenas um sorriso, mas mandou toda essa minha marra pro fundo do poço, pois não tive coragem de esboçar nem sequer um HELLO. Ainda trocando olhares com o gracinha, conheci um alemão que estava no mesmo camarote. Ele era super gente boa, mas nenhum Deus Grego (ou melhor, Alemão). Disse ficar o tempo todo dentro do quarto onde estava hospedado porque poucas pessoas falavam inglês na cidade e ele não tinha coragem de se aventurar por aí. Pois bem, a minha curiosidade por gringos (na verdade eu tinha muita esperança de ele ser amigo do suíço) e minha hospitalidade brasileira me levaram a convidá-lo para uma cerveja com samba. Trocamos telefones e começamos a nos falar pelo Whatsapp. Marcamos o samba na quarta, porém na terça tinha jogo do Brasil e ele me perguntou se poderíamos assistir juntos. O convidei e falei para ele levar os amigos.
Lá fomos nós assistir o jogo na casa da namorada de um amigo e meu coração acelerado achando que ele iria levar o suposto amigo suíço. Não, eles não eram amigos e ele apenas levou dois amigos gregos. O jogo foi 0x0, mas a cerveja não acabou e nem nossa vontade de curtir a noite. Quando percebemos já estávamos enfiando os gringos em um show do Thiaguinho e eles enlouquecidos (especialmente um dos gregos) com a beleza da mulher brasileira. Um deles repetia que estava apaixonado por todas nós, dizia que não voltaria para a Grécia e queria andar com a bandeira do Brasil para cima e para baixo. Eu, depois de muitas cervejas e pagodes, resolvi beijar o alemão.
Ao contrário dos africanos, os alemães não tem aquela pegada. Well, pode ser que alguns tenham - toda regra tem sua exceção -, mas segundo minha experiência e alguns outros relatos de amigas, a Alemanha, que é tão boa no futebol e na elegância, ficam devendo no quesito pegação. O beijo foi estranho, devo dizer. Sem entrar muito em detalhes, mantive a esperança de que tudo poderia melhorar, pois ainda teríamos 3 semanas de Copa para nos acostumarmos um com o outro.
Foi daí que nasceu uma grande amizade com esse três. Um outro gringo - coreano - se uniu a nós, e de repente estávamos por toda parte com aquela gringada. Os caras eram super divertidos, topavam qualquer parada e amaram nosso jeito brasileiro e meio louco de ser. O grego doidinho se meteu a começar um romance com uma outra brasileira, e seguimos ficando com os dito cujos até o final de sua estada por terras tupiniquins.
Em certo dia de vale night, fui ao Asiático comemorar o aniversário de uma amiga em dia de jogo da Argentina em Brasília. Resultado: uma bolha de argentinos explodiu dentro da boate e sabe lá Deus porque, 90% deles encasquetaram com a ruivinha que vos escreve. Os hermanos, devo dizer, ao contrários dos alemães, são bem mais parecidos com os brasileiros (mais do que gostaríamos até, diga-se de passagem). Eles não deixam nada a desejar no quesito pegada e beijo caliente, mas também estão bem familiares com o processo de tentar te convencer a dar "um fugidinha" e, não conseguindo, dão o velho e bom (??) perdido. Sem me importar muito com fidelidade na Copa do Mundo (afinal, essa Copa do Mundo foi um verdadeiro carnaval em pleno meio do ano!), experimentei Chemichurri, chorizo e porque não, só para não perder o costume, um molho de dendê. Minha amiga foi direto na França experimentar um crepe suzette, mas reza a lenda que era tão decepcionante quanto o alemão. Preciso saber se os Europeus latinos (italianos e espanhóis) são igualmente fracos! Mas acho que essa vai ficar para uma outra ocasião...!
Meu romance com o alemão estava fadado ao fracasso, pois a química era quase inexistente. Ele me adorava, me tratava com uma rainha e isso era bom para mim. Eu gostava da companhia dele, de ser vítima do fetiche dos gringos pela mulher brasileira e de usar toda minha marra para tirar onda com ele, mas o essencial me fez muita falta. Carreguei até onde deu, mas nosso fim foi bem menos legal que nosso começo.
A verdade é que os gringos europeus (e nosso querido coreano) foram fofos e a melhor parte dessa Copa, pois a amizade que construímos não tem preço. Porém, ficou-se mais que provado que o Latino Americano é realmente o dono do maior borogodó e que no fim das contas, "com brasileiros não há quem possa...". Porém, variar o cardápio não faz mal, e ainda pretendo provar muitos sabores desse nosso mundão de meu Deus...!
Bon apetit!
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