terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Geração Millenial: craques em comunicação não-efetiva
sábado, 19 de julho de 2025
"Chico, se tu me quiseres..." - o golpe do criptoinvestidor
Com um pouco de vergonha, venho aqui contar uma história que (quase) aconteceu comigo e a vergonha já começa em admitir que ainda utilizo apps de paquera, porque afinal, hoje é uma forma genuína de se conhecer pessoas - embora a quantidade de gente maluca esteja exponencialmente crescendo.
Dei match com um cara esses dias no Tinder. Ele era gringo, mas não dizia isso no perfil dele e o nome era um apelido ("Jos"), então eu não sabia se era ou não. Achei o cara bonito, fotos interessantes, dei like.
Antes de mais nada, um contexto: eu NUNCA dou like para gringo. Por que? Eu sempre desconfio que pode ser mentira, um golpe, a gente fica ainda mais vulnerável na situação, enfim, N motivos.
Quando ele puxou assunto, eu percebi que o português não estava muito espontâneo. Ele disse que era de Boston, mas que estava no Brasil a trabalho e que viria para cá permanentemente a partir de setembro. Estava usando o Google Tradutor para formular as frases.
Mesmo inclinada a desfazer o match, dessa vez eu resolvi dar uma chance. Só que sugeri que conversássemos em inglês (já que falo fluente e seria mais fácil perceber espontaneidade através da suposta língua materna dele) e ele topou.
Ficamos 3 dias batendo papo praticamente o dia todo no whatsapp. Chamei para sair no fim de semana, mas ele disse que voltaria para Boston. Continuamos conversando.
No terceiro dia, eu perguntei se ele tinha Instagram e ele disse que sim. Quando tentei adicioná-lo, o Instagram emitiu um alerta para que eu pensasse bem antes de adicionar esse perfil. Segundo o alerta, o o perfil já tivera, anteriormente, 4 nomes de usuários diferentes.
Fiquei desconfiada e joguei o nome dele no Google. Encontrei um perfil no TikTok com vários vídeos curtindo a vida adoiado, parecia normal. Mas aquilo não podia ser por acaso, né?
Falei com algumas amigas, entre advogadas e comunicadoras, que me incentivaram a bloqueá-lo. Eu ia, mas queria muito conseguir uma prova cabal de que era realmente um golpe.
Então tive a ideia de jogar no ChatGPT pago. Joguei o nome dele, todas as informações que ele tinha me passado nesses três dias de conversa e também as fotos do perfil dele do Tinder.
E então, ao ler o parecer do meu Sherlock Holmes digital, tive a confirmação. E eu tive a confirmação por detalhes pequenos.
Durante nossa conversa, ele mencionou três vezes que investia em criptomoedas, inclusive tentando me "ensinar a investir". Foram formas sutis de tocar no assunto, que estranhei, mas como ele não insistiu muito no assunto, deixei passar.
A primeira vez, foi um dia em que ele demorou um pouco mais para me responder e mandou a seguinte mensagem:
"Desculpe a demora, estava ali mexendo com meus investimentos em criptomoedas"
Eu lembro exatamente dessa frase porque eu pensei "não acredito que tô dando conversa para alguém que investe em bitcoin".
Um dia, ao perguntar o que ele gostava de fazer no tempo livre, a palavra "investir" apareceu junto com correr, jogar golfe e ler livros. O que achei muito esquisito.
E finalmente teve a terceira vez, onde conversamos rapidamente sobre dinheiro e ele me perguntou se eu investia. Eu disse que preferia não falar de dinheiro. Ele respondeu que de repente podia me ensinar algo sobre o assunto. Eu desconversei e disse que talvez um dia, no futuro.
O fato é que não passou despercebido por mim, mas aparentemente deveria ter ligado um alerta mais vermelho do que ligou.
A página do ChatGPT falava exatamente do nome dele como golpista associado a investimentos em criptomoedas, então foi fácil ter a certeza absoluta de que o cara não era boa coisa (só não sei porque tentou dar golpe em pobre, mas beleza). A IA também foi capaz de identificar o verdadeiro cara das fotos: um influencer brasileiro que eu não conhecia, chamado Leo Tramontin.
Entrei em contato com o Leo e avisei do uso indevido de suas fotos. Aproveitei para pedir permissão para divulgar as fotos do perfil do Tinder aqui, que me foi concedida.
Tendo 100% de confirmação do golpe, o denunciei no app do Tinder, no Instagram e o bloqueei no WhatsApp.
Esse post é um alerta: até a gente que é safa, pode acabar ficando exposta a uma situação perigosa. Hoje em dia, as pessoas estão cada vez mais criativas, e com a inteligência artificial, é muito fácil conseguir informações, histórias de background e fotos / vídeos que pareçam muito fidedignas.
Procure dar like só para perfis verificados, para reduzir as chances de cair em golpes como este.
Conforme prometido, seguem os prints do perfil:
E claro, se você vir esse perfil por aí nos apps... denuncie já!
terça-feira, 7 de janeiro de 2025
Estamos andando de ré?
Quando comecei a escrever esse blog, eu tinha 20 e poucos anos. A razão pela qual começamos a escrever (para quem não sabe, esse blog era um blog de 5 amigas que depois virou só meu) foi a quantidade de histórias estranhas que vivíamos com os homens. Já nos assustava em 2009 e resolvemos brincar com tudo aquilo com bom humor e muito sarcasmo e crítica. Dito isso, eu confesso que aos 38 anos eu não imaginava que as coisas iam piorar. Nos últimos anos, o sentimento é de total desespero entre todas as mulheres hetero solteiras que eu conheço. A verdade é que parece que a humanidade está andando de ré. Evoluímos ou os homens pararam no tempo? Ou melhor, estão regredindo, porque para ser sincera, está dando até saudade das coisas que passávamos aos 20 anos. Ali nós poderíamos entender a falta de maturidade, de experiência, a vontade de viver tudo ao mesmo tempo, o processo de aprendizado... Mas o que justifica homens 30+ agindo da seguinte forma:
Eis que minha amiga *Helena (sempre usando um pseudônimo para proteger a identidade de nossas heroínas) foi passar o fim de ano na cidade de São Paulo com sua família. Helena tem 38 anos, um filho de 12 e já é divorciada. Ou seja, essa mulher já viveu poucas e boas. Mas um rapaz paulista conseguiu fazê-la viver um fato inédito: ser chamada de "desumilde" por ter se negado a ter um date dentro de um carro.
Explicando: ela ligou o Tinder por lá, conheceu um povo, conversa vai e conversa vem com um cara e o tal a convidou pra sair. Todo empolgado, super animado para conhecê-la. Ela pediu que ele sugerisse o local, porque não era de lá e não sabia de bons lugares. Eis que a seguinte conversa acontece (vai ter print porque aqui a gente mata a cobra e mostra o pau):
Ela, então, ainda muito paciente, sugeriu que eles fossem a um café. Ele pareceu ter achado tranquilo.
terça-feira, 1 de outubro de 2024
Eles começaram a entregar menos que o mínimo
Era uma vez uma mulher levemente neurótica, pagodeira, alegre, marrenta e que está solteira há 84 anos por dificuldade de encontrar um parceiro compatível.
Vez ou outra ela começa a se questionar se realmente sua lista de exigências não está longa demais ou se está beirando a intolerância ou se já se fechou por não acreditar mais... enfim, esses pensamentos que ocorrem quando seus planos não estão muito dentro do que você esperava.
Eis que um belo sábado, foi convidada por uma amiga recém-solteira a ir a um show de pagode de um de seus cantores favoritos, o herói romântico, nosso Pericão.
O show foi maravilhoso, a cia perfeita, a cerveja descendo gelada. Acabou. Elas não queriam ir embora. O DJ largou-lhe o funk de qualidade mais duvidosa possível e elas se jogaram na pista, como se não houvesse amanhã e nem ninguém.
Os funcionários já faziam a limpeza do local, o evento já estava realmente no fim, quando se aproximou um grupo de amigos em uma despedida de solteiro. Acontece que um deles conhecia a amiga e começaram a papear.
Ao avistar um dos amigos com uma camisa do Atlético, teve que ir zoar, como boa Cruzeirense que é. O assunto se engatou de uma maneira inexplicável. Não sei quanto tempo a conversa durou, mas parecia ter durado umas 3h ininterruptas sobre futebol (em nível mineiro e nacional), uma troca sobre estados, sobre festa, sobre família, os assuntos apenas iam surgindo palavra após palavra sem nenhum tipo de esforço ou pausa constrangedora. Parecia que se conheciam há anos! Aquele tipo de conexão que só se encontra once in a blue moon.
Pulando meros detalhes desimportantes, o casal terminou a noite numa intensa troca de carícias e dormiram de conchinha no apartamento dele.
- Que loucura! - os dois diziam um para o outro. - Como isso aconteceu?
Ele constantemente afirmava sua admiração por ela, reforçando sua beleza - ambas, interna e externa -, sua força, seu caráter. Pensou em nome de filhos, questionou qual seria o time das crianças. Dizia que aquilo não seria só ali, que eles teriam muito mais pela frente. Ela achava fofo e perigoso ao mesmo tempo. Já era macaca velha, não tinha sido a primeira vez que um homem a exaltava e depois a empurrava do pedestal. Ficou por ali entre o medo de se entregar a esssa loucura e um desejo de deixar de ser tão desconfiada, de baixar a guarda.
Os dois viajaram à trabalho durante a semana. Ela, viciada em redes sociais, achou que o contato estava sendo muito esporádico, mas ao aparecer, ele aparecia bem.
Perguntou se ela voltaria no sábado e reebeu resposta afirmativa. Queria vê-la de qualquer jeito.
- Vou cozinhar para você! Quero te conhecer melhor. Faço um risoto, tomamos um vinho. Aquele dia estávamos cheios da cachaça, mas dessa vez quero realmente te conhecer.
Embora soubesse que chegaria cansada de viagem, ela sentia vontade de revê-lo. Estava há 4 anos sem sentir nada por ninguém e aquilo tinha realmente sido diferente. Queria ter a coragem de baixar a guarda.
O vôo de volta atrasou e tiveram que fazer uma parada técnica em outra cidade. Ela avisou que chegaria 1h30 mais tarde do que o previsto. Ele disse que queria vê-la mesmo assim, que não tinha problema, que se ela chegasse 3h30 da manhã, ele ainda assim a estaria esperando.
Se sentiu lisonjeada e ficou mais ansiosa para vê-lo. Fazia tempo que alguém não parecia estar fazendo tanta questão de estar com ela.
Chegou em casa, largou as malas e correu para o banho. Se perfumou, retocou a maquiagem, colocou uma roupa bonita e foi encontrá-lo.
Eram 23h quando ela estacionou e pediu ao porteiro que interfonasse.
Ele demorou a atender. O porteiro comentou que ele estava com voz de sono.
Pensou: "o coitado deve ter dormido enquanto me esperava". Se compadeceu. Subiu.
Ao abrir a porta, ficou sem entender.
Sentiu um cheiro que só sentira quando frequentava festas open bar na faculdade: aquela mistura de odores de diferentes tipos de álcool.
Ele estava completamente embriagado. Exalando álcool. Mal se aguentando em pé. Os olhos tentavam fitá-la, chegou a elogiá-la - sua roupa, seu cheiro, seu abraço -, mas a verdade é que as piscadas estavam mais longas do que deveriam estar.
Ela sugeriu que ele tomasse um banho e esquecessem o risoto com vinho. Pedissem uma pizza.
Pensando bem agora... foi legal até demais!
Ele foi pro banho e voltou, deitando na cama, ao lado dela que o esperava - cansada e com fome.
Proferiu frases soltas como:
"Gatíssima... você já sabe né: eu, você, dois filhos e um cachorro" - disse ele, aparentemente reforçando o interesse.
"É... até que você faz o perfil da galera" - disse ele, como se a analisasse, vendo se ela cabia na vida dele e se daria bem com seus amigos.
"Dorme aqui comigo, por favor?" - disse envolvendo-a nos braços, implorando pela oportunidade de finalmente cair nos braços de Morfeu, mas sem conseguir ser "totalmente transparente", como havia dito fazer parte de sua personalidade.
Dormir? Se dormisse com ele, viraria pedra. Era difícil acreditar que ele tinha a feito se sentir tão especial e tão merda ao mesmo tempo, em um espaço de tempo tão minúsculo. Foi de 8 a 80 em 18 segundos.
Quando falamos que o mínimo não está sendo entregue, nem estamos falando de banho, sobriedade e manter-se acordado. Isso aí nem deveria entrar na matemática.
Pois bem. Aí estamos diante de alguém que não entregou o menos que o mínimo, que seria receber alguém em casa acordado, minimamente sóbrio e de banho tomado.
Primeiro se sentiu mal.
- Caramba. Será que eu era tão NADA assim para ele, para que ele achasse que eu não merecia nem o mínimo esforço?
Depois se corrigiu. Aquilo não tinha nada a ver com ela. Estava mais que ciente do esforço que costumava colocar numa relação e, por consequência, do esforço que merecia que lhe oferecessem.
Oras... ela não poderia de forma alguma se rebaixar ao nível de aceitar que um homem, em um segundo date, tivesse a grande falta de respeito de esperá-la daquela maneira. Já tinha aceitado migalhas antes e prometera a si mesmo nunca mais se submeter aquilo novamente.
Então levantou-se e retirou-se. Deixando-o jogado nu na própria cama, sem muita dignidade, possivelmente se perguntando se aquilo tinha sido verdade ou algum delírio etílico.
Enquanto dirigia para casa, sua cabeça borbulhava de coisas que pensava, sentia, ensaiava dizer.
Ela tinha certeza que uma mensagem chegaria no outro dia. E chegou.
- My bad. Etilismo.
As desculpas sinceras que ele foi capaz de oferecer. E a partir dali, seria impossível reagir, questionar, lutar, falar qualquer coisa que não fosse... "É, né".
Autossabotagem? Falta de caráter? Machismo? Falta de responsabilidade afetiva? Falta de respeito por outras pessoas? Egoísmo? Tudo junto?
Não ficaria ali para descobrir. Nem era seu papel. Cada uma deve ser responsável por suas próprias atitudes e ali não era seu lugar.
E voltou a não se questionar novamente. Porque toda vez que baixava a guarda, vinha mais um para provar que ela estava certa. O tempo todo.
"Eu sou bem melhor sozinha, sabe..."
domingo, 11 de agosto de 2024
Porque desfilar de cueca não reacende o fogo da sua parceira
Eu fui crescendo com esse blog e, embora algumas questões ainda se repitam com o passar dos anos, estou adentrando um território novo, de forma remota, que é o casamento. De forma remota porque eu nunca casei e acho que nem vou, mas a quantidade de amigas casadas/morando junto (basicamente a mesma coisa para a maioria das pessoas) só aumenta. O assunto do qual vim tratar hoje pode servir, no entanto, para qualquer pessoa em um relacionamento longo, mas acho que quando se mora na mesma casa, a coisa tende a ficar ainda mais grave.
São muitas as diferenças entre as vontades e gatilhos sexuais entre homens e mulheres e isso não é novidade para ninguém. Ou melhor, não deveria ser. Aparentemente, ainda tem muita gente por aí que acredita que o que funciona para eles, também funciona para os outros.
Tudo começou a fervilhar na minha cabeça quando, em uma conversa com uma amiga que está prestes a ir morar com o namorado, ela contou que a vida sexual deles não estava boa e que ele tem reclamado bastante. Quando se analisa o background dessa história tudo fica muito claro e é facinho explicar porque a vida sexual deles está ruim.
Primeiramente, eles andam se desentendendo bastante com coisas sobre o apartamento novo. Ela reclama da falta de proatividade dele e que se ela não toma a frente, ele não se move para resolver nada – devo dizer que essa é uma reclamação frequente em relação aos homens. Falta de iniciativa e de postura resolutiva. Além disso, brigas por ciúmes infundados, como por exemplo ganhar um beijo na testa de um velho amigo e ir tomar uma cerveja com os colegas do futevôlei depois do treino. Até ciúmes de celebridade o cara já teve. São tantas cenas absurdas que ela narra que parece ter saído de um esquete de peça de comédia. Pensa que parou por aqui? Não, senta que lá vem mais: o cara tem a mania de jogar na cara dela qualquer coisa que faz por ela (ou por eles). Tenta usar os favores e gentilezas que faz como moeda de troca para sexo. Reclama de ter que acompanhá-la em eventos sociais. E por aí vai.
Agora me falem... que vida sexual esse cara espera se está sendo um companheiro que causa tanto estresse na relação? E quer saber como ele tentou seduzir a moça para seu ninho de amor?
- Eu até comecei a andar mais de cueca na sua frente para ver se você se animava.
Meu Deus, gente! É muito amadorismo no trato com a mulher. Aprendam de uma vez por todas: mulher não funciona assim. Mulher não se seduz por uma cuequinha na Calvin Klein, não. O relacionamento tá uma bosta e o cara acha que desfilar pelado na frente da mulher vai acender o tesão dela?! Francamente, meu povo. Não dá para entender onde a cabeça de vocês vai, não.
Então, para não dizer que eu só critico e não ajudo, vou falar aqui (coisas meio óbvias para nós, mas que pelo jeito não são para vocês) algumas coisas que funcionam muito melhor do que desfile de cueca:
- Ser um cara resolutivo. Pare de esperar que sua mulher resolva tudo. Não pergunte, FAÇA. Seja um adulto funcional e resolva seus B.O. Os B.O. do casal também. É para ser uma parceria, não uma tutoria.
- Se você tem ciúmes demais, procure uma terapia, irmão. Ciúmes tem a ver com suas inseguranças muito mais do que com a outra pessoa. Até porque, se você não confia na pessoa que está contigo, essa relação não vai funcionar NUNCA. Ah, e não adianta fazer terapia e bancar o perfeito para tua terapeuta, não, viu? Terapia só funciona se você for 100% honesto, admitir seus sentimentos ruins, suas falas e ações tóxicas, seus comportamentos falhos.
- Sair da rotina. Compre uma lingerie nova para tua mulher. Leve para comer num restaurante legal numa quarta-feira à noite, sem data especial. Surpreenda sua parceira. Se arrume, se cuide, se perfume, compre umas roupinhas novas. Elogie-a. Ajeite uma viagenzinha de fim de semana para dar uma chacoalhada. Chame para tomar um sorvetinho assistindo um pôr-do-sol. Não pare de conquistá-la.
- Fazer as tarefas domésticas de casa sem reclamar. Você mora na casa também, meu caro. Isso é sua obrigação. Não use isso como moeda de troca, É MUITO FEIO.
- Se sua mulher está grávida, parceiro... te acalme. Ela está com dor, desconfortável, pesada, cansada para caramba, com uma loucura de hormônios no corpo, carregando TEU filho e vai ficar instável, sim. Existe uma grande possibilidade de ela estar com a libido anulada e não é sobre você, entenda. Não precisa se sentir rejeitado. Provavelmente ela não ia querer transar nem se você fosse o Cauã Raymond. Estude sobre o assunto, seja parceiro, seja paciente, seja maduro para compreender a situação, o momento. Gravidez é muito difícil e quando o neném nascer vai ser pior, principalmente nos primeiros meses, vai ser muito pesado. Então respire fundo, não faça o carente. Se informe. Respeite os momentos dela. Releve alguns surtos. E principalmente se esforce para fazer dessa fase uma jornada mais leve. Te garanto que trazer paz para sua mulher vai ser muito bom para você.
- De novo, faça terapia. Mesmo se você não for muito ciumento. FAÇA TERAPIA. Pode não ser do tipo ciumento, mas certamente tem muitas questões internas para resolver. Todos temos. E quanto mais aprendemos a lidar com nossas emoções e confusões mentais, melhor nos relacionamos com as pessoas.
Experimenta fazer essas coisas para ver se a vida sexual não melhora. O tesão da mulher vem de alguns lugares mentais. Ela te admirar, te ver evoluindo, sendo cuidadoso, se esforçando pela relação, tudo isso aumenta o desejo dela por você. Vai por mim. Testa aí e depois volta aqui e me conta o resultado!
quinta-feira, 28 de setembro de 2023
O dia que um homem sugeriu um date no Giraffas
Eu não morri, gente! O blog estava às traças por motivos de eu não querer ficar contando a mesma história over and over again. Os boys estavam ficando meio repetitivos nos ghostings, mas esssa semana eu passei por algo inédito na minha vida amorosa e que é ruim demais (ou seja, bom demais para vocês, porque sei que vocês gostam é do mal feito!) para ser verdade.
Já nem apago mais aplicativo de namoro. Eu deixo eles lá, quando dá uma enjoada eu paro de usar e depois eu volto. Eu não apago porque sei que a qualquer momento eu vou voltar.
Então, em mais uma dessas voltas, dei match no Happn com um rapaz que, de verdade, eu nem me lembrava de ter dado like. Uma carinha de nerd que não faz muito meu estilo, mas bom né, o mar não tá para peixe.
Começamos a conversar, ele bem gente boa, respeitoso, tudo certo. Após uns três, quatro dias conversando, ele me perguntou se era cedo para me chamar para sair. Eu disse que não achava e começamos a pensar em um lugar para ir. Ele falou que eu poderia escolher o local, mas que achava um açai excelente para esse calor. Eu como não gosto de açaí, já descartei logo a ideia. Rolou algo sobre um sushi no meio da conversa, mas não decidimos nada.
Ao mesmo tempo, eu já estava conversando há uns bons dias no WhatsApp com um outro rapaz, do Tinder, que já havíamos tentando marcar um date umas 2x e nossos horários estavam desencontrados. Até que nesse dia, ele me mandou mensagem do tipo: "Bora hoje?" e eu falei "Bora!". Fomos a um sushi. Date foi massa, cara gente boa, falamos sobre assuntos variados, pegada boa e beleza.
Voltando pro nerdzinho do Happn. Vamos sexta, mas para onde? Disse para ele que tinha ido ao sushi na terça com um amigo. Aí ele manda:
- Já que você comeu sushi ontem, vamos em outra coisa, né?
- Sim! Vou pensar num lugar legal. Tem alguma coisa que você não coma?
E aí eu vou colocar aqui o print do que ele mandou.
Eu ainda, pacientemente, tentei explicar o caminho das pedras:
sábado, 2 de outubro de 2021
Não pegue o boomerang. Não vale à pena.
sábado, 6 de março de 2021
La friendzone
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021
Falha na comunicação
Já escrevi aqui reclamando sobre a pouca habilidade dos caras de se comunicar nos aplicativos de paquera. É muito comum dar match com eles e ninguém puxar assunto (ou não responder quando você puxa). É comum também conversas monossilábicas, onde o cara só responde o que você pergunta. E também aquelas conversas que não duram 24h.
Pois bem, não sei se foi a quarentena que deixou todo mundo meio zureta, mas agora os caras, em vez de fazer o mudo, tão falando horrores. E já de cara. Não dão nem oi, já chegam com o pé nos peito da gente. Mas é aquele negócio né... margem de erro para mais ou para menos, eles continuam com aquela dificuldade imensa de falar alguma coisa que faça sentido.
Olha só esses macholinos que encontrei por esses tempos:
Bom, primeiramente esse rapaz enviou a mesma mensagem EXATAMENTE igual, o que me leva a crer que ele deu um Ctrl C + Ctrl V bonito e deve mandar a mesma coisa para várias mulheres.
Esse aqui tentou ser romântico, mas só passou por peão mesmo.
Esse é o meu preferido! O cara sem empolgou e deixou minha autoestima em dia hahahaha
Um gênio!
Eu demorei uns 35 minutos para ler o currículo do Catho que ele me mandou, mas fiquei bastante impressionado mesmo foi com as marcações em caixa alta. Dedicado o rapaz. Deixa essa palavra mesmo.
Se descreveu como "peculiar". Você iria?
É o que, moço?! Não entendi nada! hahahaha
Sério... QUÊ?!
O clássico "quando uma imagem vale por mil palavras", né?! Divirtam-se. Porque pelo menos para dar risada esses apps ainda estão funcionando!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021
Sobre assédio sexual
Não é não. E pronto.
Homem, mulher ou qualquer outro gênero. Qualquer um têm direito de se recusar a ficar com alguém e deve ter seu desejo respeitado.
Eu demorei para falar do comportamento tóxico da Karol Konká aqui no blog porque eu era fã dessa mulher. As músicas dela falavam diretamente comigo, eu ouvia e me sentia empoderada. Então é um choque cair do cavalo dessa maneira. É difícil acreditar que uma mulher que gravou uma música chamada "100% feminista" esteja prestando um desserviço tão grande à causa.
Pois bem, depois de ontem, não tem para onde correr.
Desde o começo do jogo, Karol se mostrou interessada em Arcrebiano. Os dois fizeram prova de resistência juntos, mas ninguém tinha visto clima de romance nenhum entre os dois. Do nada, ela começou a dizer pela casa que havia um interesse da parte dele e que ela poderia estar correspondendo o tal interesse.
Ontem, Karol encurralou o rapaz. Durante o dia, se deitou de conchinha com ele e o encheu de perguntas e insinuações que o deixaram desconfortável. À noite, durante a festa, estava decidida a beijá-lo. E por mais que ele tenha negado várias vezes, ela continuou agarrando-o. Vimos cenas dela pendurada no pescoço dele, ele se esquivando e ela forçando a barra, dizendo "só um selinho, então, vai". Foram cenas de horror para os dois lados. Karol se humilhando por uma migalha (sem contar com o fato de ter jogado sua possível concorrente para os braços de outro), Arcrebiano super sem jeito, sem querer ser grosseiro, mas com nenhuma vontade de ficar com ela, aparentemente. Um não quer, o outro insiste veementemente = configura assédio.
Alguns disseram por aí "ah, mas ele acabou ficando, então é porque no fundo ele queria". Toda pessoa que já sofreu assédio e não conseguiu escapar já ouviu isso.
Arcrebiano foi um gentleman. Não destratou Karol em nenhum momento, não foi violento e nem agressivo. Mas seu semblante mostrava claramente seu desconforto, seu constrangimento, sua vontade de se livrar daquela situação. Ele foi assediado em público, em rede nacional, por uma mulher que fala por aí em suas músicas contra o assédio. O fato de ele ter acabado ficando com ela, não apaga o fato de que ele sofreu assédio. Quantes de nós já cedemos por pressão, por medo, para se livrar da pessoa, por vergonha?
Karol Konká, aliás, vem sendo abusiva de várias formas dentro da casa, com várias pessoas diferentes. Arcrebiano é só mais uma vítima de seu comportamento tóxico e seu jogo sujo.
A cantora chegou a afirmar em uma conversa que Juliette é o tipo de mulher que fingiria um assédio para prejudicar um homem e que ela sufocava os meninos da casa com seu jeito. Como se isso não fosse quase um pecado capital saído da boca de uma suposta feminista.. é também interessante essa colocação. Diria que minimamente irônica, não?
Aguardo as consequências das ações abusivas de Karol Konká. O tombo vai ser feio, como ela mesma já disse em sua consagrada canção.

.jpeg)
.jpeg)



.jpeg)

.jpeg)









