O Brasil é o país das Marias! Tem Maria de tudo quanto é jeito, idade, estilo, atitude! Acredita que todas as filhas da minha avó são Maria? Rosa Maria, Maria Madalena, Maria Aparecida, Maria de Lourdes, e por aí vai...
Eu, porém, como grande observadora do comportamento sexual humano, venho analisando outro tipo de Maria.
O povo têm rebaixado o nome "Maria" a mulheres não muito humildes nem desapegadas de valores materiais, como nossas queridas "Maria-chuteira" e "Maria-gasolina".
A Maria-chuteira, aquela velha gatinha - geralmente loira - que adora um jogador de futebol cheio da grana. Acho uma injustiça isso, pois uma verdadeira Maria-chuteira não liga para grana, mas sim para um homem suado correndo atrás de uma bola e levantando o dedinho pro céu depois de fazer um gol. Eu acho que esse detalhe de elas só gostarem de jogador rico devia ser outra categoria de Maria, pois a verdadeira Maria-chuteira é a que tem um fraco por jogador de futebol e pronto, independente de ter dinheiro. Mas acho que não vai dar para salvar, vocês, gatas! Maria-Chuteira já foi totalmente associado ao dinheiro!
Maria-Gasolina então, não tem jeito! Sei lá, nunca vi Maria-Gasolina gostar de Fusca ou Chevette. Acho que no máximo um Golzinho, mas geralmente querem Golf turbinado, Punto amarelo ou Astra Sport (ih, acho que tô ficando velha, preciso me atualizar no mundo automobilístico!). Essas aí eu nem defendo, porque realmente, o cara é muito feio até aparecer com chave do carro pendurada na calça. Ou seja, o interesse é no carro e não no motorisa. Xô para essa raça!
Agora tem as Marias mais inofensivas. Eu e a Loira tínhamos apelidos Marianos exclusivos. Como sempre adorei gaúcho e ela se amarrava num cabra da peste, eu a chamava de Maria Peixeira e ela me chamava de Maria Bombacha. A verdade é que toda mulher é Maria-alguma-coisa.
Sou professora e o que tem de Maria-professor não está no gibi (se bem que nesse ramo tá cheio de João-professora também). Não pode ver um homem inteligente ensinando alguma coisa que já fica toda maluca querendo saber se o professor tem namorada. Sei lá, é um fetiche estranho. A maioria esmagadora dos professores são quebrados, andam de ônibus ou com carro velho e moram com a mãe. Então, essas daí não dá nem para julgar de interesseira. Realmente a inteligência é um afrodisíaco!
Parecida com essa supracitada (ai ai ai ui ui ui!), tem também a Maria-Personal. É aquela que não pode ver um personal trainer (ou qualquer professor de academia) que já fica subindo pelas paredes. Os personais também são professores, então também se encaixam na categoria financeira já mencionada, mas pelo menos eles são super simpáticos, solícitos e more often than not tem corpinhos esculpidos por anjos (mas nem sempre isso é pré-requisito)! É só ver um deles suar, te ensinar a usar um aparelho na academia ou dizer "você precisa ganhar mais massa magra" para a mulherada ir à loucura.
Tem uma bem famosa também que é a Maria-Banda (no forró inventaram uma tal de "Apara-Cuspe"), que são aquelas minas que ficam tietando os músicos de uma banda - não necessariamente famosa - lá na frente, sonhando e suspirando, querendo ser o baixo, a guitarra, o microfone, as baquetas ou até mesmo o atabaque de um deles, ganhando ingressos grátis para apresentações, quiçá sonhando em ser a próxima capa da revista Quem.
Enfim, todo mundo tem seu fetiche! Homens, mulheres, gays! Acho super saudável e válido (tirando a Maria-Gasolina, acho palha) e vocês que enchem o saco, julgando, achando que você não é Maria-alguma-coisa, acho melhor começar a observar seu próprio comportamento. Quem sabe você não é Maria-proletariado, Maria-dentista- Maria-nerd, Maria-flamenguista, Maria-Lucas (eu sou demais!!), Maria-rockeiro, Maria-emo, Maria-skatista, Maria-fracassado, Maria-filho-de-vó... no fim, somos todos Marias de verdade!
terça-feira, 30 de abril de 2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
Uma vida de escolhas
Acredito que ao menos 99% dos seres humanos odeiam ter que fazer escolhas. O problema é que fazer escolhas é mais rotineiro do que fazer xixi. Estamos o tempo todo tendo que fazer pequenas escolhas diárias e muitas vezes grandes escolhas que podem mudar nossa vida. Afinal, por que fazer escolhas é tão difícil e detestável?
Oras, já diria nosso saudoso Chorão, "cada escolha é uma renúncia" e é bem aí que o sapato aperta. Nós simplesmente morremos de medo de fazer a escolha errada. Tomar decisões normalmente nos tira da zona de conforto, e o lado covarde do ser humano é altamente ativado diante de certas situações. Algumas delas: experimentar um novo prato no seu restaurante preferido (para que diabos você pega o cardápio e fica olhando 20min se sabe que sempre escolhe a mesma coisa?!), mudar de emprego (você odeia seu chefe, seus colegas, seu trabalho, mas morre de medo do desemprego eterno ou de não arranjar coisa melhor), cortar o cabelo (está há anos com o mesmo corte, mas vai que você tenta algo novo e fica ruim?), terminar um relacionamento (você não está mais feliz, tem certeza que essa pessoa não é a tampa da sua panela, vê mais defeitos do que qualidades na pessoa, mas tem medo de ficar sozinha, ou de terminar e se arrepender ou de não arranjar ninguém melhor).
Sendo muito sincera, odeio fazer escolhas. Quero morrer quando alguém diz: "escolhe aí!". Mas eu faço! Não vim nesse mundo a passeio e não estou aqui para ser infeliz. Se algo não está me fazendo feliz, EU VOU CAIR FORA! Já saí de uns três empregos porque comecei a me sentir super estressada e não conseguia mais produzir. Medo do desemprego? Claro! Mas o medo só atrapalha quem não tem coragem para lutar pelo o que quer e acredita! Já mudei o cabelo várias vezes! Vira e mexe enjoo da minha própria cara e penso: time to shake things up! Daí lá vou eu cortar, pintar, repicar, franja... Medo de não ficar bom? Claro que tenho! Uma vez a mulher cortou minha franja há um palmo das minhas sobrancelhas. É um risco que se corre! Mas me recuso a viver a vida toda com a mesma aparência - se mudar seu cabelo é mudança demais para você, está na hora de rever seus conceitos, essa é a mudança MÍNIMA na vida de uma pessoa!
Terminar relacionamento é um SACO! Eu normalmente me encho de culpa, seja lá qual for o motivo, e quando decido terminar com alguém acabo chorando mais do que o próprio sujeito levando o pé na bunda. Mas desculpe, me recuso a ser infeliz. Me recuso a me acomodar com qualquer sentimento morno que o universo queira me oferecer. Me recuso a me acovardar por trás de milhões de desculpas esfarrapadas. Mesmo que não tenha certeza se terminar é a melhor solução, eu faço. Sabe por quê? Porque se eu não estou feliz nesse relacionamento, é porque algo precisa ser mudado. Se eu já tentei mudar as coisas dentro do relacionamento e não deu certo, parto para outra. E se um relacionamento é feito de duas pessoas e só uma está tentando salvar, é porque já acabou há muito tempo! Se você termina um relacionamento, você passa a vê-lo de uma perspectiva diferente e acaba descobrindo o que tanto estava errado e você não conseguia enxergar. E se resolver tentar voltar com a pessoa e ela não te quiser mais, é porque ela não gosta mais de você. E daí, what's the point? Se ela não te quer mais, MOVE ON!
Tudo isso é para dizer que esses pequenos riscos são a graça da vida! Ficar em cima do muro a vida toda é uma verdadeira tortura psicológica! E se você quer se fazer feliz, arrisque! Experimente uma sabor de pizza diferente, um novo refrigerante, um novo estilo musical, corte e pinte o cabelo, assista um novo seriado, mude de emprego, dê uma virada em sua vida amorosa, recomece! Nem sempre estabilidade é sinal de felicidade. Muitas vezes estabilidade é sinal de comodismo. E sinceramente, comodismo para mim é pura preguiça de se fazer feliz! SAIA DA SUA ZONA DE CONFORTO!
What do you say to taking chances?!
Oras, já diria nosso saudoso Chorão, "cada escolha é uma renúncia" e é bem aí que o sapato aperta. Nós simplesmente morremos de medo de fazer a escolha errada. Tomar decisões normalmente nos tira da zona de conforto, e o lado covarde do ser humano é altamente ativado diante de certas situações. Algumas delas: experimentar um novo prato no seu restaurante preferido (para que diabos você pega o cardápio e fica olhando 20min se sabe que sempre escolhe a mesma coisa?!), mudar de emprego (você odeia seu chefe, seus colegas, seu trabalho, mas morre de medo do desemprego eterno ou de não arranjar coisa melhor), cortar o cabelo (está há anos com o mesmo corte, mas vai que você tenta algo novo e fica ruim?), terminar um relacionamento (você não está mais feliz, tem certeza que essa pessoa não é a tampa da sua panela, vê mais defeitos do que qualidades na pessoa, mas tem medo de ficar sozinha, ou de terminar e se arrepender ou de não arranjar ninguém melhor).
Sendo muito sincera, odeio fazer escolhas. Quero morrer quando alguém diz: "escolhe aí!". Mas eu faço! Não vim nesse mundo a passeio e não estou aqui para ser infeliz. Se algo não está me fazendo feliz, EU VOU CAIR FORA! Já saí de uns três empregos porque comecei a me sentir super estressada e não conseguia mais produzir. Medo do desemprego? Claro! Mas o medo só atrapalha quem não tem coragem para lutar pelo o que quer e acredita! Já mudei o cabelo várias vezes! Vira e mexe enjoo da minha própria cara e penso: time to shake things up! Daí lá vou eu cortar, pintar, repicar, franja... Medo de não ficar bom? Claro que tenho! Uma vez a mulher cortou minha franja há um palmo das minhas sobrancelhas. É um risco que se corre! Mas me recuso a viver a vida toda com a mesma aparência - se mudar seu cabelo é mudança demais para você, está na hora de rever seus conceitos, essa é a mudança MÍNIMA na vida de uma pessoa!
Terminar relacionamento é um SACO! Eu normalmente me encho de culpa, seja lá qual for o motivo, e quando decido terminar com alguém acabo chorando mais do que o próprio sujeito levando o pé na bunda. Mas desculpe, me recuso a ser infeliz. Me recuso a me acomodar com qualquer sentimento morno que o universo queira me oferecer. Me recuso a me acovardar por trás de milhões de desculpas esfarrapadas. Mesmo que não tenha certeza se terminar é a melhor solução, eu faço. Sabe por quê? Porque se eu não estou feliz nesse relacionamento, é porque algo precisa ser mudado. Se eu já tentei mudar as coisas dentro do relacionamento e não deu certo, parto para outra. E se um relacionamento é feito de duas pessoas e só uma está tentando salvar, é porque já acabou há muito tempo! Se você termina um relacionamento, você passa a vê-lo de uma perspectiva diferente e acaba descobrindo o que tanto estava errado e você não conseguia enxergar. E se resolver tentar voltar com a pessoa e ela não te quiser mais, é porque ela não gosta mais de você. E daí, what's the point? Se ela não te quer mais, MOVE ON!
Tudo isso é para dizer que esses pequenos riscos são a graça da vida! Ficar em cima do muro a vida toda é uma verdadeira tortura psicológica! E se você quer se fazer feliz, arrisque! Experimente uma sabor de pizza diferente, um novo refrigerante, um novo estilo musical, corte e pinte o cabelo, assista um novo seriado, mude de emprego, dê uma virada em sua vida amorosa, recomece! Nem sempre estabilidade é sinal de felicidade. Muitas vezes estabilidade é sinal de comodismo. E sinceramente, comodismo para mim é pura preguiça de se fazer feliz! SAIA DA SUA ZONA DE CONFORTO!
What do you say to taking chances?!
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Implicâncias namorísticas
O ser humano é uma coisa misteriosamente absurda mesmo, né?
Hoje parei para pensar em como a oficialização de um relacionamento muda tudo!
Quando a gente está ficando com uma pessoa, conhecendo, saindo pelas primeiras vezes, os amassos sem noção dentro do carro, o imenso esforço para sempre agradar e não mostrar o lado negro da sua força para o outro, tudo é de um jeito bem non-natural: a pessoa com a qual estamos saindo é praticamente perfeita, já repararam? Parece que somos incapazes de enxergar um defeitinho sequer, e, se enxergamos, até o categorizamos como "charme" do novo amor.
O namoro se oficiliza e com ele trocamos a grande vontade de agradar aquela pessoa pela vontade de estar cada vez mais íntimo do outro - o que é um processo natural, claro -, mas fico pensando em, como, quase sem querer, de repente o outro começa a ter milhões de defeitos! I mean, naqueles dias mais críticos até parece que ele tem mais defeitos do que qualidades. E é aí que vocÊ se pega questionando: "por que eu não percebi isso antes?"
De repente você começa a implicar com todo e qualquer defeitinho ou mania irritante do seu namorado (a), quase se achando muito superior a ele, como se vocÊ mesma não tivesse defeitos e manias chatas.
Oras, nós mulheres, quando ficamos muito tempo solteiras e começamos a namorar, sentimos como se aquilo fosse quase uma carta de alforria que nos liberta daquela vida que, por um tempo é irresistivelmente gostosa, mas depois se torna um fardo a ser carregado. Mas no segundo em que alguém decide nos levar a sério e nos aturar oficialmente, nós começamos a pôr defeitos demais. Será que só eu faço isso?
Eu juro, não me acho melhor que ninguém, mas me irrito comigo mesma quando de repente percebo que estou implicando demasiadamente com as manias do meu namorado. Existe uma linha muito tênue entre uma implicância razoável - do tipo: por que você não corta as unhas?? - e aquela implicância gratuita - do tipo: por que você tá contando quantos buraquinhos para cadarço tem no seu tênis?
É bem mais fácil falar do que pôr em prática a tal história do "você tem que me aceitar como eu sou"! Os nossos defeitos são coisas que nos atingem, mas também atingem os que convivem conosco, então eu acho que é assim como é dever do outro que nos ama nos aceitar, também temos o dever de tentar melhorar esses nossos defeitos, a fim de deixar a convivência cada vez mais harmoniosa.
Quanto aos hábitos ruins e manias chatas, well, talvez seja até bom conversamos com o outro sobre o quanto isso pode atrapalhar a relação e sugerir mudanças - porém sempre observando o limite entre o que é razoável exigir e o que é pura implicância de ser humano louco.
A grande verdade é que tudo isso é muito fácil na teoria, mas na prática é que o bicho pega. Escrever sobre isso foi insanamente fácil, depois de passar uma semana inteira fazendo uma auto-observação, mas tenho plena consciência de que a aplicação desses mesmos conselhos acima vai ser way more complicated! Mas claro que, ao mesmo tempo, eu valorizo o reconhecimento de tudo isso e o vejo como um primeiro passo para deixar de lado coisas banais e dar importância ao que realmente pode estragar meu relacionamento!
Let's let it be!
Hoje parei para pensar em como a oficialização de um relacionamento muda tudo!
Quando a gente está ficando com uma pessoa, conhecendo, saindo pelas primeiras vezes, os amassos sem noção dentro do carro, o imenso esforço para sempre agradar e não mostrar o lado negro da sua força para o outro, tudo é de um jeito bem non-natural: a pessoa com a qual estamos saindo é praticamente perfeita, já repararam? Parece que somos incapazes de enxergar um defeitinho sequer, e, se enxergamos, até o categorizamos como "charme" do novo amor.
O namoro se oficiliza e com ele trocamos a grande vontade de agradar aquela pessoa pela vontade de estar cada vez mais íntimo do outro - o que é um processo natural, claro -, mas fico pensando em, como, quase sem querer, de repente o outro começa a ter milhões de defeitos! I mean, naqueles dias mais críticos até parece que ele tem mais defeitos do que qualidades. E é aí que vocÊ se pega questionando: "por que eu não percebi isso antes?"
De repente você começa a implicar com todo e qualquer defeitinho ou mania irritante do seu namorado (a), quase se achando muito superior a ele, como se vocÊ mesma não tivesse defeitos e manias chatas.
Oras, nós mulheres, quando ficamos muito tempo solteiras e começamos a namorar, sentimos como se aquilo fosse quase uma carta de alforria que nos liberta daquela vida que, por um tempo é irresistivelmente gostosa, mas depois se torna um fardo a ser carregado. Mas no segundo em que alguém decide nos levar a sério e nos aturar oficialmente, nós começamos a pôr defeitos demais. Será que só eu faço isso?
Eu juro, não me acho melhor que ninguém, mas me irrito comigo mesma quando de repente percebo que estou implicando demasiadamente com as manias do meu namorado. Existe uma linha muito tênue entre uma implicância razoável - do tipo: por que você não corta as unhas?? - e aquela implicância gratuita - do tipo: por que você tá contando quantos buraquinhos para cadarço tem no seu tênis?
É bem mais fácil falar do que pôr em prática a tal história do "você tem que me aceitar como eu sou"! Os nossos defeitos são coisas que nos atingem, mas também atingem os que convivem conosco, então eu acho que é assim como é dever do outro que nos ama nos aceitar, também temos o dever de tentar melhorar esses nossos defeitos, a fim de deixar a convivência cada vez mais harmoniosa.
Quanto aos hábitos ruins e manias chatas, well, talvez seja até bom conversamos com o outro sobre o quanto isso pode atrapalhar a relação e sugerir mudanças - porém sempre observando o limite entre o que é razoável exigir e o que é pura implicância de ser humano louco.
A grande verdade é que tudo isso é muito fácil na teoria, mas na prática é que o bicho pega. Escrever sobre isso foi insanamente fácil, depois de passar uma semana inteira fazendo uma auto-observação, mas tenho plena consciência de que a aplicação desses mesmos conselhos acima vai ser way more complicated! Mas claro que, ao mesmo tempo, eu valorizo o reconhecimento de tudo isso e o vejo como um primeiro passo para deixar de lado coisas banais e dar importância ao que realmente pode estragar meu relacionamento!
Let's let it be!
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
O filhinho da mamãe
Tem coisa que se me contassem, eu não acreditaria. É só vendo mesmo!
Esse caso é uma dessas coisas que a gente só acredita quando presencia, porque afinal é tudo tão absurdo que você se recusa a acreditar.
Eu acho que toda mulher gosta de homem independente. Homem forte, decidido, que corra atrás do que quer, que seja determinado, dono do próprio nariz e que respeite sua família... Agora... uma coisa é respeitar a família, outra coisa é deixar que a família controle você. Mais especificamente a mãe.
Todos amamos nossas mães, claro. Mas hão de convir que mãe às vezes mais atrapalha do que ajuda. E com homem isso parece ser muito pior. Eu acho super válido pedir conselho e ouvir a opinião da sua mãe, mas acho que o nosso desafio maior é saber filtrar e conseguir entender até quando estamos tomando nossas decisões por nós mesmos ou extremamente influenciados pelo que nossa mamãe diz. Sim, elas querem o melhor para nós, mas nem sempre acertam.
Na vida adulta, espera-se que saibamos nos virar sozinhos, e, embora eu saiba que esse é um processo doloroso e lento, sei também que é um processo extremamente necessário para nosso amdurecimento.
Tudo isso para contar a história do Mr. Baby.
Ele é um aluno da escola onde trabalho, tem 25 anos, mora sozinho e é formado em Relações Internacionais. Acontece que ele tem um grande problema: mamãe cuida de tudo. Quando eu digo de tudo, eu digo de TUDO mesmo.
Acreditam que ontem a maluca veio aqui na escola para saber como anda o desempenho do filhinho dela no inglês? Queria ver suas notas, falar com a professora e com a coordenadora, perguntar porque o bebê dela não sabia que dia as aulas começavam...
Depois disse que o filho ficou de atestado e mandaram ele assistir as video-aulas no site da escola, mas que o certo era ele ter um acompanhamento com o professor passando a matéria pra ele - porque afinal:
- Eu conheço meu filho, ele não ia correr atrás.
- Poxa, somos todos adultos, se ele não tem interesse em correr atrás, já não tem o que fazer.
- Eu matriculei meu filho nessa escola porque disseram que os professores cobravam o dever de casa.
- Olha, o dever de casa vale nota, é certamente cobrado. Mas tem um grande abismo entre a gente cobrar uma coisa e o aluno fazer, né?
- Meu filho é tímido, tem que ficar em cima dele.
É sério, isso? Impressionante como ela trata o filho! Parece que está falando de um menino de 12 anos e não de um marmanjo de 25 com barba na cara.
Eu não conheço o sujeito, - só de vista - mas fico tentando imaginar como é essa criatura! O que mais ela faz para ele, além de ir na escolinha de inglês pegar o boletim? Será que dá comidinha na boca? Lembra a hora do remédio? Marca consulta no dentista? Liga pro pai do coleguinha quando ele dorme fora? Busca ele na balada? Faz o leite com Nescau dele, passa manteiga no pão? Será que ele é capaz de levantar um dedo sequer para fazer algo sozinho?
Mas dó mesmo tenho da coitada que se apaixonar por esse menino. Sim, porque a mãe dele não faz idéia do ESTRAGO que ela está fazendo na vida desse cara! Ele provavelmente vai ser dependente dessa mulher em tudo, vai ter que achar uma Amélia que no fim vai acabar sendo muito mais mãe dele do que esposa. E essas mães super-protetoras são as piores sogras EVER. Acham que o filhinho não faz nada de errado, que você é uma piranha que só atrapalha a vida dele, que nenhuma mulher é boa o suficiente para o príncipe dela, que ele é um retardado que precisa de ajuda até para balançar o peru depois do xixi!
É claro que ter uma mãe dessas não é escolha de ninguém, mas a sua postura em relação a isso diz muito sobre o homem que você é, afinal você escolhe quem quer ser: se você se deixa dominar por esse protecionismo exagerado, querendo aproveitar todas as regalias de mamy e deixar o processo de amadurecimento em eterno stand-by ou se você é aquele que vai deixar claro para sua mãe que você é um homem crescido e não precisa de babá 24h dizendo o que tem que fazer ou não - sem desrespeitar sua mãe, claro. Não vamos confundir as coisas!
Família é sempre um assunto complicado, passamos a vida toda tentando entender, amando e odiando ao mesmo tempo, querendo ficar perto e longe ao mesmo tempo... Mãe então, é ETERNO, mas o que também são eternas as consequências dos nossos atos, portanto, temos que pensar bem antes de deixar que outra pessoa decida nossa vida por nós!
Viva a independência!
Esse caso é uma dessas coisas que a gente só acredita quando presencia, porque afinal é tudo tão absurdo que você se recusa a acreditar.
Eu acho que toda mulher gosta de homem independente. Homem forte, decidido, que corra atrás do que quer, que seja determinado, dono do próprio nariz e que respeite sua família... Agora... uma coisa é respeitar a família, outra coisa é deixar que a família controle você. Mais especificamente a mãe.
Todos amamos nossas mães, claro. Mas hão de convir que mãe às vezes mais atrapalha do que ajuda. E com homem isso parece ser muito pior. Eu acho super válido pedir conselho e ouvir a opinião da sua mãe, mas acho que o nosso desafio maior é saber filtrar e conseguir entender até quando estamos tomando nossas decisões por nós mesmos ou extremamente influenciados pelo que nossa mamãe diz. Sim, elas querem o melhor para nós, mas nem sempre acertam.
Na vida adulta, espera-se que saibamos nos virar sozinhos, e, embora eu saiba que esse é um processo doloroso e lento, sei também que é um processo extremamente necessário para nosso amdurecimento.
Tudo isso para contar a história do Mr. Baby.
Ele é um aluno da escola onde trabalho, tem 25 anos, mora sozinho e é formado em Relações Internacionais. Acontece que ele tem um grande problema: mamãe cuida de tudo. Quando eu digo de tudo, eu digo de TUDO mesmo.
Acreditam que ontem a maluca veio aqui na escola para saber como anda o desempenho do filhinho dela no inglês? Queria ver suas notas, falar com a professora e com a coordenadora, perguntar porque o bebê dela não sabia que dia as aulas começavam...
Depois disse que o filho ficou de atestado e mandaram ele assistir as video-aulas no site da escola, mas que o certo era ele ter um acompanhamento com o professor passando a matéria pra ele - porque afinal:
- Eu conheço meu filho, ele não ia correr atrás.
- Poxa, somos todos adultos, se ele não tem interesse em correr atrás, já não tem o que fazer.
- Eu matriculei meu filho nessa escola porque disseram que os professores cobravam o dever de casa.
- Olha, o dever de casa vale nota, é certamente cobrado. Mas tem um grande abismo entre a gente cobrar uma coisa e o aluno fazer, né?
- Meu filho é tímido, tem que ficar em cima dele.
É sério, isso? Impressionante como ela trata o filho! Parece que está falando de um menino de 12 anos e não de um marmanjo de 25 com barba na cara.
Eu não conheço o sujeito, - só de vista - mas fico tentando imaginar como é essa criatura! O que mais ela faz para ele, além de ir na escolinha de inglês pegar o boletim? Será que dá comidinha na boca? Lembra a hora do remédio? Marca consulta no dentista? Liga pro pai do coleguinha quando ele dorme fora? Busca ele na balada? Faz o leite com Nescau dele, passa manteiga no pão? Será que ele é capaz de levantar um dedo sequer para fazer algo sozinho?
Mas dó mesmo tenho da coitada que se apaixonar por esse menino. Sim, porque a mãe dele não faz idéia do ESTRAGO que ela está fazendo na vida desse cara! Ele provavelmente vai ser dependente dessa mulher em tudo, vai ter que achar uma Amélia que no fim vai acabar sendo muito mais mãe dele do que esposa. E essas mães super-protetoras são as piores sogras EVER. Acham que o filhinho não faz nada de errado, que você é uma piranha que só atrapalha a vida dele, que nenhuma mulher é boa o suficiente para o príncipe dela, que ele é um retardado que precisa de ajuda até para balançar o peru depois do xixi!
É claro que ter uma mãe dessas não é escolha de ninguém, mas a sua postura em relação a isso diz muito sobre o homem que você é, afinal você escolhe quem quer ser: se você se deixa dominar por esse protecionismo exagerado, querendo aproveitar todas as regalias de mamy e deixar o processo de amadurecimento em eterno stand-by ou se você é aquele que vai deixar claro para sua mãe que você é um homem crescido e não precisa de babá 24h dizendo o que tem que fazer ou não - sem desrespeitar sua mãe, claro. Não vamos confundir as coisas!
Família é sempre um assunto complicado, passamos a vida toda tentando entender, amando e odiando ao mesmo tempo, querendo ficar perto e longe ao mesmo tempo... Mãe então, é ETERNO, mas o que também são eternas as consequências dos nossos atos, portanto, temos que pensar bem antes de deixar que outra pessoa decida nossa vida por nós!
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Homens e suas espécies catalogadas
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Brincando de casinha
Gente, tô aqui para falar de um assunto bem sério. Mas por favor, não parem de ler - eu sei que vocês preferem as baixarias!
No último post falei de como as coisas que começam erradas tendem a dar errado, mas tem umas que só mesmo matando para pessoa se tocar.
Ao longo de nossas vidas, todos nós tomamos decisões importantes, certo? Decisões que mudam totalmente nossas vidas. E há alguns meses atrás, um amigo meu tomou uma dessas decisões: resolveu ir morar com a namorada - detalhe: eles estavam juntos há apenas 2 meses. Primeiro ele enfiou a namorada na casa dos pais dele, sem a maior cerimônia e só foi dar alguma explicação quando o pai o encostou na parede e disse:
- Hey, você tá achando que eu não percebi que sua namorada está tomando banho, almoçando e dormindo aqui todo dia?!
Depois de muitos desentendimentos com a família, eles resolveram alugar uma kit e morar juntos. E antes mesmo de conseguirem sair da casa da família, descobriram uma gravidez.
Devo dizer também que esse é um casal que finge viver em harmonia, mas na verdade mais brigam do que ficam de bem. É tanta briga que eu não consigo nem imaginar como passou pela cabeça deles essa história de morar juntos.
Mas ok, até aí TUDO BEM (????).
O problema é que eles querem ser adultos só na parte boa. Só na parte de poder dar umazinha a hora que quiser, de poder lavar a louça só no dia seguinte, de não ter pai e nem mãe para encher o saco com pormenores...
Em suma, estão brincando de casinha. Sabe por quê?? Porque toda briga que têm, ela liga para mãe dele para reclamar! Pode???
É um tal de "seu filho não vale nada", "Seu filho não é fácil", "ele me deixa sozinha e vai beber com os amigos", "ele é grosseiro comigo", "ele não liga para filha dele" (não nasceu ainda), "eu não aguento mais" e um blablalbla sem fim! Coitada da sogra, já está com a orelha mais que quente de ter que ouvir merda do próprio filho.
PORRA! Desculpa, mas francamente: se você decidiu casar, resolva seus problemas sozinho, sabe?! Se não estava preparada para ser adulta, então não invente de brincar de ter responsabilidade!
E sabe o que é mais irritante? É dois dias depois de uma ligação dessas para sogra, a sujeita sair postando por aí o quanto ama o marido, o quanto estão construindo um lar lindo cheio de harmonia e a paz de Jah. WHAT???? Are you kidding me??
Juro que só não falo nada porque não deixam e também porque afinal, como vovó já dizia "em briga de marido e mulher, não se mete a colher" - mas de fato, não tenho estômago para relação masoquista! E ainda um masoquismo infantil.
Todo mundo já sabe que "se conselho fossem bom, ninguém dava, vendia", por isso vou chamar isso de colher de chá de semancol: antes de resolver se amazinhar com alguém, analise se você está preparado para sair da saia da mamãe. Para assumir filho. Para pagar MIL contas com seu salário mínimo. Para diminuir drasticamente a saída com os amigos. Para perder sua privacidade de solteiro. Para não ligar para sua mãe a cada meia perdida ou cueca suja. Para sair da adolescência. Para respeitar o outro que mora com você. Para ser HOMEM de verdade e MULHER de verdade - responsável pela resolução de seus próprios problemas!
No último post falei de como as coisas que começam erradas tendem a dar errado, mas tem umas que só mesmo matando para pessoa se tocar.
Ao longo de nossas vidas, todos nós tomamos decisões importantes, certo? Decisões que mudam totalmente nossas vidas. E há alguns meses atrás, um amigo meu tomou uma dessas decisões: resolveu ir morar com a namorada - detalhe: eles estavam juntos há apenas 2 meses. Primeiro ele enfiou a namorada na casa dos pais dele, sem a maior cerimônia e só foi dar alguma explicação quando o pai o encostou na parede e disse:
- Hey, você tá achando que eu não percebi que sua namorada está tomando banho, almoçando e dormindo aqui todo dia?!
Depois de muitos desentendimentos com a família, eles resolveram alugar uma kit e morar juntos. E antes mesmo de conseguirem sair da casa da família, descobriram uma gravidez.
Devo dizer também que esse é um casal que finge viver em harmonia, mas na verdade mais brigam do que ficam de bem. É tanta briga que eu não consigo nem imaginar como passou pela cabeça deles essa história de morar juntos.
Mas ok, até aí TUDO BEM (????).
O problema é que eles querem ser adultos só na parte boa. Só na parte de poder dar umazinha a hora que quiser, de poder lavar a louça só no dia seguinte, de não ter pai e nem mãe para encher o saco com pormenores...
Em suma, estão brincando de casinha. Sabe por quê?? Porque toda briga que têm, ela liga para mãe dele para reclamar! Pode???
É um tal de "seu filho não vale nada", "Seu filho não é fácil", "ele me deixa sozinha e vai beber com os amigos", "ele é grosseiro comigo", "ele não liga para filha dele" (não nasceu ainda), "eu não aguento mais" e um blablalbla sem fim! Coitada da sogra, já está com a orelha mais que quente de ter que ouvir merda do próprio filho.
PORRA! Desculpa, mas francamente: se você decidiu casar, resolva seus problemas sozinho, sabe?! Se não estava preparada para ser adulta, então não invente de brincar de ter responsabilidade!
E sabe o que é mais irritante? É dois dias depois de uma ligação dessas para sogra, a sujeita sair postando por aí o quanto ama o marido, o quanto estão construindo um lar lindo cheio de harmonia e a paz de Jah. WHAT???? Are you kidding me??
Juro que só não falo nada porque não deixam e também porque afinal, como vovó já dizia "em briga de marido e mulher, não se mete a colher" - mas de fato, não tenho estômago para relação masoquista! E ainda um masoquismo infantil.
Todo mundo já sabe que "se conselho fossem bom, ninguém dava, vendia", por isso vou chamar isso de colher de chá de semancol: antes de resolver se amazinhar com alguém, analise se você está preparado para sair da saia da mamãe. Para assumir filho. Para pagar MIL contas com seu salário mínimo. Para diminuir drasticamente a saída com os amigos. Para perder sua privacidade de solteiro. Para não ligar para sua mãe a cada meia perdida ou cueca suja. Para sair da adolescência. Para respeitar o outro que mora com você. Para ser HOMEM de verdade e MULHER de verdade - responsável pela resolução de seus próprios problemas!
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
O que começa errado...
... não tem como acabar dando certo!
Bom, primeiramente queria deixar claro que - apesar de ser muito óbvio -, antes que pessoas ofendidas e defensoras dos fracos e oprimidos venham me crucificar, nesse blog, analisamos fatos, estatísticas e GENERALIZAMOS. Falar de exceções dá muito trabalho, é mais fácil falar do que acontece para a maioria das pessoas.
Andei ouvindo umas histórias - e até meio que participando de algumas! - de relacionamentos que começam de um jeito completamente tosco e é claro, eventualmente acabam em pizza, porque né... o que começa errado, normalmente acaba terminando errado.
Leitores, pensem comigo: as pessoas normalmente antes de casar namoram um tempo, convivem com a família do outro, conhecem qualidades e defeitos, para assim tomar uma decisão baseado em informações: quero fazer parte da vida dessa pessoa para sempre? E ainda assim, vive dando errado!
Imagina um cara que conhece uma mina pela Internet, daí eles começam a namorar e a mina LARGA TUDO NA CIDADE DELA E VAI MORAR COM O CARA NA CIDADE DELE. Na casa dos PAIS dele. Sou louca de achar que isso está fadado ao fracasso??? Se o cara morasse sozinho, vá lá... ainda iria achar estranho, mas bem menos. O cara mora com os pais, tem lá seus 20 anos e enfia uma namorada, que ele conheceu pela Internet, dentro de casa, como se fosse super normal!
Não sei quem é mais doido: ele, ela, os pais dele que permitiram uma namoradinha se mudar de mala e cuia pra casa da família ou os pais dela que permitiram que ela largasse a própria família e fosse morar com a família do namorado. WTF??
É igual um amigo meu: namorou 6 meses e casou. Ele estava há 10 dias de fazer 18 anos quando casou. O que aconteceu depois de um ano de casado?? DIVORCE, of course!
Entre outras histórias ne... é gente tendo filho com um mês de namoro, é gente controlando marido/namorado como se fosse agente da condicional do individuo, é gente hetero namorando gay (na esperança de reverter o quadro, será?)... enfim, várias "gentes" completamente sem noção!
É muito doido pensar que as pessoas ficam tão retardadas quando se apaixonam. E hey, não estou condenando e nem dizendo que eu não fico burra quando tô apaixonada - God knows that's not true! - e nem que tenho a fórmula para fazer uma relação dar certo, mas ainda me choco com a capacidade de fazer cagadas de pessoas in love.
Muitas vezes eu achei que isso era coisa de adolescente afobado, mas hoje vejo tantas histórias que escrevi nesse blog, quantos causos que já ouvi de amigos e conhecidos e só chego a uma conclusão: no amor, não tem essa de ficar mais sábio com o tempo. Paixão deixa a gente burro em qualquer idade! Será possível, minha gente?!?!
Bom, primeiramente queria deixar claro que - apesar de ser muito óbvio -, antes que pessoas ofendidas e defensoras dos fracos e oprimidos venham me crucificar, nesse blog, analisamos fatos, estatísticas e GENERALIZAMOS. Falar de exceções dá muito trabalho, é mais fácil falar do que acontece para a maioria das pessoas.
Andei ouvindo umas histórias - e até meio que participando de algumas! - de relacionamentos que começam de um jeito completamente tosco e é claro, eventualmente acabam em pizza, porque né... o que começa errado, normalmente acaba terminando errado.
Leitores, pensem comigo: as pessoas normalmente antes de casar namoram um tempo, convivem com a família do outro, conhecem qualidades e defeitos, para assim tomar uma decisão baseado em informações: quero fazer parte da vida dessa pessoa para sempre? E ainda assim, vive dando errado!
Imagina um cara que conhece uma mina pela Internet, daí eles começam a namorar e a mina LARGA TUDO NA CIDADE DELA E VAI MORAR COM O CARA NA CIDADE DELE. Na casa dos PAIS dele. Sou louca de achar que isso está fadado ao fracasso??? Se o cara morasse sozinho, vá lá... ainda iria achar estranho, mas bem menos. O cara mora com os pais, tem lá seus 20 anos e enfia uma namorada, que ele conheceu pela Internet, dentro de casa, como se fosse super normal!
Não sei quem é mais doido: ele, ela, os pais dele que permitiram uma namoradinha se mudar de mala e cuia pra casa da família ou os pais dela que permitiram que ela largasse a própria família e fosse morar com a família do namorado. WTF??
É igual um amigo meu: namorou 6 meses e casou. Ele estava há 10 dias de fazer 18 anos quando casou. O que aconteceu depois de um ano de casado?? DIVORCE, of course!
Entre outras histórias ne... é gente tendo filho com um mês de namoro, é gente controlando marido/namorado como se fosse agente da condicional do individuo, é gente hetero namorando gay (na esperança de reverter o quadro, será?)... enfim, várias "gentes" completamente sem noção!
É muito doido pensar que as pessoas ficam tão retardadas quando se apaixonam. E hey, não estou condenando e nem dizendo que eu não fico burra quando tô apaixonada - God knows that's not true! - e nem que tenho a fórmula para fazer uma relação dar certo, mas ainda me choco com a capacidade de fazer cagadas de pessoas in love.
Muitas vezes eu achei que isso era coisa de adolescente afobado, mas hoje vejo tantas histórias que escrevi nesse blog, quantos causos que já ouvi de amigos e conhecidos e só chego a uma conclusão: no amor, não tem essa de ficar mais sábio com o tempo. Paixão deixa a gente burro em qualquer idade! Será possível, minha gente?!?!
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
A mulher-atenção
Nesse blog, temos uma tag chamada "espécie de homens catalogadas", mas na última balada que eu fui, percebi que estou perdendo tempo em também não catalogar certas espécies de mulher.
Eis que semana passada uma aluna minha me convidou para seu aniversário em um Pub da cidade. Às quintas-feiras eles fazem um karaoke com banda, aparentemente super legal.
Na verdade, eu nem queria ir, pois estava muito cansada, mas essa aluna me mandou mensagem no mesmo dia intimando minha presença e em consideração a ela, que gosto muito, fui assim mesmo. Mas claro, levei um amigo que adora karaoke para me acompanhar.
Chegando lá, meu amigo já conhecia metade do pessoal que estava lá, inclusive uma certa doninha que ele descreveu da seguinte forma:
- Essa mina é muito doida!
Quem não é, certo? Acontece que a garota é simplesmente fora do comum.
Ela é bonita, extrovertida, gosta de beber, de dançar, de cantar, de seduzir. Até aí tudo bem. Estava lá, super empolgada com as amigas, como uma mulher baladeira comum. Subiu no palco e cantou "You oughta know" da Alanis Morissette com uma voz não muito boa, mas com uma interpretação memorável - detalhe que ela usou dois microfones ao mesmo tempo, dando margem a inúmeras piadas sexuais. Eu dei risada e tudo certo.
A coisa começou a ficar preta quando meu amigo resolveu me abandonar e eu fiquei muito tempo analisando o comportamento dela.
Primeiro que ela dava mole para TODOS os homens que ela via. Sem sacanagem! Dançava se esfregando, se insinuava, falava ao pé do ouvido ou perto da boca, apertava os braços do cara, abraçava, etc. Vi até um cara com o qual uma amiga dela estava flertando, ser alvo de uma bela rebolada concentrada nos países baixos do rapaz.
Quando comentei com meu amigo sobre o fato, ele disse que ela tinha namorado. Quando eu chamei o pobre coitado de chifrudo, ele defendeu:
- Não, ela não é assim, não. Ela dá mole para todos e quando alguém chega, leva toco.
Fiquei pensando se aquilo deixava ela uma pessoa melhor ou pior, mas logo cheguei à conclusão de que meu amigo estava redondamente enganado: não demorou muito para que ela finalmente escolhesse um e agarrasse. Tudo bem também, se ela não tivesse continuado a se esfregar em quem passava, na frente do cara que estava pegando.
Depois, quando a banda deu intervalo, um DJ começou a tocar. Ela começou a dançar loucamente com as amigas. De novo, até aí tudo bem. Tem músicas que agitam a mulherada e uma delas chama-se "Girls just wanna have fun" da Cindy Lauper. Quando essa música tocou, a garota ficou insandecida e subiu no palco, pegou o microfone e começou a cantar junto com a música, gritando, a fim de chamar a atenção de todos a qualquer custo. E conseguiu! De repente, não mais que de repente estávamos todos assistindo àquela cena ridícula. Alguns achando engraçado; eu já tinha passado de "achar engraçado" para "total vergonha alheia". Quando menos esperávamos, subiram mais umas 10 malucas em cima do palco e ninguém mais conseguia curtir as músicas, porque elas ficavam cantando junto no microfone.
Havia uma noiva fazendo despedida de solteiro lá e logo ela começou a campanha do "NÃO CASA!", espalhando para todos que deveríamos repetir essa frase bem alto quando a noiva subisse no palco para cantar. Quando eu comentei com meu amigo que as encalhadas queriam que a noiva não se casasse, ele disse:
- Não, nada a ver, essas meninas podem dar para o cara que elas quiserem!
- Ué, eu também! Mas pergunta se tem um que levaria elas a sério?
- Não! É, você tem razão!
Me chamou de "amiga" e em um determinado momento só não caiu no chão de tão bêbada porque eu a amparei em meus braços e disse: "opa, não cai, não". Nisso, ela ficou me olhando uns 2 minutos fixamente como quem procurasse alguma coisa e depois sorriu e saiu cambaleando.
Até banho de champange eu, minha aluna e meu amigo tomamos. Aquilo estava totalmente fora do normal!
Oras, não sejamos hipócritas! Vira e mexe eu tô por aí bebaça, sou super extrovertida, adoro dançar e cantar. Chamar atenção?? Quem não gosta de chamar? Claro que gostamos! Mas como diria meu amado pai, "tudo demais é veneno". No fim da festa, eu já estava com pena daquela menina: para que TANTA necessidade de chamar atenção?
Eu acho que essas minas que parecem ter a maior auto-estima do mundo, são as mais inseguras! É o tipo de mulher que todos olham e desejam bulinar, mas é a típica Bavária, a cerveja dos amigos. Todos pegam, todos compartilham e principalmente: todos zoam e falam mal dela quando se juntam. De verdade? Tenho pena de gente assim. Quer chamar atenção a todo custo, mas da pior forma possível. Quem nao é visto, não é lembrado - e essa aí com certeza jamais será esquecida. Só não sei se da forma como ela esperaria!
Eis que semana passada uma aluna minha me convidou para seu aniversário em um Pub da cidade. Às quintas-feiras eles fazem um karaoke com banda, aparentemente super legal.
Na verdade, eu nem queria ir, pois estava muito cansada, mas essa aluna me mandou mensagem no mesmo dia intimando minha presença e em consideração a ela, que gosto muito, fui assim mesmo. Mas claro, levei um amigo que adora karaoke para me acompanhar.
Chegando lá, meu amigo já conhecia metade do pessoal que estava lá, inclusive uma certa doninha que ele descreveu da seguinte forma:
- Essa mina é muito doida!
Quem não é, certo? Acontece que a garota é simplesmente fora do comum.
Ela é bonita, extrovertida, gosta de beber, de dançar, de cantar, de seduzir. Até aí tudo bem. Estava lá, super empolgada com as amigas, como uma mulher baladeira comum. Subiu no palco e cantou "You oughta know" da Alanis Morissette com uma voz não muito boa, mas com uma interpretação memorável - detalhe que ela usou dois microfones ao mesmo tempo, dando margem a inúmeras piadas sexuais. Eu dei risada e tudo certo.
A coisa começou a ficar preta quando meu amigo resolveu me abandonar e eu fiquei muito tempo analisando o comportamento dela.
Primeiro que ela dava mole para TODOS os homens que ela via. Sem sacanagem! Dançava se esfregando, se insinuava, falava ao pé do ouvido ou perto da boca, apertava os braços do cara, abraçava, etc. Vi até um cara com o qual uma amiga dela estava flertando, ser alvo de uma bela rebolada concentrada nos países baixos do rapaz.
Quando comentei com meu amigo sobre o fato, ele disse que ela tinha namorado. Quando eu chamei o pobre coitado de chifrudo, ele defendeu:
- Não, ela não é assim, não. Ela dá mole para todos e quando alguém chega, leva toco.
Fiquei pensando se aquilo deixava ela uma pessoa melhor ou pior, mas logo cheguei à conclusão de que meu amigo estava redondamente enganado: não demorou muito para que ela finalmente escolhesse um e agarrasse. Tudo bem também, se ela não tivesse continuado a se esfregar em quem passava, na frente do cara que estava pegando.
Depois, quando a banda deu intervalo, um DJ começou a tocar. Ela começou a dançar loucamente com as amigas. De novo, até aí tudo bem. Tem músicas que agitam a mulherada e uma delas chama-se "Girls just wanna have fun" da Cindy Lauper. Quando essa música tocou, a garota ficou insandecida e subiu no palco, pegou o microfone e começou a cantar junto com a música, gritando, a fim de chamar a atenção de todos a qualquer custo. E conseguiu! De repente, não mais que de repente estávamos todos assistindo àquela cena ridícula. Alguns achando engraçado; eu já tinha passado de "achar engraçado" para "total vergonha alheia". Quando menos esperávamos, subiram mais umas 10 malucas em cima do palco e ninguém mais conseguia curtir as músicas, porque elas ficavam cantando junto no microfone.
Havia uma noiva fazendo despedida de solteiro lá e logo ela começou a campanha do "NÃO CASA!", espalhando para todos que deveríamos repetir essa frase bem alto quando a noiva subisse no palco para cantar. Quando eu comentei com meu amigo que as encalhadas queriam que a noiva não se casasse, ele disse:
- Não, nada a ver, essas meninas podem dar para o cara que elas quiserem!
- Ué, eu também! Mas pergunta se tem um que levaria elas a sério?
- Não! É, você tem razão!
Me chamou de "amiga" e em um determinado momento só não caiu no chão de tão bêbada porque eu a amparei em meus braços e disse: "opa, não cai, não". Nisso, ela ficou me olhando uns 2 minutos fixamente como quem procurasse alguma coisa e depois sorriu e saiu cambaleando.
Até banho de champange eu, minha aluna e meu amigo tomamos. Aquilo estava totalmente fora do normal!
Oras, não sejamos hipócritas! Vira e mexe eu tô por aí bebaça, sou super extrovertida, adoro dançar e cantar. Chamar atenção?? Quem não gosta de chamar? Claro que gostamos! Mas como diria meu amado pai, "tudo demais é veneno". No fim da festa, eu já estava com pena daquela menina: para que TANTA necessidade de chamar atenção?
Eu acho que essas minas que parecem ter a maior auto-estima do mundo, são as mais inseguras! É o tipo de mulher que todos olham e desejam bulinar, mas é a típica Bavária, a cerveja dos amigos. Todos pegam, todos compartilham e principalmente: todos zoam e falam mal dela quando se juntam. De verdade? Tenho pena de gente assim. Quer chamar atenção a todo custo, mas da pior forma possível. Quem nao é visto, não é lembrado - e essa aí com certeza jamais será esquecida. Só não sei se da forma como ela esperaria!
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Respeite-se!
Gente, estou aqui para falar de algo sério que está em falta no mercado, especialmente entre nós mulheres: respeito por si mesma.
Relacionamentos são complicados. SEMPRE! Não é só porque homens e mulheres são diferentes, porque homossexuais também sofrem com a dificuldade de se relacionar. O problema é que somos seres humanos!! Cada um com suas qualidades, neuras, defeitos, dons, qualidades, inseguranças... e por isso, não gosto de radicalizar quanto a esse assunto e nem tô aqui para dizer que ninguém deve lutar por um relacionamento.
As pessoas mudam! Evoluem! E muitas vezes, os erros que cometeram no passado realmente não cometem no futuro. Então, resumindo, não sou contra segundas chances! E já fui muito crucificada por isso, inclusive nesse mesmo blog, por pessoas radicais que acham que quando alguém pisou na bola, este deve ser banido da sua vida e humilhado em praça pública.
Mas, porém, contudo, entretanto, segundas chances ficam a uma linha tênue de distância da falta de vergonha na cara. O que eu quero dizer é que tem muita gente por aí dando murro em ponta de faca à toa, correndo atrás de quem nem sequer lembra que você existe!
Esses dias ouvi no rádio um programa que as pessoas ligam e pedem para os radialistas tentarem resolver um problema para eles. Não é necessariamente de ordem amorosa, pode ser com o pai, com um amigo, com o chefe, qualquer tipo de insatisfação.
Fiquei horrorizada porque uma mulher se prestou ao papelão de, depois de cansar de levar fora do ex-marido, ligar para a rádio pedindo para que eles intercedessem por ela junto ao bofe! Gente... pára!! Primeiro que é cafona demais! (hahahahaha) Segundo que pelo que ela contou, ele já estava humilhando-a, imagina ser humilhada em rádio nacional?! O cara foi um gentleman, disse bem educadamente que não rolava mais, que a história deles já tinha acabado e que ele já tinha dito isso para ela, mas ficou claramente constrangido com aquela situação.
Gata, é o seguinte: já ouviu falar em "não quer, tem quem queira"? Poxa, nós mulheres precisamos aprender a nos valorizar! Aquele velho papo que a gente nunca aprende: se não nos valorizarmos, quem vai?? Agora... ficar implorando por migalhas de uma pessoa que não te quer mais? Para que, sabe? Se submeter a humilhação, a constrangimentos, eqnaunto a vida está aí na sua janela... simplesmente passando! Quiçá (ui!) cheia de oportunidades maravilhosas de você conhecer um outro bofe que vai te fazer muito mais feliz do que seu ex tenha te feito algum dia!
Sofra! Sofra mesmo, porque é a única maneira de superar a perda, mas volte à vida!! Esse luto não tem que durar eternamente! O que tem que durar eternamente e independente da situação é o auto-respeito! Isso deve ser inabalável!
Experimente um pouco disso... você verá como sua vida vai mudar! ;)
Relacionamentos são complicados. SEMPRE! Não é só porque homens e mulheres são diferentes, porque homossexuais também sofrem com a dificuldade de se relacionar. O problema é que somos seres humanos!! Cada um com suas qualidades, neuras, defeitos, dons, qualidades, inseguranças... e por isso, não gosto de radicalizar quanto a esse assunto e nem tô aqui para dizer que ninguém deve lutar por um relacionamento.
As pessoas mudam! Evoluem! E muitas vezes, os erros que cometeram no passado realmente não cometem no futuro. Então, resumindo, não sou contra segundas chances! E já fui muito crucificada por isso, inclusive nesse mesmo blog, por pessoas radicais que acham que quando alguém pisou na bola, este deve ser banido da sua vida e humilhado em praça pública.
Mas, porém, contudo, entretanto, segundas chances ficam a uma linha tênue de distância da falta de vergonha na cara. O que eu quero dizer é que tem muita gente por aí dando murro em ponta de faca à toa, correndo atrás de quem nem sequer lembra que você existe!
Esses dias ouvi no rádio um programa que as pessoas ligam e pedem para os radialistas tentarem resolver um problema para eles. Não é necessariamente de ordem amorosa, pode ser com o pai, com um amigo, com o chefe, qualquer tipo de insatisfação.
Fiquei horrorizada porque uma mulher se prestou ao papelão de, depois de cansar de levar fora do ex-marido, ligar para a rádio pedindo para que eles intercedessem por ela junto ao bofe! Gente... pára!! Primeiro que é cafona demais! (hahahahaha) Segundo que pelo que ela contou, ele já estava humilhando-a, imagina ser humilhada em rádio nacional?! O cara foi um gentleman, disse bem educadamente que não rolava mais, que a história deles já tinha acabado e que ele já tinha dito isso para ela, mas ficou claramente constrangido com aquela situação.
Gata, é o seguinte: já ouviu falar em "não quer, tem quem queira"? Poxa, nós mulheres precisamos aprender a nos valorizar! Aquele velho papo que a gente nunca aprende: se não nos valorizarmos, quem vai?? Agora... ficar implorando por migalhas de uma pessoa que não te quer mais? Para que, sabe? Se submeter a humilhação, a constrangimentos, eqnaunto a vida está aí na sua janela... simplesmente passando! Quiçá (ui!) cheia de oportunidades maravilhosas de você conhecer um outro bofe que vai te fazer muito mais feliz do que seu ex tenha te feito algum dia!
Sofra! Sofra mesmo, porque é a única maneira de superar a perda, mas volte à vida!! Esse luto não tem que durar eternamente! O que tem que durar eternamente e independente da situação é o auto-respeito! Isso deve ser inabalável!
Experimente um pouco disso... você verá como sua vida vai mudar! ;)
domingo, 21 de outubro de 2012
A arte de segurar vela
Hoje foi mais um daqueles momentos detestáveis da vida: conhecer a nova namorada do seu melhor amigo. Olha, sejamos sinceros: é aquele momento em que as duas serão muito simpáticas, tudo pelo bem do amigo em questão, mas cada uma meio que inconscientemente tentando provar quem é mais importante na vida dele. E claro, aquela fase analítica, onde cada palavra ou gesto pode ser fator determinante na hora de decidir se as duas serão amigas ou rivais (sempre torço pela primeira opção, acreditem!).
Como se a situação já não fosse tensa o suficiente, meu amigo resolveu chamar o irmão para ir junto. Até aí, tudo bem. O problema é o que o irmão também levou a namorada. E eu, que atualmente não tô pegando nem gripe, ia ser vela mais uma vez.
Vida de solteiro - assim como vida de casado - tem seus momentos de altos e baixo. Vantagens e desvantagens. E se eu fosse nomear as desvantagens mais chatas, segurar vela seria TOP 3.
E seus amigos sempre tentam te convencer de que você não está de vela. "Ah, nada a ver!" ou "Mas a gente nem fica se pegando!". Oras e desde quando precisa que o casal esteja se atracando para ser considerado vela? O conceito de segurar vela é você e um casal estar no mesmo ambiente se esforçando para parecer natural ao invés de constrangedor.
E sinceramente, na noite de hoje, não sei o que foi mais constrangedor: segurar vela enquanto meu amigo e a namorada, que estão na sua segunda semana de namoro, ficavam de mimimimi ou segurar vela, enquanto o irmão dele e a namorada disputavam para ver quem reclamava mais um do outro. Ou será que foi o silêncio desesperador que por vezes acontecia? Ou será que foi ter que sentar na ponta da mesa, já numa situação "estou isolada do resto do mundo"?
Segurar vela me traz sensações não muito agradáveis! Primeiro, a sensação que tem um elefante enorme em cima da mesa, mas que ninguém quer comentar sobre ele: eu mentalmente me cobrando "preciso de um namorado", nem que seja para não passar mais por essas situações constrangedoras. Também me faz me sentir mal o fato de que os casais ficam meio pisando em ovos, para tentar me fazer o menos desconfortável possível, se esforçando ao máximo para me incluir de algum modo no assunto - mesmo que eu nao tenha nada a ver com ele! - ou fazendo perguntas bobas para mim, numa tentativa de demonstrar algum certo interesse, para que eu não me sinta tão excluída da sociedade.
E no final das contas, parece que todo mundo aproveitou a noite, menos você, que estava tão preocupada em não demonstrar seu extremo desconforto, que só pensava em quanto minutos faltava para alguém ter coragem de pedir a conta e finalmente eu poder voltar para um habitat que eu considerasse natural.
Amigos casais, por favor, não me chamem mais para sair de número ímpar. E eu prometo não fazer o mesmo quando eu estiver do outro lado da situação! Porque sinceramente, e tentanto não deixar o péssimo trocadilho influenciar na mensagem desse post: segurar vela é a maior queimação!
Como se a situação já não fosse tensa o suficiente, meu amigo resolveu chamar o irmão para ir junto. Até aí, tudo bem. O problema é o que o irmão também levou a namorada. E eu, que atualmente não tô pegando nem gripe, ia ser vela mais uma vez.
Vida de solteiro - assim como vida de casado - tem seus momentos de altos e baixo. Vantagens e desvantagens. E se eu fosse nomear as desvantagens mais chatas, segurar vela seria TOP 3.
E seus amigos sempre tentam te convencer de que você não está de vela. "Ah, nada a ver!" ou "Mas a gente nem fica se pegando!". Oras e desde quando precisa que o casal esteja se atracando para ser considerado vela? O conceito de segurar vela é você e um casal estar no mesmo ambiente se esforçando para parecer natural ao invés de constrangedor.
E sinceramente, na noite de hoje, não sei o que foi mais constrangedor: segurar vela enquanto meu amigo e a namorada, que estão na sua segunda semana de namoro, ficavam de mimimimi ou segurar vela, enquanto o irmão dele e a namorada disputavam para ver quem reclamava mais um do outro. Ou será que foi o silêncio desesperador que por vezes acontecia? Ou será que foi ter que sentar na ponta da mesa, já numa situação "estou isolada do resto do mundo"?
Segurar vela me traz sensações não muito agradáveis! Primeiro, a sensação que tem um elefante enorme em cima da mesa, mas que ninguém quer comentar sobre ele: eu mentalmente me cobrando "preciso de um namorado", nem que seja para não passar mais por essas situações constrangedoras. Também me faz me sentir mal o fato de que os casais ficam meio pisando em ovos, para tentar me fazer o menos desconfortável possível, se esforçando ao máximo para me incluir de algum modo no assunto - mesmo que eu nao tenha nada a ver com ele! - ou fazendo perguntas bobas para mim, numa tentativa de demonstrar algum certo interesse, para que eu não me sinta tão excluída da sociedade.
E no final das contas, parece que todo mundo aproveitou a noite, menos você, que estava tão preocupada em não demonstrar seu extremo desconforto, que só pensava em quanto minutos faltava para alguém ter coragem de pedir a conta e finalmente eu poder voltar para um habitat que eu considerasse natural.
Amigos casais, por favor, não me chamem mais para sair de número ímpar. E eu prometo não fazer o mesmo quando eu estiver do outro lado da situação! Porque sinceramente, e tentanto não deixar o péssimo trocadilho influenciar na mensagem desse post: segurar vela é a maior queimação!
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segunda-feira, 8 de outubro de 2012
A lógica esquisita dos homens
Hoje tive vergonha de mim! Descobri que tenho um quê de mulher machista, foi quase sem querer! Ouvi a seguinte história:
- Ah, aí ele disse que passou o FDS com uma mina, gostou e tal, só que ela estragou tudo porque na segunda-feira mandou uma mensagem que dizia "meu coração tá apertadinho de saudade!".
Ao que respondi:
- Vixi, estragou mesmo!
Claro que eu já sabia que não se manda mensagem pro cara que você tá ficando assim sem que ele tome o primeiro passo. E isso me deixou pensando... POR QUÊ????
Bom, tirando o fato da mensagem ser brega, qual é o problema de mandar uma mensagem para alguém que você gosta? Por que ele disse que ela estragou tudo?
Não entendo essa necessidade de o homem sempre querer fazer o papel do caçador, enquanto a gente tem que ficar fingindo que não está interessada, para que ele se sinta na obrigação de vir atrás da gente!
Sério! NÃO FAZ SENTIDO!!
Você foi lá, passou um fim de semana maravilhoso com a garota e ela não pode te mandar um diaxo de uma mensagem que você desconsidera e desinteressa? Oras, não era para ser o contrário?!?!
A gente acha que com o passar do tempo as coisas vão mudar... não mudam nunca... Complicado!!
- Ah, aí ele disse que passou o FDS com uma mina, gostou e tal, só que ela estragou tudo porque na segunda-feira mandou uma mensagem que dizia "meu coração tá apertadinho de saudade!".
Ao que respondi:
- Vixi, estragou mesmo!
Claro que eu já sabia que não se manda mensagem pro cara que você tá ficando assim sem que ele tome o primeiro passo. E isso me deixou pensando... POR QUÊ????
Bom, tirando o fato da mensagem ser brega, qual é o problema de mandar uma mensagem para alguém que você gosta? Por que ele disse que ela estragou tudo?
Não entendo essa necessidade de o homem sempre querer fazer o papel do caçador, enquanto a gente tem que ficar fingindo que não está interessada, para que ele se sinta na obrigação de vir atrás da gente!
Sério! NÃO FAZ SENTIDO!!
Você foi lá, passou um fim de semana maravilhoso com a garota e ela não pode te mandar um diaxo de uma mensagem que você desconsidera e desinteressa? Oras, não era para ser o contrário?!?!
A gente acha que com o passar do tempo as coisas vão mudar... não mudam nunca... Complicado!!
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