quinta-feira, 13 de março de 2014

Duas pessoas, um pensamento

Em um episódio de Sex and the City, Carrie e suas amigas recebem um convite para uma festa de noivado que dizia "duas pessoas, um pensamento".
Ela logo solta "se eles são duas pessoas e só têm um pensamento, algo está errado". E não é que é?

Ultimamente tenho observado o comportamento de certos casais, especialmente casados (principalmente recém-casados) e a conclusão é devastadora: é possível que você se relacione com uma pessoa e de repente perca toda sua identidade? Pior, além de perder sua identidade, você assuma a identidade do outro?

Para mim, esse sempre foi o tipo de relacionamento mais assustador e fadado ao fracasso. Aquele relacionamento onde você se anula para viver a vida do outro, ter as convicções e princípios do outro e onde é pecado mortal ter diferentes opiniões em questão de futebol, política, religião ou gastronomia. O casal gosta das mesmas coisas, faz as mesmas coisas, torce pro mesmo time, vota no mesmo candidato, odeia os mesmos políticos, rejeita o mesmo tipo de comida. O primeiro sinal disso é o uso constante da palavra NÓS onde uma pessoa normal usaria EU.

- Qual é o SEU prato preferido?
- Nós gostamos de pizza.
- Em que candidato VOCÊ vai votar?
- Vamos votar no Lula.

COME ON!

E o mais irritante é quando a pessoa era totalmente aberta, moderna, até meio porra-louca e casa com um conservador radical - o que por si só consiste numa bizarrice, devo dizer. De repente, a pessoa que era amiga dos homossexuais, saía pra balada com as amigas sozinha, dançava até o chão e até mesmo cogitava a traição, começa a ser homofóbica, votar nos Republicanos e ser fã nº 1 do Papa Bento XVI.

Diz-se por aí - e acredito piamente - que o segredo para um relacionamento bom e duradouro é saber ceder. Saber abrir mão de certas coisas, em certos momentos e não querer impor a sua verdade sobre a do outro, sempre. Ainda assim, esses dias, um amigo meu que está prestes a casar teve que ouvir de um conhecido recém-casado a seguinte frase:

- Cara, vou te dar um conselho sobre casamento. O único jeito de funcionar, é se a mulher for 100% submissa ao homem.

WTF? Eu sei, eu sei, tá lá escrito na bíblia - no VELHO Testamento, by the way - e lá vem as carolas jogarem isso na minha cara católica. Acontece, que também está escrito que o homem deve respeitar e amar a sua mulher, e quando alguém te respeita e te ama, ela acolhe sua opinião, ela cede, ela não te quer submissa à ela. Ser submisso a alguém é completamente contraditório à ideia do amor entre duas pessoas iguais. Somos submissos aos nossos pais enquanto eles pagam nossas contas porque dependemos deles, e somos submissos a Deus porque... bom, porque Ele é o todo-poderoso; mas submissão a uma pessoa na mesma posição que a minha, não faz o menor sentido.

Não tenha medo de expressar sua opinião porque ela é diferente da do seu marido/namorado. Ele se apaixonou por você e não por um espelho dele. Acatar tudo o que ele diz, faz e gosta pode até parecer uma boa ideia no começo, ele vai achar que está tendo uma influência positiva sobre você, mas acredite, em pouco tempo isso vai te levar ao fracasso. Ninguém gosta de gente sem personalidade. Lá no fundo, ninguém gosta de gente submissa, nem mesmo os conservadores. Os questionadores são mais interessantes e se você disser amém para tudo o que seu marido/namorado faz, logo ele vai perder o interesse em você. Why bother? Você é igualzinha a ele, não há novidades nisso.

Vejam bem, não estou dizendo que você tem que discordar de tudo no seu relacionamento e transformar tudo em briga e fazer do seu lar um verdadeiro campo minado. Se vocês têm a mesma opinião em várias coisas, DE VERDADE, que ótimo! Facilita muito as coisas não ter que entrar em discussão por tudo! Só estou fazendo um apelo para que não percamos nossa identidade quando nos encontramos em um relacionamento. Antes de sermos casal, somos indivíduos, e devemos ser respeitados - e nos respeitar! - como tal.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Dia Internacional da Mulher e as conquistas que ainda não alcançamos

Mesmo estando um pouco atrasada, gostaria de falar algumas coisas sobre o Dia Internacional da Mulher.
É recorrente encontrar pessoas falando das coisas que já conquistamos, mas ouço pouco sobre as coisas que ainda não conquistamos.
O mais louco disso tudo é que nós conquistamos coisas grandiosas como o direito ao voto, o direito à educação, o direito de dirigir, de usar calças, entre outros; porém, o que aparentemente parece ser mais fácil de atingir, tem sido uma batalha diária: o direito de existir como mulher e ser respeitada e compreendida como tal.
Do que eu estou falando?
Eu estou falando de não ter que passar por situações como essa:

- Eu estou passando na rua, normalmente, quando à frente encontra-se um grupo de homens. Um grupo qualquer. Pode ser de garis, de pedreiros, de estudantes, de advogados.
Quanto mais eu me aproximo, mais vergonha eu sinto, e mais abaixo a cabeça, porque sei que eles vão fazer algum comentário sexual, alguma piada de duplo sentido, vão me assediar de alguma forma - até mesmo com um BOM DIA cheio de malícia - e vão me fazer me sentir como se eu tivesse escolhido o caminho errado a seguir. Como se eu tivesse que ter passado pelo outro lado da rua ou dado a volta para não ter que cruzar com eles. Aquele momento em que o grupo para de falar ou fazer o que estavam fazendo, enquanto eu passo. Aquele momento em que eu me sinto um pedaço de carne, passando por um bando de leões. Aquele momento em que não sou respeitada como um ser humano comum, mas violada como uma coisa qualquer.

- Eu estou com calor e saio com uma roupa curta ou decotada. Os homens do local se acham no direito de me agarrar à força e tentar passar a mão em mim quando me encontram. Se acham no direito de julgar o meu caráter, porque mulher que veste roupa curta, é, "obviamente uma vadia".

- Estou solteira e fico com quem eu quiser. Não sou levada à sério porque, é claro, se eu fico com várias pessoas na minha solteirice, sou - novamente! - uma vadia que não pode ser apresentada pra mamãe. Ele, que fica com várias enquanto solteiro, é, claro, o garanhão do pedaço.

- Decido não me casar (ou demoro para casar) e ter filhos mesmo assim. Sou julgada como problemática, estranha ou encalhada porque não me contentei com as porcarias que o universo me mandou.

- Falo palavrão, bebo cerveja, saio sem maquiagem ou salto, uso cabelo curto. Sou mulher-macho ou sapatão, porque mulher tem que ser delicadinha, falar baixo e beber coquetel de frutas.

- Não sei cozinhar. Ouço frases como "Que tipo de mulher é você?" ou "O que você vai fazer pro seu marido quando você casar?"

- Faço alguma besteira no trânsito. Escuto "Tinha que ser mulher" ou "Mulher no volante, perigo constante" ou "Lugar de mulher é no fogão"

- Trabalho muito e bem, contribuo com os lucros da empresa, dou idéias brilhantes para o crescimento da mesma, mas ganho menos que o meu colega do sexo masculino que faz o mesmo trabalho.

- Sou uma mulher casada e vejo meu marido gordo, fedorento e desarrumado exigindo que eu emagreça e fique sempre bonita e cheirosa.

O Dia Internacional da Mulher não pode se resumir a flores na porta do supermercado ou um pronunciamento da Dilma na TV. O Dia Internacional da Mulher foi marcado por lutas contra o preconceito e assim deve permanecer. Se você quer parabenizar uma mulher, comece amputando atitudes machistas. E que comece por você, mulher machista.
Para que nenhuma de nós e principalmente as futuras gerações, fique presa nessa teia de preconceito eterna e que possam viver com a dignidade que merecem!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Curtindo a calmaria

“Socks.
Men like socks.
This column socks.
You’re definitely getting fired.”

Assim se desenrola um episódio de Sex and the City onde a Carrie não consegue escrever a coluna porque está passando por um período de seca amorosa – e o trabalho dela depende disso. Se eu escrevesse esse blog por dinheiro, estaria me sentindo como ela, como se estivesse prestes a ser demitida. Hopefully, no fim do episódio ela acaba fazendo fotos para publicar um livro com suas melhores colunas.

É estranho quando você, que sempre foi acostumada com uma vida amorosa agitada – até demais! – se encontra em um longo período de seca. A seca não se refere apenas a sexo ou beijo na boca, mas principalmente a sentimentos.

É aquele não gostar de alguém. É aquele ouvir música romântica e não se abalar – nem sorrir e nem chorar. É aquele não ter com quem ir ao casamento dos seus amigos e nem em quem pensar no dia de São Valentim.

Lembro-me de outros períodos – porém, menores – em que isso aconteceu comigo e eu me sentia extremamente incomodada. Parecia que eu estava incompleta, que se eu não tivesse drama na minha vida, ela não estava valendo tanto a pena.
Hoje, mais madura (pelo menos em tese), aprendi a apreciar esse período de calmaria. Dei valor a pequenos prazeres e sentimentos que ficam longe de mim quando estou apaixonada. Não sentir ciúmes, poder ficar curtindo um “nadismo” no FDS, ficar mais tempo com meus amigos e família, poder paquerar à vontade, viajar para festas loucas, não ter sogra, essas coisas bobinhas.

Apesar da pressão que começa a cair sobre meus ombros – estar perto dos 30 na nossa sociedade é estar correndo contra o tempo para encontrar marido, ter filhos e estabilidade financeira -, eu ando mesmo é ignorando os 7 anos depois dos 20 e aproveitando muito esses momentos.

Às vezes bate aquela carência, não vou mentir. Mas é bom estar num momento tranquilo da vida, finalmente. Podendo fazer minhas próprias escolhas e escolhendo não me envolver com qualquer um pelo prazer de ter o coração acelerado. Acho que isso vai dar muito mais importância ao próximo amor que me aparecer. Eu vou estar pronta para viver algo concreto. Eu acho. O coração é muito imprevisível, tudo pode acontecer e a qualquer momento e com qualquer pessoa.

Agora sinto que já passei por tudo: a fase pegação, a fase “se apaixonando por todo mundo”, a fase “não quero ficar solteira de jeito nenhum” e agora vivo a fase “me sinto bem com o coração vazio”. Se a próxima fase vai ser repetida ou nova, eu não sei. Mas minha pressa é zero. E por isso sinto que vai ser boa demais. Enquanto isso, que continue essa linda calmaria...!

domingo, 12 de janeiro de 2014

Amigos x namorados - uma "batalha" desnecessária

Quando é que o ser humano vai aprender que namorado não anula amigo?!
Não diga que você não faz antes de ler a lista abaixo e tentar se reconhecer. Se você se identifica com muitas das frases abaixo, você está provavelmente trocando seus amigos por seu namorado.

- Você vive ouvindo a frase "sumiu ein!" ou "saudades de você" ou "quando você vai aparecer?"
- Você não lembra a última vez que encontrou seus amigos
- Você não sabe nada atual da vida dos seus amigos
- Você tem vontade de procurar seus amigos quando briga com o namorado, mas tem vergonha porque faz muito tempo que não se falam
- Você não tem mais foto atual com seus amigos
- Quando encontra os amigos, diz a frase: "sério??? Não sabia disso!!"
- Você se sente excluído quando encontra seus amigos sem a presença do seu namorado
- Você só sai com os amigos do seu namorado
- Você se vê constantemente negando convites dos seus amigos porque vai ficar com seu namorado

Para começo de conversa, é burrice. Pra meio de conversa, é falta de consideração. E pra fim de conversa, é ruim para você, principalmente. Nossa família e amigos são a nossa estrutura. O mais importante de nossas vidas. Se você arranja um bofe - ou uma bofa - e começa a anular seus amigos, algo está errado. Namorado (a) vai e vem. Quantos você já teve? 5? 10? E os amigos? Os leais, os verdadeiros, esses são para a eternidade. Não há briga e discordância que quebre esse laço. Aí você vai lá e deixa de cultivar esse jardim?! O que acontece se você mais uma vez terminar um relacionamento? Vai ficar forever alone?! Não faça isso. Faz mal. É burrice. Falta de consideração com quem sempre esteve ao seu lado nos momentos bons e ruins. E também é ruim para o seu namoro: você acha que ficar 100% do tempo grudado com seu namorado é saudável?! Você acha que ter seus momentos individuais - com amigos e sozinha! - não é importante?

Luckily, é possível consertar o estrago se você for capaz de admitir que está realmente se afastando dos amigos desde que começou a namorar.

O equilíbrio é a chave da felicidade. Você não tem que supervalorizar uma relação e diminuir a importância de outras. Todas devem ser devidamente valorizadas.

No começo de namoro, até é compreensível que haja um afastamento devido à paixonite aguda, os casais querem ficar grudados e blablablabla. Porém, passados os meses, se você está lá assistindo TV com seu namorado (ou seja, sem fazer NADA de importante) quando poderia estar jantando com uns amigos (e inclusive fazendo todo mundo interagir), você está pisando na bola.

Não invente desculpas. A maioria das pessoas que se afastam por causa de namoro, inventam mil desculpas ao serem questionadas: "ah, estou trabalhando/estudando muito"; "Você também sumiu"; "Estive doente"; "Viajei"; "Estou num momento mais introspectivo", etc etc etc.

Aí vão algumas dicas para você que consegue admitir seu afastamento e quer mudar de vida:

- Faça com que seus amigos e seu namorado se tornem amigos ou que pelo menos tenha uma boa relação. Assim, vocês poderão sair todos juntos e você não sentirá que está desvalorizando nem um nem outro.
- Tenha seu momento de sair só com seus amigos. Interesse-se pela vida deles e compartilhe suas alegrias e angústias com eles. Suas amizades não tem que ser modificadas pelo seu novo status de relacionamento.
- Tente promover encontros que reúnam os seus amigos e os amigos do seu namorado. Faz um bem danado conhecer gente nova e todo mundo fica feliz.
- Se o seu namorado estiver de alguma forma te impedindo de encontrar seus amigos ("proibindo", reclamando, te chantageando etc) comece a repensar essa relação. Um bom namorado sabe da importância dos amigos e deve te incentivar a não abandonar seus amigos.
- Se você anda saindo só com os amigos do seu namorado, pare e pense: se seu namorado valoriza as amizades dele e faz questão de cultivá-las, por que você não está fazendo o mesmo?!
- Se você só sai com seu namorado, a situação é mais grave ainda. Vocês vivem apenas um para o outro e vivem em uma relação de co-dependência que só pode acabar em tragédia. Cuidado.

Gente, se você se viu nessa situação, não se sinta acuado e julgado. É uma situação ruim, mas que provavelmente todo mundo já passou - os dois lados. O importante é você ter humildade para admitir um erro e tentar consertá-lo. Seus amigos irão ficar felizes em tê-lo de volta ao ciclo e você também se sentirá mais contente e menos culpado.

Ter namorado é ótimo. Ter amigos é ESSENCIAL! Não jogue fora relações que tem tanto potencial para a eternidade!

domingo, 5 de janeiro de 2014

Ano novo, vida velha

Oi, pessoal! Mais um ano se passou e aqui estamos nós! Não tão firmes e nem tão fortes, afinal de contas, faz 5 anos que esse blog existe, mesmo parecendo que foi ontem que começamos a descrever nossa louca jornada amorosa para vocês! Enfim, feliz 2014!

Acontece que o tempo vai passando e normalmente as coisas vão evoluindo, mas meu Reveillon foi a prova cabal de que o fim dos tempos está próximo, no que depender da raça masculina.

Leitores homens recalcados, lembremos mais uma vez - embora julgue extremamente desnecessário, pois é algo bastante óbvio - que esse blog é baseado em GENERALIZAÇÕES e que sim, apesar de parecer negativa, eu tenho alguma esperança nos homens, pois conheço alguns bons exemplares da espécie que podem salvar a todos - e todas! - nós!

Porém, é bem verdade que quanto mais eu cavo, mais descubro bizarrices que, BELIEVE ME, preferia não saber.

Reveillon em Brasília é depressão pura, portanto, super em cima da hora, saímos eu, meu amigo e duas primas dele para um Reveillon supostamente TOP em Goiânia, em busca de não encontrar as mesmas pessoas até no raio da virada do ano.

Eis que meu amigo nos convidou, mas sua galera já estava lá. Quando eu digo sua galera, eu digo uns 15 homens solteiros. "Paraíso!", poderia pensar-se.

Em dado momento, eu me encontrei sozinha (só eu de mulher) na presença desses 15 macholinos que só podem ser descritos pela expressão "sem noção". Se vocês soubessem as histórias que eu ouvi...! Era um tal de "acordei numa favela com uma mulher do lado e eu não tinha a mínima noção do que eu estava fazendo lá e como fui parar lá" e "tomei 20 cápsulas de remédio para ter alucinação" ou "fiquei com ela, deixei em casa e quando saí de lá fui comer a amiga dela". Caros leitores, do alto dos meus 27 anos já vi muita coisa nessa vida de caça, mas esses rapazes conseguiram me chocar mesmo.

Vocês sabiam que eles fazem competição de quem pega a mulher mais feia? Vocês sabiam que eles têm um grupo no Facebook onde eles enviam fotos de quando estão pegando mulheres muito feias/bizarras/gordas/fedorentas/estranhas/etc? Vocês sabiam que eles pegam gordinhas com a teoria de que gordinhas sempre vão para cama com eles porque estão desesperadas? Sem contar com inúmeras histórias de traição, menages, festas nada a ver... enfim!

Sei lá... não sei se estou ficando careta, mas para mim até mesmo "a zueira tem limites". Esse tipo de homem me deixa um pouco em pânico e cada vez mais certa de que muitos homens, mas muitos mesmo, realmente enxergam mulheres como pedaços de carne. Como seres sem sentimentos e inteligência.

Mas sabe o que pior ainda dessa (s) história (s) toda (s)?? O comportamento das mulheres nas anedotas que eles contam... é de ficar com vergonha da raça feminina! É de querer ir atrás dessas vagabundas e dar na cara delas para ver se elas param de agir como amebas e tratam de agir como seres pensantes. Nada justifica você tratar uma pessoa com tamanha pequenez, mas fica difícil defender quando tem mulher que faz o tipo de coisa que eles contam. Logo, difícil ter esperança em homens, mas se alguns homens se sentirem do mesmo jeito em relação às mulheres, eu nem vou me chocar. Eu devo ser mesmo muito ingênua, porque quando ouço essas coisas fico super chocada, porque para mim isso é coisa de filme, novela ou filme pornô.

No fim das contas, essas pequenas histórias que ouço por essas estradas da vida me fazem perder um pouco da esperança na raça humana como um todo. Ainda bem que de vez em quando aparece uma história inspiradora aqui e acolá que me fazem recuperar um pouco, depois de tanta bizarrice. Queira Deus que esse ano de 2014 seja mais cheio de inspiring stories e menos cheias de histórias que nos fazem querer morrer ou matar alguém!

VIVA 2014!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A tecnologia ao seu favor. Será?

O avanço da tecnologia não pára de nos surpreender! Todo dia um sujeito inventa um trem novo para facilitar nossa vida e nos tornar cada dia mais dependentes e viciados em novidades tecnológicas. A onda de aplicativos para celular não pára! Tem aplicativo para tudo: checar blitz no trânsito, GPS, falar de graça no telefone, editar fotos, procurar pessoas solteiras que morem perto de você, etc.

A última invenção do mundo dos aplicativos é um negócio muito louco com um nome deveras simples: LULU. O nome é a versão brasileira de um aplicativo inventando nos EUA e deriva da famosa expressão "clube da Luluzinha", já que o aplicativo só pode ser acessado por mulheres.
O aplicativo serve para fazer uma avaliação sexual dos homens. Ele acessa seus contatos do Facebook e você pode avaliar e ver as avaliações feitas por outras pessoas de um determinado rapaz. Tudo no anonimato. Ou seja, se você quiser queimar o filme daquele gato que te fez sofrer, tá lá uma ótima oportunidade. Se também quiser dar uma forcinha a um amigo ou elogiar um rapaz que mereça, aí está sua ferramenta. O aplicativo tem hashtags prontas (você não pode criar hashtags) que você pode escolher para avaliar os carinhas e também notas numéricas para quesitos como "primeiro beijo", "aparência" e "sexo".

Uma coisa que achei muito mal pensada em relação ao aplicativo é que uma mesma pessoa pode avaliar um rapaz quantas vezes quiser. Ou seja, se o cara tiver lá uma nota média de 9,9 com 23 avaliações, nunca saberemos se ele foi avaliado 23x pela mesma mulher ou por várias mulheres diferentes. Ou ainda, claro, se ele mesmo não pegou o celular da mãe ou da irmã e fez uma auto-avaliação favorável. Ele também é muito lento e trava toda hora.

Dá para dar bastante risada lendo as avaliações e até checar como anda a moral de seu ex ou futuro, mas vamos admitir, esse negócio é super sexista. É uma avaliação não muito subjetiva, pois não podemos escrever nada da nossa própria cabeça; além disso, nas mãos da pessoa errada, pode ser uma arma. Resumindo, isso é jogo baixo. É óbvio que nenhuma mulher - sã - que leia essas coisas vai deixar de ficar com algum cara por causa das coisas que leu, mas isso pode acabar com a reputação de alguém de forma muito injusta.

E é claro que os homens JAMAIS deixariam isso sem troco: ontem mesmo li sobre um aplicativo chamado PePeKa, que é a versão masculina do Lulu. Ou seja, você que fica aí detonando seus ex no Lulu não vai poder reclamar se alguém resolver abrir a boca sobre seu comportamento sexual. É óbvio que a sutileza nunca fez parte do mundo masculino e as hashtags são muito mais pesadas do que as do Lulu. Afinal de contas, nenhum homem vai avaliar mulher (por mais que devesse!) como #fofa #anoraqueamamaepediuaDeus #divertida #pracasar. Sabe quais hashtags encontrei na reportagem sobre o aplicativo? Tipo #mamamuito #ateaultimagota e por ai vai descendo o nível... Felizmente, não achei o aplicativo para download, foi só uma especulação. Mas é óbvio que mais cedo ou mais tarde o download acaba aparecendo.

É evidente que isso não vai prestar. Sooner than later, alguém vai fazer uma revolução denunciando a barbaridade que são esses aplicativos, vai rolar a maior polêmica na Internet e os aplicativos serão muito provavelmente desativados.

Até lá, não paro de me chocar com a mente humana, que é capaz de elaborar os meios mais sórdidos de avaliar um ser humano, ou enfim, os meios mais sórdidos para ganhar dinheiro.

Oras, quem anda se comportando mal por aí que se ligue. É hora de prova final na faculdade da pegação. Que droga!!!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O amor não tem idade

Eu sei que o Walcyr Carrasco está tratando do amor na 3ª idade na novela "Amor à vida" - aliás, a pior novela que ele já fez na vida, diga-se de passagem! -, mas não é por isso que resolvi escrever um post sobre o assunto.

Eu estou morando com a minha avó agora e tudo isso começa a ficar mais surpreendente visto de perto.

Eu sempre soube que minha avó era do balacobaco, que sempre gostou do babado e que desde que meu avô morreu, já teve vários namorados.
Observar o comportamento sexual dela é além de uma diversão, uma surpresa grande.

Oras, não sejamos hipócritas: a gente acha que nossa vida amorosa tem data de validade. Se a gente não gosta de imaginar nossos pais como seres sexualmente ativos, que dirá nossos avós! Na nossa cabeça é inconcebível. A própria reação do Félix sobre o namorico da avó na novela é a nossa reação quando sabemos de algum idoso que teve algum tipo de comportamento sexual.

Sempre que eu comento sobre o fogo na saia da minha avó mesmo aos 86 anos, as pessoas se chocam. Ninguém disfarça! É um tal de "gente do céu!", "como assim?", "que absurdo!", "haauauauaaahahauauauahe oO" e por aí vai... Nem vou dizer que quando eu ficava sabendo das histórias eu achava normal, porque seria hipocrisia da minha parte.

Eis que estive levando minha avó a sessões de acupuntura e o médico tinha por volta de seus 35-40 anos, casado, alto, gordo e super carinhoso com as pacientes. Até aí, tudo bem. Tudo bem se minha avó não tivesse começado a delirar sobre a possibilidade do médico estar interessado nela.

Ela dizia que ele beijava ela na testa bem demorado, que abraçava com força e que sempre dizia palavras de carinho e começou a fantasiar sobre um romance com o médico. Passou a se emperiquitar toda para ir ao médico: pintava as unhas, o cabelo, usava vestido novo, perfume, brincos. Uma vez o médico perguntou meu nome e disse a ela que queria falar comigo e ela surtou. Ficou com ciúmes, querendo saber o que o médico queria comigo. Eu disse que ele só queria saber se ela estava bem, mas quem disse que ela acreditou?! Até hoje ela me questiona sobre isso.

Na última sessão, o médico se despediu dela com um beijo e disse "se cuida". Sabe o que ela disse para minha mãe?

- O que será que ele quis dizer com esse 'se cuida'? Será que ele quis dizer para eu me cuidar porque ele vai largar da mulher por minha causa?
- Não, mãe. Nada a ver. Ele só disse para senhora tomar conta da sua saúde mesmo.
- Mas ele me beijou.
- Ele te beijou na boca?
- Não.
- Então não é nada, mãe...
- Ah não, não sei porque ele me tratou assim, agora não consigo "tirar ele" da cabeça!

Minha mãe me contou tudo com humor, mas ao mesmo tempo com uma certa compaixão. É difícil lidar com as ilusões que nossa cabeça de adulto ou de adolescente cria, imagina já idoso? Como explicar que foi uma confusão da cabeça dela sem magoá-la?

Para mim é impressionante que mesmo com a idade tão avançada minha avó ainda tenha tanto vigor e almeje uma vida sexual. Impressionantemente bom, pois apesar das confusões que isso possa causar eventualmente, é super legal saber que a gente só para de viver quando quer. Que estar velho é mais um estado mental do que físico. Que a nossa longevidade vai até onde a gente tiver a coragem de deixar a vida fluir! Então que a partir de agora não demos risada dos sentimentos nos idosos, mas fiquemos aliviados com a possibilidade de chegar nessa idade com a mesma vontade de amar e ser amado! Ahhhh, o amor!!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O poder do dinheiro

Esses dias entrei numa discussão super comum com minhas amigas; porém, o que me surpreendeu foi o desfecho.

Estávamos lá discutindo sobre "rachar ou não rachar a conta com o bofe". Eu sou do tipo meio chata-radical-feminista (às vezes até fazendo uso errado dessa última palavra). Não gosto que paguem nada para mim.

Sério? Você pode perguntar. Sério, eu respondo. Pode ser loucura da minha cabeça, mas sou meio independente desde pequena. Comecei a trabalhar cedo e há anos e anos não peço um centavo para meus pais (no máximo emprestado. E devo o banco, mas não devo meus pais, faço questão de pagar cada centavo). Quando um homem quer pagar algo para mim (embora isso esteja se tornando cada dia mais raro), eu me sinto à mercê dele, entende? É como se ele tivesse algum controle sobre mim, algum tipo de poder. Como se por estar pagando algo para mim, eu tivesse que necessariamente retribuir de alguma forma. Uma espécie de obrigação implícita. Se eu pagar minha parte, não sinto remorso nenhum de não bejar o cara no fim da noite ou não ter um second date com ele. Posso estar viajando, e muitos dizem que estou, mas eu prefiro me proteger. Eu me sinto MAL, de fato, quando um homem paga alguma coisa para mim.

Já minhas amigas (as que estavam na discussão comigo) adoram quando o homem se oferecem para pagar. Elas dizem que sempre fazem a dancinha da carteira: pegam a carteira como quem diz, "eu posso rachar, mas..." e esperam o bofe mandar um "não precisa, é por minha conta, eu faço questão".

Separemos as coisas: muitos homens tem mania de ficar dizendo por aí que mulher gosta mesmo é de dinheiro. Se esse é o único tipo de mulher que você anda atraindo, interesseira, talvez seja melhor rever suas conceitos, atitudes e as mulheres com as quais você anda se envolvendo. Quem fica por aí ostentando, atrai esse tipinho de gente mesmo. Porém, estamos aqui falando de pessoas normais, pessoas de bem. Afinal, gostar de dinheiro não tem absolutamente nada a ver com gênero: dinheiro é unanimidade, todo mundo gosta.

Então voltando ao tópico, minhas amigas disseram não ter problema nenhum quanto ao cara pagar o restaurante, o motel, o cinema, whatever, e que o que as deixa ainda mais à vontade é que eles, in fact, GOSTAM de pagar.

É o que?

Elas disseram que o homem se sente orgulhoso, poderoso, macho-alfa e no controle da situação, quando pagam. Eles têm prazer em "prover para a fêmea". Citaram vários homens (namorados, irmãos, amigos) que alegaram isso. Que os homens gostam do ritual: dancinha da carteira + pagar a conta.

Fiquei meio reflexiva e por que não dizer, um tanto surpresa, com a tal revelação. Afinal de contas, minhas reação não é tão absurda assim. Eu sempre detestei que homem pagasse para mim porque sentia uma sensação de poder vinda daquele gesto masculino, e agora que minhas amigas falaram isso, foi como a cereja no topo da minha tese. I was right. I AM right.

O dinheiro é sinal de poder na sociedade, nas relações, em tudo. Difícil fugir disso, mas enquanto eu tiver dinheiro para pagar minha própria cerveja, nadarei contra a maré. Se o cara tiver dinheiro para pagar a parte dele para mim tá maravilhoso! Me chamem de louca ou do que quiser, o fato é: eu gosto de dinheiro. Mas do meu, não do dos outros.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Os signos e o pé na bunda

Eu não acredito exatamente em signos, mas sou curiosa e acho engraçado ler o que os astrólogos escrevem.
Achei um post que cabe muito bem em nosso blog, e, como sei que a maioria das mulheres é ao menos curiosa por signos, aí vai:

ÁRIES: Pode ser que o ariano quebre uns pratos e soque o travesseiro para extravasar, mas isso deve durar um dia ou dois, no máximo. Ariano não tem tempo a perder e não suporta sentir piedade de si mesmo. Se você deu um pé na bunda de um ariano esperando que ele ficasse 50 dias e 50 noites ouvindo “Love Hurts” e chorando por sua causa, sinto te decepcionar, mas não vai acontecer. Ele deve estar em outra.

TOURO: Se você terminar com um taurino, ele não vai atrás de você. Taurino é teimoso e todas as decisões que ele toma – muito lentamente, aliás – são definitivas. Ele vai se enrolar num cobertor, sentar no sofá para ver filme fossa na TV com um pote de sorvete na mão (qualquer semelhança com “O Diário de Bridget Jones” é mera coincidência), vai chorar e sofrer, mas não vai te ligar pedindo pra voltar. Taurino perde o (a) namorado (a), mas não abre mão do direito de ser teimoso e cabeça dura.

GÊMEOS: Ele vai tentar discutir a relação – racionalmente, é claro. Se você está achando que a tentativa de discutir a relação é um ato de amor, não seja ingênuo, ele só quer falar e nós sabemos disso. Ao fim do longo debate, se você decide que quer mesmo terminar, prepare-se para cair na boca do povo. O geminiano precisa comentar sobre todas as coisas e , ainda que não queira fazer fofoca, pode ser que deixe escapar no calor do papo que o seu desempenho sexual não era tão satisfatório.

CÂNCER: Se você namorou um canceriano, deveria saber que era pra sempre. Não se termina com canceriano! O pessoal de Câncer é apegado, sensível e não gosta de largar o osso. Terminar com eles pode ser traumático. Quando você diz que quer terminar ele já está recorrendo à memória para chantageá-lo. Sim, ele vai te pedir para lembrar-se do dia em que vocês escreveram “T coraçãozinho M” na árvore do Ibira. Se ele for do tipo rancoroso, o túnel do tempo será para te lembrar do quanto você foi cretino (a) quando disse que ele era grudento e como aquilo magoou o coraçãozinho dele.

LEÃO: Você não termina com um leonino, ele é que termina com você – ou pelo menos é isso que ele dirá aos amigos. Durante o término, é provável que ele mande o texto “eu pensava em terminar com você há meses, mas tive pena”. Leoninos passam por uma fase de negação do sofrimento. Quando levam um pé na bunda, ficam meses dizendo para eles mesmos que o ex não era bom o suficiente. Eles precisam se auto afirmar! Depois que essa fase passa, eles arranjam um novo parceiro – mais bonito, rico e inteligente que você – e fazem uma visita para exibi-lo.

VIRGEM: Quando você termina com um virginiano, não nota nenhuma reação imediata. Isso acontece porque ele está analisando o relacionamento cuidadosamente, como num jogo de sete erros. Ele quer saber onde tudo começou a dar errado e provavelmente vai se culpar por não ter sido perfeito o bastante. É provável que ele não se dê conta que você terminou porque ele dobrava a roupa antes do sexo e criticava tudo o que você fazia. A hipocondria de Virgem fica mais intensa depois de um pé na bunda e ele vai se encher de remédios para curar a dor no coração (no joelho, nas costas, na cabeça…). A dor passa quando ele encontra mais uma nova vítima para analisar, afinal, a terapia de Virgem chama-se “crítica construtiva”.

LIBRA: Quando um libriano percebe que você vai terminar, faz de tudo para que não seja um final cheio de brigas e rancor. Ele aceita tudo o que você diz e ainda propõe amizade. Você fica achando que ele é santo ou extremamente passivo, mas a realidade é que o libriano não dá ponto sem nó. Ele não vai se indispor, porque gosta de colecionar opções para um casinho. Libriano não vive sem par! Você terminou com ele, mas não será riscado da lista de opções com tanta facilidade – a não ser que tenha feito algo detestável. E digo mais, é provável que ele tenha mantido “paquerinhas” enquanto vocês namoravam, para o caso de rolar o pé na bunda. Ou seja, ele não ficará sozinho.

ESCORPIÃO: Termine e mude de endereço rapidamente, porque os escorpianos amam intensamente, mas odeiam na mesma proporção. Ele não vai fazer alarde, porque é introspectivo, mas vai maquinar 150 mil planos de vingança para fazer com que você pague por tudo aquilo que o fez sentir quando foi chutado. Esse é o tipo de namorado (a) com quem você não fará “momô” casual no futuro, nem adianta sentir saudades. Escorpianos demoram a largar o osso, mas quando largam, é definitivo. Quanto a um novo relacionamento, pode ser que demore um pouco, afinal, a última experiência foi de “quase morte”.

SAGITÁRIO: Você não precisa terminar com um sagitariano, a não ser que ele seja REALMENTE insuportável ou que você seja muito conservador. É mais fácil propor um relacionamento aberto. Sagitário gosta de liberdade e pluralidade nos relacionamentos, portanto, não vai se incomodar. Se a filosofia libertária não funciona para você, saiba que sagitarianos não guardam rancor, então é melhor você não guardar também. Se você andar na rua e o sagitariano estiver do outro lado, gritará seu nome, sairá correndo para um abraço de urso e dirá “ poxa, continua gostosa (o), hein?!” – tudo isso com o (a) namorado (a) gringo (a) do lado.

CAPRICÓRNIO: Terminar com capricornianos é como fechar uma empresa e eles não esboçam reação, porque é pagar mico. Já que é pra terminar, que seja dignamente, sem dramas e chororô. Como o capricorniano se preocupa em construir algo sólido para o futuro, é provável que comece a olhar para os lados em busca do par mais promissor assim que você virar as coisas. E não, isso não é frieza, é pura praticidade. Pra que chorar o leite derramado, não é?! Futuramente, você pode se arrepender de ter terminado com o capricorniano. Ele pode ser rico, presidente, capa da revista Forbes ou as três coisas ao mesmo tempo!

AQUÁRIO: Quando você termina com um aquariano, ele contesta um pouquinho pra bancar o rebelde – diz que não quer terminar, questiona a sua decisão, etc. A verdade é que ele é amante da liberdade e não sentirá tanta falta, mas o que seria do aquariano sem um bom debate, não é?! Aqui há grandes chances de rolar uma amizade colorida – e até um “grupalzinho”, considerando a fama de modernidades deles. O conceito de PA (entendedores entenderão), certamente foi inventado por um aquariano!

PEIXES: Terminar com um pisciano e terminar com a Maria do Bairro é praticamente a mesma coisa. Eles são extremamente sensíveis e tendem a ampliar os acontecimentos, ou seja, o que era pra ser um “foi bom enquanto durou, boa sorte”, vira um “o que será de mim sem você, Romeu?”. Depois do pé na bunda, o peixinho pode se afogar na cachaça e compor músicas de corno. É impressionante como o sofrimento deles é criativo! Como são mutáveis, a dor é profunda, mas eles amarão profundamente um outro alguém em breve.

FONTE: astrologiadadepressao.com

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Amigo do ex - território proibido?

É aquele negócio, né: pimenta nos olhos dos outros é refresco. Quando nosso ex quer ficar com uma amiga nossa, a gente acha um absurdo. Mas vive lembrando daquele amigo gatinho do seu ex que, na época do namoro, você pensava: "poxa, se não tivesse namorando, eu super pegaria você".

É claro que existem níveis e níveis de "amizade". Eu jamais ficaria com o melhor amigo do meu ex. Há de se ter limites para respeitar. Mas e se não for assim um grande amigo, mas um colega do colégio, do futebol, um cara que é da galera, mas nada demais? E seu ex já está namorando outra, todo feliz e sorridente?! VALE?!

Olha, eu tô dizendo isso porque é possível que 95% das pessoas já tenham passado por isso. Todo mundo tem um ex que tem um ou outro amigo gatinho que você pegaria, mas que fica pisando em ovos por medo de dar merda.

Você encontra com ele nas festas, rola aquele contato físico maior do que necessário - que você provavelmente não teria e não permitira se ainda tivesse namorando. Aquela mãozinha dele na sua cintura - e vice-versa - aquele abraço mais apertado, aquele sorriso mais prolongado... E você pensa: será? Estou viajando sozinha?

Você acha que ele ficou boa parte da noite te olhando - e corresponde aos olhares -, mas se censura o tempo todo, pensando: "não, nada a ver, ele é amigo do meu ex, jamais iria me dar bola". Daí sua amiga vira e diz: ele tá super te olhando!
VocÊ até tenta mentir para si mesma e diz: "não, acho que ele tá olhando é para você". Ai ela: "Naooo, eu sei quando um homem tá olhando para mim! Era para você mesmo!"

Você então começa a quase se convencer de que ele está te dando um mole. Nada grosseiro, bem sutil. No maior estilo: "não sou legal, tô te dando mole". Mas ele NUNCA chega em você. Aí que você começa a duvidar mesmo de que essa atração seja recíproca.

Vamos desenvolver as teorias:

1) Você está viajando. Ele não está te olhando e nem está te dando mole. Fica na sua.
2) Ele se sente atraído, mas jamais ficaria com você porque você é ex do brother dele.
3) Ele te quer, mas tem medo de chegar em você porque acha que vai levar um toco porque você é ex do brother dele.
4) Ele é homem-pamonha. Não chega em ninguém, fica mandando os sinais, mas não chega, emputecendo as mulheres.
5) Ele tem um tique nervoso nos olhos e tende a olhar sempre na sua direção quando te encontra, mas é sem querer.
6) Ele é gay e só está te olhando porque adorou seu modelito.

Enquanto a gente fica por aí se esbarrando com amigos gatinhos de nossos ex-namorados e mantendo essa guerra-fria, nunca saberemos o verdadeiro motivo dessa guerra não esquentar mais. Alguém tem um palpite?