Outro dia estávamos eu e minhas amigas professoras comentando sobre como os homens sexualizam a nossa profissão. Uma amiga chegou furiosa contando que tem se irritado com vários homens - inclusive professores! - se referindo a ela como professorinha ("faltam pouco lamber os beiços", dizia ela), dizendo frases como "na minha época não existiam professoras de matemática desse jeito". Daí começamos aquela troca de experiências sem fim.
Ir para balada, conhecer alguém e dizer que é professora de inglês é sempre um convite para frases como "Se eu tivesse uma professora como você, eu não ia conseguir prestar atenção na aula" ou "Que dia você vai me dar umas aulas particulares?" e por aí vai. Oras, todos sabemos que conhecimento é afrodisíaco e que quando admiramos a inteligência de uma pessoa (e teoricamente professores são inteligentes), podemos nos sentir atraídos. Muitas profissões são fetiches para as pessoas, até aí não vejo nada de errado, até porque não gosto de me meter na sexualidade das pessoas, mas essa sexualização da profissão professor pode acabar por ultrapassar os limites do aceitável.
Quando você faz esse tipo de discurso, você acaba por trazer uma série de implicações que podem ofender as pessoas, como por exemplo insinuar que algum aluno está aquém do rendimento escolar por ter uma professora gostosa ou insinuar que matemática é muito difícil, portanto apenas mulheres feias (e poucas mulheres) são capazes de entender; mulher bonita costuma ser burra, portanto é surpreendente que uma mulher bonita seja professora de matemática. É a tal padronização da mulher pelo patriarcado: mulheres bonitas são fúteis e burras. Enquanto você me questiona aí do outro lado, dizendo que eu estou viajando, forçando a barra, responda essa pergunta: "Você acha que alguma Panicat é inteligente?". Guarde a resposta no seu coração e reflita.
Não só a profissão de professora sofre essa sexualização, mas pensei aqui em mais duas que também são pesadamente sexualizadas: enfermeiras e comissárias de bordo (aeromoças).
A profissão de enfermeira é sexualizada desde que o mundo é mundo. Se você vai a uma loja de fantasia procurar uma fantasia de enfermeira, você nunca vai encontrar uma fantasia normal, roupa branca, os acessórios e afins. Vai sempre ser uma lingerie transparente, um top mega decotado ou uma saia mostrando a popa da bunda porque afinal, toda enfermeira é safada, vai trabalhar semi-nua e sua principal função é dar banho nos pacientes. Oi? Você está aí pensando de novo que eu estou viajando, não é? Então faz o seguinte: joga a palavra "enfermeira" no Google Imagens. Guarde no seu coração e reflita. Como análise adicional, homem que é enfermeiro é gay, viu? Isso não é coisa de hetero. Homens de verdade são médicos, não enfermeiros. (Atenção para alta dose de sarcasmo!)
Na tirinha, episódio de FRIENDS em que uma namorada do Ross resolve ir de enfermeira e o Chandler já associa com safadeza.
- O Joey vai ficar muito feliz! Ele estava torcendo para você vir de enfermeira safada.
- Na verdade, sou apenas uma enfermeira.
E as comissárias... ah, as comissárias! Como não amá-las? Sempre impecavelmente penteadas, maquiadas, vestidas e aquele sorriso branco no rosto! Quantos filmes, videoclipes e afins nós vimos sobre o quanto elas são sexy e como elas dormem com todos os pilotos da companhia aérea e por isso chegaram onde chegaram? Hoje em dia temos visto um movimento maior de homens na profissão, mas encontramos o mesmo preconceito dos enfermeiros: os homens macho-alfa são os pilotos. Comissário homem é tudo viado. (mais dose de sarcasmo por aqui). Para ilustrar o a problemática: em um episódio de Sex and The City, a personagem Miranda,, advogada bem-sucedida, vai a um evento chamado Speed Dating, onde cada pessoa tem 7 mini-encontros de 8 minutos. Toda vez que ela diz ser advogada, os homens não tem interesse. Pra testar uma teoria, ela diz que é aeromoça no último e o rapaz fica todo animado. Eis a cena no link abaixo (sem legenda):
www.youtube.com/watch?v=lU7alwkLuE8 (por algum motivo o Blogger não tá postando o link, então tá aí o endereço da cena para você colar no seu browser)
Para finalizar: o que estou querendo dizer com tudo isso é que precisamos tomar mais cuidado ao transformar certas profissões em fetiche. Aquele cuidado para não acabar diminuindo a importância do trabalho de uma pessoa, de reduzir a luta, o talento, a inteligência de alguém por exagerar na sexualização de tudo, especialmente das mulheres. Aquele toque amigo da blogueira! ;)
sábado, 3 de março de 2018
A sexualização das profissões
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
Papo sério - por que o uso de proteção está sendo ignorado?
Boa noite, pessoal!
Hoje vou deixar um pouco de lado as piadinhas e sarcasmos para falar de um assunto muito sério: a quantidade de gente fazendo sexo sem camisinha.
Estava lendo uma reportagem agorinha que alertava sobre os números altíssimos de DST que figuram aqui no Brasil. O número disparou nos últimos tempos simplesmente porque o brasileiro anda bem despreocupado em cuidar da saúde sexual - da sua própria e de seu/sua parceiro (a).
A verdade é que as pessoa andam se preocupando só com gravidez e quando descobrem que suas parceiras tomam anticoncepcional relaxam de vez. Até mesmo quando elas não usam, eles fazem aquela velha sugestão simples "qualquer coisa é só tomar pílula do dia seguinte".
Tem muita coisa errada nesse pensamento. Para começar, vamos falar do efeito da pílula do dia seguinte no corpo de uma mulher. Esse comprimido é nada mais nada menos que uma BOMBA DE HORMÔNIO (com efeito abortivo segundo pesquisas). Ele não só causa um efeito que não necessariamente seria a intenção de quem toma e nem é 100% garantido, mas faz um mal danado à saúde da pessoa. O remédio é tão forte que não é recomendado que se tome mais de uma vez em 6 meses. E é muito simples para o homem contar com isso, pois afinal de contas, ele não sofrerá as consequências e mais uma vez o fardo de se cuidar recai única e exclusivamente sob a mulher. A gente escuta tanto "mas com camisinha é muito ruim" ou "eu não consigo sem camisinha", que já perdi as contas.
Segundo e não menos importante, vem a falta de preocupação com doenças sexualmente transmissíveis. Aquela velha síndrome do super-homem, onde você acha que essas coisas só acontecem na TV ou com os outros, mas que seu santo é forte e você nunca vai passar por isso. A preocupação com o outro então é inexistente! Se você não está preocupado com sua própria saúde, é óbvio que se importará muito menos com a dos outros.
"Quase quatro em cada dez brasileiros de 18 a 29 anos ouvidos na pesquisa “Juventude, Comportamento e DST/Aids”, que entrevistou 1 208 pessoas nessa faixa etária em 2012, admitiram não usar preservativo em sua última relação. É mais uma evidência que corrobora uma triste constatação: nesse grupo, o fator de risco para doenças que mais cresceu nas últimas duas décadas foi o sexo inseguro. De 1990 a 2013, migrou da 12ª para a 2ª colocação na faixa dos 15 aos 19 anos e do 6º para o 2º lugar para quem tem entre 20 e 24 anos – só perde para o consumo de álcool."
Se esses dados não forem alarmantes para vocês, não sei o que será.
Todos nós já acabamos caindo na tentação e transando sem camisinha, porque CLARO, é muito mais gostoso, mas será que vale a pena o risco?
Com o Brasil sendo país referência no combate à AIDS e hoje em dia ser muito difícil ouvir falar de alguém que contraiu o vírus e morreu por causa dele, parece que as pessoas se tornaram auto-confiantes ao extremo e acham que não tem problema praticar sexo inseguro. Mas e as outras DSTs? Você está interessado em contrair gonorréia, HPV, sífilis, hepatite B, entre outras, só porque camisinha tira um pouco da sensibilidade do órgão?
Será que não é possível encontrar prazer no ato como um todo, em todas as partes do corpo, no envolvimento, ao invés de ficar focado em um pequeno e rápido desconforto que pode salvar a sua vida?
Gente, é o seguinte: sexo é uma delícia. Sexo sem camisinha então, nem se fala (nem vou mentir dizendo que é ruim!). Mas VIVER e COM SAÚDE é ainda mais! Então coloquemos todos nossas mãos na consciência e tomemos mais cuidado conosco e com a pessoa que está dividindo esse momento de intimidade com a gente! Que tal jogar essas estatísticas ruins lá para baixo? Vamos fazer nossa parte?! =)
Hoje vou deixar um pouco de lado as piadinhas e sarcasmos para falar de um assunto muito sério: a quantidade de gente fazendo sexo sem camisinha.
Estava lendo uma reportagem agorinha que alertava sobre os números altíssimos de DST que figuram aqui no Brasil. O número disparou nos últimos tempos simplesmente porque o brasileiro anda bem despreocupado em cuidar da saúde sexual - da sua própria e de seu/sua parceiro (a).
A verdade é que as pessoa andam se preocupando só com gravidez e quando descobrem que suas parceiras tomam anticoncepcional relaxam de vez. Até mesmo quando elas não usam, eles fazem aquela velha sugestão simples "qualquer coisa é só tomar pílula do dia seguinte".
Tem muita coisa errada nesse pensamento. Para começar, vamos falar do efeito da pílula do dia seguinte no corpo de uma mulher. Esse comprimido é nada mais nada menos que uma BOMBA DE HORMÔNIO (com efeito abortivo segundo pesquisas). Ele não só causa um efeito que não necessariamente seria a intenção de quem toma e nem é 100% garantido, mas faz um mal danado à saúde da pessoa. O remédio é tão forte que não é recomendado que se tome mais de uma vez em 6 meses. E é muito simples para o homem contar com isso, pois afinal de contas, ele não sofrerá as consequências e mais uma vez o fardo de se cuidar recai única e exclusivamente sob a mulher. A gente escuta tanto "mas com camisinha é muito ruim" ou "eu não consigo sem camisinha", que já perdi as contas.
Segundo e não menos importante, vem a falta de preocupação com doenças sexualmente transmissíveis. Aquela velha síndrome do super-homem, onde você acha que essas coisas só acontecem na TV ou com os outros, mas que seu santo é forte e você nunca vai passar por isso. A preocupação com o outro então é inexistente! Se você não está preocupado com sua própria saúde, é óbvio que se importará muito menos com a dos outros.
"Quase quatro em cada dez brasileiros de 18 a 29 anos ouvidos na pesquisa “Juventude, Comportamento e DST/Aids”, que entrevistou 1 208 pessoas nessa faixa etária em 2012, admitiram não usar preservativo em sua última relação. É mais uma evidência que corrobora uma triste constatação: nesse grupo, o fator de risco para doenças que mais cresceu nas últimas duas décadas foi o sexo inseguro. De 1990 a 2013, migrou da 12ª para a 2ª colocação na faixa dos 15 aos 19 anos e do 6º para o 2º lugar para quem tem entre 20 e 24 anos – só perde para o consumo de álcool."
Se esses dados não forem alarmantes para vocês, não sei o que será.
Todos nós já acabamos caindo na tentação e transando sem camisinha, porque CLARO, é muito mais gostoso, mas será que vale a pena o risco?
Com o Brasil sendo país referência no combate à AIDS e hoje em dia ser muito difícil ouvir falar de alguém que contraiu o vírus e morreu por causa dele, parece que as pessoas se tornaram auto-confiantes ao extremo e acham que não tem problema praticar sexo inseguro. Mas e as outras DSTs? Você está interessado em contrair gonorréia, HPV, sífilis, hepatite B, entre outras, só porque camisinha tira um pouco da sensibilidade do órgão?
Será que não é possível encontrar prazer no ato como um todo, em todas as partes do corpo, no envolvimento, ao invés de ficar focado em um pequeno e rápido desconforto que pode salvar a sua vida?
Gente, é o seguinte: sexo é uma delícia. Sexo sem camisinha então, nem se fala (nem vou mentir dizendo que é ruim!). Mas VIVER e COM SAÚDE é ainda mais! Então coloquemos todos nossas mãos na consciência e tomemos mais cuidado conosco e com a pessoa que está dividindo esse momento de intimidade com a gente! Que tal jogar essas estatísticas ruins lá para baixo? Vamos fazer nossa parte?! =)
domingo, 4 de fevereiro de 2018
Homens Ruffles - vistosos por fora, vazios por dentro
Olá, galera!
Estamos aqui para fazer a primeira catalogação de espécie macholina de 2018! Fazia tempo que não encontrávamos uma nova espécie na fauna! Não que fosse novidade, mas quando as histórias e reclamações começam a se repetir demais, vejo a necessidade de catalogar, para não perder nenhum detalhe da biologia masculina.
Dito isso, vamos ao que interessa!
Entrei 2018 com aquela positive vibe, comecei o ano postando uma história fofa e maravilhosa de amor, mas pelo jeito as coisas não vão melhorar muito por enquanto.
Parece que ultimamente os homens estão com uma imensa preguiça de interagir e deixando o cérebro de lado quando se trata de se aproximar do sexo feminino. É inacreditável a quantidade de besteira que a gente anda ouvindo por aí e a falta de qualidade nas "conversas" - se é que posso chamar de conversa o que anda acontecendo ultimamente.
Um cara que aparentemente estava a fim de você chegar te "insultando" como forma de chamar sua atenção está na moda.
"Nossa, você está muito branquela" quando você volta da praia ou "Que nerd" quando você está assistindo a alguma série da Netflix, entre outras, viraram coisas comuns e a gente fica daqui se perguntando: "Ok, podia ser uma piada para puxar assunto", mas daí fica por aí e você fica "ueh?"
Tá lado a lado com aquele cara que dá match com você no Tinder e acha super apropriado iniciar a conversa dizendo "bela língua" só porque você tem uma foto engraçadinha dando língua no perfil. Classifico esse junto com o cara que assobia/buzina para você na rua. O que eles acham que vai acontecer? Que vamos achar super sexy, parar e agarrá-los? O cara que puxa assunto dessa maneira acha mesmo que eu vou me dar ao trabalho de responder um negócio desses?! Oo
Sem contar com aquele cara que só quer sair com você no meio da semana, porque afinal de contar "sábado é dia de balada" ou aquele que, só porque você não tem medo de falar abertamente de sexo, acha que não precisa se esforçar nenhum pouco e te trata como lanchinho da madrugada sem a menor cerimônia até mesmo antes de transar com você.
Só tenho uma pergunta a fazer: o que aconteceu com o hábito de CONVERSAR? Sério, tem alguma coisa errada. Porque vocês são inteligentes, a gente sabe. Aonde vai parar tudo isso quando o assunto é se relacionar conosco? Será que vocês de fato acham que não merecemos/queremos um bom papo?
Deixa eu dar uma notícia aqui para vocês: inteligência é afrodisíaco. Bom papo é essencial. Não adianta parecer aquele saco de Ruffles super brilhoso e quando abrir só ter ar dentro. A gente quer conteúdo. E não, não interessa se vai ser só casual, ninguém quer ir para cama com uma ameba que mal sabe conduzir uma conversa decente.
Sejam interessantes, for God's sake!
Estamos aqui para fazer a primeira catalogação de espécie macholina de 2018! Fazia tempo que não encontrávamos uma nova espécie na fauna! Não que fosse novidade, mas quando as histórias e reclamações começam a se repetir demais, vejo a necessidade de catalogar, para não perder nenhum detalhe da biologia masculina.
Dito isso, vamos ao que interessa!
Entrei 2018 com aquela positive vibe, comecei o ano postando uma história fofa e maravilhosa de amor, mas pelo jeito as coisas não vão melhorar muito por enquanto.
Parece que ultimamente os homens estão com uma imensa preguiça de interagir e deixando o cérebro de lado quando se trata de se aproximar do sexo feminino. É inacreditável a quantidade de besteira que a gente anda ouvindo por aí e a falta de qualidade nas "conversas" - se é que posso chamar de conversa o que anda acontecendo ultimamente.
Um cara que aparentemente estava a fim de você chegar te "insultando" como forma de chamar sua atenção está na moda.
"Nossa, você está muito branquela" quando você volta da praia ou "Que nerd" quando você está assistindo a alguma série da Netflix, entre outras, viraram coisas comuns e a gente fica daqui se perguntando: "Ok, podia ser uma piada para puxar assunto", mas daí fica por aí e você fica "ueh?"
Tá lado a lado com aquele cara que dá match com você no Tinder e acha super apropriado iniciar a conversa dizendo "bela língua" só porque você tem uma foto engraçadinha dando língua no perfil. Classifico esse junto com o cara que assobia/buzina para você na rua. O que eles acham que vai acontecer? Que vamos achar super sexy, parar e agarrá-los? O cara que puxa assunto dessa maneira acha mesmo que eu vou me dar ao trabalho de responder um negócio desses?! Oo
Sem contar com aquele cara que só quer sair com você no meio da semana, porque afinal de contar "sábado é dia de balada" ou aquele que, só porque você não tem medo de falar abertamente de sexo, acha que não precisa se esforçar nenhum pouco e te trata como lanchinho da madrugada sem a menor cerimônia até mesmo antes de transar com você.
Só tenho uma pergunta a fazer: o que aconteceu com o hábito de CONVERSAR? Sério, tem alguma coisa errada. Porque vocês são inteligentes, a gente sabe. Aonde vai parar tudo isso quando o assunto é se relacionar conosco? Será que vocês de fato acham que não merecemos/queremos um bom papo?
Deixa eu dar uma notícia aqui para vocês: inteligência é afrodisíaco. Bom papo é essencial. Não adianta parecer aquele saco de Ruffles super brilhoso e quando abrir só ter ar dentro. A gente quer conteúdo. E não, não interessa se vai ser só casual, ninguém quer ir para cama com uma ameba que mal sabe conduzir uma conversa decente.
Sejam interessantes, for God's sake!
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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
Final feliz
Boa noite, gente desocupada que vem ler as baboseiras que eu escrevo!
[brincadeirinha, amores, mamãe ama vocês! Continuem vindo!]
Feliz 2018, gente! Esse ano será um ano em que particularmente estarei me esforçando para sempre ver o lado bom das coisas! 2018 com mais leveza, mais empatia, mais compreensão! Espero que os homens colaborem com meu projeto Danyzinha Paz e Amor HAHAHAHA
Nessa pegada, gostaria de iniciar esse ano de um modo diferente! Digo diferente porque INFELIZMENTE conto mais mancadas do que sucessos nesse blog, mas tenho uma estória bem fofa e inspiradora para contar para vocês! Quem sabe assim a gente começa plantando aquela árvore da esperança, não é mesmo?!
Let's go!
Era uma vez uma princesa gótica suave que teve 50mil problemas familiares durante toda a vida. A relação com a mãe sempre foi conturbada, com o pai pior ainda. Fazer amigos, criar intimidade, expressar sentimentos, nada disso era muito fácil para ela.
Talvez por isso, ela tivesse dificuldade de estar sozinha. Fazendo a linha psicóloga charlatã de ciências ocultas - como diria o Chicó em "O Auto da Compadecida" -, creio que ela buscava em seus relacionamentos amorosos uma espécie de compensação por todo o amor e carinho que ela não encontrava no seio familiar.
Casou cedo com um rapaz que conheceu no trabalho. Não posso tecer muitos comentários sobre essa relação porque eu não a conhecia nessa época, mas o fato é que a relação acabou em separação. Logo ela se envolveu com outro rapaz do trabalho também (e começou a morar com ele pouco tempo depois), que foi a primeira relação que acompanhei de perto.
Nesse relacionamento, nossa heroína sofria um gaslighting pesado (abuso psicológico). Seu companheiro estava sempre fazendo-a acreditar que ela não era boa o suficiente, colocando-a pra baixo o tempo todo, abusando da boa vontade dela, criticando-a em tempo integral. Com ele, ela estava sempre com a auto-estima no chão. Ela tinha aura pesada. O cara não colaborava em casa com nada: nem com tarefas domésticas, nem com dinheiro muitas vezes, enfim, um cara absurdamente acomodado, folgado, mas com um poder muito grande sobre a mente dela. Por muitas vezes, ela desabafava comigo e eu tinha vontade de pegá-la no colo, explicar o que estava acontecendo, fazê-la enxergar, mas sabemos que só a própria pessoa pode resgatar a própria vida.
Um belo dia, ela teve coragem. Acordou empoderada e mandou ele pastar.
Todas - inclusive eu - a aconselharam a ficar sozinha por um bom tempo. "Pelo menos um ano", a gente sugeria. Afinal de contas, ela nunca tinha vivido solteira! Tem menos de 30 anos e nunca tinha feito umas loucuras, viagens, ficado com várias pessoas, dado aquele tempo para auto-conhecimento.. enfim! Ela concordou e saiu da casca.
O "problema" é que, quando ela saiu, deu de cara com ELE. No dia que eles se conheceram, eles foram para cama. É óbvio que ele não vai mais ligar. Ótimo, porque ela queria ficar sozinha, né? Mas ele não era qualquer ele.
Ele não só ligou, como nunca mais saiu do lado dela. E sabe o que é ter alguém do seu lado? DE VERDADE? Alguém que te trata como você merece?
"Quero cortar o cabelo Joãozinho" "Corte. O cabelo é seu! Vai ficar linda de qualquer jeito"
"Quero colocar silicone" "Eu não acho que precisa, mas se você quer, dou o maior apoio. O corpo é seu, você tem que se sentir bem com ele"
"Vou chegar tarde do trabalho hoje! Tô tão cansada!" "Eu sei, amor. Já arrumei a casa toda e fiz a janta."
"Tenho sonho de aprender a tocar violão" "Eu te ensino"
"Sofri um acidente de moto, não vou poder dirigir por um bom tempo" "Eu acordo todo dia 5h da manhã e te levo no trabalho, para você não ter que pegar ônibus sozinha tão cedo"
"Não me dou bem com minha família" "Não tem problema. Eu vou visitar sua mãe com você assim mesmo"
"Gostaria que você fosse viajar comigo e com minhas amigas, mas você vai estar trabalhando ne" "Eu vou com vocês, passo um dia e volto"
Entre mil outras coisas que eu já ouvi/vi ele fazendo por ela... Ela tinha que ficar um ano solteira, só para seguir o plano, quando tinha encontrado o amor da vida? A pessoa que mais a respeitou e amou nesse mundo? Não deu... o plano foi por água abaixo! E ainda bem!
Os dois pombinhos ficaram noivos ano passado, um ano depois de se conhecerem. O pedido? Ele, músico, convidou-a para cantar uma canção com ele em um show e aproveitou e fez o pedido lá em cima mesmo.
Nossa gótica suave anda vestindo roupa branca, usando saia florida, abraçando mais as pessoas... Nunca mais se viu aquela sombra sobre sua cabeça! Ela finalmente foi amada como merecia!
Eu pedi autorização dela para publicar essa love story porque no fundo é isso que a gente quer, né?! Alguém para dividir nossos sonhos, nossas inseguranças, que acompanhe nossas loucuras, que apoie nossas decisões, que encoraje nossos sonhos!
A vocês, casal querido, todo o amor do mundo! Toda a felicidade que se pode imaginar!
E a nós, como expectadores, que possamos acreditar que amor de verdade existe e é assim... Não muito como conto de fadas da Disney, magicamente acontecendo, mas com muito respeito, coragem e companheirismo!
Simbora, 2018! BE NICE!
[brincadeirinha, amores, mamãe ama vocês! Continuem vindo!]
Feliz 2018, gente! Esse ano será um ano em que particularmente estarei me esforçando para sempre ver o lado bom das coisas! 2018 com mais leveza, mais empatia, mais compreensão! Espero que os homens colaborem com meu projeto Danyzinha Paz e Amor HAHAHAHA
Nessa pegada, gostaria de iniciar esse ano de um modo diferente! Digo diferente porque INFELIZMENTE conto mais mancadas do que sucessos nesse blog, mas tenho uma estória bem fofa e inspiradora para contar para vocês! Quem sabe assim a gente começa plantando aquela árvore da esperança, não é mesmo?!
Let's go!
Era uma vez uma princesa gótica suave que teve 50mil problemas familiares durante toda a vida. A relação com a mãe sempre foi conturbada, com o pai pior ainda. Fazer amigos, criar intimidade, expressar sentimentos, nada disso era muito fácil para ela.
Talvez por isso, ela tivesse dificuldade de estar sozinha. Fazendo a linha psicóloga charlatã de ciências ocultas - como diria o Chicó em "O Auto da Compadecida" -, creio que ela buscava em seus relacionamentos amorosos uma espécie de compensação por todo o amor e carinho que ela não encontrava no seio familiar.
Casou cedo com um rapaz que conheceu no trabalho. Não posso tecer muitos comentários sobre essa relação porque eu não a conhecia nessa época, mas o fato é que a relação acabou em separação. Logo ela se envolveu com outro rapaz do trabalho também (e começou a morar com ele pouco tempo depois), que foi a primeira relação que acompanhei de perto.
Nesse relacionamento, nossa heroína sofria um gaslighting pesado (abuso psicológico). Seu companheiro estava sempre fazendo-a acreditar que ela não era boa o suficiente, colocando-a pra baixo o tempo todo, abusando da boa vontade dela, criticando-a em tempo integral. Com ele, ela estava sempre com a auto-estima no chão. Ela tinha aura pesada. O cara não colaborava em casa com nada: nem com tarefas domésticas, nem com dinheiro muitas vezes, enfim, um cara absurdamente acomodado, folgado, mas com um poder muito grande sobre a mente dela. Por muitas vezes, ela desabafava comigo e eu tinha vontade de pegá-la no colo, explicar o que estava acontecendo, fazê-la enxergar, mas sabemos que só a própria pessoa pode resgatar a própria vida.
Um belo dia, ela teve coragem. Acordou empoderada e mandou ele pastar.
Todas - inclusive eu - a aconselharam a ficar sozinha por um bom tempo. "Pelo menos um ano", a gente sugeria. Afinal de contas, ela nunca tinha vivido solteira! Tem menos de 30 anos e nunca tinha feito umas loucuras, viagens, ficado com várias pessoas, dado aquele tempo para auto-conhecimento.. enfim! Ela concordou e saiu da casca.
O "problema" é que, quando ela saiu, deu de cara com ELE. No dia que eles se conheceram, eles foram para cama. É óbvio que ele não vai mais ligar. Ótimo, porque ela queria ficar sozinha, né? Mas ele não era qualquer ele.
Ele não só ligou, como nunca mais saiu do lado dela. E sabe o que é ter alguém do seu lado? DE VERDADE? Alguém que te trata como você merece?
"Quero cortar o cabelo Joãozinho" "Corte. O cabelo é seu! Vai ficar linda de qualquer jeito"
"Quero colocar silicone" "Eu não acho que precisa, mas se você quer, dou o maior apoio. O corpo é seu, você tem que se sentir bem com ele"
"Vou chegar tarde do trabalho hoje! Tô tão cansada!" "Eu sei, amor. Já arrumei a casa toda e fiz a janta."
"Tenho sonho de aprender a tocar violão" "Eu te ensino"
"Sofri um acidente de moto, não vou poder dirigir por um bom tempo" "Eu acordo todo dia 5h da manhã e te levo no trabalho, para você não ter que pegar ônibus sozinha tão cedo"
"Não me dou bem com minha família" "Não tem problema. Eu vou visitar sua mãe com você assim mesmo"
"Gostaria que você fosse viajar comigo e com minhas amigas, mas você vai estar trabalhando ne" "Eu vou com vocês, passo um dia e volto"
Entre mil outras coisas que eu já ouvi/vi ele fazendo por ela... Ela tinha que ficar um ano solteira, só para seguir o plano, quando tinha encontrado o amor da vida? A pessoa que mais a respeitou e amou nesse mundo? Não deu... o plano foi por água abaixo! E ainda bem!
Os dois pombinhos ficaram noivos ano passado, um ano depois de se conhecerem. O pedido? Ele, músico, convidou-a para cantar uma canção com ele em um show e aproveitou e fez o pedido lá em cima mesmo.
Nossa gótica suave anda vestindo roupa branca, usando saia florida, abraçando mais as pessoas... Nunca mais se viu aquela sombra sobre sua cabeça! Ela finalmente foi amada como merecia!
Eu pedi autorização dela para publicar essa love story porque no fundo é isso que a gente quer, né?! Alguém para dividir nossos sonhos, nossas inseguranças, que acompanhe nossas loucuras, que apoie nossas decisões, que encoraje nossos sonhos!
A vocês, casal querido, todo o amor do mundo! Toda a felicidade que se pode imaginar!
E a nós, como expectadores, que possamos acreditar que amor de verdade existe e é assim... Não muito como conto de fadas da Disney, magicamente acontecendo, mas com muito respeito, coragem e companheirismo!
Simbora, 2018! BE NICE!
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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
A floresta de homens frouxos
Hello, people! Feliz Natal procês!
Vocês podem pensar que 2017 foi um ano fraco porque escrevi poucos posts, mas eis que hoje, dia 25/12/2017, vou escrever um post que resume bem a espécie macholina que mais se apresentou em abundância na fauna desse nosso Brasilzão sem porteira: O HOMEM FROUXO.
Oras, minha gente, já falei aqui sobre a liberação feminina e de como estamos tentando tomar as rédeas da nossa vida amorosa sem ficar dependendo da iniciativa exclusivamente masculina - porque vamos combinar que isto está super two thousand late. Sempre que comento que a maioria dos homens não está preparada para lidar com mulheres que tomam iniciativa, lá vem uma chuva de reclamação masculina dizendo que não é verdade, que eles gostam sim quando a gente chega junto e isso e aquilo. Mas, gente, está impossível defender vocês diante dos relatos das minhas amigas (e amigas das amigas) - e os meus também, claro!
Juntamente com a nossa vontade de dar o primeiro - o segundo, o terceiro - passo, também tem o fato de que sim, às vezes nós só queremos um trem casual, matar a vontade de sexo ou até mesmo de beijar na boca ou tomar uma cerveja num bar. Então primeiramente, abram-se para essas possibilidades. Acompanhem o novo tipo de mulher que está disponível no mercado e parem (PELOAMORDEDEUS) de achar que toda mulher que te dá mole vai se apaixonar por você e quer namorar, casar e ter filhos.
Dito tudo isso, já está ficando chato sentar na mesa de bar com as amigas e ouvir sempre a mesma frase: POUTZ, SÓ TEM HOMEM FROUXO, O QUE ESTÁ ACONTECENDO?!
E lá vamos nós à definição de homem frouxo:
Aquele sujeito que te dá mole para caramba e na hora que você arroxa, peida na farofa.
Aquele sujeito que curte/comenta todas as suas fotos e quando você manda um direct sugerindo um lesco-lesco, some.
Aquele sujeito que vive te arroizando em festas e dizendo "que dia a gente vai fazer algo" e nunca de fato te chamar para sair.
Aquele sujeito que você já ficou/fica e vive dizendo que te quer, mas quando você se mostra disponível parece que de repente perde a graça para ele.
Aquele sujeito que dá em cima de você descaradamente, você corresponde, mas ele vive sempre muito ocupado para de fato concretizar uma saída.
Aquele sujeito que dá MATCH com você nos apps de paquera, mas não puxa papo (ou te ignora quando VOCÊ puxa papo).
Poderia passar 24h escrevendo mil situações que tem se repetido ao longo do ano e que tem dificultado bastante a nossa satisfação com a vida de solteira, porque afinal, o que adianta a gente sair da nossa zona de conforto e querer ser mais independente sexualmente quando o outro lado da linha não está ajudando?
Se tudo isso aí em cima se resume a "ELE NÃO ESTÁ TÃO A FIM", faça o favor de parar de fingir que está. Me poupe, se poupe, nos poupe.
Nosso tempo é valioso e o seu também deveria ser!
LARGUEM DE FROUXURA AND LET'S GET DOWN TO BUSINESS!
Caga ou sai da moite, amor!
Cheers!
Vocês podem pensar que 2017 foi um ano fraco porque escrevi poucos posts, mas eis que hoje, dia 25/12/2017, vou escrever um post que resume bem a espécie macholina que mais se apresentou em abundância na fauna desse nosso Brasilzão sem porteira: O HOMEM FROUXO.
Oras, minha gente, já falei aqui sobre a liberação feminina e de como estamos tentando tomar as rédeas da nossa vida amorosa sem ficar dependendo da iniciativa exclusivamente masculina - porque vamos combinar que isto está super two thousand late. Sempre que comento que a maioria dos homens não está preparada para lidar com mulheres que tomam iniciativa, lá vem uma chuva de reclamação masculina dizendo que não é verdade, que eles gostam sim quando a gente chega junto e isso e aquilo. Mas, gente, está impossível defender vocês diante dos relatos das minhas amigas (e amigas das amigas) - e os meus também, claro!
Juntamente com a nossa vontade de dar o primeiro - o segundo, o terceiro - passo, também tem o fato de que sim, às vezes nós só queremos um trem casual, matar a vontade de sexo ou até mesmo de beijar na boca ou tomar uma cerveja num bar. Então primeiramente, abram-se para essas possibilidades. Acompanhem o novo tipo de mulher que está disponível no mercado e parem (PELOAMORDEDEUS) de achar que toda mulher que te dá mole vai se apaixonar por você e quer namorar, casar e ter filhos.
Dito tudo isso, já está ficando chato sentar na mesa de bar com as amigas e ouvir sempre a mesma frase: POUTZ, SÓ TEM HOMEM FROUXO, O QUE ESTÁ ACONTECENDO?!
E lá vamos nós à definição de homem frouxo:
Aquele sujeito que te dá mole para caramba e na hora que você arroxa, peida na farofa.
Aquele sujeito que curte/comenta todas as suas fotos e quando você manda um direct sugerindo um lesco-lesco, some.
Aquele sujeito que vive te arroizando em festas e dizendo "que dia a gente vai fazer algo" e nunca de fato te chamar para sair.
Aquele sujeito que você já ficou/fica e vive dizendo que te quer, mas quando você se mostra disponível parece que de repente perde a graça para ele.
Aquele sujeito que dá em cima de você descaradamente, você corresponde, mas ele vive sempre muito ocupado para de fato concretizar uma saída.
Aquele sujeito que dá MATCH com você nos apps de paquera, mas não puxa papo (ou te ignora quando VOCÊ puxa papo).
Poderia passar 24h escrevendo mil situações que tem se repetido ao longo do ano e que tem dificultado bastante a nossa satisfação com a vida de solteira, porque afinal, o que adianta a gente sair da nossa zona de conforto e querer ser mais independente sexualmente quando o outro lado da linha não está ajudando?
Se tudo isso aí em cima se resume a "ELE NÃO ESTÁ TÃO A FIM", faça o favor de parar de fingir que está. Me poupe, se poupe, nos poupe.
Nosso tempo é valioso e o seu também deveria ser!
LARGUEM DE FROUXURA AND LET'S GET DOWN TO BUSINESS!
Caga ou sai da moite, amor!
Cheers!
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domingo, 19 de novembro de 2017
Quando tentar controlar tudo sabota sua felicidade
Em FRIENDS, Ross está em um relacionamento com outra pessoa quando descobre que Rachel também gosta dele. Para ajudar a decidir entre as duas, Ross faz uma lista de prós e contras. Ao descobrir, Rachel fica absolutamente magoada e diz: “Imagina as piores coisas que você pensa de si mesmo... agora imagina que a pessoa que você mais confia no mundo não só também pense as mesmas coisas que você, mas ainda use essas razões para não ficar contigo”.
Agora eu consigo entender o que a Rachel disse. Como é ruim ouvir da boca de uma pessoa que você gosta que o que você tanto temia que acontecesse, acabou acontecendo e te afastou dela. Suas maiores inseguranças superaram suas qualidades. Pior ainda é não conseguir ter a chance de mudar as coisas. Pior ainda é ficar martelando isso na cabeça sem parar, como se fosse um defeito que você jamais pudesse apagar. Como se fosse a razão pela qual todos os seus relacionamentos anteriores tenham afundado. Teria isso também atingido minhas amizades, minhas relações familiares? Ou seria essa a razão pela qual eu tenha se fechado tanto?
Que tristeza causa termos que tomar decisões que não queremos. Termos que nos afastar quando queremos ficar junto. Termos que fingir que tá tudo bem quando por dentro você está com um sentimento horrível de fracasso, de perda e você está numa interminável luta interna. Quando tudo o que você consegue pensar é “por que eu não consegui dar o melhor de mim para essa pessoa?” ou “por que eu deixei que minhas inseguranças estragassem tudo o que tinha de bom?”.
Disseram que tudo o que acontece em nossas vidas é porque provocamos ou permitimos. Provoquei isso ou permiti? O que seria pior? Teria sido o meu maior erro tentar controlar tudo? Tentar ter absoluto controle sobre sentimentos, pessoas, acontecimentos por causa do pavor de me machucar? Ter deixado medo e insegurança me engolirem? Até que ponto tentar se proteger acaba te fazendo sofrer ainda mais (“Tudo é dor – e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor”)? Seria adequado apenas deixar que as coisas que te incomodam ou ameaçam passem? É possível fazer com que essas coisas não tenham tanto impacto em nossa vida? Tivesse eu me comportado de outra forma, poderia ter mudado as coisas ou tudo está escrito na estrelas e nosso destino é imutável?
Às vezes queria me livrar desse excesso de intensidade. É incrível como ele vive me sabotando. Essa reatividade, essa insegurança, essa mania de querer controlar tudo, mas ao mesmo tempo a impossibilidade de fugir de viver as coisas por medo. Talvez fosse melhor não viver certas coisas. Porque sinto que vivo, mas vivo sempre tentando me defender de uma possível dor. E acabo sofrendo duas vezes.
Dói pensar que, quando tudo o que você almeja é ser luz, alegria e amor para as pessoas, alguém (e alguém muito importante para você) te descreve como um peso. Algo desconfortável e sem paz. Sem leveza. Algo que suga energia e que atordoa. Como limpar essa impressão? Como desfazer isso se não te dão chance de se redimir, de tentar melhorar? Me sinto condenada a conviver com esse fato me corroendo por dentro.
E ainda... toda a culpa desse fracasso é minha? Se tivesse a chance, daria para consertar tudo sozinha? Desistir? Me conformar?
Agora eu consigo entender o que a Rachel disse. Como é ruim ouvir da boca de uma pessoa que você gosta que o que você tanto temia que acontecesse, acabou acontecendo e te afastou dela. Suas maiores inseguranças superaram suas qualidades. Pior ainda é não conseguir ter a chance de mudar as coisas. Pior ainda é ficar martelando isso na cabeça sem parar, como se fosse um defeito que você jamais pudesse apagar. Como se fosse a razão pela qual todos os seus relacionamentos anteriores tenham afundado. Teria isso também atingido minhas amizades, minhas relações familiares? Ou seria essa a razão pela qual eu tenha se fechado tanto?
Que tristeza causa termos que tomar decisões que não queremos. Termos que nos afastar quando queremos ficar junto. Termos que fingir que tá tudo bem quando por dentro você está com um sentimento horrível de fracasso, de perda e você está numa interminável luta interna. Quando tudo o que você consegue pensar é “por que eu não consegui dar o melhor de mim para essa pessoa?” ou “por que eu deixei que minhas inseguranças estragassem tudo o que tinha de bom?”.
Disseram que tudo o que acontece em nossas vidas é porque provocamos ou permitimos. Provoquei isso ou permiti? O que seria pior? Teria sido o meu maior erro tentar controlar tudo? Tentar ter absoluto controle sobre sentimentos, pessoas, acontecimentos por causa do pavor de me machucar? Ter deixado medo e insegurança me engolirem? Até que ponto tentar se proteger acaba te fazendo sofrer ainda mais (“Tudo é dor – e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor”)? Seria adequado apenas deixar que as coisas que te incomodam ou ameaçam passem? É possível fazer com que essas coisas não tenham tanto impacto em nossa vida? Tivesse eu me comportado de outra forma, poderia ter mudado as coisas ou tudo está escrito na estrelas e nosso destino é imutável?
Às vezes queria me livrar desse excesso de intensidade. É incrível como ele vive me sabotando. Essa reatividade, essa insegurança, essa mania de querer controlar tudo, mas ao mesmo tempo a impossibilidade de fugir de viver as coisas por medo. Talvez fosse melhor não viver certas coisas. Porque sinto que vivo, mas vivo sempre tentando me defender de uma possível dor. E acabo sofrendo duas vezes.
Dói pensar que, quando tudo o que você almeja é ser luz, alegria e amor para as pessoas, alguém (e alguém muito importante para você) te descreve como um peso. Algo desconfortável e sem paz. Sem leveza. Algo que suga energia e que atordoa. Como limpar essa impressão? Como desfazer isso se não te dão chance de se redimir, de tentar melhorar? Me sinto condenada a conviver com esse fato me corroendo por dentro.
E ainda... toda a culpa desse fracasso é minha? Se tivesse a chance, daria para consertar tudo sozinha? Desistir? Me conformar?
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sexta-feira, 27 de outubro de 2017
Vocês estão namorando errado
Cheguei a uma conclusão essa semana que pode explicar porque a maioria dos homens tem tantas ressalvas quando o assunto é se envolver. Claro que tem o fator "piranhagem geral", mas tudo seria amenizado se não tivesse tanta gente por aí namorando errado.
"Como assim namorando errado, Dany?"
Meus caros, já reparou o que acontece na vida do indivíduo quanto ele começa a namorar? De repente ele DESAPARECE. Não vê mais os amigos, só fica em casa vendo filme ou pulando de restaurante em restaurante postando foto de tudo em dupla: prato duplo, copo duplo, vela dupla. Ele (a) começa a parar de frequentar os lugares que adorava, de fazer as coisas que o faziam se divertir tanto.
O namoro de muitos parece mais uma prisão do que um relacionamento, onde de repente você não tem liberdade para fazer nada que não seja grudado com sua namorado (a), uma panela de pressão, cheio de cobranças. Você muitas vezes se torna outra pessoa, desprovido daquela personalidade que tanto atraiu a outra pessoa, primeiramente.
Eu sempre me preocupo com isso quando namoro. Faço questão de trazer meu namorado para o meu círculo de amizades e de me tornar parte do dele. Eu entendo que você não vai ter exatamente a mesma vida, que outra pessoa está integrada a sua vida e que algumas coisas devem ser adaptadas, mas se for pra ficar numa relação onde eu tenha que cortar todos os meus prazeres, deixar de estar com meus amigos e família e envelhecer 2 anos por dia por conta de cobrança, de monotonia, de ciúmes, nem me chama.
Relacionamento tem que ser diversão, tesão, companheirismo, cumplicidade, zoação, cuidado. Tem que ser para compartilhar, vir para somar e não para subtrair a pessoa da sua própria vida! Um relacionamento que chega e muda todos os seus hábitos, te faz se sentir distante dos seus amigos, te faz desistir das coisas que você gostava e te aprisiona não é um relacionamento legal. Pensa como é arriscado apostar sua felicidade, todas as suas fichas em apenas um aspecto da sua vida?! Não faz sentido!
Você fala que está numa festa e que o outro sumiu e ele responde "mas tô namorando, ne". Quer dizer que quando está namorando não pode mais ir a festas?
O sujeito amava dançar, de repente some 3 anos e depois "volta o cão arrependido". Quando você pergunta o porquê do sumiço: "Tava namorando". Ué. Namoro significa que não pode mais dançar?
Entendem o que estou dizendo? Não estou dizendo que a vida de solteiro é exatamente igual a de comprometido e que nada muda - não ponham palavras na minha boca! -, o que estou dizendo é: a vida de pessoa comprometido pode ser tão atraente quanto a vida de solteiro. Você não precisa se sentir como um passarinho saindo da gaiola quando terminar um relacionamento e "precisar de um tempo para curtir", como se não fosse possível ter curtição dentro de um relacionamento. Há um conceito muito deturpado de curtição. Separado em status de relacionamento: se você está solteiro você está curtindo e se divertindo. Se você está comprometido, vive com sono e sua vida é monótona. A curtição, a diversão, a alegria só depende de vocês! Dá para ter aventuras, histórias loucas e engraçadas e muita zoeira estando em um relacionamento, sim! Você pode fazer acontecer em dupla! Imagina que maravilha misturar tanta coisa legal: gostar de alguém massa, estar com alguém que te dá atenção, que te respeita e ainda super te diverte?! Ideal! META!
Então é isso... parem de tratar namoro como suicídio social e bora meter o louco em dupla! E ainda poder ter aquele colo e cafuné cheio de amor em dias chuvosos e frios! =)
"Como assim namorando errado, Dany?"
Meus caros, já reparou o que acontece na vida do indivíduo quanto ele começa a namorar? De repente ele DESAPARECE. Não vê mais os amigos, só fica em casa vendo filme ou pulando de restaurante em restaurante postando foto de tudo em dupla: prato duplo, copo duplo, vela dupla. Ele (a) começa a parar de frequentar os lugares que adorava, de fazer as coisas que o faziam se divertir tanto.
O namoro de muitos parece mais uma prisão do que um relacionamento, onde de repente você não tem liberdade para fazer nada que não seja grudado com sua namorado (a), uma panela de pressão, cheio de cobranças. Você muitas vezes se torna outra pessoa, desprovido daquela personalidade que tanto atraiu a outra pessoa, primeiramente.
Eu sempre me preocupo com isso quando namoro. Faço questão de trazer meu namorado para o meu círculo de amizades e de me tornar parte do dele. Eu entendo que você não vai ter exatamente a mesma vida, que outra pessoa está integrada a sua vida e que algumas coisas devem ser adaptadas, mas se for pra ficar numa relação onde eu tenha que cortar todos os meus prazeres, deixar de estar com meus amigos e família e envelhecer 2 anos por dia por conta de cobrança, de monotonia, de ciúmes, nem me chama.
Relacionamento tem que ser diversão, tesão, companheirismo, cumplicidade, zoação, cuidado. Tem que ser para compartilhar, vir para somar e não para subtrair a pessoa da sua própria vida! Um relacionamento que chega e muda todos os seus hábitos, te faz se sentir distante dos seus amigos, te faz desistir das coisas que você gostava e te aprisiona não é um relacionamento legal. Pensa como é arriscado apostar sua felicidade, todas as suas fichas em apenas um aspecto da sua vida?! Não faz sentido!
Você fala que está numa festa e que o outro sumiu e ele responde "mas tô namorando, ne". Quer dizer que quando está namorando não pode mais ir a festas?
O sujeito amava dançar, de repente some 3 anos e depois "volta o cão arrependido". Quando você pergunta o porquê do sumiço: "Tava namorando". Ué. Namoro significa que não pode mais dançar?
Entendem o que estou dizendo? Não estou dizendo que a vida de solteiro é exatamente igual a de comprometido e que nada muda - não ponham palavras na minha boca! -, o que estou dizendo é: a vida de pessoa comprometido pode ser tão atraente quanto a vida de solteiro. Você não precisa se sentir como um passarinho saindo da gaiola quando terminar um relacionamento e "precisar de um tempo para curtir", como se não fosse possível ter curtição dentro de um relacionamento. Há um conceito muito deturpado de curtição. Separado em status de relacionamento: se você está solteiro você está curtindo e se divertindo. Se você está comprometido, vive com sono e sua vida é monótona. A curtição, a diversão, a alegria só depende de vocês! Dá para ter aventuras, histórias loucas e engraçadas e muita zoeira estando em um relacionamento, sim! Você pode fazer acontecer em dupla! Imagina que maravilha misturar tanta coisa legal: gostar de alguém massa, estar com alguém que te dá atenção, que te respeita e ainda super te diverte?! Ideal! META!
Então é isso... parem de tratar namoro como suicídio social e bora meter o louco em dupla! E ainda poder ter aquele colo e cafuné cheio de amor em dias chuvosos e frios! =)
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quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Sobre traições
Hello, people! Estou de volta para falar de um assunto que nunca acaba: a imensa cara de pau dos homens. Apesar de sentir um pequeno prazer - admito - em expor machos babacas, believe me, eu preferia estar aqui contando histórias com final feliz! Mas ninguém está me contando uma dessas e nem tampouco eu estou vivendo uma, então vamos ao que interessa!
É de print que vocês gostam? Então chega mais que hoje tem chuva!
Ela estava lá, de boa na lagoa, quando um ex-crush das antigas tira print de uma selfie dela e envia pelo whatsapp com a seguinte legenda: EU PEGO. Eu já falei que ele é casado e tem filhos? Não? Pois é.
Só que ele se deu mal porque além de ela ser bem afiada, estava comigo do lado, que sou pior ainda.
Já começamos bem, né?
- Tu é casado.
-E dai?
Duas linhas que entregam o caráter do ser humano rapidamente.
Tentando ganhar a discussão num detalhe técnico. Praticamente disse que ela só mereceria fidelidade se fosse casada no papel e na igreja, né?
Mas vamos dar corda para se enforcar, porque né, estamos aqui para isso.
Aí a gente se compadece, tenta apelar pra consciência do sujeito e ele usa sua juventude como desculpa para agir como um idiota. Usa as frases "sou livre" e a "vida é curta" do modo mais libertino que se possa imaginar.
Adoro essa parte: chama fidelidade e decência de conservadorismo. É pra rir ou para chorar?
E ainda vem com a cereja no bolo: CASAMENTO É UM PORRE. FALA SÉRIO.
Claro que ela vai com as perguntas mais óbvias, que passaram pela cabeça de qualquer pessoa normal que esteja lendo esse post: ENTÃO POR QUE CASOU? POR QUE NÃO SEPARA?
"Eu gosto dela demais". SEM-OR! Como ele deve tratar uma mulher que ele não gosta, né?
E uma outra favorita minha: aquela hora em que eles usam a testosterona como desculpa para desvio de caráter.
Clássico: levou o toco, agora fala que "era brincadeira".
Nunca traiu? Duvido.
Pessoal, vou ser muito sincera aqui: eu não sou uma pessoa 8/80 com traição. Eu acho que a carne humana é fraca, que relacionamentos são complicados e que a vida nos coloca às vezes numa enrascadas inacreditáveis. Mas desvio de caráter a gente sente cheiro de longe. A pessoa quando tenta justificar suas atitudes erradas com desculpas esfarrapadas e frases de efeito, tem caráter duvidoso. Ninguém morre pro mundo quando está em um relacionamento sério. Mas a vontade de não magoar quem você ama, de respeitar, de considerar o outro, deve ser muito maior do que um desejo carnal do momento. Ele FOI ATRÁS de uma traição e, mais do que isso, muitas das frases que ele utilizou provam que ele não está ligando nenhum pouco para a pessoa com quem vive há 10 anos.
O que eu lamento mais quando fico sabendo dessas histórias é o quanto as relações estão frágeis. Eu nunca vou compreender porque uma pessoa decide se casar e não ter respeito pelo seu compromisso. Honestamente, cada vez que escuto essas coisas, perco mais um pouco a fé na humanidade e no "amor".
Olha eu aqui, colocando a palavra AMOR entre aspas. Isn't it sad?
É de print que vocês gostam? Então chega mais que hoje tem chuva!
Ela estava lá, de boa na lagoa, quando um ex-crush das antigas tira print de uma selfie dela e envia pelo whatsapp com a seguinte legenda: EU PEGO. Eu já falei que ele é casado e tem filhos? Não? Pois é.
Só que ele se deu mal porque além de ela ser bem afiada, estava comigo do lado, que sou pior ainda.
Já começamos bem, né?
- Tu é casado.
-E dai?
Duas linhas que entregam o caráter do ser humano rapidamente.
Tentando ganhar a discussão num detalhe técnico. Praticamente disse que ela só mereceria fidelidade se fosse casada no papel e na igreja, né?
Mas vamos dar corda para se enforcar, porque né, estamos aqui para isso.
Aí a gente se compadece, tenta apelar pra consciência do sujeito e ele usa sua juventude como desculpa para agir como um idiota. Usa as frases "sou livre" e a "vida é curta" do modo mais libertino que se possa imaginar.
Adoro essa parte: chama fidelidade e decência de conservadorismo. É pra rir ou para chorar?
E ainda vem com a cereja no bolo: CASAMENTO É UM PORRE. FALA SÉRIO.
Claro que ela vai com as perguntas mais óbvias, que passaram pela cabeça de qualquer pessoa normal que esteja lendo esse post: ENTÃO POR QUE CASOU? POR QUE NÃO SEPARA?
"Eu gosto dela demais". SEM-OR! Como ele deve tratar uma mulher que ele não gosta, né?
E uma outra favorita minha: aquela hora em que eles usam a testosterona como desculpa para desvio de caráter.
Clássico: levou o toco, agora fala que "era brincadeira".
Nunca traiu? Duvido.
Pessoal, vou ser muito sincera aqui: eu não sou uma pessoa 8/80 com traição. Eu acho que a carne humana é fraca, que relacionamentos são complicados e que a vida nos coloca às vezes numa enrascadas inacreditáveis. Mas desvio de caráter a gente sente cheiro de longe. A pessoa quando tenta justificar suas atitudes erradas com desculpas esfarrapadas e frases de efeito, tem caráter duvidoso. Ninguém morre pro mundo quando está em um relacionamento sério. Mas a vontade de não magoar quem você ama, de respeitar, de considerar o outro, deve ser muito maior do que um desejo carnal do momento. Ele FOI ATRÁS de uma traição e, mais do que isso, muitas das frases que ele utilizou provam que ele não está ligando nenhum pouco para a pessoa com quem vive há 10 anos.
O que eu lamento mais quando fico sabendo dessas histórias é o quanto as relações estão frágeis. Eu nunca vou compreender porque uma pessoa decide se casar e não ter respeito pelo seu compromisso. Honestamente, cada vez que escuto essas coisas, perco mais um pouco a fé na humanidade e no "amor".
Olha eu aqui, colocando a palavra AMOR entre aspas. Isn't it sad?
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quinta-feira, 22 de junho de 2017
A guerra dos sexos
Parece que está tudo em paz entre homens e mulheres (??), mas a verdade é que há uma guerra fria no mundo heterossexual.
De um lado, mulheres absolutamente céticas. De outro lado, homens absolutamente superficiais.
Eu não estou aqui para dizer quem está certo e quem está errado. Na realidade, essa guerra só tem perdedores.
Houve um tempo em que a gente tinha mais curiosidade uns pelos outros. Houve um tempo em que era preciso primeiro conhecer as pessoas e só depois decidir dispensá-las ou assumi-las. Hoje, está tudo pré-definido.
As mulheres estão absolutamente céticas e desconfiadas. Nunca a máxima "nenhum homem presta" foi repetida com tanta segurança e certeza. Deixamos de acreditar, vivemos por aí com os escudos levantados, sem ter coragem de baixar a guarda e desconfiando de qualquer comportamento fora do normal.
Os homens estão por cima da carne seca e nunca a máxima "não quero nada sério" ou "não quero me envolver com ninguém" foi repetida com tanta segurança e certeza. Eles deixaram de acreditar que as coisas precisam de tempo para acontecer. Acham que todas as mulheres querem namorar, casar e que todas vão se apaixonar por eles. E saem correndo feito bicho com medo de ir parar no zoológico.
Esses dias, depois de mais uma piada sarcástica sobre o desvio de caráter masculino, ouvi de um rapaz com quem estava saindo: "eu não tenho culpa de suas experiências ruins". Me fez refletir bastante sobre como eu cheguei ao ponto em que estou hoje. Estou chata. Não acredito em nada e provavelmente essa energia negativa emana e atrai uma quantidade inenarrável de homens babacas.
Lá fui eu tentar ao máximo baixar a guarda, tentar acreditar no que ele estava falando, quando depois de alguns bolos e sucessivas mancadas, ele finalmente entrou para mais um "culpado pelas minhas experiências ruins".
Ontem, desabafando com um amigo sobre esse assunto, contando sobre a minha falta de fé nos homens, ele - que recentemente terminou um namoro longo e mal sabe o que está pegando por aí - disse: "Nossa! Você é a quarta mulher que me fala isso em uma semana!"
Aí depois de, por um momento, achar que estamos ficando loucas ou paranóicas, percebemos que é um sentimento generalizado, e não individual. É meu, das minhas amigas, das amigas das amigas. Da galera da Internet. Da igreja, da balada, e até quem mal sai de casa tá se lascando por aí.
O que aconteceu com o velho "conhecer uma pessoa de verdade, sair, refletir, deixar rolar e só depois decidir se a pessoa é boa pra você ou não?"
Porque as mulheres já conhecem os caras esperando o pior e os homens já conhecem as mulheres fugindo para as montanhas a fim de evitar qualquer tipo de envolvimento?
De onde tiraram que gostar de alguém é ruim? De onde tiraram que todo mundo se comporta do mesmo jeito? Onde foi parar nossa paciência, nossa fé, nossa esperança, nossa vontade de sentir coisas boas, de viver momentos bacanas sem rotular tudo logo de cara?
Vocês não acham que está exaustivo vivermos uns fugindo dos outros? Será que é mesmo necessário a gente evitar se envolver com medo de sofrer?
Será que nós mulheres precisamos beijar um cara já pensando "ih, esse aí é só mais um que não vale nada"?
Será que vocês homens precisam beijar uma menina já pensando "assim que eu conseguir transar, vou dar no pé"?
Não seria melhor - e MAIS JUSTO - a gente primeiro saber quem é a pessoa que estamos conhecendo antes de rotular a pessoa e a relação (e importância) que teremos?
Será que possível acabar com essa guerra e voltarmos a viver em paz?
De um lado, mulheres absolutamente céticas. De outro lado, homens absolutamente superficiais.
Eu não estou aqui para dizer quem está certo e quem está errado. Na realidade, essa guerra só tem perdedores.
Houve um tempo em que a gente tinha mais curiosidade uns pelos outros. Houve um tempo em que era preciso primeiro conhecer as pessoas e só depois decidir dispensá-las ou assumi-las. Hoje, está tudo pré-definido.
As mulheres estão absolutamente céticas e desconfiadas. Nunca a máxima "nenhum homem presta" foi repetida com tanta segurança e certeza. Deixamos de acreditar, vivemos por aí com os escudos levantados, sem ter coragem de baixar a guarda e desconfiando de qualquer comportamento fora do normal.
Os homens estão por cima da carne seca e nunca a máxima "não quero nada sério" ou "não quero me envolver com ninguém" foi repetida com tanta segurança e certeza. Eles deixaram de acreditar que as coisas precisam de tempo para acontecer. Acham que todas as mulheres querem namorar, casar e que todas vão se apaixonar por eles. E saem correndo feito bicho com medo de ir parar no zoológico.
Esses dias, depois de mais uma piada sarcástica sobre o desvio de caráter masculino, ouvi de um rapaz com quem estava saindo: "eu não tenho culpa de suas experiências ruins". Me fez refletir bastante sobre como eu cheguei ao ponto em que estou hoje. Estou chata. Não acredito em nada e provavelmente essa energia negativa emana e atrai uma quantidade inenarrável de homens babacas.
Lá fui eu tentar ao máximo baixar a guarda, tentar acreditar no que ele estava falando, quando depois de alguns bolos e sucessivas mancadas, ele finalmente entrou para mais um "culpado pelas minhas experiências ruins".
Ontem, desabafando com um amigo sobre esse assunto, contando sobre a minha falta de fé nos homens, ele - que recentemente terminou um namoro longo e mal sabe o que está pegando por aí - disse: "Nossa! Você é a quarta mulher que me fala isso em uma semana!"
Aí depois de, por um momento, achar que estamos ficando loucas ou paranóicas, percebemos que é um sentimento generalizado, e não individual. É meu, das minhas amigas, das amigas das amigas. Da galera da Internet. Da igreja, da balada, e até quem mal sai de casa tá se lascando por aí.
O que aconteceu com o velho "conhecer uma pessoa de verdade, sair, refletir, deixar rolar e só depois decidir se a pessoa é boa pra você ou não?"
Porque as mulheres já conhecem os caras esperando o pior e os homens já conhecem as mulheres fugindo para as montanhas a fim de evitar qualquer tipo de envolvimento?
De onde tiraram que gostar de alguém é ruim? De onde tiraram que todo mundo se comporta do mesmo jeito? Onde foi parar nossa paciência, nossa fé, nossa esperança, nossa vontade de sentir coisas boas, de viver momentos bacanas sem rotular tudo logo de cara?
Vocês não acham que está exaustivo vivermos uns fugindo dos outros? Será que é mesmo necessário a gente evitar se envolver com medo de sofrer?
Será que nós mulheres precisamos beijar um cara já pensando "ih, esse aí é só mais um que não vale nada"?
Será que vocês homens precisam beijar uma menina já pensando "assim que eu conseguir transar, vou dar no pé"?
Não seria melhor - e MAIS JUSTO - a gente primeiro saber quem é a pessoa que estamos conhecendo antes de rotular a pessoa e a relação (e importância) que teremos?
Será que possível acabar com essa guerra e voltarmos a viver em paz?
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segunda-feira, 12 de junho de 2017
A fórmula da felicidade
É cruel. A gente nasce com tudo definido. Já pensou no quanto isso é cruel?
Temos a fórmula da felicidade. Nasce, cresce, casa, se reproduz, se aposenta e morre.
Você namora uma pessoa legal, dá certo durante anos, vocês continuam juntos até chegar aos (ou pertinho) 30.
Começa a panela de pressão. De fora e de dentro.
A sociedade, os amigos, a família. "E esse casamento, sai ou não sai? Já tá na hora, né?"
Aquela voz interior também incomoda. "Por que ele não me pediu ainda?" - e pior que às vezes sem nem você ter parado para refletir se aquilo é genuinamente um desejo seu. Se aquele é realmente o seu destino ou se você comprou a ideia porque estão juntos há vários anos.
Vem de lá também. Ele pensa: "Meu Deus, o cerco está fechando. Tenho que casar com ela. Mesmo sem me sentir preparado, sem ter certeza."
O fato é que não há espaço para dúvidas.
Diante desse turbilhão de emoções, você se vê pressionado a ceder a tal felicidade que te impuseram.
Você perde a coragem de querer o que você realmente quer.
De se questionar. De se dar o direito de duvidar. De se dar o direito de terminar relacionamentos teoricamente perfeitos.
De buscar outro caminho, de duvidar que existam outros caminhos que tragam felicidade.
E é cruel.
A gente perde a coragem de ousar ser feliz de outra forma. Ou de pelo menos tentar.
Traçaram nossos destinos na maternidade e ai de nós se tentarmos pegar outra estrada.
Tememos as mudanças, o novo, a curiosidade.
E multiplicamos relações assexuadas, relações de mentirinha, felicidade de Facebook e Instagram, rotinas maçantes.
Acabamos por multiplicar sonhos frustrados, experiências enterradas, traições, desejos reprimidos.
É, mundo... Você nos podou. Nos podamos. Deixamos que nos ditassem o que seria melhor para nós.
E agora... como fugir?
Temos a fórmula da felicidade. Nasce, cresce, casa, se reproduz, se aposenta e morre.
Você namora uma pessoa legal, dá certo durante anos, vocês continuam juntos até chegar aos (ou pertinho) 30.
Começa a panela de pressão. De fora e de dentro.
A sociedade, os amigos, a família. "E esse casamento, sai ou não sai? Já tá na hora, né?"
Aquela voz interior também incomoda. "Por que ele não me pediu ainda?" - e pior que às vezes sem nem você ter parado para refletir se aquilo é genuinamente um desejo seu. Se aquele é realmente o seu destino ou se você comprou a ideia porque estão juntos há vários anos.
Vem de lá também. Ele pensa: "Meu Deus, o cerco está fechando. Tenho que casar com ela. Mesmo sem me sentir preparado, sem ter certeza."
O fato é que não há espaço para dúvidas.
Diante desse turbilhão de emoções, você se vê pressionado a ceder a tal felicidade que te impuseram.
Você perde a coragem de querer o que você realmente quer.
De se questionar. De se dar o direito de duvidar. De se dar o direito de terminar relacionamentos teoricamente perfeitos.
De buscar outro caminho, de duvidar que existam outros caminhos que tragam felicidade.
E é cruel.
A gente perde a coragem de ousar ser feliz de outra forma. Ou de pelo menos tentar.
Traçaram nossos destinos na maternidade e ai de nós se tentarmos pegar outra estrada.
Tememos as mudanças, o novo, a curiosidade.
E multiplicamos relações assexuadas, relações de mentirinha, felicidade de Facebook e Instagram, rotinas maçantes.
Acabamos por multiplicar sonhos frustrados, experiências enterradas, traições, desejos reprimidos.
É, mundo... Você nos podou. Nos podamos. Deixamos que nos ditassem o que seria melhor para nós.
E agora... como fugir?
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